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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Operadoras contestam levantamento

Categoria: Agenda, Análise, Serviços

As operadoras que não figuraram nos primeiros lugares como a melhor oferta apresentaram suas contestações em relação ao prêmio da Pricez e Teleco (leia a matéria Maioria dos usuários tem plano de celular inadequado). A TIM informa que não concorda com os pontos apresentados. Em São Paulo, por exemplo, para o perfil de consumo médio, tem o plano Liberty +100 por R$ 79 mensais, com chamadas ilimitadas para qualquer TIM e mais 100 minutos em chamadas para outras operadoras. Para ter internet e torpedos ilimitados, o cliente paga um total de R$ 108,90.

A Claro também sugere outras opções que considera mais adequadas. Para o perfil de alto consumo, a indicação é para o plano Sob Medida 130 por R$ 147,30 de mensalidade e valor promocional por um ano de R$ 103,11.

Segundo o diretor de marketing da Telefônica Vivo, Marcio Fabbris, a ferramenta é uma excelente iniciativa, mas precisa evoluir na comparação dos planos. “Cada cliente precisa fazer sua avaliação. As operadoras têm promoções agressivas para ligações para a mesma operadora”, diz. Já a Oi afirma que o resultado reforça o posicionamento da empresa de oferecer os benefícios de ofertas que atendam diversos perfis de consumo dos clientes.

Sobre o ranking de reclamações, a TIM afirma que vem desenvolvendo ações preventivas para reduzir as demandas dos clientes. A Claro informa que tem investido na melhoria dos serviços prestados e no atendimento de seus clientes. A Vivo pondera que se esforça para diminuir as reclamações e faz parte da cultura da empresa investir na cobertura e no atendimento ao cliente. A Oi informa que assumiu compromisso com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) de interação colaborativa para assegurar a qualidade no atendimento e prestação dos serviços.

Governo multa seguradoras de veículos em R$ 1,5 milhão

Categoria: Empresas, Serviços

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça multou em mais de R$ 500 mil, cada uma, as seguradoras Porto Seguro e Marítima por se recusarem a pagar a indenização integral em casos de perda total de veículos.
Em vez de ressarcirem os valores que constavam nos contratos, as seguradoras pagavam o valor de mercado dos automóveis.

Para a Porto Seguro, a multa pela irregularidade foi de R$ 563.250,72, enquanto a Marítima foi multada em R$ 594.540,00. De acordo com o DPDC, os valores das multas foram calculados com base no número de segurados indenizados durante o período da infração. Os valores, quando pagos, deverão ser depositados no Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

O Departamento também multou a Itaú Seguros por utilizar peças usadas ou adquiridas no “mercado paralelo” no conserto de veículos acidentados, sem autorização dos consumidores. Segundo o órgão, a seguradora obrigava as oficinas credenciadas a utilizarem equipamentos de segunda mão. Nesse caso, a multa aplicada foi de R$ 455.111,04.

Google entra na mira do DPDC

Categoria: Empresas, Internet

LIGIA TUON

A nova política de privacidade do Google, que começou a valer em 1° de março, virou alvo de preocupação dos órgãos daqui do Brasil que zelam pela proteção de dados pessoais. Depois de a Europa começar investigar o assunto, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, pediu ontem ao gigante da internet que explicasse melhor suas novas regras.

Em vez de haver um código de privacidade para cada aplicativo da empresa – como Google Maps, Picasa, Gmail e Youtube – a empresa criou apenas um. Uma das preocupações das autoridades é que, com isso, as informações dos usuários possam ser compartilhadas por esses aplicativos.
“Digamos, por exemplo, que o Google associe as buscas que você faz no Google Search com as do YouTube. Esse pode não ser seu interesse, já que você pode ter diversos perfis, um pessoal e outro para o trabalho”, afirma o coordenador geral de supervisão e controle do DPDC, Danilo Doneda.

“A empresa pode, por exemplo, direcionar publicidade com base no que ela presume que são seus interesses. Mas eles não são necessariamente os mesmos em todos os aplicativos”, diz Doneda.
“As informação do buscador eram guardadas no buscador, as do Google Maps ficavam no Maps. Agora esses dados são trocadas pelos aplicativos”, completa Marcelo Lau, professor da Faculdade de Tecnologia Fiap.

O Google tem dez dias para responder à notificação feita pelo DPDC após o seu recebimento. Segundo a empresa, a nova política não altera a configuração existente de privacidade. Além disso, informações não serão compartilhadas ou vendidas.

Número de recalls mais que dobra no País

Categoria: Agenda, Análise, Consumo

CAROLINA MARCELINO

O número de recalls mais que dobrou no Brasil no período de oito anos. Em 2011, as empresas retiraram do mercado 75 produtos como carros, medicamentos, brinquedos, entre outros, para realizar reparos. Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, em 2003, foram 33 produtos, diferença de 127%.

De acordo com a diretora do DPDC, Juliana Pereira, as empresas têm a obrigação de comunicar o consumidor assim que a falha é constatada. Por isso, ela destaca a importância da campanha para avisar os consumidores. “Isso elimina o risco de ocorrerem novos acidentes de consumo.”

O Código de Defesa do Consumidor diz que o fornecedor não pode colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. Caso ocorra, o fornecedor do produto defeituoso é obrigado a fazer uma ampla campanha de chamamento com divulgação em rádio, jornal e TV.

Os campeões de recall são os veículos e as motos. Em 2011, 41 modelos de carros passaram por recall. O caso mais recente foi da General Motors que anunciou falha no Chevrolet Captiva da versão V6, modelo 2011. No mundo, foram 15.600 unidades e destas, 3.120 estão no Brasil. O carro apresenta falha no sistema de direção hidráulica que, em casos extremos, pode causar incêndio no compartimento do motor.

Um setor que vem chamando a atenção dos consumidores é o de alimentos. A Pepsico teve de retirar do mercado cerca de 80 unidades do achocolatado Toddynho. Consumidores tiveram feridas na boca, náusea e cólicas ao ingerir a bebida. Foi confirmada a presença de material de limpeza na composição do produto.

Para intensificar o acesso do consumidor à informação, foi lançada neste ano uma portaria conjunta do Ministério da Justiça e do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que determina que o automóvel que não passar por recall no prazo de um ano, a contar da data da campanha, terá essa informação incluída no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo.

A orientação para o cliente é que caso ele perceba um problema no produto ou serviço que possa causar risco à saúde e segurança, ele deve recorrer a base de dados do DPDC- www.http://portal.mj.gov.br/Recall para se certificar que o produto não faz parte da lista de itens com defeito.

Eletrodomésticos na mira do IPI e 13º salário

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Empresas, Serviços

SAULO LUZ

Pagamento do 13º salário mais redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que pode cortar até 20% do preço final dos aparelhos eletrodomésticos. Dezembro promete ser de vendas em alta para o setor, porém o consumidor ávido para comprar corre um risco: os itens da linha branca estão em terceiro lugar na lista dos produtos mais reclamados nos Procons do País – só atrás de celulares e mobília doméstica.

O Brasil é o terceiro maior mercado de eletrodomésticos no mundo, atrás dos Estados Unidos e da China, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). E o mercado dobrou de tamanho nos últimos cinco anos. As 10 principais categorias da linha branca somaram aproximadamente 20 milhões de produtos vendidos em 2010, duas vezes o que foi comercializado em 2005, quando número chegou a 10 milhões, conforme a Eletros.

Motivado ou não pelo grande crescimento, o fato é que, de acordo com o relatório do primeiro Barômetro sobre Produtos do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec), os produtos da linha branca são responsáveis por 49.353 reclamações (11,20% do total) num período de 12 meses. O relatório, elaborado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), órgão do Ministério da Justiça que coordena o Sindec, analisou todas as reclamações recebidas nos Procons de 23 Estados e o Distrito Federal entre 1º de outubro de 2010 e 30 de setembro de 2011.

O principal motivo de reclamações sobre eletrodomésticos foram problemas na garantia, com 14.801 queixas (29,99%). “Em casos de vício oculto, que aparece após muito tempo de uso, a fábrica é obrigada a fazer o conserto de graça, mesmo após o término da garantia contratual”, diz Tatiana Viola de Queiroz, advogada da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste).

O segundo motivo são os produtos entregues com defeito, com 14.277 reclamações (28,93%). Foi o que aconteceu com o açougueiro Antonio Lopes da Silva, de 58 anos. Ele comprou uma geladeira na Casas Bahia e os entregadores disseram que era necessário esperar duas horas para ligá-la. “Segui a orientação, mas notei que o produto tinha vazamentos e fazia barulhos estranhos”, diz ele que reclamou com a loja, mas não teve mais retorno.

Silva levou o caso ao Juizado Especial Cível. Mas nem assim a empresa trocou o eletrodoméstico defeituoso. Por isso, o consumidor diz querer indenização por danos morais. “Depois de tudo a Casas Bahia não quer me indenizar, mas apenas trocar a geladeira”, diz. “O consumidor teve que usar eletrodoméstico emprestado de vizinhos”, conta Paulo Borin Del Valle, advogado de Silva.

Na sequência dos itens que chegam já com defeito, vêm as 11.476 queixas relativas a problemas na entrega do produto (23,25%) e 2.997 reclamações sobre falta de peça de reposição (6,07%). “A demanda por eletrodomésticos vai crescer em razão da época de Natal e mais ainda por causa da redução do IPI. Por isso, o consumidor deve tentar levar o produto na hora. Se não der, deve exigir os prazos de entrega por escrito. Se o prazo for descumprido, acione o Procon-SP ou o Judiciário”, diz Jean Carlos de Albuquerque Gomes, advogado especialista em direito do consumidor do escritório Chalfin, Goldberg & Vainboim.

Foram registradas ainda 1.853 queixas (3,75%) de consumidores que tiveram problemas para realizar a desistência (cancelamento) da compra e outros 3.949 reclamações não classificadas (8%).

Os fornecedores com mais queixas foram Whirlpool (Brastemp e Cônsul) em conjunto com o site Compra Certa (de venda direta da Whirlpool Latin America), respondendo por 8,64% das queixas de eletrodomésticos. Em seguida, as marcas Mabe, GE e Dako somam juntas 7,55% das reclamações, seguidas por Ricardo Eletro (6,77%), Electrolux (6,77%) e Ponto Frio (6,23%).

O representante comercial Sidnei Ferrante Baena adquiriu um fogão Brastemp, mas a boca do queimador derreteu após o uso para cozinhar feijão. “O fogão fica na minha casa no Guarujá e quase não o utilizo. Já não estava na garantia, mas não acho normal a peça simplesmente derreter na única vez que este fogão, que me custou R$ 5 mil, foi utilizado por mais tempo.”

Ele acionou o serviço de assistência técnica da Brastemp da cidade. Sem sucesso. “Quem resolveu o problema fui eu. Acabei comprando a peça com dinheiro do meu próprio bolso.”