BC projeta alta de 4% da gasolina em 2011
- 17 de junho de 2011 |
- 11h01 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indicadores
Adriana Fernandes
Fabio Graner
O Banco Central (BC) elevou de 2,2% para 4% a projeção de alta no preço da gasolina ao longo de 2011. De janeiro a maio, o preço do combustível subiu 10,5%, o que se transformou em fator adicional de pressão sobre a inflação e de preocupação do BC. Mas a autoridade monetária aposta que o preço do combustível vai devolver parte da alta registrada no início do ano.
As estimativas de alta da gasolina são feitas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e compõem o quadro econômico considerado pela autoridade para calibrar a taxa de juros e manter a inflação na meta.
Mesmo passado o período mais crítico de abastecimento do etanol, o BC elevou a projeção de alta da gasolina. Foi a falta de etanol (produto adicionado à gasolina no Brasil) que puxou a alta dos preços.
Além dos problemas de abastecimento com a entressafra da cana de açúcar, o cenário internacional de incertezas nos países produtores de petróleo do Oriente Médio e de norte da África, que puxou os preços do barril no mercado internacional para mais de US$ 100, trazem riscos para a inflação. Até agora, a Petrobrás não reajustou os preços nas refinarias, seguindo orientação da presidente Dilma Rousseff.
Na ata divulgada ontem, o Copom avaliou, no entanto, que o preço do barril de petróleo tipo Brent acima US$ 115 é consistente com um quadro de “aparente” fortalecimento da demanda global.
“A complexidade geopolítica que envolve o setor do petróleo tende a acentuar o comportamento volátil dos preços, que é reflexo, também, da baixa previsibilidade de alguns componentes da demanda global e da dependência do crescimento da oferta de projetos de investimentos de longa maturação e de elevado risco”, destacou o documento. O BC manteve na ata em 0% a projeção para o reajuste no preço do gás de bujão para o acumulado de 2011.
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Japão: produção de carros e chips ameaçada
- 16 de março de 2011 |
- 13h54 |
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Categoria: Agenda, Análise, Indústria, Tecnologia
Nell Irwin*
Howard Schneider*
Os danos provocados pelo terremoto no Japão interromperam a produção de automóveis, chips de computador e vários outros bens, e poderão obrigar ao fechamento prolongado de fábricas, criando um ponto de estrangulamento na economia global.
Na segunda-feira, as bolsas japonesas caíram 6,2%, quando os investidores começaram a calcular as dimensões da catástrofe. Ontem, a queda foi de 10,6%. Foi inútil a maciça injeção de ienes pelo Banco do Japão, na tentativa de dar sustentação ao sistema financeiro do país.
Nos Estados Unidos e na União Europeia, os mercados caíram ligeiramente. “O quadro completo da devastação causada pelo terremoto e pelo tsunami que engoliu o nordeste do Japão na sexta-feira só começou a ficar mais claro no fim de semana, mas o impacto econômico continua extremamente indefinido”, disse em um relatório John Higgins, analista da Capital Economics.
A parte do Japão que sofreu o impacto mais direto do terremoto representa uma fatia relativamente pequena da produção industrial da terceira maior economia mundial. Entretanto, os danos à infraestrutura – estradas, ferrovias, eletricidade – foram maiores.
A catástrofe comprometeu a capacidade das indústrias japonesas de obter suprimentos e energia para continuar produzindo e para que seus empregados cheguem ao trabalho. É muito cedo ainda para saber até que ponto a cadeia da oferta mundial dos principais bens será afetada.
Muitas fábricas de automóveis em todo o Japão fecharam as portas, pelo menos temporariamente, escreveu o analista do setor Paul Newton, da IHS Global Insight, segundo o qual a situação é “fluida”. A Toyota fechou todas as suas fábricas no país até hoje, interrompendo 45% de sua produção global. Nissan, Honda, Suzuki, Mazda e Mitsubishi informaram prejuízos e fechamentos temporários de suas fábricas japonesas.
Entre as maiores corporações estão algumas das principais marcas globais que transferiram a produção ao exterior. A Honda, por exemplo, já calculou que suas operações no mercado crucial da América do Norte não serão profundamente afetadas.
Também poderão ser interrompidos o fornecimento e o embarque de eletrônicos, particularmente de materiais usados na fabricação de painéis de cristal líquido, segundo o analista Dale Ford da IHS iSuppli, que pesquisa as cadeias de fornecimentos.
Analistas de todo o mundo acompanharão atentamente como essa nova onda de incertezas econômicas será recebida pelos mercados, avaliando a possibilidade de recuperação da economia americana com o aumento dos preços do petróleo e de outros riscos em potencial.
O Japão tem capacidade de crédito para reagir à tragédia, disse Mohamed El-Erian, CEO de investimentos da Pimco. Provavelmente os recursos virão também dos investimentos no exterior, fenômeno que pode ter influenciado a valorização do iene na sexta-feira, após o desastre.
O país perdeu cerca de 6.800 megawatts de geração de energia depois do dano às usinas nucleares, talvez 7% ou mais de seu fornecimento total, afirmaram analistas da Barclays Capital.
Pelo menos a curto prazo, “as consequências da tragédia do Japão se estenderão a outros países sob a forma da redução da demanda global e da interrupção da cadeia de suprimentos”, afirmou El-Erian. (*do The Washington Post/Tradução Anna Capovilla)
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Brasil se torna o 4º maior mercado de PCs
- 22 de fevereiro de 2011 |
- 12h29 |
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Categoria: Consumo, Indicadores, Tecnologia
A venda de computadores no Brasil somou 13,7 milhões de unidades em 2010, um aumento de 23,5% em relação a 2009, de acordo com levantamento divulgado ontem pela empresa de consultoria e pesquisa IDC Brasil. Esse número coloca o Brasil na quarta posição no ranking mundial, atrás apenas de Estados Unidos, China e Japão.
O estudo “Brazil Quarterly PC Tracker” apontou que 55% das vendas em 2010 foram de computadores de mesa (desktops), e os demais, de notebooks. No quarto trimestre do ano passado, as vendas alcançaram 3,6 milhões de equipamentos, sendo 52,5% de computadores e 47,5% de notebooks.
O número representou um crescimento de 15% com relação aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2009. “O quarto trimestre de 2010 mostrou um cenário diferente do que víamos no passado, quando eram vendidos mais computadores por conta do Natal. Com a antecipação do varejo nas compras de final de ano, o terceiro trimestre de 2010 foi mais forte”, disse o gerente de pesquisas da IDC, Luciano Crippa, em comunicado.
No acumulado do ano, 65% dos computadores vendidos foram para usuários domésticos, e 35%, para o mercado corporativo, incluindo os segmentos de educação e governo. De acordo com o IDC, em 2010 a venda total de notebooks para usuários domésticos foi 30% maior do que a de desktops.

Mesmo com o crescimento, analista acredita que PCs serão afetados por tablets (Foto: Paulo Liebert/AE – 1/12/2006)
Tablets
As vendas de 2010 superaram em 3,6% a previsão inicial do instituto de pesquisas, que era de 13,2 milhões de computadores. “E, se somássemos o número de tablets comercializados no Brasil, cerca de 100 mil unidades, chegaríamos ao total de 13,8 milhões de equipamentos”, afirmou Crippa. “Definitivamente, o mercado de PCs será impactado pela venda de tablets, principalmente quando observarmos os netbooks.”
A empresa espera que em 2011 as vendas de tablets cheguem à casa das 300 mil unidades.
Demanda global
No mundo, as vendas de microcomputadores foram afetadas pelos tablets, crescendo menos que o esperado no quarto trimestre.
Segundo o IDC, foram vendidos 92,1 milhões de PCs em todo o mundo entre outubro e dezembro, o que representou um crescimento de 2,7%, abaixo da previsão de 5,5%. A consultoria não considera os tablets PCs.
Os videogames e os smartphones também contribuíram para que as vendas de microcomputadores ficassem abaixo da expectativa. No ano passado, foram vendidos 17 milhões de tablets no mundo, a maioria deles iPads, da Apple. As vendas de PCs somaram 346, 2 milhões.
Para este ano, a IDC prevê que serão vendidos 385 milhões de microcomputadores e 44 milhões de tablets em todo o mundo. O maior fabricante de PCs do mundo é a americana HP. Em segundo lugar está a Dell, também americana, e, em terceiro, a taiwanesa Acer.
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País terá 3º maior crescimento na produção de petróleo
- 11 de novembro de 2010 |
- 16h55 |
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Categoria: Empresas, Investimentos
Andrei Netto
O Brasil terá o terceiro maior crescimento da produção de petróleo até 2035, e até lá deverá estar produzindo 5 milhões de barris por dia. A estimativa é da Agência Internacional de Energia (AIE). De acordo com a AIE, apenas Arábia Saudita e Iraque devem superar o aumento da extração de óleo em território brasileiro.
“Nossa previsão é de que a produção brasileira dobre nos próximos 10 anos, até 2020”, diz Fatih Birol, economista-chefe da AIE. “Até 2020 o crescimento já será muito significativo, chegando a 4 milhões de barris.”
Na opinião de Birol, os recursos com o petróleo poderão ajudar no desenvolvimento do País. “Não há dúvidas de que o ritmo de crescimento econômico será acelerado e o Brasil poderá dar novos passos no campo social, desde que implemente os recursos obtidos com as exportações de forma eficiente.”
A organização prevê crescimento de 18% na demanda global por petróleo até 2035, alcançando 99 milhões de barris por dia. Esse crescimento será puxado por emergentes, como Brasil, China e Índia, que não são membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nos 31 países-membros da OCDE, o consumo tende a cair 6%.
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OPEP eleva previsão da demanda por petróleo
- 13 de agosto de 2010 |
- 16h06 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) elevou a previsão do crescimento da demanda global por petróleo em 2010, em 100 mil barris por dia, para 1 milhão de barris por dia. No início da semana, a Agência Internacional de Energia (AIE), também aumentou sua previsão da demanda global por petróleo em 80 mil barris diários em 2010. Os 12 membros da organização respondem por cerca de 40% dos 86 milhões de barris consumidos globalmente por dia.
A China e outras nações asiáticas serão responsáveis pelo maior crescimento da demanda por petróleo em 2010. Mas o consumo norte-americano deve expandir moderadamente em 300 mil barris por dia “devido a uma base extremamente baixa na demanda do ano passado, além de uma recuperação econômica menor”, diz a Opep.
A organização alerta que “a economia mundial está enfrentando crescentes obstáculos que vão desacelerar o crescimento futuro”. Esta declaração está de acordo com o anúncio do Federal Reserve — o Banco Central dos Estados Unidos — feito na terça-feira sobre a desaceleração da recuperação econômica.
Boa parte da demanda extra por petróleo em 2010 deve ser absorvida pela oferta de países que não integram a Opep, prevista para subir cerca de 800 mil barris por dia, devido a produção maior do que esperada pela Rússia (atingiu recorde de produção em julho), além de Estados Unidos e China. (Ligia Sanchez)
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