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Quarta-feira, 19 de Junho de 2013
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A precisão alemã com um verniz de luxo

Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia

Fernando Scheller

Em 2000, quando Luiz Marinho assumiu a representação da marca alemã de fotografia Leica no País, a empresa estava em uma encruzilhada: na época, a preocupação era de que a máquina fotográfica, a preferida de Cartier-Bresson e Sebastião Salgado, perdia mercado para gigantes como Kodak e Cannon. Ãcone da precisão técnica germânica, a Leica precisou de um verniz francês para recuperar o brio e abandonar a comparação com a concorrência, reinventando-se como produto de alto luxo.

Os executivos da Leica — hoje controlada pela austríaca ACM Projektentwicklung — desconversam, mas a passagem do grupo francês Hermès no rol de acionistas da empresa, entre 2000 e 2006, foi vital na recuperação do negócio. Além de acalmar os credores da companhia, que vinha de sucessivos prejuízos, a “invasão francesa†ocasionou um “banho de loja†nos produtos. Segundo Marinho, tudo ficou personalizado: as caixas sisudas foram substituídas por embalagens elaboradas, enquanto alças de couro monocromáticas ganharam uma paleta de cores.

Para chegar ao recorde de vendas previsto para 2010 — na primeira metade do atual ano fiscal, a Leica faturou 110 milhões de euros, praticamente o dobro do resultado de igual período de 2009 –, a empresa também fez um severo reposicionamento de preços. Para cima: o representante da marca no País lembra que um modelo comercializado por US$ 1,9 mil nos EUA há dez anos hoje é vendido por US$ 5 mil.

Primeira do continente americano, loja brasileira da Leica vai vender câmeras de R$ 2,9 mil a R$ 70 mil (Foto: Paulo Liebert/AE)

Exclusividade

Além de se retirar do varejo tradicional de equipamentos fotográficos, a Leica fez uma “limpa†em sites da internet que vendiam o produto abaixo do preço definido pela fábrica. Representantes ao redor do mundo, incluindo o brasileiro Marinho, foram orientados a buscar máquinas vendidas como “pechincha†e a arrematá-las para a matriz. Isso contribuiu para reforçar a aura de exclusividade ao produto.

Depois de criar espaços exclusivos dentro de lojas multimarca, a Leica iniciou, há dois anos, uma estratégia de unidades padronizadas ao redor do mundo. Segundo Christian Erhardt, vice-presidente de marketing da empresa, hoje são 12 pontos de venda do gênero. E o primeiro do continente americano foi aberto na sexta-feira, no Shopping Cidade Jardim, símbolo do segmento de luxo em São Paulo.

Um dos sócios da loja paulistana é Marinho, que deu o salto de representante a lojista da Leica no Brasil. Para garantir que o caráter aspiracional da marca se perpetue, ele se apoia numa lista de 500 colecionadores e em cerca de 3 mil interessados em fotografia que cadastrou ao longo dos últimos dez anos.

É a partir desse público pequeno, mas de alto poder aquisitivo, que o empresário pretende formar clientela no País para os produtos que venderá — a câmera portátil mais barata da loja custará R$ 2,9 mil, enquanto a disputada S2 sairá por R$ 70 mil, sem contar o gasto adicional com lentes. Por causa da carga de impostos e taxas de importação, o preço do produto no Brasil será cerca de 30% superior, em média, ao praticado no exterior.

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Nintendo confirma lançamento de console 3D

Categoria: Consumo, Empresas, Internet, Tecnologia

A indústria japonesa Nintendo oficializou nesta quarta-feira, dia 29, o lançamento da nova versão do videogame portátil DS. Recursos do novo Nintendo 3DS permitirão aos jogadores enxergarem imagens tridimensionais sem necessidade de óculos especiais, como os utilizados pelos cinemas 3D.

O dispositivo será lançado em 26 de fevereiro de 2011 no Japão. Na Europa e no continente americano, a nova versão do DS estará pronta para lançamento por volta do mês de março, segundo informou o presidente da companhia, Satoru Iwata, em entrevista coletiva.

O esperado lançamento do 3DS, que foi apresentado em junho passado durante a feira E3 de Los Angeles (EUA) e que no Japão terá um preço de 25 mil ienes (aproximadamente US$ 300), virá acompanhado de um grande número de jogos adaptados às características tridimensionais do dispositivo, entre eles os populares “Kingdom Hearts”, “Super Mario Land” e “Legend of Zelda”.

O 3DS será compatível, através de sua conexão WiFi, com outras versões do DS, entre elas a DSi e a DSiLL, ou com o console Wii, e incluirá a aplicação “Virtual Console” que permite jogar clássicos da série Game Boy. Além disso, integrará o “Tag Mode”, que permite troca de dados e disputa de partidas entre jogadores que usem o aparelho em um mesmo ambiente.

A nova aposta da Nintendo no mercado dos portáteis estará disponível nas cores “Aqua blue” e “Cosmo black”, e incluirá em seu preço o carregador, a caneta para utilização da tela sensível ao toque e uma memória SD de dois gigabytes. Além disso, o novo console, que pretende consolidar o domínio da Nintendo à frente da Sony (com seu PSP), terá duas câmeras exteriores que poderão criar imagens estereoscópicas (que dão a impressão de três dimensões) a partir de fotos.

Isto permitirá, entre outras opções, configurar os avatares da Nintendo, os Mii, que poderão ser utilizados neste inovador console portátil para identificar o jogador. Os sensores de movimentos do 3DS permitirão o uso de novas funções tridimensionais, como as desenvolvidas pela Konami para navegar por um espaço virtual através do movimento do dispositivo. O Nintendo 3DS pesará 230 gramas, e sua tela superior será de 3,25 polegadas, enquanto a inferior terá 3,02 polegadas. (EFE)

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