Preços das academias sobem acima da inflação
- 21 de setembro de 2011 |
- 23h00 |
- Tweet este Post
MARÍLIA ALMEIDA
Quem está pensando em começar ou voltar a malhar para ficar em forma no verão deve preparar o bolso. As academias ficaram até 6,5% mais caras na região metropolitana da cidade entre janeiro e agosto. O aumento ficou acima da inflação no período, que foi de 3,98%, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Os maiores aumentos, justamente de 6,5%, foram registrados na modalidade ginástica ou musculação, uma das mais procuradas. Para os adeptos apenas da natação, porém, a alta foi menos vigorosa, de 3,25%, nesse caso índice um pouco abaixo da inflação no período.
Cornélia Nogueira, coordenadora do ICV, acredita que o motivo está no aumento da demanda pelo serviço. “Mais pessoas têm acesso aos serviços prestados, seja pela questão de elevação de renda como pela questão de que há mais informação sobre os benefícios dos exercícios físicos”, diz.
Segundo a Associação Brasileira de Academias Acad, o número de alunos matriculados nas academias no País passou de 4,7 milhões em 2010 para 5,4 milhões este ano, aumento de 14,8%. A quantidade de estabelecimentos também aumentou: passou de 15,5 mil para 18,1 mil no País no período (alta de 16,7%).
A Acad também acredita que a expansão de grandes redes no País, que têm um grau maior de profissionalização, também tem impacto nos preços.
A perspectiva, segundo o Dieese, é que os preços do serviço continuem subindo, por causa do bom momento da economia. “A tendência é que a inflação de serviços siga mais pressionada do que a inflação de bens. Enquanto a inflação relacionada a produtos subiu 2,91% este ano, a de serviços aumentou 5,02%”, diz Cornélia.
Contratos
Além de pesquisar preços e verificar as vantagens oferecidas, também é necessário, antes de efetuar a matrícula, prestar atenção no contrato.
Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) em dez academias em julho aponta que a Competition e Contours não colocavam à disposição o contrato de forma prévia. O contrato da Bio Ritmo e Cia Athlética apresentaram cláusulas pouco claras sobre reajustes.
Todas previam multas por cancelamento e Smart Fit, Bio Ritmo, InShape, Curves, Cia Athlética e Rubel se eximiam em contrato da responsabilidade por danos e furtos no estacionamento ou guarda-volumes. A Bio Ritmo e a Inshape exigiam que o exame médico fosse feito na academia e a não deixava claro no contrato que o cliente terá sempre um instrutor à disposição durante os exercícios.
Procurada, a Companhia Athletica disse comprometer-se a aperfeiçoar as cláusulas contratuais que eventualmente causem dúvidas. A Curves afirma que as modificações sugeridas já foram feitas. A Contours diz que o aluno recebe uma cópia do contrato, mas caso seja necessária análise prévia, poderá solicitar uma via.
A Rubel reescreveu as cláusulas que foram citadas na pesquisa e diz que está na fase final da produção dos novos contratos. A Smart Fit informa que já adequou os contratos no seu site. A Inshape e Competition não responderam à reportagem. A Competition disse ao Idec que fornece cópia do contrato aos clientes que solicitam.
O atendente de SAC Cléber de Souza Oliveira, de 27 anos, se matriculou em julho em uma academia perto de sua casa. “Pesquisei algumas no centro da cidade e grandes redes e, além de serem cerca de R$ 30 a R$ 50 mais caras, o processo de matrícula é burocrático”, diz. Ele prefere pagar por mês. “Caso não goste não fico preso à academia”.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
Acad, academias, Associação Brasileira de Academias, aumento, benefícios, bens, Bio Ritmo, bolso, Cia Athlética, cláusulas, Cléber de Souza Oliveira, Competition, Contours, contrato, coordenadora do ICV, Cornélia Nogueira, Curves, danos, demanda, Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, elevação, estacionamento, exercícios físicos, expansão, furtos, ginástica, guarda-volumes, ICV, Idec, impacto, Índice de Custo de Vida, inflação, InShape, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, MARÍLIA ALMEIDA, matrícula, modalidade, musculação, natação, perspectiva, preços, profissionalização, reajustes, redes, região metropolitana, renda, Rubel, Serviço, Smart Fit, vantagens
Fabricante de bicicleta deve indenizar consumidor
- 20 de julho de 2011 |
- 11h31 |
- Tweet este Post
Categoria: Empresas
A Caloi Norte deverá pagar indenização de R$ 25 mil por danos morais à família de uma criança que teve o dedo decepado ao sofrer um acidente com sua bicicleta, informou o Tribunal de Justiça de São Paulo na terça-feira, 19.
O recurso proposto pela Caloi Norte foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que manteve decisão da 7ª Vara Cível de Osasco. Segundo a Vara de Osasco, a empresa deve indenizar a família por danos morais.
À época com 5 anos, a criança andava com o modelo Caloi Eliana A16 quando perdeu o equilíbrio e caiu. Na queda, o dedo mínimo da mão esquerda acabou decepado dentro do cano do guidão. O incidente ocorreu em dezembro de 2002.
Por se tratar de um produto voltado ao uso de crianças, o fabricante deveria ter cuidado redobrado, decidiu a 8ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP. A empresa, segundo o TJ, não poderia conceber um projeto que pudesse causar eventual lesão ao usuário ainda que remotamente.
A Caloi havia alegado que não poderia ser responsabilizada. De acordo com a empresa, a “manopla se danificara provavelmente em razão de muitos ‘tombos’ e consequente atrito com o solo”. A empresa disse ainda que faltou de cuidados por parte dos pais da criança para a manutenção do produto.
O desembargador Luiz Ambra, relator do recurso, ressaltou que a bicicleta da criança tinha somente um ano e oito meses de uso e que a própria fabricante sustentou que o seu produto possui vida útil de sete a dez anos e de cinco anos para a manopla.
“Como poderia o mesmo não resistir aos inúmeros ‘tombos’ e ‘encostadas’ em superfícies ásperas? De se observar que a bicicleta tem como público alvo crianças de cinco a oito anos de idade; logo, pressupõe-se a utilização de material próprio e de grande resistência para suportar o fim a que se destina, sabido que nessa idade não há o cuidado que se pretende e nem a destreza de piloto de Fórmula 1″, sustentou o relator.
(Carolina Spillari)
Eletropaulo faz mutirão para se desculpar
- 17 de junho de 2011 |
- 23h20 |
- Tweet este Post
Moradores e empresários do comércio e indústria de Embu das Artes, polo moveleiro da Região Metropolitana de São Paulo, receberam ontem uma visita e um pedido de desculpas inusitados. Funcionários da AES Eletropaulo fizeram mutirão de porta a porta na cidade para apresentar desculpas da distribuidora e orientar clientes sobre pedidos de indenização por danos em equipamentos elétricos relacionados às interrupções no fornecimento de energia no dia 7 deste mês.
A iniciativa começou ontem pelas localidades mais afetadas pelo ciclone extratropical que atingiu a área de concessão da distribuidora e vai se estender para outras cidades inclusive a capital, porém a data para chegar à cidade de São Paulo ainda não foi divulgada.
A ação da empresa será encerrada em 1º julho e até funcionários da Ouvidoria foram recrutados para participar. Como os maiores problemas ocorreram na periferia da cidade, a distribuidora de energia elétrica optou por colocar as equipes de casa em casa para agilizar o processo de indenização.
Ainda traumatizada pelos problemas com a falta de luz, que em alguns bairros chegou a durar cinco dias, a maioria dos clientes recebeu bem as equipes em Embu, mas não poupou críticas à empresa. “Acho que eles estão com medo e querem angariar a simpatia dos moradores para minimizar os problemas da empresa”, disse Sônia Gomes Santos Nolasco, proprietária da loja Sol e Lu Costuras, no centro da cidade.
A equipe de costureiras da loja ficou praticamente parada, sem poder trabalhar, das 14h30 da terça-feira até o meio-dia da sexta.
“Aceito as desculpas, se elas vierem acompanhadas do reembolso dos prejuízos que sofri por causa da falta de investimento na manutenção da rede da Eletropaulo”, disse Raul Victor do Valle Moreira, consultor em marketing e licenciamento ambiental. Os problemas no fornecimento de energia levaram à perda total de um dos quatro computadores do escritório que Moreira mantém em sua casa, na Estrada do Kaiko.
Na loja de móveis Cheia de Graça, não foi diferente. O apagão durou três dias e deixou um aparelho de antena parabólica estragado e uma boa quantidade de alimentos perdida. “Foi um desastre”, afirmou a gerente Camila de Oliveira, que também mora nos fundos da loja.
Para o prefeito de Embu das Artes, o petista Chico Brito, o serviço da Eletropaulo é “muito ruim”. “Só depois que deu esse rebu, a Eletropaulo colocou sua equipe de manutenção na rua. Por que não fez manutenção preventiva?”
Atendimento
A rede de lojas e postos de atendimento da companhia também dispõe desses formulários. Algumas unidades, localizadas em pontos estratégicos, estarão abertas durante os fins de semana para receber os pedidos. As solicitações ainda podem ser realizadas pelo endereço da concessionária na internet www.aeseletropaulo.com.br).
Os pedidos devem ser feitos em até 90 dias corridos, prazo que passa a ser considerado logo após o aparelho ter sofrido o dano elétrico. (com Marcelo Rehder e Karla Mendes)
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
AES Eletropaulo, apagão, apresentar desculpas, área de concessão, Camila de Oliveira, Chico Brito, ciclone extratropical, cidade de São Paulo, Comércio, consultor em marketing, dano elétrico, danos, danos em equipamentos, de casa em casa, desculpas, distribuidora de energia elétrica, Embu, Embu das Artes, empresários, energia elétrica, equipamentos elétricos, falta de luz, fornecimento de energia, funcionários da AES Eletropaulo, indenização, indústria, Internet, inusitados, Karla Mendes, licenciamento ambiental, loja de móveis Cheia de Graça, loja Sol e Lu Costuras, MARCELO REHDER, moradores, pedido de desculpas, pedidos de indenização, periferia, polo moveleiro, porta a porta, prefeito de Embu das Artes, prejuízos, processo de indenização, Raul Victor do Valle Moreira, reembolso, região metropolitana de São Paulo, São Paulo, serviço da Eletropaulo, Sônia Gomes Santos Nolasco, traumatizada
Japão: produção de carros e chips ameaçada
- 16 de março de 2011 |
- 13h54 |
- Tweet este Post
Categoria: Agenda, Análise, Indústria, Tecnologia
Nell Irwin*
Howard Schneider*
Os danos provocados pelo terremoto no Japão interromperam a produção de automóveis, chips de computador e vários outros bens, e poderão obrigar ao fechamento prolongado de fábricas, criando um ponto de estrangulamento na economia global.
Na segunda-feira, as bolsas japonesas caíram 6,2%, quando os investidores começaram a calcular as dimensões da catástrofe. Ontem, a queda foi de 10,6%. Foi inútil a maciça injeção de ienes pelo Banco do Japão, na tentativa de dar sustentação ao sistema financeiro do país.
Nos Estados Unidos e na União Europeia, os mercados caíram ligeiramente. “O quadro completo da devastação causada pelo terremoto e pelo tsunami que engoliu o nordeste do Japão na sexta-feira só começou a ficar mais claro no fim de semana, mas o impacto econômico continua extremamente indefinido”, disse em um relatório John Higgins, analista da Capital Economics.
A parte do Japão que sofreu o impacto mais direto do terremoto representa uma fatia relativamente pequena da produção industrial da terceira maior economia mundial. Entretanto, os danos à infraestrutura – estradas, ferrovias, eletricidade – foram maiores.
A catástrofe comprometeu a capacidade das indústrias japonesas de obter suprimentos e energia para continuar produzindo e para que seus empregados cheguem ao trabalho. É muito cedo ainda para saber até que ponto a cadeia da oferta mundial dos principais bens será afetada.
Muitas fábricas de automóveis em todo o Japão fecharam as portas, pelo menos temporariamente, escreveu o analista do setor Paul Newton, da IHS Global Insight, segundo o qual a situação é “fluida”. A Toyota fechou todas as suas fábricas no país até hoje, interrompendo 45% de sua produção global. Nissan, Honda, Suzuki, Mazda e Mitsubishi informaram prejuízos e fechamentos temporários de suas fábricas japonesas.
Entre as maiores corporações estão algumas das principais marcas globais que transferiram a produção ao exterior. A Honda, por exemplo, já calculou que suas operações no mercado crucial da América do Norte não serão profundamente afetadas.
Também poderão ser interrompidos o fornecimento e o embarque de eletrônicos, particularmente de materiais usados na fabricação de painéis de cristal líquido, segundo o analista Dale Ford da IHS iSuppli, que pesquisa as cadeias de fornecimentos.
Analistas de todo o mundo acompanharão atentamente como essa nova onda de incertezas econômicas será recebida pelos mercados, avaliando a possibilidade de recuperação da economia americana com o aumento dos preços do petróleo e de outros riscos em potencial.
O Japão tem capacidade de crédito para reagir à tragédia, disse Mohamed El-Erian, CEO de investimentos da Pimco. Provavelmente os recursos virão também dos investimentos no exterior, fenômeno que pode ter influenciado a valorização do iene na sexta-feira, após o desastre.
O país perdeu cerca de 6.800 megawatts de geração de energia depois do dano às usinas nucleares, talvez 7% ou mais de seu fornecimento total, afirmaram analistas da Barclays Capital.
Pelo menos a curto prazo, “as consequências da tragédia do Japão se estenderão a outros países sob a forma da redução da demanda global e da interrupção da cadeia de suprimentos”, afirmou El-Erian. (*do The Washington Post/Tradução Anna Capovilla)
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
América do Norte, analista, analistas, automóveis, Banco do Japão, Barclays Capital, bolsas japonesas, calcular, Capital Economics, catástrofe, chips de computador, computador, corporações, cristal líquido, Dale Ford, danos, demanda global, desastre, devastação, dimensões, economia americana, economia global, economia mundial, eletricidade, eletrônicos, energia, Estados Unidos, estradas, estrangulamento, fábricas, fábricas de automóveis, fechamentos temporários, fenômeno, ferrovias, Fluida, geração de energia, Honda, ienes, IHS Global Insight, IHS iSuppli, impacto econômico, incertezas econômicas, indústrias japonesas, infraestrutura, injeção, interrupção, inútil, investidores, Investimentos, Japão, John Higgins, maciça, maior economia mundial, marcas globais, Mazda, megawatts, Mitsubishi, Mohamed El-Erian, Nissan, nordeste do Japão, painéis de cristal líquido, países, Paul Newton, Pimco, preços do petróleo, prejuízos, produção de automóveis, produção global, produção industrial, recuperação, relatório, riscos, sistema financeiro, suprimentos, sustentação, Suzuki, terceira maior economia mundial, terremoto, terremoto no Japão, tsunami, União Europeia, usinas nucleares, valorização do iene
Empresas perderam R$ 1,3 bi com chuvas
- 13 de janeiro de 2011 |
- 13h46 |
- Tweet este Post
Categoria: Empresas, Indústria
Pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp junto a 478 empresas localizadas na Grande São Paulo revela que, após os meses de verão de 2010, há uma perda de R$ 1,3 bilhão para as companhias a cada mês de chuvas.
Os danos causados por enchentes são outro tema abordado pela pesquisa da Fiesp. Estes prejuízos somam R$ 2,1 bilhões mensais. Mais da metade das empresas apontaram, como problemas atraso nas entregas e ausência ou atraso dos funcionários.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
atraso, ausência, chuvas, danos, Empresas, enchentes, entregas, estudos econômicos, Fiesp, funcionários, Grande São paulo, mensais, meses de verão, perda, pesquisa, pesquisa da Fiesp, prejuízos, problemas, São Paulo, Verão

