Emprego formal está nas micro e pequenas empresas
- 15 de outubro de 2012 |
- 22h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Carreira, comércio, Empreendedorismo, emprego, Serviços, Trabalho
JOSÉ GABRIEL NAVARRO
O candidato a emprego com carteira assinada deve procurar a vaga nas s micro e pequenas empresas, aquelas com até 100 funcionários. Em agosto, a geração de postos de trabalho em organizações com esse perfil bateu um recorde que não se via desde 2003: 97,4% dos novos empregos estavam nas menores firmas do PaÃs.
O número é 20 pontos porcentuais maior que a proporção de 77,3% registrada em julho, e foi divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
“A economia brasileira vive um momento favorável que impacta positivamente na contratação de mão de obra nos pequenos negócios, que são focados no mercado interno e, por isso, menos prejudicados pela crise internacionalâ€, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto. Segundo ele, as áreas que levaram o setor de serviços a liderar a contratação em agosto (veja o gráfico ao lado) foram as de comércio e administração de imóveis, ensino e serviços de alojamento e alimentação.
O ramo da educação, por exemplo, criou quase 23 mil vagas apenas em agosto último. Alojamento (que envolve, entre outras coisas, hospedagem) e alimentação geraram 11.352 postos nesse mesmo perÃodo.
Seleção de candidatos
Para o dono da consultoria de recursos humanos DRH, Hamilton Teixeira, quem se candidata a vagas em micro e pequenas empresas tem de estar disposto a se envolver mais com a chefia. “No caso dos negócios menores, você fica muito próximo do poder, que é o dono ou famÃlia proprietária. São necessários agilidade e flexibilidade para se adaptar a isso.â€
“O empreendedor deve escolher colaboradores que tenham identidade com o negócioâ€, completa o presidente do Sebrae. “No processo seletivo é importante definir as funções e os direitos que a pessoa terá no cargo.â€
Barretto acredita ainda que a tendência de concentração de postos de emprego nas micro e pequenas empresas deve continuar. “Elas estão respondendo pela maior parte das contratações quando há um desaquecimento nas grandes empresas. Não temos pesquisas concluÃdas sobre setembro e outubro, mas não há indicativos de que o desempenho piore nestes mesesâ€, diz.
Texeira, também membro do conselho diretivo da IRC Global Executive Search Partners, com consultorias de todo o planeta, afirma que sua empresa tem sido procurada 40% mais neste ano por firmas médias e pequenas em busca de processos seletivos mais sofisticados, em relação a 2011.
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Medo do desemprego é maior no Norte e no Centro-Oeste
- 3 de outubro de 2012 |
- 15h01 |
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Categoria: Agenda, Análise, emprego, Indicadores
Luci Ribeiro
Os brasileiros estão com mais medo de perder o emprego agora em setembro do que no fim do primeiro semestre do ano. O Ãndice de Medo do Desemprego (IMD), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado nesta terça-feira, 2, chegou a 75,3 pontos em setembro. Em junho, o indicador foi de 74,7 pontos. Apesar da alta, a Confederação destaca que o IMD “continua próximo do menor valor da série: 71,6 pontos, apurado em setembro de 2011″.
A CNI atribui o aumento do indicador aos dados coletados no Norte/Centro-Oeste do PaÃs. Nessas regiões, o medo das pessoas de perder o emprego é maior. O Norte/Centro-Oeste registrou um IMD de 86,2 pontos, o que equivale a um crescimento de 15,1% em relação a junho, que teve IMD de 74,9 pontos.
Nas outras regiões, o medo do desemprego recuou. O Sudeste registrou um IMD de 71,7 pontos em setembro ante a 72,4 pontos de junho. O Sul teve um IMD de 77,2 pontos em setembro e em junho havido sido 78,2 pontos. O Nordeste foi a região onde o medo do desemprego teve maior queda: caiu de 76,3 pontos em junho para 74,5 pontos em setembro.
Por faixa de renda, os brasileiros que recebem até 1 salário mÃnimo são os que mais temem perder o emprego, registrando um IMD de 80,8 pontos. Por escolaridade, os que têm nÃvel superior são os mais temerosos em ficar desempregados (77,0 pontos).
O Ãndice de Medo do Desemprego (IMD) faz parte do estudo ‘Termômetros da Sociedade Brasileira’, elaborado pela CNI, e que também traz outro indicador, o Ãndice de Satisfação com a Vida (ISV). Nesse quesito, os brasileiros estão em alta. O ISV de setembro ficou em 106,0 pontos, um dos mais elevados da série, perdendo apenas para dezembro de 2008 (106,3) e setembro de 2010 (106,5).
As mulheres são um pouco mais satisfeitas com a vida do que os homens, com o ISV de 106,9. Os homens registram ISV de 104,9 pontos. Por idade, os brasileiros mais satisfeitos com a vida têm entre 40 e 49 anos (108,5), e por renda aqueles que recebem entre 5 e 10 salários mÃnimos são os mais satisfeitos (109,7). O Sudeste é a região onde as pessoas são mais felizes (106,6), seguido do Norte/Centro-Oeste (106,2), Sul (105,6) e Nordeste (104,4).
Na avaliação do gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, “o baixo Ãndice do Medo do Desemprego associado à elevada satisfação com a vida indica que as pessoas estão dispostas a manter o nÃvel de consumo, o que é favorável para a economia”. Ele explica que “o medo do desemprego é maior entre quem está mais satisfeito com a vida, porque há uma tendência das pessoas temerem a perda do que conquistaram”.
O ‘Termômetros da Sociedade Brasileira’ foi realizado pelo Ibope Inteligência no perÃodo de 17 a 21 de setembro de 2012. Mais de 2 mil pessoas foram entrevistadas.
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CNI, Emprego, indicador, Ãndice de Medo do Desemprego (IMD), Luci Ribeiro, medido pela Confederação Nacional da Indústria
Feiras oferecem 9 mil vagas de emprego em 2013 em SP
- 15 de setembro de 2012 |
- 23h30 |
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Categoria: emprego
MARCOS BURGHI
As cerca de 300 feiras previstas para a capital em 2013 devem abrir pelo menos 9 mil vagas de trabalho temporário para funções como recepcionista, promotor, expositor e agente de segurança, entre outras. A previsão é da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe).
A média dos ganhos pode variar. Se o pagamento for feito por dia, varia entre R$ 100 e R$ 500; se a remuneração for por evento, gira entre R$ 400 e R$ 2 mil, informa Armando Campos Mello, presidente da Ubrafe.
Segundo ele, as feiras ainda oferecem chances para profissionais de outras áreas, como garçons, músicos, expositores, pessoal da limpeza e para montagem dos estandes. “Damos preferência a pessoas que já tenham trabalhado em feiras, mas não significa que só contratemos quem já conheça o meioâ€, observa.
Mello afirma que algumas empresas participantes têm o hábito de contratar agentes de operações para cuidar da supervisão do trabalho nos estandes. “É fundamental que, além de gerenciar pessoas, esses profissionais tenham conhecimento amplo de hidráulica e elétrica.â€
Esse trabalhador é o responsável pelo bom desempenho de todas as outras atividades para que um estande “funcioneâ€. “Por isso é um dos profissionais mais bem pagos. Uma recepcionista pode receber, em média, R$ 150 por dia, valor que pode dobrar caso a selecionada domine outros idiomasâ€, diz o presidente da Ubrafe.
Reconhecer o terreno – Mello recomenda aos interessados em trabalhar no segmento que visitem algumas feiras de negócios para conhecer as empresas que recrutam, saber sobre processos de seleção e conhecer a dinâmica desse tipo de evento. “Vale deixar currÃculo e contatos porque a seleção é feita por diversas agências.â€
Rogério Hamam, proprietário da R Hamam Eventos, agência especializada na seleção de recepcionistas e promotores para feiras e eventos, afirma que ao contrário do que acontecia no mercado há 40 anos, hoje uma recepcionista deve oferecer muito mais do que beleza para ser selecionada. Esse aspecto ainda é fundamental, mas a preferência é para quem tem formação superior, de preferência na área de marketing ou relações públicas. “Fluência em inglês também é um diferencial importanteâ€, informa. A agência recebe pedidos para seleção de 30 profissionais por mês, em média.
Sobre os candidatos à s vagas de promotores, cujo ganho diário fica entre R$ 100 e R$ 180, conforme o evento, Hamam diz que é preciso saber abordar os visitantes de forma a atraÃ-los para a importância do produto ou serviço que está sendo divulgado. “Para isso é preciso ser bem articulado e ter iniciativa.â€
Em algumas feiras ou congressos há também oportunidades para trabalhos de digitação. O valor pago para a função gira entre R$ 100 e R$ 150 por dia. Hamam diz que os candidatos precisam estar dispostos a trabalhar em ritmo intenso de 8 a 12 horas por dia. Os interessados em informações sobre processos de recrutamento e seleção na R Hamam podem acessar www.staffeventos.com.br.
Marcelo Maeda, diretor da Agita Brasil (www.agitabr.com.br), que também lida com a seleção de recepcionistas e promotores, afirma que os candidatos devem ter “boa apresentação pessoal e desenvoltura†para ter sucesso no ramo de feiras e eventos. “É preciso aliar jovialidade à seriedade.†Sua agência seleciona mensalmente entre 15 e 20 candidatos para as funções de recepção e promoção, além de trabalhar com a seleção de atores, performistas e outros profissionais para eventos que exijam tais especificidades.
Formada em administração de empresas, Michele Marinheiro, de 27 anos, deixou um trabalho no setor de importação e exportação para tornar-se recepcionista em eventos. Ela conta que a vontade surgiu porque gosta de se comunicar com mais pessoas e por aquilo que chamou de “falta de rotina†na atividade.
Michele afirma que a atividade exige muita responsabilidade porque é o primeiro atendimento que o visitante recebe ao chegar ao estande. “Se alguém pede informação que não tenho no momento preciso me virar para encontrá-la. Nunca diga não sei ou não posso resolverâ€, recomenda.
Ela conta que chega a ganhar até R$ 800 em uma feira, mas já tirou R$ 1,3 mil. Ela avisa que só deve tentar carreira no segmento quem tiver paciência e gostar de lidar com pessoas. “Caso contrário, opte por outra área.â€
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Emprego industrial cresce 0,2% em julho
- 13 de setembro de 2012 |
- 8h18 |
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Categoria: Agenda, Análise, emprego
Daniela Amorim
O emprego na indústria teve leve recuperação na passagem de junho para julho, assim como o número de horas pagas aos trabalhadores. O resultado acompanha a ligeira melhora da produção industrial, que acumulou ganho de 0,5% nos últimos dois meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE).
Enquanto houve aumento de 0,2% na geração de vagas em julho, o número de horas pagas avançou 0,3%. O IBGE credita a melhora nos indicadores à s polÃticas de incentivo do governo ao setor, como o corte na taxa básica de juros, a desoneração da folha de pagamento e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“Foi o primeiro resultado positivo no pessoal ocupado após quatro meses de perdas. O número de horas pagas teve o mesmo movimento. O emprego industrial começa a esboçar reação, mas é preciso esperar a próxima leitura para ver se não foi um resultado pontualâ€, ponderou Fernando Abritta, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.
A cautela também foi adotada pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que espera uma oscilação no número de ocupados na indústria nos próximos meses, com recuos e avanços, embora numa trajetória ascendente.
“São números tÃmidos (os resultados de julho), que dificilmente levarão o emprego industrial a obter resultados mais robustos neste anoâ€, diz o relatório o Iedi, ressaltando que ainda há uma queda acumulada de 1,3% nos postos de trabalho de janeiro a julho deste ano. A expectativa do instituto é de um segundo semestre melhor para o emprego industrial.
O aumento no número de horas pagas, o avanço na produção e o freio no aumento dos salários por hora trabalhada em julho resultaram em recuo de 1,1% no custo unitário do trabalho (CUT), segundo cálculos da Tendências Consultoria Integrada.
“Essa combinação perversa envolvendo salários em alta e produtividade em queda, que tem atuado decisivamente para a derrubada da competitividade da indústria, pode entrar numa fase de acomodaçãoâ€, avaliou Rafael Bacciotti, economista da Tendências.
Na comparação com julho do ano passado, porém, o resultado do emprego industrial ainda é negativo. Houve queda de 1,6% no número de vagas, além de recuo de 2,5% nas horas pagas, puxado pelo mau desempenho da indústria paulista. As vagas no parque industrial do Estado caÃram 3,1% no mesmo perÃodo, com resultados negativos em 14 dos 18 setores investigados. Já o número de horas pagas encolheu 4,4% na região. “São Paulo tem quase 40% do pessoal empregado na indústriaâ€, lembrou Abritta.
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Em busca da felicidade profissional
- 13 de setembro de 2012 |
- 6h00 |
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Categoria: Agenda, Análise
Fernando Scheller
Se dinheiro fosse o único motor de satisfação de um trabalhador, boa parte dos dilemas da vida de um profissional estariam resolvidos. Na hora de mudar de emprego, por exemplo, bastaria optar pela oferta mais generosa.
Mas, quando antes do dinheiro, o profissional leva em conta a identificação com a marca para a qual trabalha ou o propósito da função que vai exercer, a escolha fica muito mais complicada. Não há um, mas vários caminhos possÃveis – essa é a tese do livro Felicidade S.A., do jornalista Alexandre Teixeira.
A reflexão sobre o tema surgiu de uma encruzilhada profissional na vida do próprio Teixeira. Depois de 20 anos escrevendo sobre economia, negócios e gestão como jornalista – mais recentemente, para a revista Época Negócios -, ele viu a necessidade de fazer um trabalho mais “autoralâ€. Ao se interessar especialmente pelo aspecto de administração de talentos no último emprego, decidiu tirar um sabático para escrever Felicidade S.A., lançado nesta semana pela Arquipélago Editorial.
A esposa o acompanhou no processo: deixou o emprego de executiva de finanças para migrar para a área da gastronomia. Hoje, faz estágio em um restaurante e planeja abrir um negócio próprio. Em busca de satisfação pessoal, explica Teixeira, eles pararam o que estavam fazendo e mudaram de direção. “Decidimos fazer essa mudança e hoje vivemos da poupança que juntamos ao longo dos anos.â€
Claro que nem todo mundo tem condições financeiras – ou disposição – de parar tudo para refletir os caminhos profissionais. Nessa hora, cada um tem um estilo e Felicidade S.A. tem o objetivo de mostrar que não existem fórmulas prontas. Por isso, o livro traz depoimentos de empresários e executivos como Abilio Diniz (Pão de Açúcar), Sérgio Chaia (Nextel), Fabio Barbosa (ex-BancoReal/Santander, atualmente na Editora Abril) e Luiz Seabra (Natura). Todos, diz ele, encontraram o bem-estar profissional de maneira diferente.
Metas vazias. Uma das descobertas que esses homens de negócio fizeram ao longo do caminho é que alcançar um objetivo de vida pode ser, muitas vezes, decepcionante. Só quando “chega-se lá†é que se descobre que a busca, no fim das contas, foi em vão. Foi o que aconteceu com Sérgio Chaia, que, na realidade, tinha o grande sonho de ser jogador de futebol. “Quando isso não aconteceu, ele definiu outra meta ambiciosa: tornar-se presidente de uma grande companhia antes dos 40 anos de idadeâ€, explica Teixeira.
Chaia conseguiu. Aos 36 anos, estava à frente da operação brasileira da companhia de alimentação francesa Sodexo. No topo, porém, não achou a vista tão bonita – o poder não preenchia o vazio. Foi então, buscar o bem-estar espiritual: adotou a filosofia budista e hoje vive de acordo com ela. Tudo isso sem precisar viver em um eterno retiro espiritual. Chaia continuou a carreira de executivo e hoje comanda a Nextel.
Algo semelhante ocorreu com Abilio Diniz. Ele só foi perceber que trilhava o caminho errado quando o Pão de Açúcar enfrentou uma severa crise, e quase quebrou, no inÃcio dos anos 90. Logo depois, foi sequestrado. O empresário passou a fazer terapia e começou a reavaliar as próprias metas. Isso, diz o autor de Felicidade S.A., refletiu-se em sua visão de negócio. “Ele é um exemplo de pessoa que foi infeliz com o que fazia até um determinado momento. Foi preciso transformar o homem para mudar a empresa.â€
Os exemplos do livro mostram também que poder aliar estilo de vida e trabalho é um privilégio para poucos – o profissional que pode se dar ao luxo de pensar em felicidade corporativa é um privilegiado, já que a maioria das pessoas tem de se preocupar apenas em pagar as contas do mês. “Antes de mais nada, esse grupo de profissionais precisa ter bem claro em mente que fazem parte de uma eliteâ€, diz Teixeira.
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