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Terça-feira, 18 de Junho de 2013
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Tecnologia domina lista de marcas mais valiosas

Categoria: Tecnologia

Wladimir D’Andrade

O setor de tecnologia ocupa cinco das dez primeiras posições do ranking de marcas mais valiosas do mundo, elaborado pela consultoria Interbrand. A Apple teve valorização de 129% em relação ao ranking do ano passado, atingiu US$ 76,6 bilhões e pulou para o segundo lugar, atrás da Coca-Cola, cuja valorização foi de 8%, com a marca alcançando US$ 77,8 bilhões.

No setor de tecnologia, além da Apple, aparecem entre as dez primeiras colocadas o Google (4.º lugar, com US$ 69,7 bilhões), Microsoft (5.º, com US$ 57,8 bilhões), Intel (8.º, com US$ 39,4 bilhões) e Samsung (9.º, com US$ 32,9 bilhões). Nenhuma empresa brasileira conseguiu entrar para a lista das 100 melhores marcas internacionais, informou a consultoria.

A IBM ocupa a terceira colocação, com crescimento de 8% e valor estimado em US$ 75,5 bilhões, mas, no ranking, ela entra no setor chamado Serviços de Negócios. Completam a lista das dez principais a GE, em 6.º lugar, com US$ 43,7 bilhões e valorização de 2%; McDonald’s (7.º), com US$ 40,1 bilhões e valorização de 13%; e Toyota (10.º), com US$ 30,3 bilhões e valorização de 9%.

As marcas de tecnologia mantêm um forte ritmo de crescimento nos últimos anos, segundo a Interbrand. Quatro dos maiores aumentos de valor, do ranking de 2011 para o divulgado ontem, são de marcas ligadas a esse setor: Apple (129%), Amazon (46%), Samsung (40%) e Oracle (28%).

Para a Interbrand, a Apple conseguiu manter a ligação emocional dos consumidores com a marca após a morte do fundador da empresa, Steve Jobs. “Mesmo enfrentando uma competição crescente de rivais como Google e Samsung, a companhia continua demonstrando seu compromisso de proteger a marca Apple e sua propriedade intelectualâ€, diz a Interbrand.

No setor automobilístico, a empresa mais bem colocada é a japonesa Toyota, seguida, nos 11.º e 12.º lugares, pelas alemãs Mercedes-Benz (US$ 30,1 bilhões) e BMW (US$ 29 bilhões). Para a consultoria, “as marcas automotivas tornaram-se mais sintonizadas com a ligação emocional que os consumidores têm com seus carros†e, por isso, mostraram bom desempenho.

O mesmo não ocorreu com as marcas de serviços financeiros, que continuam a sentir o impacto da retração econômica global. “Eventos recentes, tais como o escândalo da Libor, mancharam a reputação das marcas líderesâ€, justifica a Interbrand. A American Express é a marca deste setor mais bem colocada, no 24.º lugar, com valor de US$ 15,7 bilhões.

Para enfrentar tablets, Intel promove os ultrabooks

Categoria: Tecnologia

Marina Gazzoni

Nove empresas vão fabricar modelos de ultrabooks no Brasil até o fim do ano. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Intel Brasil, Fernando Martins, no Intel Developer Forum Brasil, evento para desenvolvedores. Os primeiros modelos chegaram ao Brasil no fim de 2011, mas foram importados e custavam em torno de R$ 3 mil a R$ 6 mil. Com a produção no País, os fabricantes estimam que os preços caiam cerca de 30%.

O ultrabook é um notebook com a tela mais fina, processador Intel, e que também tem funcionalidades próximas às de um tablet. A projeção da Intel é que existirão mais de 20 modelos no varejo brasileiro em 2012 de 11 fabricantes diferentes. “O ultrabook é a nossa grande aposta para 2012. Será a estrela do Natal deste anoâ€, disse Martins.

As fabricantes querem aproveitar os incentivos fiscais para produtos nacionais para lançar modelos mais baratos e impulsionar as vendas. Hoje, menos de 2% dos computadores móveis (notebooks e netbooks) vendidos no Brasil custam mais de R$ 3 mil, segundo dados da consultoria GfK. Um terço das vendas é de itens abaixo de R$ 1 mil.

Mas, com a queda de preços, os ultrabooks devem ganhar mercado. A projeção da consultoria IDC é de que 25% dos notebooks vendidos no mundo sejam ultrabooks até 2015. “É uma projeção conservadora, que só contempla os produtos com as definições da Intel. Mas todos os notebooks devem evoluir para modelos mais finos e levesâ€, disse o gerente de pesquisas da IDC Brasil, Luciano Crippa.

A HP, por exemplo, começou a vender em maio um modelo importado de ultrabook no Brasil ao custo de R$ 3.799. Mas a empresa pretende deixar de importar e começar a produzir no Brasil um novo modelo entre julho e agosto. “Ainda não definimos os preços, mas esperamos uma redução da ordem de 30%â€, disse o gerente de produtos da área de notebooks, Erick Cano.

Outras empresas preferiram entrar no mercado já com produção nacional. A coreana Samsung lançou há 15 dias o seu ultrabook feito no Brasil, com preço sugerido de R$ 2.399. “Nós preferimos entrar no mercado para valer, com produto nacionalâ€, disse Ricardo Dominguez, gerente de produto da área de notebooks da Samsung. Sua conterrânea LG lançará dois modelos no fim do mês, que custarão R$ 2.999 e R$ 4.399, e serão fabricados em Taubaté (SP). “O ultrabook é para o consumidor mais exigente, que quer um produto compacto e com alta performanceâ€, disse Dolf Wiemer, da LG.

A Intel lançou os ultrabooks em junho do ano passado em uma tentativa de ganhar parte do mercado de tablets, que cresce mais do que o de computadores. A estimativa da GfK é que o mercado global de notebooks cresça 3% em 2012, ante 60% do de tablets. A Intel ainda tem participação tímida nesse segmento e seu principal negócio é fazer processadores para computadores.

Ao lançar o ultrabook, a empresa tenta convencer o consumidor de que traz uma evolução tecnológica. “Não é um computador nem um tablet. É melhor do que os doisâ€, diz Martins. A partir do fim do ano, produtos com tela sensível ao toque já estarão no País. Em 2013, chegarão modelos com comando de voz e reconhecimento de face.

O produto receberá neste ano o maior investimento em marketing já feito pela empresa: US$ 1 bilhão. Eles também receberão US$ 300 milhões para pesquisas, principalmente para baratear a tecnologia touch screen.

Microsoft lança versão teste do Windows 8

Categoria: Empresas, Internet, Tecnologia

A Microsoft Corp. lançou sua primeira versão teste do Windows 8, para ter um ideia da reação dos consumidores sobre o novo sistema operacional. Steven Sinofsky, que comanda a divisão Windows da Microsoft, disse que a companhia fez cerca de 100 mil mudanças de códigos no sistema desde que o preview do software foi lançado para desenvolvedores em setembro de 2011.

O Windows 8, que não deverá ser lançado comercialmente até o final deste ano, é designado para posicionar a Microsoft no mercado de tablets de rápido crescimento dominado pelo iPad, da Apple, e o Android, do Google.

Durante a apresentação, Steven Sinofsky, que comanda a divisão Windows da Microsoft, disse que a companhia fez cerca de 100 mil mudanças de códigos no novo sistema operacional (Foto: ALEX GALLARDO/ REUTERS)

O Windows 8 é essencial para o futuro da Microsoft no mercado móvel, e representa a reforma mais dramática do sistema operacional desde o lançamento do Windows 95, 16 anos atrás.

O software será suficientemente flexível para acomodar tablets e smartphones, bem como os PCs mais tradicionais que dependem de teclados e mouses. O programa ganhou a atenção em razão das mudanças dramáticas na sua interface de usuário, que foi usado originalmente no sistema móvel operacional do Windows Phone 7.

O lançamento reduzirá a dependência da Microsoft da sua parceria de 30 anos com a Intel.

Em vez disso, o sistema operacional vai suportar os processadores ARM, que são usados em, praticamente, todos os computadores tablet e smartphones, além dos microprocessadores x86 da Intel e da Advanced Micro Devices que já suporta.

Clarissa Mangueira — Agência Estado

Preço de ultrabooks espanta consumidor

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Tecnologia

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Eles são finíssimos, leves, muito rápidos, mas são bastante caros também. Disponíveis no Brasil desde novembro do ano passado por um preço médio que gira em torno de R$ 3 mil, os ultrabooks, computadores portáteis que levam uma nova tecnologia propagada pela Intel, ainda esbarram nos valores para conquistarem o consumidor. No País, apenas algumas centenas de unidades foram vendidas até agora, segundo estima a consultoria ITData. Mas esse cenário deve mudar a partir do segundo semestre deste ano.

“A venda do produto precisa ter uma escala mundial maior para ter redução de preço. Além disso, ele ainda é importado no Paísâ€, afirma Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da ITData. Segundo ele, é possível que algumas empresas já estejam fabricando o aparelho aqui e as vendas mundiais tenham aumentado até lá. “A previsão é que, depois de julho, o ultrabook ja deva estar custando, em média, R$ 2 milâ€, diz.

O ultrabook leva o sistema operacional Windows e foi desenvolvido para fazer concorrência com o Macbook Air, da Apple, criado em 2008. No momento, duas marcas importam o produto no Brasil, a Acer e a Asus.
Hoje, o Zenbook, ultrabook da Asus, custa de R$ 3.999 a R$ 5.999, dependendo do tamanho da tela e do espaço de armazenamento. Já os modelos da Acer custam de R$ 2.799 a R$ 3.999. “De uma maneira geral, os ultrabooks ficam, em média duas vezes mais caros que o notebook convencional. Mas o preço não deve demorar para cair com os avanços da tecnologia e criação de outros modelosâ€, prevê o gerente de produtos da Asus Brasil Marcel Campos.

O que encarece o ultrabook, além do design fino e a composição de seu material (feito de alumínio), que o deixa mais leve, é a nova tecnologia de armazenamento, o solid-state drive (SSD), que substitui o HD. “Em vez de o sistema de armazenamento ser composto de discos giratórios, com leitura magnética, se assemelha à memória de um pen driveâ€, explica Ricardo Roverso, professor da faculdade de tecnologia da Mauá.

Com isso, o computador fica mais estável e também gasta menos energia. “A bateria do ultrabook pode durar até 10 horas sem precisar carregarâ€, ressalta Campos. Roverso explica: “Se o aparelho precisa de um motor que gira para funcionar, é claro que gasta mais energia. Esse modelo não precisa disso .â€

A rapidez com que o computador e os programas são ligados também é maior. “O ultrabook demora menos de 16 segundos para ligar, quando totalmente desligado e dois segundos quando está no modo ‘sleep’â€, explica Campos, da Asus. Fica muito mais ágil também abrir programas como o Word, Excel ou Outlook. “O acesso é quase instantâneoâ€, acrescenta ele.

SP: Microsoft inaugura centro tecnológico

Categoria: Empreendedorismo, Empresas, Tecnologia, Trabalho

NAYARA FRAGA

A Microsoft inaugurou ontem em São Paulo seu maior centro de tecnologia e inovação na América Latina. Em uma área de 1,3 mil metros quadrados, o Microsoft Technology Center (MTC) tem 11 ambientes para desenho de soluções, laboratórios e salas interativas em que a empresa mostra como seus produtos e invenções apoiadas por ela podem ser aplicados na prática. O valor investido pela Microsoft no centro foi de US$ 10 milhões.

A infraestrutura do espaço foi montada em parceria com 15 nomes fortes do setor de tecnologia, como HP, Intel, Nokia e Dell. Há no local uma grande variedade de dispositivos (notebooks, tablets, smartphones, telões, televisões, PCs) e um datacenter com 360 processadores, cuja capacidade de armazenamento é de 700 terabytes.

A ideia, segundo o diretor do MTC no Brasil, Fábio Souto, é basear o negócio em três pilares: ser um centro de referência em tecnologia, causar impacto positivo na sociedade e criar oportunidades para clientes e parceiros. Em outras palavras, o espaço pretende ser um showroom, consultoria e hub de tecnologia — a Microsoft apresenta seu portfólio, discute a viabilidade de projetos com empresas e apresenta tecnologias atuais e futuras (em versões de testes).

Durante o evento, Souto simulou a necessidade de uma empresa de conectar funcionários situados em lugares distantes e mostrou como solução o serviço de mensagem instantânea Microsoft Lync.

A ideia é receber e estudar qualquer tipo de demanda, incluindo as imaginadas como impossíveis, disse Souto. No Brasil, ele acredita que as necessidades terão vínculo com o momento pelo qual passa o País. Suas apostas estão em tecnologias voltadas para Copa e Olimpíada e acessibilidade, além de computação em nuvem. Oito arquitetos de tecnologia da informação conduzirão os trabalhos no MTC.

A Microsoft já possui o centro de tecnologia em outros 16 países, como Estados Unidos, França, Rússia e México. Mundialmente, 7 mil debates já ocorreram nos centros da multinacional. “Nossas pesquisas revelam que os clientes saem do MTC com uma impressão favorável (do negócio) em 98% das vezesâ€, disse Lew Wagman, diretor mundial do MTC.

Estímulo
Durante a inauguração do MTC, a Microsoft assinou um protocolo de intenções com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação para estimular o empreendedorismo e a inovação no Brasil. O acordo prevê a criação de seis aceleradoras, com dez startups cada uma, em seis cidades do País. Quatro delas já estão definidas: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador.

O foco das jovens empresas estará nas áreas de telecomunicação, óleo e gás, saúde, educação e, principalmente, jogos. Qualquer startup poderá participar desse programa, que terá seleção prévia feita pela Microsoft.