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Domingo, 19 de Maio de 2013
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TV da Apple vai ter de brigar com videogames

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

Farhad Manjoo

Se os rumores forem verdadeiros, a Apple vai lançar um televisor ainda este ano que será anunciado como a TV mais incrível já inventada. A Apple TV poderá acessar programas de uma variedade de provedores de conteúdo online, como sua loja iTunes Store e serviços de streaming como Netflix.

Pode ter a certeza de que a instalação será fácil – basta ligar na tomada, apertar o botão e configurar senhas da rede Wi-Fi e da loja iTunes. E, diferentemente da maioria dos aparelhos da sala de estar, usá-la será um prazer. Os anúncios da Apple mostrarão sem dúvida as muitas formas de encontrar algo para assistir na sua tela elegante – a TV será controlada pelo celular, iPad e, num avanço promissor, por voz.

A principal vantagem, segundo a Apple, é que será mais fácil buscar opções de programação. Digamos que alguém queira assistir Roubo nas Alturas numa noite de sábado. O primeiro lugar a ser visitado é o Netflix, afinal, se o filme estiver disponível no catálogo, será transmitido gratuitamente via streaming para os assinantes. Se não estiver, os assinantes do serviço Prime, da Amazon, devem procurar entre suas opções, pois talvez haja um desconto. Se não der certo, o filme pode ser procurado no iTunes.

O processo todo é uma bagunça frustrante, um caos que a Apple tentará ordenar com a construção de um mecanismo de busca que será incorporado à TV. Em vez de procurar separadamente em cada serviço, bastará dizer, “Ei, TV, quero assistir Roubo nas Alturas!” e a tela vai mostrar os diferentes locais em que o filme pode ser encontrado. Só teremos o trabalho de escolher e apertar o Play.

Xbox já faz
Quando o diretor executivo da Apple, Tim Cook, mostrar a TV da Apple no segundo semestre deste ano, aposto que vai dizer que a busca universal ativada por voz é uma maneira revolucionária de interagir com a TV. Mas é provável que Cook omita o fato de que isto já existe. Na verdade, boa parte daquilo que a Apple deve incorporar à sua TV está disponível hoje num aparelho cuja interface é tão fácil de usar quanto qualquer coisa que a Apple seja capaz de criar: o Xbox 360.

Nos últimos meses, a Microsoft transformou o console no melhor amigo da TV. A empresa reformulou a interface e acrescentando um incrível recurso de busca vocal que possibilita a captura de movimentos. A Microsoft também acrescentou dúzias de serviços de entretenimento ao seu serviço online Xbox Live, incluindo Netflix, ESPN e vídeo sob demanda de redes de TV a cabo do mundo inteiro.

A Microsoft diz que, depois de ter acrescentado a busca vocal à interface do aparelho no ano passado, o número de horas que as pessoas passam na Xbox Live a cada mês aumentou 30%. Em média, os usuários do Xbox Live passam 80 horas mensais acessando o serviço.

O mais importante é que as pessoas estão agora usando o Xbox Live mais para assistir programas do que para jogar. Estes números sugerem que a Microsoft rompeu uma barreira importante na sala de estar: a empresa transformou o Xbox, antes apenas um dos aparelhos ligados à TV, no principal portal do conteúdo televisivo.

Enquanto isso, o aparelho que a própria Apple oferece para os televisores atuais – o Apple TV, de US$ 100 – fracassou na conquista dessa posição. Suspeito que parte do motivo seja o fato de o aparelho oferecer o acesso a um número bem menor de serviços; pode-se acessar o iTunes e o Netflix no Apple TV, mas é impossível assistir a vídeos da Amazon, HBO e Comcast (uma das maiores companhia de televisão a cabo dos Estados Unidos), nem de nenhum dos serviços disponíveis para o Xbox. Além disso, o console da Microsoft também conta com uma vantagem inesperada: os consumidores compram o aparelho para jogar e agora o estão usando para muitas outras coisas. Ao funcionar apenas como um periférico para a TV, o Apple TV dá a impressão de ser só outro aparelho.

Em fevereiro, vi uma demonstração do serviço da Comcast na sede da Microsoft, em Richmond, Washington. É incrível: para assistir o mais novo episódio de Mad Men, basta pedir ao Xbox que o exiba.
Há também a questão do preço: um console Xbox com o periférico Kinect pode ser comprado por US$ 250. Uma assinatura do plano Gold do Xbox Live – necessária para acessar boa parte dos serviços de entretenimento – custa cerca de US$ 40 ao ano nos Estados Unidos.

Preço
Além disso, é preciso pagar uma taxa extra para cada serviço utilizado. Para ver um episódio de Mad Men pela Comcast, é preciso ser um assinante da Comcast.

É verdade que a TV da Apple será uma TV de verdade e, por isso, deve ser vendida a um preço bem mais alto. Mas quem vai querer comprar outra TV? E, no caso dos milhões de pessoas que já têm um Xbox com Kinect, que motivo haveria para comprar outro aparelho?
O futuro do entretenimento deve ser fragmentado. E, num mundo fragmentado, o poder mágico do Xbox de oferecer uma experiência de uso mais direta pode ser a melhor coisa que já ocorreu com a sua TV. /TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

Tome todos os cuidados ao comprar eletrônicos

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Serviços

Ao comprar eletrodomésticos e eletrônicos para casa (geladeiras, TVs, liquidificadores, dentre outros), o consumidor deve pesquisar com bastante antecedência as diferentes ofertas de preço e qualidade. Além disso, deve checar se a cobrança de frete e instalação do produto é feita à parte ou se está incluída no preço do produto.

Ao escolher, é importante dar preferência aos produtos que têm o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). Desde 1º de julho de 2011, 87 famílias de eletrodomésticos e similares, inclusive industriais, fabricados ou importados para comercialização no Brasil devem ter a marca do instituto – o comércio ainda pode vender o estoque de produtos fora dos padrões até 1º de janeiro de 2013. Também fique atento à Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence), com graduações de “A” a “C”, sendo “A” o eletrodoméstico que tem maior eficiência energética e “C” o menos econômico.

A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) também aconselha o consumidor a procurar um fabricante ou uma marca que tenha uma área de atendimento bem estruturada tanto em variedade de canais de atendimento quanto em cobertura geográfica.

Segundo a Eletros, os principais indicadores de um atendimento de qualidade ao consumidor são: agilidade, atendimento cortês e eficiência na resolução dos problemas. Converse com amigos, vizinhos e família para conhecer as experiências de outros consumidores antes de fazer sua própria escolha.

No recebimento dos produtos, verifique se estão de acordo com o pedido (marca, cor, modelo e tamanho) e se há algum defeito no funcionamento ou dano visível. “Se o produto chegar com defeito, incompleto ou em desacordo com o pedido, recuse o recebimento e anote o motivo da recusa na nota fiscal. E se a empresa não resolver, acione o Procon ”, diz Tatiana Viola de Queiroz advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

Teles querem adiar adoção da tecnologia 4G

Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

Renato Cruz e Luana Pavani

As operadoras celulares parecem ter perdido a pressa pela quarta geração da tecnologia celular (4G).

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) planeja licitar as licenças da faixa de 2,5 GHz, que será usada pelo 4G, até abril de 2012, para que o serviço esteja disponível no País para a Copa do Mundo de 2014.

“O edital deve ser publicado até o fim do ano”, afirmou a conselheira Emília Ribeiro, da Anatel, durante o evento Futurecom. “Nenhuma operadora quer o 4G logo. O investimento no 3G (terceira geração) é muito alto e o 4G vai exigir investimento também. Mas elas pediram muito essa frequência (de 2,5 GHz) e agora não tem jeito.”

Emília fez uma referência à briga das operadoras de telefonia celular com as operadoras de MMDS (TV paga por micro-ondas), que ocupavam a faixa de 2,5 GHz, e acabaram perdendo parte dela para acomodar o 4G.

Há dois anos, as celulares chegaram a dizer que o espectro atual ficaria saturado em pouco tempo. Agora, depois de terem vencido a briga e garantido as frequências, querem deixar para depois.

A tecnologia do 4G se chama Long Term Evolution (LTE). “O LTE agrega complexidade e não ajuda o negócio”, afirmou Luca Luciani, presidente da TIM. “O que é melhor: gastar bilhões em licenças ou gastar bilhões para ampliar a cobertura na Região Norte?”, questionou.

Luciani argumentou que ainda existem, no mercado mundial, poucos modelos de aparelhos com tecnologia 4G. Na visão dele, a instalação de hotspots Wi-Fi, pontos de acesso público com tecnologia de rede local sem fio, resolveria melhor o problema.

“Os smartphones têm Wi-Fi, mas poucos terão 4G”, disse. A TIM começou a instalar hotspots Wi-Fi, com a mesma tecnologia sem fio que as pessoas usam na banda larga de casa, para oferecer serviço a seus clientes e retirar tráfego da rede celular.

Evolução
Para Francisco Valim, presidente da Oi, não existe problema em o leilão acontecer até abril. Ele defendeu, no entanto, que a Anatel defina com clareza como venderá as faixas de 700 MHz e de 3,5 GHz, que também poderiam ser usadas pelo 4G, antes do leilão de 2,5 GHz.

“O prazo pode ser cumprido, mas as empresas precisam ter condições de planejar tudo”, disse Valim.

O leilão de 3,5 GHz já deveria ter acontecido, mas foi paralisado por queixas de interferência na banda C, serviço de comunicação via satélite que transporta sinais de TV aberta e de telecomunicações. Segundo Emília Ribeiro, a Anatel está trabalhando numa solução técnica para isso.

A faixa de 700 MHz, no entanto, é mais complicada. Atualmente, ela é ocupada pelos canais analógicos de televisão.

O decreto que instituiu o Sistema Brasileiro de TV Digital definiu que esses canais devem ser devolvidos em 2016, quando funcionarão somente os canais digitais. Em todo mundo, houve atraso nessa transição. Até nos Estados Unidos, que hoje usa essa faixa para o 4G.

“O setor de radiodifusão é competência do Ministério das Comunicações, então essa é uma política que o ministro Paulo Bernardo deve conduzir”, explicou Emília, ante a pressão das operadoras para garantir a nova faixa.

Sobre a posição de Valim, a conselheira disse: “Talvez ele não tenha todas as informações porque está voltando agora ao setor, mas a porta do gabinete está aberta”. Valim assumiu o comando da Oi em agosto, depois de ter ficado quase três anos na Serasa Experian.

Outro conselheiro da Anatel, João Batista de Rezende, afirmou que a data limite para o leilão da faixa de 2,5 GHz é 30 de abril de 2012.

O leilão terá três faixas de 20 MHz e uma de 10 MHz. “A faixa de 2,5 GHz é fundamental para a Copa”, disse Rezende. “Espectro será um bem raro no futuro, e vital para as empresas.”

Carro mais seguro movimenta indústria

Categoria: Indústria, Tecnologia

Cleide Silva

A obrigatoriedade de instalação de sistemas de segurança nos automóveis brasileiros, especialmente airbags, freios ABS e rastreadores, movimenta a indústria de componentes e as montadoras. Este ano, 15% dos carros novos produzidos no País e importados precisam ter ABS e airbag para motorista e passageiro. Em 2012, essa fatia sobe para 30%, vai a 60% no ano seguinte e atinge a totalidade em 2014.

A Takata Petri, maior fornecedora local de airbags, passará de uma produção anual de 800 mil peças para até 6 milhões. Amanhã, a empresa lança a pedra fundamental de uma fábrica que produzirá bolsas para airbag em San José, no Uruguai, projeto orçado em US$ 10 milhões e com 100% da produção destinada ao Brasil. Hoje as peças vêm do México, da Romênia e das Filipinas.

Segundo Airton Evangelista, vice-presidente da Takata, a unidade entrará em operação no início de 2012, com capacidade para 7 milhões de peças ao ano, das quais 6 milhões serão usadas na produção de airbags na fábrica de Jundiaí (SP) e o restante deverá ser vendido a terceiros.

O executivo calcula que Brasil e Argentina vão produzir, juntos, cerca de 5 milhões de veículos a partir de 2014. E, no caso do Brasil, a obrigatoriedade aprovada em lei em 2009 é de instalação de airbag duplo (para motorista e passageiro), o que dá uma ideia do potencial de mercado.

Produção

A Bosch, única fabricante de freios ABS na América do Sul, vai mais que triplicar a produção nos próximos três anos, além de nacionalizar o motor do equipamento. Inaugurada em Campinas (SP) em 2007, a fábrica de ABS opera com duas linhas de montagem e está perto do limite da capacidade de 650 mil módulos por ano. No início de 2012, a empresa inaugura uma terceira linha, com produção adicional de 800 mil peças e, dois anos depois, outra linha para mais 800 mil peças.

Segundo o gerente de vendas e marketing da Bosch para a América Latina, Carlo Gibran, o sistema que será produzido a partir do próximo ano é mais avançado que o atual. “Tem maior capacidade de processamento, é mais aprimorado, mais leve e entre 10% a 15% mais barato”, diz. O preço do ABS hoje é metade do que era há cinco anos, calcula Gibran. “Há produto sendo vendido a R$ 790 como opcional.”

Chinese investirão R$ 1,5 bilhão em SP

Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia, Trabalho

JAC Motors abrirá 48 concessionárias em março, uma mostra do interesse chinês pelo mercado brasileiro (Foto: Ernesto Rodrigues/AE)

GISELE TAMAMAR

Os chineses têm planos para aterrissar no Estado de São Paulo e trazer na mala investimentos de até R$ 1,5 bilhão, que devem resultar na criação de até quatro mil empregos na região. A Investe São Paulo, agência criada pelo governo para atrair investimentos ao Estado, negocia a vinda de sete projetos de empresas chinesas que deverão se instalar em cidades do interior paulista.

De acordo com o presidente da Investe São Paulo, Luciano Almeida, “boas notícias” devem chegar até o fim de março. “Todo o processo é lento. Do anúncio da chegada da empresa até a instalação da fábrica e início das operações”, pontua. Só a construção de uma fábrica pode demorar em média um ano e meio.

“Esses projetos em andamento mostram uma tendência. Os chineses estão se globalizando. Não querem só enviar produtos, mas também produzir fora desse universo”, destaca Almeida. Em relação aos empregos a serem criados, podem se beneficiar candidatos que tenham desde o ensino básico até o superior. Geralmente as empresas já vêm com uma equipe de diretoria formada.

A instalação das empresas chinesas esbarra na questão cultural. “Eles não entendem nossa burocracia, nosso sistema tributário e os encargos trabalhistas em vigor por aqui. Os chineses esbarram nesse processo todo que é a economia brasileira, porém estamos conseguindo mostrar que é difícil no começo mas que depois vale muito a pena”, conta Almeida.

Os nomes das empresas só serão revelados quando as negociações forem concretizadas. Enquanto isso, Almeida só adianta que elas estão ligadas aos setores de autopeças, petróleo e gás. O destino da instalação será o interior do Estado. São municípios com população entre 200 mil e 500 mil habitantes, boa infraestrutura e um custo relativamente menor em relação à capital paulista.

A cidade de Jacareí — a 80 quilômetros de São Paulo — é um desses exemplos. O município vai abrigar as fábricas da montadora de veículos Chery e da fabricante de máquinas para engenharia Sany.

Investimentos

No caso da Chery, a instalação da unidade na cidade foi oficializada em setembro. São previstos investimentos da ordem de US$ 400 milhões — ou R$ 660 milhões. As operações devem começar em 2013, mas não há previsão oficial de quantos empregos serão gerados.

A fábrica deverá produzir de 150 e 170 mil automóveis por ano. Em fevereiro, a Câmara de vereadores de Jacareí aprovou a compra de uma área de 1,022 milhão de metros quadrados para ser doada à Chery. A prefeitura deverá investir R$ 5,1 milhões na aquisição do terreno que abrigará a montadora. É da Chery o modelo QQ, veículo que promete chegar ao Brasil como o carro mais barato do País, cujo preço deve ser de R$ 22.900.

Os planos da Sany também incluem o início das operações da fábrica daqui dois anos e investimentos de US$ 200 milhões (R$ 330 milhões). Atualmente, a empresa conta com um centro de montagem em São José dos Campos com capacidade de produção de 700 equipamentos por ano, entre escavadeiras e guindastes.

Atualmente, a Sany conta com 150 profissionais e estima que o quadro de funcionários chegue a 380 pessoas este ano, sendo 85% de brasileiros. Os chineses da Sany esperam faturar alto no Brasil. A expectativa é atingir a casa dos R$ 255 milhões este ano e R$ 2 bilhões em 2014, já com a fábrica instalada.

Outra empresa chinesa, a JAC Motors, chega ao País no próximo dia 18, com a abertura de 48 concessionárias. A empresa já tem uma loja teste instalada no Shopping Aricanduva e espera fechar o ano com 80 lojas. Por enquanto, ainda sem planos de instalar uma fábrica em solo brasileiro.

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