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Quinta-feira, 23 de Maio de 2013
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Emprego na indústria recua 0,4% em março

Categoria: Indicadores, Indústria, Trabalho

SABRINA VALLE

O emprego industrial em março recuou 0,4% e o número de horas pagas caiu 1,2% na comparação com fevereiro, refletindo o menor ritmo de produção do setor, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

De acordo com o pesquisador Fernando Abritta, o resultado de março na série livre das influências características específicas de cada período, sela dois trimestres seguidos de baixa no emprego industrial, em qualquer comparação. “O ritmo de emprego é resultado direto da queda da indústria”, disse.

Houve baixa no primeiro trimestre contra o trimestre imediatamente anterior (-0,3%) e com o mesmo trimestre de 2011 (-0,8%). No quarto trimestre de 2011, também havia sido registrada queda (-0,6%) sobre o trimestre anterior e sobre o mesmo período de 2010 (-0,4%).

As comparações do resultado de março contra março de 2011 mostram a trajetória de baixa no setor como um todo, com produção, emprego e horas pagas menores. Na semana passada, o IBGE havia divulgado queda de 2,1% no total da indústria, sétimo resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação.

Horas pagas
No emprego, a baixa de 1,2% é o sexto resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde dezembro de 2009 (-2,4%). Já o número de horas pagas em março de 2012 contra março de 2011 recuou -1,5%, a sétima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto e a mais intensa desde novembro (-1,6%).

“O número de horas pagas segue tendência do pessoal ocupado e já está negativo (-0,4%) no acumulado dos últimos 12 meses. O pessoal ocupado ainda está em alta de 0,2% em 12 meses, mas se continuar desacelerando, em breve, estará negativo”, afirmou Abritta.

A folha salarial, apesar do resultado negativo de 0,7% de março contra fevereiro, mantém um cenário positivo, diz Abritta. Segundo ele, a queda foi influenciada por pagamento de participação nos lucros do setor extrativo em fevereiro (alta de 21,68%), que deixou a base de comparação alta no mês anterior.

O contingente de trabalhadores sofreu redução em nove das 14 áreas pesquisadas na comparação entre março de 2012 e março de 2011. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado em São Paulo (-3,2%).

Aluguel de escritório em SP supera o do Rio

Categoria: Aluguel, Imóveis

MARIANA GAZZONI

As empresas nunca pagaram tão caro para alugar escritórios de alto padrão em São Paulo quanto no primeiro trimestre deste ano. É o que aponta pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield. A disparada de 34% nos preços, na comparação com o mesmo período de 2011, levou São Paulo a superar o Rio de Janeiro como cidade mais cara para alugueis de escritórios pela primeira vez desde 2009.

Nos três primeiros meses do ano, o preço médio de locação de imóveis corporativos de alto padrão em São Paulo foi de R$ 123,7 por metro quadrado, o maior desde que a Cushman iniciou a pesquisa, em 1995. No Rio, os valores médios encerraram o primeiro trimestre em R$ 120,7/m², uma queda de 7,7% en relação aos três primeiros meses de 2011.

“A elevação de preços em São Paulo é um resultado do aquecimento deste mercado e da entrega de edifícios mais modernos, onde o aluguel é maior”, disse a gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman, Mariana Hanania.

A Cyrela Commercial Properties, por exemplo, conseguiu elevar seu preço médio em 14% no período com a entrega de imóveis mais modernos e com a renovação de contratos antigos, feita a cada três anos. “Mas tivemos casos na avenida Faria Lima em que o aluguel saltou de R$ 120 por m² para R$ 165”, disse o presidente da empresa, Roberto Perroni. “O que puxa o mercado são as empresas que abrem escritórios na cidade e as que mudam para edifícios mais novos.”

A queda dos valores no Rio se deve, segundo a executiva da Cushman, à entrega de um volume grande de imóveis na Barra da Tijuca. Neste bairro, os preço é menor que em outras regiões, como a Zona Sul e o Centro, levando a uma queda na média de valores de locação na cidade.

Oferta
Um número recorde de entregas de imóveis comerciais de alto padrão é esperado para o mercado brasileiro em 2012. A Cushman estima que as oito capitais pesquisadas por ela receberão 1 milhão de metros quadrados de escritórios, o dobro do ano passado.

O maior volume de entregas deve ser em São Paulo, de 498 mil m², segundo estimativas da Cushman. No primeiro trimestre, 22% desse montante chegou ao mercado. O resultado foi uma elevação da taxa de vacância para 11,7%, contra 6,9% no mesmo período de 2011. A metodologia da Cushman considera vagos os imóveis desocupados, mesmo que eles estejam pré-locados. “É um efeito pontual. Muitos prédios vazios já foram alugados”, disse Mariana.

Ocupação nos voos internacionais cai 2,96%

Categoria: Tecnologia

O movimento de passageiros nos voos internacionais operados por companhias brasileiras caiu 2,96% em março de 2012, na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados divulgados há pouco pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Segundo a agência, na mesma base de comparação, a oferta registrou redução de 3,14%.

De janeiro a março de 2012, a demanda registrou crescimento de 2,85% e a oferta caiu 2,35% quando comparadas com o mesmo período de 2011.

A Gol Linhas Aéreas apresentou redução de 21,12% na demanda por seus voos internacionais em março de 2012 em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto a TAM registrou aumento de 0,93% no mesmo período.

A TAM, com 90,30% do mercado, e a Gol, com 9,70%, representaram praticamente a totalidade da participação das empresas brasileiras no transporte aéreo internacional de passageiros em março de 2012. A TAM registrou um aumento na sua participação em relação ao mesmo mês de 2011, da ordem de 4%, enquanto a Gol registrou queda de 18,72% no mesmo período.

A taxa média de ocupação dos voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras alcançou 77,15% em março de 2012, contra 77,01% do mesmo mês de 2011, permanecendo praticamente estável no período.

O resultado é o melhor aproveitamento para o mês de março desde 2007, segundo a Anac. Entre as líderes no mercado internacional, o aproveitamento da TAM em março foi de 79,50%, enquanto o da Gol ficou em 60,49%.

Os dados comparativos são elaborados com base nas operações regulares e não regulares de empresas brasileiras concessionárias dos serviços de transporte aéreo público de passageiros.

Caixa: crédito para pessoa física cresce 17%

Categoria: Bancos, Crédito

O volume de concessão de crédito para as pessoas físicas aumentou em 17% na Caixa Econômica Federal na primeira semana após o anúncio da redução das taxas de juros. Para as empresas, o volume de concessão de novos empréstimos avançou 9%.

Ao todo, segundo o banco federal, foram emprestados R$ 518 milhões às famílias em cinco dias nas linhas de crédito com as novas taxas. Para empresas, o volume alcançou R$ 323 milhões.

Entre as linhas de crédito com maior aumento na procura, a Caixa destaca o consignado com desconto em folha, cuja procura cresceu 61,4% na comparação com os cinco primeiros dias de março. Já o crédito direto ao consumidor registrou avanço ainda maior: de 73%.

Em nota à imprensa, a Caixa afirma que, além dos volumes maiores de crédito, é possível notar aumento da procura por informações na página da Caixa na internet e na central de atendimento telefônico, que aumentou 32% após o anúncio da redução dos juros.

Apenas via telefone, foram 28 mil contatos em uma semana.

País já tem 250,8 milhões de celulares

Categoria: Indicadores, Serviços

Com 3,2 milhões de novas habilitações em março, a telefonia celular no Brasil rompeu a barreira dos 250 milhões de linhas ativas no mês passado, totalizando 250,8 milhões. De acordo com dados divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a chamada teledensidade no País chegou a 128 acessos para cada 100 habitantes.

Segundo a agência reguladora, o desempenho em novas habilitações de linhas móveis em março foi o melhor para o mês nos últimos 13 anos, com expansão de 1,30% na base de assinantes na comparação com fevereiro deste ano. Do total, 52 milhões de acessos contam com banda larga móvel (3G).

A Vivo continua líder no mercado brasileiro, com 29,81% de participação, seguida por TIM (26,80%), Claro (24,56%) e Oi (18,53%).

Eduardo Rodrigues — Agência Estado