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Quinta-feira, 17 de Abril de 2014
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Consumidor optou por comprar antes este ano

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Crédito

O elevado endividamento do consumidor pode indicar que, nos últimos meses, houve uma antecipação de compras para aproveitar os estímulos fiscais, como redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e eletrodomésticos da linha branca, que tinham término previsto para agosto.
O impacto imediato da retração nas vendas já apareceu no mês seguinte, na formação de estoques indesejáveis em segmentos do comércio varejista.

O setor de veículos ilustra bem esse movimento. Depois do recorde de vendas atingido em agosto, houve queda de mais de 30% em setembro na comparação com o mês anterior no número de automóveis e comerciais leves vendidos.

Comparando-se a média diária de vendas de veículos de setembro em relação a de agosto, o recuo foi de 17%, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Com a queda de vendas no varejo, há concessionárias que já informaram ter um volume de produtos acima do desejado. Num efeito dominó, os estoques cresceram na indústria.

Juro mais baixo no Construcard

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito, Serviços

DANIELLE VILLELA
Especial para o JT

Financiar material de construção pela Caixa está mais barato. Seguindo o fluxo de redução dos juros no cartão de crédito dos maiores bancos de varejo do Brasil, o banco público anunciou ontem novas condições para o Construcard, cartão destinado ao segmento. Os ajustes no produto são válidos para clientes com renda individual mensal de até R$ 1,6 mil.

A instituição também divulgou a criação do Moveiscard, um cartão para financiamento de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos. O novo cartão surge para atender principalmente aos clientes do Programa Minha Casa Minha Vida. “A expectativa é que o Moveiscard atenda 1,6 milhão de famílias até o final de 2013”, afirma Fábio Lenza, vice-presidente de Pessoa Física da Caixa.

O cartão financia até 100% do bem, com prazo de até 60 meses, sendo dois meses de utilização e 58 meses de amortização, com taxas de juros que variam de 0,90% a 1,80% ao mês. A menor taxa é destinada aos clientes do Minha Casa Minha Vida – Faixa I, com renda familiar de até R$ 1,6 mil. O novo cartão será comercializado a partir do dia 1º de outubro nas agências da instituição financeira e poderá ser utilizado em diversas lojas credenciadas em todo o País.

Para ter acesso ao Moveiscard, o interessado deve se dirigir a uma agência da Caixa e apresentar documento de identidade, CPF, comprovante de renda e endereço. A utilização dos recursos será feita por meio de um cartão e o pagamento das prestações, em débito em conta. No caso do Construcard, novas condições permitem juros de 0,90% ao mês + TR e prazo de até 72 meses para pagar, atendendo à parcela da população com menor renda. A taxa passa a valer a partir de 1º de outubro.

Recentemente, a Caixa também ampliou o prazo do cartão de 60 para 96 meses. Com mais de 65 mil lojas credenciadas, o Construcard já beneficiou cerca de 1,2 milhão de famílias nos últimos cinco anos, segundo a Caixa, financiando um total de R$ 15 bilhões nesse período.

Mais reduções
Em comparação com os maiores bancos de varejo do País, a Caixa possui as menores taxas de juros para aquisição de materiais de construção. Itaú e BB oferecem prazo de até 54 meses para pagar, com taxas de 2,39% ao mês e 1,49% ao mês, respectivamente. Já o Bradesco possui taxas a partir de 1,89% ao mês, com prazo máximo de 48 meses.

As três instituições informam que estão analisando o mercado, mas que ainda não há mudanças previstas nas condições para compra de materiais de construção.

Preços caem até 70% com liquidações

Categoria: comércio, Consumo

LUCIELE VELLUTO

O consumidor está sendo bombardeado por promoções e liquidações neste final de mês. De eletrodomésticos, com desconto por causa da redução de impostos, a imóveis, o varejo está com diversas ofertas, com preços até 70% mais baixos.
Para interessados em trocar ou comprar eletrodomésticos e móveis, as redes varejistas estão queimando os estoques de produtos que tiveram redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O desconto referente ao tributo termina no dia 31.

No Carrefour, por exemplo, o consumidor encontra uma lavadora de roupa de 9kg da Electrolux de R$ 1.099 por R$ 899, desconto de 18,20%. No Walmart, o fogão da fabricante de eletrodomésticos Dako está com o preço de R$ 298, que antes era de R$ 329, uma queda de 9,42% no preço. Ambos os produtos tiveram redução de preço por causa do corte do IPI feito pelo governo federal.

Para quem quer aproveitar descontos em vestuário, há lojas e shoppings liquidando o estoque de inverno. O Shopping Butantã está com a Liquidação Vapt Vupt, com descontos que chegam a 70%. Entre as lojas participantes da campanha, a TNG tem calças jeans masculinas por R$ 79,90; na Tilú Bolsas, a bolsa de couro sintético sai por R$ 55 e vestido infantil da marca Lilica e Tigor custam cerca de R$ 74,95.

Mas não são apenas os produtos sazonais ou os que tiveram redução temporária de impostos que estão em liquidação nas grandes redes. O site do Extra está com a Feira da Informática, em que o consumidor encontra o notebook da Samsung de 14 polegadas, com processador da Intel i3, de R$ 1.999 para a partir R$ 1.399, redução de 30% no valor do item.
E há até imóveis em promoção neste final de semana. A construtora Even vai pôr à venda mais de mil unidades residenciais e comerciais no domingo, com descontos que chegam a 36%.

Planejamento
Mas é bom estar atento. Não é só porque há liquidações que o consumidor deve sair gastando, afirmam os especialistas. “Precisa ter inteligência emocional para não se empolgar muito com as promoções e entrar em um processo de endividamento”, comenta Claudio Gonçalves, professor do MBA de Gestão de Risco da Trevisan Escola de Negócios.

Para Gonçalves, o consumidor deve se planejar antes de gastar sua renda. “É preciso analisar se de fato necessita fazer a compra desse produto, seja um eletrodoméstico ou um carro. E avaliar com cuidado se a renda comporta esse gasto, seja à vista ou parcelado”, recomenda. “Mas é um momento oportuno para quem tem renda excedente e espera o melhor momento para fazer a compra”, complementa.

O presidente do conselho do Programa de Administração de Varejo/Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo (Provar/Ibevar), Claudio Felisoni, afirma que as famílias não devem comprometer mais de 30% de sua renda mensal com financiamentos. “Acima disso, há grandes riscos de entrar para a inadimplência”, afirma.

Felisoni também explica que o consumidor, mesmo com descontos, não deve deixar de pesquisar preços e ainda analisar os juros caso a opção seja o parcelamento na compra do produto. Segundo ele, dados do Banco Central de maio deste ano mostram que os juros médios para o consumidor estão em 36% ao ano, o que dá 2,6% ao mês. “Ainda é alto, mesmo que os juros estejam em queda”, diz.

Contudo, Gonçalves acredita que o consumidor não precisa ter pressa de adquirir um produto se não tiver planejado a compra. “Acredito que o governo vai estender a redução do IPI por mais meses, pois a expectativa é da economia crescer menos do que o esperado.”

Produtos devolvidos, pela metade do preço

Categoria: comércio, Consumo

FERNANDO SCHELLER

Geladeira com riscos na pintura, televisões em perfeito estado (mas sem caixa) e eletrodomésticos que precisam de conserto são o negócio do site O Avestruz, da Reversa Soluções Logísticas, empresa do grupo de logística TPC, que fatura R$ 350 milhões por ano. Os descontos variam de 30% a 90%. Se o produto não estiver funcionando, sai quase de graça.

O conceito do negócio é simples: o site faz parcerias com empresas de comércio eletrônico – entre eles, Walmart, Carrefour e Eletro Shopping – para vender os produtos que os consumidores devolveram por defeitos de fabricação ou simplesmente porque se arrependeram da compra (o Código de Defesa do Consumidor garante ao cliente o direito de desistir da compra em até sete dias).

O setor de comércio eletrônico faturou R$ 18,7 bilhões no País em 2011, de acordo com dados da consultoria e-bit. Segundo Luís Fernando Martinez, diretor executivo da Reserva Soluções Logísticas, cerca de 7% de tudo o que é vendido pela internet acaba sendo devolvido. Isso significa que existe um mercado de R$ 1,3 bilhão em produtos que eram descartados e que agora poderão gerar renda.

“Esses produtos voltavam para o lojista ou para o fabricante e às vezes eram descartados”, explica o executivo. Com a aprovação da política nacional de resíduos sólidos, que proibirá o despejo de eletrodomésticos antigos em lixões, o grupo TPC decidiu investir em uma forma de fazer dinheiro com os produtos devolvidos.

O executivo diz que a tendência é que o mercado de produtos de devoluções cresça no Brasil nos próximos anos. Isso ocorrerá tanto pelo avanço do comércio eletrônico em si – as taxas anuais de crescimento do setor giram entre 20% e 30% – quanto pela maior consciência do consumidor sobre seus direitos. Segundo Martinez, as devoluções no e-commerce tendem a aumentar: “Nos Estados Unidos, o índice chega a 11%.”
O site foi aberto no fim de 2010, de acordo com Martinez, e o número de visitas vem crescendo 30% ao mês, em média. As prateleiras virtuais abrigam eletrônicos, eletrodomésticos, equipamentos de ginástica, celulares, entre outros produtos.

Martinez diz que o desconto mínimo do site é de 30%. “Há desde mercadorias que estão fora da caixa e em perfeito estado até aquelas que simplesmente não funcionam.” Uma pipoqueira elétrica da Arno, vendida a cerca de R$ 120 no varejo, saía por R$ 81,50. O site apontava “pequenas avarias” na pipoqueira, que, no entanto, funcionava normalmente.

Existem dois tipos de clientes do site. O primeiro é aquele que tem conhecimentos em eletrônica e pode consertar os produtos quebrados que compra quase de graça. Mas a maioria das pessoas está atrás de descontos em produtos que estejam funcionando.

Dia das Mães: roupa e calçado puxarão venda

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo

As vendas deste Dia das Mães devem ser puxadas pelas roupas e calçados, apontou pesquisa divulgada há pouco pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), feita em parceria com o Instituto Ipsos. Dos mil entrevistados ouvidos em todo o País entre os dias 20 e 30 de abril, 37,9% pretendem comprar roupas e calçados de presente.

O grupo joias, perfumes e bijuterias ficou em segundo lugar na intenção de compras (18,2%), seguido por eletrodomésticos (13,5%), celulares (6,1%), CDs e livros ( 6%). Os consumidores indecisos somaram 15,2%. Já 4,5% dos entrevistados responderam que pretendem comprar “outros” itens.

Entre os eletrodomésticos, 5,6% dos entrevistados das classes A e B devem comprar televisões, enquanto a preferência de 5,8% das classes D e E são os fogões.

“Os dados desta pesquisa mostram que o Dia das Mães promete ser bom, pois cerca de 20% das compras serão de bens duráveis, perdendo apenas para roupas e calçados, com a ajuda do clima frio”, afirmou, em nota distribuída à imprensa, Rogério Amato, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Em relação à forma de pagamento, a maioria afirmou que prefere pagar à vista as roupas e calçados (86%) e as joias e perfumes (87%). O pagamento à prazo é preferência para as compras de fogão (83%), televisão (54%), tablet (53%) e geladeira (52%).

Beatriz Bulla — Agência Estado