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Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014
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Abertura de loja vira caso de polícia

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Trabalho

Marcelo Rehder

A disputa entre o grupo SHC, que reúne mais de 90 revendas das marcas JAC, Citröen e Volkswagen, e o Sindicato dos Comerciários de São Paulo, em torno da abertura ou não das lojas de automóveis nos domingos, virou caso de polícia.

Na manhã de anteontem, uma manifestação organizada pelo sindicato em 15 lojas do grupo levou funcionários de cinco delas a chamar a Polícia Militar.

Segundo os funcionários, os manifestantes invadiram as lojas e tentaram convencer clientes a deixar os locais. Os sindicalistas alegam que os estabelecimentos do grupo não estavam cumprindo o acordo firmado em convenção coletiva, no final de 2011, entre os sindicatos das concessionárias e dos trabalhadores, obrigando as lojas de veículos da cidade a trabalhar em apenas dois domingos intercalados durante o mês. A medida, no entanto, não tem apoio da totalidade dos empresários do setor.

De acordo com o empresário Sergio Habib, presidente do grupo, a abertura das lojas no domingo foi amparada em decisão do Tribunal Regional do Trabalho, (TRT-SP), tomada no último dia 9.
“Temos uma decisão judicial que permite a abertura das concessionárias Citröen, JAC e Volkswagen do Grupo SHC em São Paulo aos domingos”, afirma o empresário em nota. “Cumprimos toda a legislação trabalhista e, por isso mesmo, recebemos autorização da Justiça para trabalhar”, conta.

“É um absurdo que esse tipo de invasão, que contraria as regras do bom senso e intimida o consumidor, ainda ocorra”, diz Habib.
O presidente do sindicato, Ricardo Patah, nega a invasão ou intimidação de funcionários e consumidores.

Metalúrgicos de São Paulo ameaçam fazer greve

Categoria: Empresas, Trabalho

Em campanha salarial, os 260 mil metalúrgicos de São Paulo, Mogi das Cruzes e região prometem paralisar fábricas a partir da semana que vem, se os negociadores das empresas do setor não apresentarem contraproposta salarial que atenda às reivindicações da categoria. Os trabalhadores fazem assembleia domingo para deliberar sobre a contraproposta patronal.

“Queremos uma contraproposta salarial satisfatória e que contemple também as reivindicações sociais da categoria”, disse o presidente do sindicato, Miguel Torres. “Caso contrário, a partir da semana que vem vamos começar a parar as fábricas”, acrescentou.

Com data-base para renovação da convenção coletiva de trabalho em primeiro de novembro, a categoria quer 5% de aumento real, além da reposição da inflação, redução da jornada e participação nos lucros e resultado (PLR) para todos. Pedem também valorização do piso salarial, licença-maternidade de 180 dias e estabilidade aos acidentados e portadores de doenças profissionais, entre outras reivindicações. Até ontem, as empresas ofereciam reajuste salarial entre 7,5% e 8,5%, o que representa um aumento real estimado entre 0,5% e 1,4%.

Embraer
Em São José dos Campos, os metalúrgicos do setor aeronáutico entraram ontem em estado de greve. Insatisfeitos com o que apontam como “intransigência dos patrões do setor”, os sindicalistas protocolaram um aviso de greve, que pode ser deflagrada na próxima semana.

O foco da movimentação dos trabalhadores é a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), principal empresa do setor e que encabeça as negociações.

A pauta de reivindicações dos trabalhadores inclui reajuste salarial de 17,45% e redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Ontem, os negociadores do sindicato patronal apresentaram proposta de aumento real de só 1%, além, da reposição da inflação, a partir de 1.º de novembro. A oferta foi rejeitada na mesa de negociações. / Marcelo Rehder e João Carlos de Faria

Mais benefícios para segurar empregado

Categoria: Aposentadoria, Carreira, Planos de saúde, Serviços, Trabalho

LUCIELE VELLUTO

Não basta apenas oferecer plano de saúde e vale-alimentação aos colaboradores. A política de benefícios das empresas para reter funcionários precisa ir além, analisar as necessidades individuais e oferecer opções dentro do perfil de cada um.

Essa é uma das conclusões da pesquisa sobre remuneração feita pela Mercer, empresas de consultoria na área de recursos humanos. O levantamento – produzido em maio com 38 companhias de todo o País – foi divulgado este mês.

“As empresas têm estudado mais quais são as necessidades de seus funcionários. Plano de previdência privada pode não ser o ideal para uma organização que tenha profissionais muito jovens, mas plano de saúde ou vale-refeição, sim”, diz Andrea Sotnik, consultora sênior da Mercer.

Uma solução encontrada para as companhias atenderem à diversidade de desejos de seus colaboradores é o pacote flexível de benefícios, política bastante difundida no exterior.

“Dentro de um mesmo nível hierárquico, as pessoas têm características diferentes. Receber como benefício uma cesta básica, por exemplo, não é uma necessidade que todos têm. Por isso, é interessante a empresa flexibilizar a escolha dos benefícios oferecidos”, afirma a professora Denise Delboni, que leciona relações trabalhistas na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap).

Uma das companhias que optaram pelo sistema flexível de benefícios é a BRQ, da área de tecnologia da informação (TI). Os empregados têm uma pontuação conforme o seu cargo e com esses pontos podem escolher quais vantagens vão querer.

“Plano de saúde básico e vale-alimentação mínimo são obrigatórios por convenção coletiva. Mas melhorar o plano, optar por um vale-refeição de maior valor ou até preferir um tíquete para comprar no supermercado é opção de cada um dentro da sua pontuação”, diz Andrea Quadros, diretora de RH da companhia.

“Notamos que a maior diferença está entre solteiros e casados. Os primeiros preferem um valor maior de vale para comer fora de casa. Já o segundo perfil prefere as compras de supermercado”, diz a diretora da BRQ.

Entre as novas práticas adotadas pelas organizações, aquelas que têm crescido em número de adesões são planos de previdência em que a empresa faz contribuição para a aposentadoria de seus funcionários, a flexibilidade de horário e a opção do colaborador trabalhar em casa.

“No caso da flexibilidade de horário, isso está ligado à qualidade de vida, pois a pessoa pode evitar o trânsito e ficar mais tempo com a família, por exemplo. Isso não só retém como motiva o empregado a continuar na empresa”, afirma a consultora de Mercer.

Ao mesmo tempo em que oferecem os benefícios, as especialistas afirmam que é fundamental os empregadores trabalharem a comunicação. “A companhia deve divulgar o quanto a pessoa gastaria se não tivesse o benefício da empresa e pagas

Trabalhadores da construção aprovam reajuste

Categoria: Construção, Trabalho

Os trabalhadores da construção civil de 75 municípios do Estado de São Paulo aprovaram ontem reajuste salarial de 9,75% para a categoria, conforme anúncio feito hoje pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

A decisão foi aprovada após assinatura da convenção coletiva de trabalho firmada pela entidade e os sindicatos dos trabalhadores nas indústrias da construção e do mobiliário de Bauru, Botucatu, Campinas, Guaratinguetá, Guarulhos, Itapevi, Jacareí, Mogi das Cruzes, Santo André, Tambaú e Região.

A convenção tem como data-base 1º de maio. Os trabalhadores que foram contratados a partir de 1º de maio do ano passado devem receber reajuste proporcional. A convenção foi aprovada por trabalhadores da capital em 2 de maio.

Em nota, ao comentar o resultado da negociação, o vice-presidente de Capital-Trabalho do SindusCon-SP, Haruo Ishikawa, defende a união do setor em favor da maior qualificação dos trabalhadores e da desoneração dos investimentos em novas tecnologias visando a maior produtividade.

Supermercados podem não abrir no feriado

Categoria: Empresas, Trabalho

Sem funcionários dispostos a trabalhar, supermercados podem não funcionar no feriado de 12 de outubro. Tudo porque os empregados conseguiram na Justiça o direito de não precisar cumprir expediente na terça-feira. A medida seria uma represália ao patrões, que ainda não aceitaram as propostas de acordo coletivo da categoria.

O pedido partiu do Sindicato dos Comerciários, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e acatado em decisão liminar pela 68ª Vara do Trabalho de São Paulo. Desde agosto, os comerciários tentam obter reajuste de 9% nos salários, que hoje são, em média, de R$ 1.000. Mas até agora não conseguiram acordo.

“Já concordamos que, se houver reajuste de 8%, assinaremos a convenção coletiva, mas recebemos contraproposta de 7% de reajuste, que é considerada baixa”, afirma Ricardo Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. “O comércio tem conseguido bom desempenho e pode atender o reajuste pedido. Os metalúrgicos têm recebido 10% de reajuste salarial”, compara Patah.

Diante do impasse entre comerciários e empresários do setor, os sindicalistas buscaram argumentos legais para pressionar os patrões. Encontraram na lei 11.603/2007 uma saída: o texto diz que o expediente só seria obrigatório caso houvesse acordo entre empregadores e empregados.

A juíza Cleusa Soares de Araujo, da 68ª Vara do Trabalho de São Paulo, aceitou o argumento e proibiu que as empresas exijam a prestação de serviços de seus empregados, mas fez exceção em relação àqueles que trabalham “nos setores de peixe e caça, pão e biscoito, frutas e verduras e aves e ovos”.

Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) informa que discorda da medida e diz que a decisão da Justiça “não condiz com a realidade do comércio varejista nem com a vontade do consumidor”. E continua: “a APAS avalia que a comodidade proporcionada pelo pleno funcionamento dos estabelecimentos no feriado resulta da demanda do consumidor, que seria o maior prejudicado com a mudança. Além disso, com a abertura aos feriados o setor supermercadista pode oferecer mais empregos”.

O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga) avisa que os supermercados podem abrir as portas, ainda que o funcionamento das lojas não seja pleno. O argumento do Sincovaga é que a decisão liminar da 68ª Vara do Trabalho de São Paulo não impede a abertura dos supermercados da cidade de São Paulo no feriado, apenas restringe o número de funcionários que poderão trabalhar neste dia.

Os supermercados recorreram da decisão e esperam uma resposta até segunda-feira, 11.

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