Inadimplência ao consumidor tem leve alta e vai a 7,9% em julho
- 30 de agosto de 2012 |
- 15h40 |
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Categoria: Agenda, Análise, Crédito, Indicadores, Juros
Célia Froufe
Eduardo Cucolo
A inadimplência nas operações de crédito voltou a subir para 5,9% em julho, depois de atingir 5,8% no mês anterior, o mesmo patamar de maio. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), houve estabilidade da inadimplência para pessoa jurídica, mas leve alta para os consumidores.
Na média, a inadimplência da pessoa física voltou para o patamar de 7,9% observado em maio – em junho havia baixado para 7,8%. Já a inadimplência para empréstimos para empresas permaneceu estável em 4%.
O juro médio do crédito livre voltou a cair em julho, ficando em 30,7%, ante 31,1% verificados em junho. Em maio, estava em 32,9%. A taxa média do crédito livre para pessoa física recuou de 36,5% para 36,2% de junho para julho, enquanto o da pessoa jurídica recuou de 23,8% para 23,6% nessa mesma base de comparação. No ano, até o mês passado, a taxa média do crédito livre geral recuou 6,4 pontos porcentuais.
Entre as várias operações para pessoa física, foi registrada alta da inadimplência no mês de junho tanto nos empréstimos de cheque especial quanto no de crédito pessoal. Já a aquisição de bens de veículos registrou manutenção do calote em 6% em julho ante junho. Nessa base de comparação, a inadimplência do cheque especial subiu de 11,6% para 11,8% e na de crédito pessoal, de 5,7% para 5,8%. Na aquisição de outros bens, o BC detectou uma alta de 14,1% para 14,2% de junho para julho.
Estoque
O estoque das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 0,7% em julho na comparação com junho. Com isso, o estoque das operações alcançou um total de R$ 2,183 trilhões no final do mês passado. No acumulado do trimestre, a carteira cresceu 3,9% e, no ano até julho, o aumento foi de 7,6%. Em 12 meses até o mês passado, o total de operações de crédito registrou expansão de 17,9%.
Segundo o BC, entre as operações que mais cresceram no mês passado estão os créditos para o governo federal, que subiram 12,7% no período, para R$ 53,786 bilhões. No setor privado, merece destaque o financiamento voltado para a habitação, que avançou 2,7% em julho, para R$ 242,316 bilhões. O BC informou ainda que o total das operações de crédito em relação ao PIB permaneceu estável no mês passado em relação a junho, em 50,7%.
Crédito pessoal
Dentro das operações prefixadas, o Banco Central detectou um aumento da taxa de juros para o crédito pessoal de junho para julho, passando no período de 39,6% ao ano para 39,9% ao ano. O mesmo movimento foi verificado na compra de veículos, que registrou alta de 20,7% para 21% no mesmo período.
A taxa de juros para cheque especial caiu de 167,1% ao ano para 151,0% ao ano de junho para o mês passado. No ano até julho, essa modalidade de crédito registrou queda dos juros de 37,1 ponto porcentual (pp). A de crédito pessoal caiu menos no período (-8,3pp). E a de veículos menos ainda (-5,2pp).
Spread
O spread bancário médio do crédito livre recuou marginalmente para 23 pontos porcentuais em julho, de 23,2 pontos porcentuais em junho, segundo o Banco Central. Foi o quinto mês consecutivo de recuo do spread, que acumula baixa de 3,9 pontos porcentuais no acumulado do ano até julho.
O spread médio da pessoa física caiu de 28,5 pontos porcentuais em julho para 28,4 pontos porcentuais em junho. O diferencial de taxa para a pessoa jurídica oscilou um pouco, passando de 15,9 pontos porcentuais para 16 pontos porcentuais.
O Banco Central informou ainda que, no mês passado, a taxa de captação dos bancos nas operações de crédito livre recuou 0,2 ponto porcentual para 7,7 pontos porcentuais ao ano em julho.
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Taxa de desemprego sobe em São Paulo
- 27 de julho de 2012 |
- 14h30 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores
Daniela Amorim
A greve dos servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afetou a divulgação dos resultados da taxa de desemprego no País em junho.
Não foi possível calcular a desocupação média nacional, porque foram liberados os dados de apenas cinco das seis regiões metropolitanas que integram a Pesquisa Mensal de Emprego: São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.
As informações do Rio de Janeiro foram coletadas, mas, por conta da paralisação dos servidores, não foram repassadas integralmente aos técnicos da Coordenação de Trabalho e Rendimento para análise. “Não é a primeira vez que isso acontece. Nos anos 80, quando tinha muita greve de servidores, muitas divulgações foram afetadas, inclusive do IBGE. É claro que gera ruídos. É péssimo. O problema é se virar algo permanente”, alertou José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista-chefe da Opus Investimentos.
Segundo o IBGE, os dados parciais apontam para uma estabilidade no mercado de trabalho. Porém, em São Paulo, que tem peso de 40% na pesquisa, a taxa de desocupação aumentou de 6,2% em maio para o mesmo nível verificado em março e em abril: 6,5%. “O aumento do desemprego em São Paulo é mais ou menos esperado, porque a região concentra muito do setor industrial, que não está contratando”, afirmou Camargo.
A Opus calcula que, no Rio de Janeiro se a taxa de desemprego tiver se mantido a mesma que em maio (5,2%), a desocupação total do País subiu 0,2 ponto porcentual em junho, de 5,8% para 6,0%. Mas, na visão do economista-chefe da corretora PlannerProsper, Eduardo Velho, ainda há uma tendência de queda no desemprego brasileiro. A PlannerProsper prevê que a taxa de desemprego média no ano fique em 5,53%. Em 2011, a taxa foi de 5,96%. “O padrão de queda no desemprego está mais moderado do que no ano passado. É natural, porque a economia está crescendo menos também. Mas houve apenas desaceleração no ritmo de queda. A desocupação ainda está abaixo do ano passado”, disse Velho.
O IBGE avalia que o momento é de estabilidade, sem avanço na geração de vagas, mas também sem aumento na desocupação. “Havia expectativa de que esse dado fosse apresentar já aumento na ocupação e queda na desocupação em algumas áreas, mas isso não aconteceu”, afirmou Cimar Azeredo, gerente da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Emprego formal. A boa notícia seria a manutenção nas vagas com carteira assinada. Na Região Metropolitana de São Paulo, o número de trabalhadores formais no setor privado ficou estável em junho ante maio, mas manteve o saldo positivo em relação ao mesmo mês do ano passado (4,8%).
O IBGE recebeu apenas 60% dos dados coletados em junho na região metropolitana do Rio, que tem o segundo maior peso na pesquisa (entre 17% e 18%). As paralisações de servidores em greve em várias praças do IBGE resultaram ainda em lentidão na transmissão das informações nas demais regiões. “Geralmente, a PME (Pequisa Mensal de Emprego) fica pronta duas semanas antes (da divulgação). Dessa vez, a PME ficou pronta dois ou três dias atrás”, confirmou Azeredo.
Os servidores em greve dizem que não contestam a qualidade dos dados já divulgados, mas alertam que as próximas divulgações serão prejudicadas caso a paralisação permaneça. A coleta vem sendo feita por trabalhadores temporários, que não têm a mesma capacitação dos técnicos concursados, de acordo com Susana Drumond, diretora do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE. A supervisão nas regiões pesquisadas também está comprometida, porque vem sendo feita à distância, pelo Rio de Janeiro. “O quadro técnico do IBGE tem formação e capacitação, que a cada dia melhora. O temporário não tem a mesma qualificação”, declarou Susana.
Os grevistas exigem reajuste salarial de 22%, retroativo a 1.º de maio. A paralisação teve início em 18 de junho. Mas, segundo a Coordenação de Comunicação Social do IBGE, as próximas divulgações de indicadores estão mantidas, sem prejuízo das informações coletadas por enquanto.
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Governo pretende estimular a estabilidade
- 30 de maio de 2012 |
- 10h42 |
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Categoria: Agenda, Análise, Carreira, emprego, Trabalho
Bianca Ribeiro
A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) estuda programas que assegurem aos participantes da nova classe média que continuem a fazer parte dessa classe social mesmo em uma situação de riscos que podem surgir com o agravamento da crise econômica. Entre as preocupações do governo está a ampliação de relações mais estáveis de trabalho formal.
De acordo com o Secretário de Ações Estratégicas, Ricardo Paes de Barros, o governo quer evitar que os trabalhadores mudem de emprego com tanta frequência em busca de salários e condições melhores de trabalho e possam construir uma relação de longo prazo com seus empregadores.
Para isso, uma das propostas em estudo envolveria investimento do governo na capacitação dos empregados que permaneçam na mesma empresa.
“Hoje, a rotatividade no emprego é muito grande. Se antes o grande sonho era ter um emprego formal, agora a meta é ter um emprego formal estável”, disse o secretário. Uma das ideias avaliadas é um sistema de cupom anual, em que o trabalhador ganharia uma qualificação para cada ano de permanência. Com isso, a expectativa é de que o empregado desenvolva um plano de carreira na própria empresa sem precisar se deslocar em busca de melhores ofertas. O governo pagaria essa qualificação, visando a um aumento de produtividade das empresas.
Estratificação
O governo fatiou a nova classe média em três subclasses. Agora, a categoria é formada por baixa classe média, com renda entre R$ 292 e R$ 441, seguida de uma média classe média, com renda per capta de R$ 442 a R$ 641, e por uma alta classe média, com renda entre R$ 642 e R$ 1.019.
Com essa nova configuração, o governo também estima que, neste ano, a chamada classe média é representada por 54% da população. Em 2001, essa fatia estava quantificada em 37% do total.
De acordo com a SAE, a classe alta também foi subdividida em duas categorias: a baixa classe alta, com renda entre R$ 1.020 e R$ 2.480, e a alta classe alta, acima desse valor.
Na classe pobre, os limites também mudaram. São considerados extremamente pobres aqueles com renda de até R$ 81. Os pobres, mas não extremamente pobres, têm renda entre R$ 82 e R$ 162.
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Vendas no varejo sobem apenas 0,2%
- 18 de maio de 2012 |
- 14h16 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Indicadores
Daniela Amorim
A atividade econômica ainda em ritmo lento neste início de ano explica uma quase estabilidade nas vendas do comércio varejista em março, segundo o IBGE. O volume de vendas subiu apenas 0,2% em março, em relação ao mês anterior, apontou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).
Apesar disso, o resultado foi bem recebido por analistas que esperavam um indicador ainda pior no mês. Contribuiu também para o otimismo a revisão dos dados de fevereiro pelo IBGE, que passou de uma queda de 0,5% para a estabilidade (0,0%). “O comércio continua tendo um desempenho favorável, a despeito dos fracos resultados no segmento de veículos. Isso decorre da forte expansão da massa salarial nos últimos meses, bem como da retomada da confiança do consumidor”, avaliou Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.
No varejo ampliado – que inclui as atividades de veículos e peças e material de construção -, a expansão nas vendas foi um pouco maior, de 0,6% em março. Mas o setor de veículos e peças recuou 1,4%, o terceiro resultado negativo consecutivo. “A inadimplência tem aumentado muito, exatamente nos financiamentos dos automóveis novos.
As financeiras não estão liberando empréstimos para automóveis como vinham fazendo anteriormente”, justificou Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Apenas quatro entre 10 atividades do varejo ampliado tiveram expansão.
Volume
A demanda reprimida por eletrodomésticos, as desonerações fiscais e a queda nos preços de alguns produtos beneficiaram as poucas atividades que registraram aumento no volume de vendas. Os destaques positivos foram móveis e eletrodomésticos, vestuário e calçados, artigos farmacêuticos e de perfumaria e material de construção.
Dentro da atividade de móveis e eletrodomésticos, houve um recuo de 7% nos últimos 12 meses nos preços de aparelhos eletroeletrônicos, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Além dos preços baixos, há também uma demanda reprimida por eletroeletrônicos. Quem tem uma TV de tubo quer trocar por uma de LCD”, afirmou Pereira.
No caso dos tecidos e vestuário, a explicação para o aumento nas vendas deve-se à troca de coleção pela chegada da nova estação, enquanto os produtos farmacêuticos mantêm-se com volume regular de vendas por causa dao envelhecimento da população, que usa mais medicamentos de uso continuado.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aposta nos setores de móveis e eletrodomésticos, de supermercados e de materiais de informática e comunicação para alavancar o crescimento do varejo. A previsão é de uma expansão de 7% em 2012.
“A queda nos preços dos bens duráveis foi fundamental para um consumo forte nesse início do ano. A desaceleração da inflação e o aumento da massa salarial também vêm alimento um crescimento de hiper e supermercados”, ressaltou Bruno Fernandes, economista da CNC. “A perspectiva é boa.”
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Prévia da inflação oficial atinge 0,65% em janeiro
- 24 de janeiro de 2012 |
- 17h23 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Inflação
Alessandra Saraiva
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) atingiu 0,65% em janeiro ante 0,56% em dezembro do ano passado – a mais intensa para esse índice desde maio de 2011 (0,70%).
O resultado, divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou no teto das estimativas dos analistas consultados pelo AE-Projeções, que esperavam inflação entre 0,48% e 0,65%, e foi superior à mediana das previsões (0,57%).Com este resultado, o IPCA-15 acumula em 12 meses alta de 6,44% até janeiro, abaixo do teto da meta inflacionária para este ano (6,5%).
De dezembro do ano passado para janeiro deste ano, houve fim de deflação em Transportes (de -0,08% para 0,79%). Este grupo respondeu por 0,15 ponto percentual da inflação do mês, e foi o principal responsável pela taxa maior em janeiro contra dezembro. Os preços em Transportes foram pressionados por reajustes em tarifas dos ônibus urbanos nas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, e dos ônibus intermunicipais em várias regiões.
Neste cenário, houve término de estabilidade nos preços de ônibus urbanos (de 0,00% para 1,13%) e inflação mais intensa nos preços de ônibus intermunicipais (de 0,02% para 2,46%). Os dois contribuíram com 0,07 ponto porcentual para o IPCA-15 do mês.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 14 de dezembro a 13 de janeiro e comparados com os vigentes de 15 de novembro a 13 de dezembro de 2011. O indicador é a prévia do IPCA, usado pelo governo como referência para a meta inflacionária.
Alimentos
A inflação dos alimentos desacelerou levemente a alta na passagem de dezembro para janeiro (de 1,28% para 1,25%). Porém, mesmo com preços subindo menos, o grupo respondeu por quase a metade da taxa apurada pelo IPCA-15 de janeiro, de +0,65%, com 0,29 ponto porcentual do total, informou o IBGE.
Já os serviços relacionados aos alimentos não mostraram perda de força na inflação. Segundo o IBGE, houve aceleração da alta de preços em refeição consumida fora do domicílio, passando de 1,13% para 1,63% entre meados do mês passado e a primeira quinzena deste mês. Este segmento foi o maior impacto individual do mês, com 0,08 ponto porcentual da taxa de janeiro. Ainda segundo o instituto, houve taxas de inflação mais intensas nos preços de refrigerante (de 1,06% para 1,37%) e de cerveja (de 1,18% para 1,27%), no período.
Dos nove grupos pesquisados para cálculo do IPCA-15, cinco apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços. Além de alimentos, é o caso de Artigos de Residência (de 0,05% para -0,68%); Vestuário (de 1,10% para 0,19%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 0,40%); e Despesas Pessoais (de 0,74% para 0,55%).
Outros três grupos mostraram aceleração da alta de preços ou fim de deflação. É o caso de Transportes (de -0,08% para 0,79%); Educação (de 0,04% para 0,39%); e Comunicação (de 0,11% para 0,37%). Já o grupo Habitação manteve a mesma taxa de inflação no período, de 0,54%.
Não-alimentos
A inflação dos itens não-alimentícios praticamente dobrou na passagem de dezembro para janeiro (de 0,34% para 0,62%), no âmbito do IPCA-15.
Segundo o instituto, além de tarifas de ônibus mais caras, houve fim de deflação nos preços de passagens aéreas (de -2,06% para +10,54%), automóvel novo (de -0,37% para +0,39%) e seguro voluntário (de -6,73% para +2,46%). Esses itens ajudaram a pressionar a inflação medida pelo indicador, no período.
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