Cresce o número de clientes em busca do nome limpo
- 18 de setembro de 2012 |
- 22h40 |
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Categoria: Agenda, Análise, Crédito, Serviços
JOSÉ GABRIEL NAVARRO
Uma combinação de fatores da economia brasileira está facilitando para os consumidores retirar o nome dos cadastros de inadimplentes. Essa é a conclusão da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), segundo a qual a quantidade de gente que recuperou crédito no mês passado foi 16,2% maior que a verificada em agosto de 2011.
Nesse mesmo tipo de comparação, o número de registros de devedores caiu 1%. “É verdade que é comum haver mais recuperação de crédito no fim do ano, até por conta também do décimo terceiro”, explica o economista da Boa Vista Flávio Calife. “Mas o que a gente vê agora é uma evolução vinda desde o restante do ano. As condições de crédito estão melhores e o mercado de trabalho está ajudando.”
Calife se refere à redução nos juros capitaneada por instituições financeiras com capital estatal (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) e ao índice de desemprego. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Seade calculam que, em julho, a taxa de desempregos permaneceu estável em 10,7% pelo quarto mês consecutivo.
No acumulado do ano, os índices também demonstram recuo na inadimplência. De janeiro a agosto, cresceu 6% o número de registros de inadimplentes em relação ao mesmo período de 2011. No Estado de São Paulo, o aumento foi de 8,2%.
Pode parecer muito, mas o ano passado se encerrou com 22% de aumento na porção de devedores. Para 2012, a Boa Vista prevê que o índice seja de 3%. “O primeiro semestre de 2013 deve ser de diminuição do crescimento ou até redução da quantidade de inadimplentes”, arrisca Calife.
Já a quantidade de devedores que recuperaram crédito também foi maior no mercado paulista. No País, o crescimento foi de 13,9% entre janeiro e agosto. Em São Paulo, o índice foi de 14,7%.
Nome limpo
A maior dificuldade para deixar cadastros de endividamento, porém, continua a ser a burocracia. Quem atesta isso é a bióloga Magda Miranda Gomes, de 50 anos. Uma dívida inicial de R$ 405 feita em 2005 negativou o nome dela, que não sabe mais a que recorrer.
“Contraí a dívida porque a escola em que minha filha estudava, uma cooperativa, faliu. Tenho condições de pagar, mas não existe mais um responsável pelo colégio que possa autorizar a ‘limpeza’ do meu nome”, conta Magda, que já frequentou cadastros de inadimplentes outras duas vezes. “Costumo brincar que os frequento como se fossem clubes.”
Contratar um advogado para solucionar a pendência, segundo a bióloga, não compensaria. Para tentar encurtar o caminho do devedor em busca de ter o nome limpo na praça novamente, a Boa Vista realiza na sexta-feira e no sábado mais um mutirão Acertando Suas Contas (leia mais no quadro abaixo).
O último evento do tipo realizado na capital, em abril, solucionou cerca de 20 mil (23,5%) dos 85 mil casos tratados.
O professor de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Eric Brasil lembra que há formas de renegociar uma dívida se aproveitando dos juros menores praticados agora. “Empréstimos consignados, com débito direto na folha de pagamento, costumam ser mais em conta, pois eles têm garantia quase total para a financeira”, afirma. “Alguns tipos de empréstimo pessoal também são mais vantajosos que o cartão de crédito e o cheque especial, por exemplo.”
Serviço
- O próximo Acertando Suas Contas está marcado para os dias 21 e22 de setembro, das 9h às 17h
- O local é a Escola Técnica Estadual Abdias do Nascimento, na Rua Dr. José Augusto de Souza de Silva, em Paraisópolis, zona sul da capital
- É preciso levar RG e CPF ou a nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
- Em caso de dúvidas, acesse o site www.acertandosuascontas.com.br e preencha o formulário do campo “Cadastre-se”
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Micro e pequenos fecham semestre em alta de 7,6% no faturamento
- 17 de agosto de 2012 |
- 16h24 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empreendedorismo
As micro e pequenas empresas (MPEs) paulistas fecharam o primeiro semestre de 2012 com uma receita de R$ 244,4 bilhões, um aumento de 7,6% (+ R$ 17, 4 bilhões) em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da pesquisa de conjuntura Indicadores Sebrae-SP, feita com apoio da Fundação Seade, que realizou o estudo com cerca de 2.716 empresas.
Em junho, o aumento de faturamento foi de 1,8% em relação ao mesmo mês em 2011 (+ R$ 701 milhões). Por setores, os resultados foram: indústria (+ 2,8%), serviços (+2,1%) e comércio (+1,3%). O resultado foi positivo, mas inferior aos registrados nos meses anteriores: março/12 (+9,9%), abril/12 (+10,3 %) e maio/12 (+10,3%).
“O mercado de trabalho vem tendo bom desempenho, com a ocupação e o rendimento dos brasileiros apresentando evolução positiva, o que tem favorecido as vendas das MPEs, particularmente nos setores de serviços e comércio, explica Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.
Por regiões, na comparação entre junho de 2012 e 2011, os resultados foram: região metropolitana de São Paulo (-4,5%), interior (+9%), Grande ABC (+1,9%) e município de São Paulo (-5,5%).
Na comparação entre junho e maio deste ano, a receita dos micro e pequenos negócios caiu 8,2%. Em maio, as MPEs costumam ser beneficiadas pelas vendas do Dia das Mães. Além disso, junho teve dois dias úteis a menos que maio.
Em relação à expectativa dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses, 54% deles esperam manutenção no faturamento da empresa e 53% aguardam que o nível de atividade econômica atual seja mantido.
Na comparação entre junho e maio deste ano, a receita dos micro e pequenos negócios caiu 8,2%. Em maio, as MPEs costumam ser beneficiadas pelas vendas do Dia das Mães. Além disso, junho teve dois dias úteis a menos que maio.
Em relação à expectativa dos proprietários de MPEs para os próximos seis meses, 54% deles esperam manutenção no faturamento da empresa e 53% aguardam que o nível de atividade econômica atual seja mantido.
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Desemprego em janeiro surpreende
- 1 de março de 2012 |
- 11h16 |
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Categoria: Agenda, Indicadores, Trabalho
O aumento da taxa de desemprego na Região Metropolitana de São Paulo em janeiro — a primeira elevação desde agosto de 2011 — e no conjunto das sete regiões pesquisadas pela Seade-Dieese chamou a atenção dos coordenadores da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) e foi considerado atípico. No primeiro mês do ano a taxa de desemprego subiu 9,5% ante dezembro, que registrou alta de 9,1%.
Segundo eles, embora o avanço do desemprego seja esperado para o início do ano, no primeiro mês do ano isso ocorreu mais pelo aumento da População Economicamente Ativa (PEA) do que pela queda no nível de ocupação.
Em janeiro, a PEA, no conjuntos das sete regiões metropolitanas pesquisadas, subiu 0,5% em relação a dezembro e 1,4% comparativamente a janeiro de 2011. Já o nível de ocupação, também nas sete regiões, ficou praticamente estável no período, com variação de 0,1% em relação a dezembro e alta de 2,4% ante janeiro de 2011.
“Em nenhum janeiro dos últimos anos a PEA foi positiva. Ela sempre é negativa”, disse o coordenador da pesquisa pela Fundação Seade, Alexandre Loloian.
Na opinião do economista do Dieese, Sérgio Mendonça, uma das hipóteses que podem explicar esse comportamento atípico da PEA é o otimismo dos trabalhadores brasileiros em relação ao mercado de trabalho.
Para Loloian, o dado demonstra que os empregadores também não estão pessimistas, uma vez que janeiro tradicionalmente se caracteriza pelas demissões de cerca de 100 mil trabalhadores. Em janeiro deste ano, porém, a estabilidade da ocupação se refletiu em um aumento de 16 mil postos de trabalho comparativamente a dezembro e de 475 mil ante janeiro de 2011. “Iniciamos janeiro com expectativas favoráveis tanto de trabalhadores quanto de empregadores”, disse Loloian.
Segundo semestre aquecido
Na avaliação de Mendonça, tudo indica que 2012 deve apresentar um comportamento típico em relação ao desemprego. “Devemos ter um primeiro trimestre com aumento de demissões, que é o padrão sazonal, e um segundo semestre mais aquecido, com o desemprego caindo depois de maio. Se a PEA continuar a crescer ao longo do ano, provavelmente a taxa de desemprego deve cair mais lentamente, mas não deve subir.”
Considerando apenas a Grande São Paulo, a taxa de desemprego ficou em 9,6% em janeiro, o melhor resultado para o mês desde 1990, quando atingiu 6,7%. Em janeiro, a indústria voltou a ter os piores resultados na ocupação, que caiu 1,9% ante dezembro e 1,3% ante janeiro de 2011.
O destaque positivo foi a ocupação, que aumentou 2% em relação a janeiro de 2011. O número foi influenciado pelas contratações com carteira assinada, que no período aumentaram em 196 mil; as sem carteira recuaram em 106 mil.
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Desemprego sobe para 11% em SP
- 28 de julho de 2011 |
- 8h47 |
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Categoria: Indicadores, Trabalho
RICARDO LEOPOLDO
A taxa de desemprego subiu de 10,7% em maio para 11% em junho na Região Metropolitana de São Paulo, apontou pesquisa divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O total de desempregados passou no período de 1,152 milhão para 1,183 milhão. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), esse resultado ocorreu em razão da redução de 35 mil ocupações no mês passado e de certa estabilidade na população economicamente ativa, que diminuiu apenas em 5 mil pessoas em junho.
De acordo com a Fundação Seade e Dieese, o total de ocupados foi estimado em 9,575 milhões de pessoas. Essa projeção foi reflexo da diminuição de 55 mil postos de trabalho na indústria e 29 mil em serviços. Compensou em parte tal corte de empregos a criação de 33 mil vagas no comércio e de 15 mil na categoria outros setores, que engloba construção civil e serviços domésticos.
Segundo a PED, a renda média real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo caiu 0,5% em maio e atingiu R$ 1.473, enquanto a renda média dos assalariados subiu 0,3% e chegou em maio a R$ 1.503.
No País, a PED aponta que o desemprego subiu de 10,9% em maio para 11% em junho. Esse indicador considera, além de São Paulo, outras seis regiões metropolitanas: Salvador, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza.
O total de desempregados nas regiões pesquisadas passou de 2,410 milhões para 2,427 milhões de pessoas. Segundo a PED, houve em junho a criação de 8 mil ocupações, paralelamente ao fato de que a população economicamente ativa (PEA) registrou agregação de 26 mil pessoas.
Em maio, ocorreu pelo sétimo mês seguido um declínio — agora de 0,3% — do rendimento médio dos ocupados, que passou para R$ 1.365, enquanto o rendimento médio real dos assalariados ficou estável em R$ 1.411.
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Cai a renda do trabalhador da Grande SP
- 26 de maio de 2011 |
- 8h46 |
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Categoria: Indicadores, Inflação, Trabalho
GISELE TAMAMAR
Mesmo em tempos de economia aquecida, pelo quinto mês consecutivo, o rendimento médio do trabalhador apresentou queda na Região Metropolitana de São Paulo. O valor de R$ 1.490 registrado em março é 1% menor que o mês anterior, quando foi de R$ 1.505. Os dados fazem parte da Pesquisa Emprego e Desemprego divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O declínio do rendimento ocorre desde outubro, quando a média recebida pelos trabalhadores foi de R$ 1.590. Na avaliação do coordenador de análise da Fundação Seade, Alexandre Loloian, a redução no último trimestre do ano pode ser efeito do aumento de trabalhadores com salários menores, como os temporários, sem carteira assinada e autônomos. Essa situação pode ter interferido no cálculo do rendimento médio.
Já em relação a 2011, o coordenador pontua que é comum ocorrer uma redução do rendimento no primeiro trimestre devido ao aumento da taxa de desemprego.
Em janeiro, a taxa era de 10,5% e subiu para 10,6% e 11,3% em fevereiro e março, respectivamente. O movimento de alta foi interrompido em abril com uma leve queda para 11,2%.
Outro fator que pode ter contribuído para a queda do rendimento é a inflação. A pesquisa utiliza o Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese para calcular o rendimento real dos trabalhadores.
No acumulado dos três primeiros meses, a inflação foi de 2,62%. “A aceleração da inflação corrói o salário do trabalhador”, destaca Loloian.
A entrada no mercado de trabalho de pessoas menos qualificadas para substituir profissionais que se aposentaram, por exemplo, também pode ter contribuído para a queda do rendimento médio, de acordo com o diretor nacional de Educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional), Luiz Edmundo Rosa.
“Vivemos um processo de apagão de talentos. Como não temos profissionais qualificados, as empresas acabam contratando um funcionário menos qualificado e consequentemente com um salário menor do que o funcionário que se aposentou”, exemplifica o diretor da associação.
Entre os números do levantamento, Luiz Rosa observa que os trabalhadores sem carteira assinada tiveram aumento do rendimento em março ante fevereiro — de R$ 1.106 para R$ 1.147. Já os trabalhadores com carteira assinada registraram movimento contrário: de R$ 1.512 para R$ 1.473. “O valor dos encargos trabalhistas faz com que os trabalhadores sem carteira assinada conseguissem vender melhor sua força de trabalho”, diz o diretor da ABRH-Nacional.
Qualificação
A professora do Núcleo de Gestão de Pessoas e orientadora de carreiras da ESPM, Adriana Gomes, reforça o cenário de falta de qualificação, principalmente nas áreas de tecnologia da informação, engenharia, gás e petróleo.
E para se manter competitivo no mercado, é preciso se atualizar constantemente. “O conhecimento perde a validade rapidamente”, alerta.
Uma das preocupações deve ser o conhecimento em outros idiomas. “Falar mais ou menos não funciona e não convence em nível internacional. É preciso investir na formação técnica, nas competências comportamentais e estratégicas”, diz Adriana.
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