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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
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Grupo ‘coreano’ muda para disputar trem-bala

Categoria: Empresas, Serviços, Tecnologia

Renée Pereira

O Consórcio TAV Brasil, inicialmente conhecido como o grupo coreano que disputará a licitação do trem-bala entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, poderá ter o reforço de um sócio financeiro. A empresa assinou um compromisso com um fundo de investimento criado pela EDLP (Estação da Luz Participações), que deverá ser gerido pelo Credit Suisse.

O negócio ainda dependerá da conclusão de uma espécie de due diligence (auditoria) no projeto de engenharia do empreendimento. O fundo já está em fase de road show pelo mundo para captar investidores para o projetos, que custará (oficialmente) em torno de R$ 33 bilhões. Procurado, o presidente da EDLP não quis se pronunciar.

“Se o negócio for concretizado, será um grande avanço para fazermos nossa proposta”, afirma o presidente da Trends, Paulo Benites, representante do consórcio que pretende construir o trem de alta velocidade — o TAV.

Riscos. Estrangeiros ainda estudam projeto do trem-bala (Foto: Andrew Winning/Reuters – 19/10/2010)

 

A expectativa é que a entrega dos lances para o trem-bala brasileiro seja no dia 11 de julho e a abertura dos envelopes, dia 29, conforme o calendário do governo.

No início, até a primeira prorrogação em dezembro do ano passado, o TAV Brasil contava com 12 empresas coreanas e nove brasileiras (CR Almeida, Constran, Engesa, UTC e SA Paulista, entre outras). Com os adiamentos, algumas companhias desistiram do processo, especialmente as construtoras coreanas. Hoje o consórcio está equilibrado: nove companhias brasileiras e nove coreanas. Mas a tendência é ele ficar mais nacional.

Hyundai busca área para fábrica de trens

Categoria: Tecnologia, Trabalho

Renée Pereira

A coreana Hyundai Rotem está em busca de locais para instalar uma fábrica de trens no Brasil. A empresa faz parte do consórcio que vai disputar o Trem de Alta Velocidade (TAV), entre Campinas, São Paulo e Rio, no mês de abril. A construção da unidade, no entanto, está associada à vitória na disputa.

Nesta semana, uma comitiva de dez executivos da empresa desembarcou em duas cidades de São Paulo para prospectar áreas potenciais para a unidade. A primeira delas foi São José dos Campos, na terça-feira. No dia seguinte, o grupo esteve com o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos. Eles ficaram reunidos por duas horas no gabinete do prefeito, que contou com a presença de dois secretários e um diretor de cooperação internacional. A conversa foi traduzida por um intérprete que falava português e coreano.

Segundo a prefeitura, os executivos afirmaram que estão à procura de uma área de 200 mil metros quadrados (m²) para instalar a fábrica de 40 mil m². A unidade, se o consórcio coreano sair vencedor do leilão, criará entre 400 e 500 postos de trabalho com mão de obra especializada.

A comitiva deverá visitar outras cidades, especialmente do Rio de Janeiro. Mas a região de Campinas pode sair na frente por causa do polo industrial ferroviário de Hortolândia. Ali estão instaladas grandes companhias, como Amsted Maxion, Bombardier e CAF.

Embora participe de outros mercados no Brasil, como o fornecimento de carros para o metrô de São Paulo e Salvador, a fábrica da Hyundai Rotem produziria apenas trens de alta velocidade – a princípio, os demais produtos continuariam sendo importados como ocorre hoje. A empresa fabrica o KTX, o trem-bala coreano.

A Hyundai Rotem é uma das 12 empresas coreanas que integram o consórcio que vai disputar o TAV, um empreendimento de R$ 33 bilhões. Além dessas, outras nove companhias brasileiras compõem o grupo, como CR Almeida, Constran, Engesa, UTC e SA Paulista, entre outras. Três empresas nacionais que estavam no consórcio desistiram no ano passado. São elas: Contern, construtora do Grupo Bertin, Carioca e Galvão.

Leilão

O leilão do TAV estava programado para ocorrer em 16 de dezembro de 2010, mas, por pressão de várias empresas, o governo cedeu e decidiu adiar a disputa. Na ocasião, as grandes construtoras do País, como Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, argumentaram ter tido pouco tempo para estudar o projeto e que precisavam de mais tempo para participar do evento.

Grupo liderado por coreanos é favorito ao TAV

Categoria: Serviços, Tecnologia

Renée Pereira

O consórcio liderado pelos coreanos, forte candidato a levar a concessão do trem-bala brasileiro, já conta com a participação de 20 companhias, sendo 10 brasileiras e 10 estrangeiras. Segundo informações do mercado, entre as companhias nacionais estão as construtoras Contern (do Grupo Bertin), Galvão Engenharia, Carioca, Constran, S.A. Paulista, Toniolo e CR Almeida.

Do lado coreano, além das empresas Korea Rail Network Authority, Korail e KRRI, núcleo do consórcio, gigantes como Hyundai, Daewoo e Daelim também estão entre os sócios, segundo fontes. A Samsung poderá integrar o grupo, mas tem demonstrado resistência ao projeto.

O Trem de Alta Velocidade (TAV) vai ligar Campinas, São Paulo e Rio e custará cerca de R$ 33 bilhões, sendo R$ 20 bilhões financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A exemplo do ocorrido no leilão da Hidrelétrica de Belo Monte, o vencedor do trem-bala deverá ter a presença garantida dos fundos de pensão no projeto. Especula-se que a participação deles poderá ficar entre 20% e 30% do capital próprio do consórcio.

A entrega da proposta financeira será feita na segunda-feira e a abertura dos envelopes, dia 16 de dezembro. A esperança dos concorrentes, porém, é que o governo federal adie a licitação por, pelo menos, seis meses. Mas, até sexta-feira passada, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes não davam nenhuma indicação de que atenderiam os pedidos dos investidores.