Consumidor corre para comprar carro sem reajuste
- 16 de setembro de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Impostos, Indústria
Logo que ficou sabendo do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que atingiria em cheio os carros importados, a administradora de empresas CÃntia Silvestre adiou os compromissos de trabalho e correu ontem para a revenda do Mini Cooper.
“Quando entrei na loja havia quatro unidades. Foi o tempo de subir para olhar um veÃculo que estava no andar de cima e quando voltei só tinha sobrado umâ€, conta CÃntia.
Ela ficou satisfeita porque o Mini Cooper que sobrou era vermelho, exatamente a cor que ela queria. Diante dessa corrida de consumidores para comprar os importados, CÃntia bateu o martelo e levou o carro dos seus sonhos por R$ 80 mil. Com o novo imposto, o preço deve subir para R$ 105 mil.
O governo anunciou anteontem aumento de 30 pontos porcentuais no IPI dos automóveis e caminhões que não cumprirem um conjunto de exigências. A medida vale até dezembro de 2012 e deve atingir os importados, sobretudo os asiáticos.
A corrida dos consumidores para comprar carros importados antes do aumento do imposto ocorreu nas revendas de marcas chinesas, cujos carros são mais baratos. Nas quatro lojas da Chery Pequim, por exemplo, cerca de 20 carros tinham sido vendidos ontem até a metade da tarde.
A expectativa era fechar o dia com 30 negócios fechados, prevê Wilson Goes, diretor comercial do Grupo Freelane. Numa sexta-feira normal, são vendidos em média cinco veÃculos por dia.
Neste final de semana, as concessionárias Chery na Grande São Paulo vão fazer do aumento do imposto o mote de uma mega campanha publicitária para desovar cerca de mil carros, mantendo os preços antigos. “Nos últimos dias, compramos tudo que podÃamosâ€, conta Goes. Com essa campanha, o preço do Face 1.3, que é um veÃculo compacto está R$ 32.990. Com o novo imposto sobe para R$ 40 mil.
O gerente da concessionária Lifan (chinesa) em Jundiaà (SP), Henrique Antunes, o fluxo de clientes na loja ontem foi 30% maior. “Nosso fechamento de negócios ficou 15% acima de uma sexta normal. A maior parte deles foi de gente que já tinha vindo até a loja, não tinha decidido ainda e achou melhor não correr o risco de deixar para comprar depois.â€
Na Euro Import, revenda da Land Rover em Curitiba, o gerente geral Fábio Almeida diz que o fluxo de pessoas na loja ontem foi 40% superior ao do dia anterior.
Na Yang VeÃculos, concessionária da chinesa Chery em Sorocaba, o clima ontem era de incerteza. Dirigentes e supervisores de venda se reuniram para discutir a decisão governamental. Um funcionário disse que a montadora fez acordos com o governo ao iniciar a construção de sua fábrica em JacareÃ. A tabela de preços dos veÃculos não tinha sido alterada.
Promoções
A dica, no entanto, é tomar cuidado com a compra por impulso diante do apelo das revendas com o preço sem reajuste. “Se a ideia já era comprar um carro importado, aproveite. Mas não seja influenciado pela campanha. O efeito ruim desta decisão pode se ampliar por muito tempoâ€, afirma o especialista em finanças pessoais da Moneyfit André Massaro.
A boa notÃcia, segundo preveem especialistas, é que o preço dos nacionais não deve aumentar – o que poderia ocorrer, já que as fabricantes não precisariam mais oferecer preços mais baixos para competir com os importados.
“Mantendo os preços equalizados, as empresas terão mais chances de abocanhar essa fatia do mercado preenchida principalmente por japoneses e coreanosâ€, explica o economista especializado no setor automotivo Airton Fontes.
A manutenção, porém, não deve ficar mais cara, pelo menos no curto prazo. “A medida afeta o item automóvel, não a peça em si. O que pode acontecer é que as montadoras repassem esse aumento para as peças na sequencia, mas isso não ocorre da noite para o diaâ€, diz Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM. (Márcia de Chiara, Tatiana Fávaro, Evandro Fadel, José Maria Tomazela, Ligia Tuon)
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Celular: operadoras sorteiam R$ 1 milhão
- 6 de setembro de 2011 |
- 23h05 |
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GISELE TAMAMAR
Mudar de vida, ficar rico. Essas são as palavras de destaque da promoção “Milhão na mão†que reúne quatro operadoras de telefonia celular: Oi, Claro, Vivo e TIM.
Por meio do envio de mensagem de texto, o cliente recebe três “números da sorte†para concorrer a prêmios de até R$ 1 milhão.
Apesar de a premiação ser atrativa, o consumidor deve tomar cuidado para não se empolgar demais e agir por impulso ao participar da promoção, que vai até o dia 18 de outubro.
Para concorrer ao sorteio, é preciso enviar uma mensagem de texto com a palavra “rico†para 5522. Serão enviados três números para concorrer ao prêmio diário, ao prêmio referente ao perÃodo da inscrição (a data do sorteio depende do dia da inscrição) e ao prêmio final.
Serão 70 prêmios de R$ 5 mil (uma vez por dia), 20 prêmios de R$ 60 mil (duas vezes por semana) e o prêmio de R$ 1 milhão.
Os números da sorte são compostos de sete, oito e nove algarismos, conforme o prêmio. Para ser considerado vencedor da promoção, o número precisa “combinar†com outros números dos prêmios da Loteria Federal.
O custo de cada mensagem no Estado de São Paulo é de R$ 2,78 ou R$ 2,79, dependendo da operadora. “Esse tipo de promoção pega o consumidor pelo impulso. É preciso avaliar racionalmente o quanto vale participar porque a chance de gastar e não ser sorteado é grandeâ€, destaca a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Veridiana Alimonti.
Para comparar, o consumidor que optar por jogar na Loteria Federal concorre a prêmios de R$ 250 mil a R$ 600 mil. As apostas do bilhete inteiro (10 frações) custam R$ 15, R$ 20 ou R$ 70, de acordo com a data do sorteio. É possÃvel comprar frações separadas.
Veridiana também alerta que a promoção envia perguntas para aumentar a quantidade de números da sorte. “Se você responder, terá mais chances de ganhar. Isso estimula o consumidor a mandar mais mensagens, mas que também serão cobradas.â€
O Procon-SP esclarece que, as informações sobre as condições para que o consumidor participe da promoção (valor de cada SMS, data de inÃcio e término, prêmios, periodicidade dos sorteios, entre outras) devem ser prestadas de forma clara, precisa e ostensiva.
A advogada e professora da Escola Superior de Advocacia da OAB-SP, Joung Won Kim, lembra que quem tiver qualquer restrição no CPF ou inadimplente com as operadoras pode ter sua participação anulada.
“O consumidor deve ler todo o regulamento e avaliar, inclusive fazendo os cálculos de centavo em centavo, do custo do envio da mensagem no seu saldo de créditosâ€, completa Joung. As regras do concurso podem ser consultadas em: www.milhaonamao.com.br.
O consumidor precisa ficar atento ao nome que está registrado o celular, já que o prêmio é intransferÃvel e será pago ao titular do celular sorteado. Os resultados serão divulgados no site e a organização entra em contato pelo telefone e não por mensagem SMS.
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Shoppings dão carros e motos
- 29 de julho de 2011 |
- 23h30 |
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GISELE TAMAMAR
Sorteios de carros, motos Harley Davidson, ingressos para o Grande Prêmio de Fórmula 1 no Brasil e curso de pilotagem. Os shoppings da Grande São Paulo deram inÃcio à s campanhas para atrair consumidores que vão comprar presentes para o Dia dos Pais, comemorado no dia 14. Além dos sorteios, os shoppings também terão concursos culturais e promoções do tipo compre e ganhe, que dão direito à troca de notas fiscais por vinhos, miniplacas personalizadas de carro e roupão de banho.
Os shoppings estão otimistas com as vendas este ano. O SP Market é um dos que projetam maior crescimento em comparação com o ano passado: 20%.
Para isso, o estabelecimento vai dar um curso de piloto para o pai dirigir no Autódromo de Interlagos por meio da melhor frase escolhida no concurso cultural. Para os que não forem contemplados, a cada R$ 250 em compras, o cliente terá a oportunidade de pilotar um simulador de Fórmula 1.
O mundo do automobilismo também é tema da campanha do Shopping Vila OlÃmpia, que vai sortear ingressos para assistir à corrida de Fórmula 1, que ocorrerá em novembro, em São Paulo. Além do ingresso, o sorteado terá direito de assistir aos treinos e visitar os boxes das equipes.
Já os amantes das motos vão gostar dos prêmios dos shoppings D e Continental: motos Harley Davidson.
Os vinhos também ganham destaque para atrair mais compradores. Os shoppings Frei Caneca, Tamboré e Granja Vianna incluÃram a bebida no caso do cliente gastar um valor mÃnimo.
As promoções diferenciadas em datas comemorativas pesam na hora da escolha do local de compra, segundo Claudio Mello, professor de marketing promocional e merchandising da ESPM. A dica para o consumidor é verificar se o que é oferecido atende à sua expectativa. Por isso, é importante avaliar as condições e os direitos envolvidos na campanha.
Compras
Em geral, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) prevê um aumento médio de 8% nas vendas e um gasto médio de R$ 90. Na lista de itens mais procurados estão peças de vestuário, eletroeletrônicos, perfumes, CDs e DVDs.
O conselho da diretora executiva do programa de educação financeira, The Money Camp No Brasil, SÃlvia Alambert, é aproveitar as liquidações de inverno que estão em vigor nos shoppings para comprar os presentes.
“O mais indicado é fazer uma compra planejada e com antecedênciaâ€, orienta a executiva Silvia. Ela alerta para o consumidor não se levar pelo impulso.
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Emprego industrial tem alta recorde
- 12 de fevereiro de 2011 |
- 12h40 |
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Categoria: Indicadores, Indústria, Trabalho
Alexandre Rodrigues
O emprego na indústria avançou 3,4% em 2010, a maior alta da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE) desde 2002. Apesar do recorde, o indicador ficou estagnado no fim do ano. Recuou 0,1% em dezembro, na comparação com o mês anterior, após três meses de estabilidade.
Concentrado no primeiro semestre, o crescimento das vagas na indústria colecionava sete meses seguidos de alta em agosto, quando desacelerou. O desempenho segue a dinâmica da produção industrial, que cresceu 10,5% no ano passado, mas caiu 0,7% no último mês do ano.
O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, concorda que o emprego na indústria, o mais qualificado na economia, começa o ano em condições bem diferentes das de 2010, quando o indicador recebeu o impulso da recuperação da produção no final de 2009. “São cenários diferentes. No fim de 2009, a indústria estava sob impacto de incentivos, como a redução de IPI para carros e eletrodomésticos de linha branca. Agora, não há esse impulso. O emprego vai depender do ritmo da produção industrial em 2011. Temos de aguardar como vai se comportar.â€
Macedo avalia que a taxa recorde de 2010 reflete a recuperação gradual do pessoal assalariado ocupado nas fábricas ao longo do ano, depois da queda de 5% em 2009 em meio à crise internacional, mas também foi influenciada pela baixa base de comparação.
“É uma combinação dos dois fatores. A leitura é muito parecida com a da produção industrial. Embora a produção tenha superado o patamar anterior à crise em março do ano passado, o emprego industrial ainda está 1,7% abaixo do nÃvel de setembro de 2008â€, afirmou Macedo, que destacou o avanço em todos os 14 locais pesquisados e em 13 dos 18 segmentos investigados. Lideraram metalurgia básica (7,7%) e bens de capital (7,3%).
O economista explicou que é natural o emprego não seguir a evolução da produção na mesma proporção, já que o custo de contratação pode fazer com que os empresários adiem o aumento de pessoal diante da retomada do ritmo para aumentar a produtividade. (com Alessandra Saraiva)
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Facebook enfrenta as telas de cinema
- 2 de outubro de 2010 |
- 20h26 |
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Seria possÃvel que o indivÃduo que criou o Facebook, que conectou tantas pessoas a ponto de ser difÃcil de acreditar (500 milhões e não para aÃ) alguém incapaz uma ligação pessoal mais próxima? É possÃvel que o bilionário mais jovem do mundo, um garoto de 26 anos cuja criação permitiu à s pessoas se unirem em 207 paÃses, usando 70 lÃnguas, seja o jovem mais solitário do planeta?
Se isso soa para você como uma lorota, você não conhece metade da história. Escrito por Aaron Sorkin, dirigido por David Fincher e ancorada pelo desempenho perfeitamente ajustado de Jesse Eisenberg, o filme A Rede Social, que chegou ontem aos cinemas norte-americanos, conta uma história excelente.
Mas, embora hoje nada esteja mais em moda do que o fenômeno Facebook, A Rede Social é um filme bem sucedido porque sua história é o ingrediente de filmes dramáticos arquetÃpicos. Ele une a tradição de épicos como A Vida do Dr. Ehrlich, Madame Curie e Edison, o Mago da Luz, com a história familiar do poder corrupto da ambição e do sucesso, que permite que o público sinta que as vidas quotidianas dessas pessoas têm mais significado do que aquelas dos ricos e famosos.
Em alguns aspectos, A Rede Social foge desses filmes biográficos citados e um deles é que, na interpretação de Jesse Eisenberg, o protagonista Mark Zuckerberg é retratado como um jovem estudante de Harvard, de 19 anos, extremamente antipático, não heroico, socialmente desajeitado e temivelmente inteligente.
Jesse está excelente no papel de uma pessoa cujo sucesso é alimentado por ressentimentos de todas as formas e tamanhos. O seu Mark Zuckerberg é tão consumido pelo Ãmpeto de conquistar cada vez mais status que ninguém é páreo para ele na combinação de um objetivo implacável e na frieza desinteressada que ele consegue expressar.
Embora o filme seja baseado no livro Bilionários por Acaso, de Ben Mezrich, o roteirista Aaron Sorkin realizou sua própria pesquisa da história e o tratamento que deu a ela não foi nada redundante. Mesmo que tenha se falado que A Rede Social teria alguns elementos de Rashomon (em que a história é mostrada a partir de vários pontos de vista), essa é uma pista falsa. Os personagens do filme naturalmente têm pontos de vista diferentes e os detalhes podem ser contestados, mas o impulso básico da história jamais balança, independente dos fatos narrados.

Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, não colaborou com a produção do filme, chamando-o de ficção em entrevista no programa da apresentadora norte-americana a Oprah Winfrey (Foto: Marcio Jose Sanchez/AP Photo)
Rejeição
A Rede Social começa propondo que foi um ressentimento social muito especÃfico que impeliu Zuckerberg na sua trajetória para os bilhões. O filme tem inÃcio num bar de universitários perto do campus de Harvard no outono de 2003, com Zuckerberg sendo passado para trás pela namorada.
Sair com ele, ela diz asperamente, é “como ter um encontro com um aparelho de musculaçãoâ€. Furioso por ser rejeitado dessa maneira, ele entra pisoteando em seu dormitório e, com a ajuda do colega de quarto e seu melhor amigo, o brasileiro Eduardo Saverin (interpretado por Andrew Garfield), ele se vinga invadindo sistemas da universidade e criando o Facemasch, um site que permite aos estudantes votarem quais as garotas “mais quentes†de Harvard. Em duas horas ele consegue 22 mil respostas e derruba o sistema da universidade. (Kenneth Turan, do Los Angeles Times. Tradução de Terezinha Martino)
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