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Sábado, 25 de Maio de 2013
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Bradesco prevê inadimplência estável em 2011

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Indicadores

O Bradesco prevê estabilidade para o índice de inadimplência nos próximos trimestres, destaca o vice-presidente executivo do banco, Domingos Figueiredo de Abreu, que participou hoje de teleconferência com a imprensa para comentar os resultados de 2010 do banco. “A maior parte da queda já ocorreu nos trimestre anteriores.”

O índice de inadimplência do Bradesco, considerando os atrasos superiores a 90 dias, caiu no quarto trimestre de 2010. Foi o quinto período consecutivo de baixas, puxado pela melhora mais expressiva na carteira de pessoas físicas. O indicador total terminou dezembro em 3,6% ante 3,8% no trimestre anterior e 4,9% em dezembro de 2009.

Na pessoa física, a inadimplência terminou o quarto trimestre em 5,5%, ante 5,9% do período anterior e 7,4% em dezembro de 2009. Nas pequenas e médias empresas, o indicador fechou o período em 3,4%, abaixo dos 3,7% no trimestre anterior e 4,8% no quarto período de 2009.

Altamiro Silva Junior — Agência Estado

‘Consumidores começam a apertar o cinto’

Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Indicadores

A piora nas expectativas do consumidor em dezembro quanto ao futuro da economia ajudou a intensificar o ritmo de queda na intenção de compras de bens duráveis, como automóveis e geladeiras, para os próximos meses, avaliou o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloísio Campelo, ao comentar a pesquisa para o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de dezembro, que abrangeu 2.000 domicílios.

Neste universo, a fatia dos consumidores entrevistados que preveem menor volume de compras duráveis no futuro subiu de 28,6% para 31,5% de novembro para dezembro.

No mesmo período, a parcela de consumidores pesquisados que estimam maior volume de compras de bens duráveis recuou de 14,5% para 14,3%. “Realmente, se olharmos para outras informações, em que o consumidor está prevendo juros mais elevados no futuro, e ainda com a perspectiva de um avanço inflacionário, podemos dizer que agora ele começa a ‘apertar o cinto’ em suas compras”, afirmou Campelo.

Alessandra Saraiva – Agência Estado

Blockbuster pede concordata nos EUA

Categoria: Empresas, Internet

A Blockbuster Inc., que já foi a maior rede de videolocadoras dos Estados Unidos, pediu concordata após meses acumulando prejuízos e dívidas crescentes. A empresa continuará operando suas 3,3 mil lojas norte-americanas, mas analistas calculam que centenas delas fecharão sob a gestão dos novos donos, liderados pelo bilionário investidor Carl Icahn. A companhia, baseada em Dallas, tem cerca de 25,5 mil empregados.

A concordata, solicitada ontem em Nova York, deverá derrubar as ações já extremamente fragilizadas da Blockbuster, que foram retiradas da Bolsa de Valores de Nova York há dois meses porque não tinham quase nenhum valor. Icahn e seu grupo possuem 80% da dívida de alta prioridade da rede, num valor nominal de US$ 675 milhões. Pelo plano de reorganização proposto, eles receberão novas ações e controlarão o conselho da Blockbuster em troca de perdoar a dívida.

É a segunda vez que Icahn tentar recuperar a Blockbuster. Ele instigou a empresa a criar seu serviço de entrega de DVDs por correio após adquirir uma participação de 10% na companhia em 2005, mas a cadeia se afundou cada vez mais em problemas. Os outros novos donos da Blockbuster consistem principalmente de fundos pouco conhecidos que tentam capitalizar na extinção de empresas comprando suas dívidas: Owl Creek Asset management, Monarch Alternative Capital, Varde Partners e Stonehill Capital Management.

A empresa espera reduzir a dívida de quase US$ 1 bilhão para cerca de US$ 100 milhões com o pedido de concordata. A companhia recebeu promessas de US$ 125 milhões em financiamento de “devedores com permanência na gestão” para pagar clientes, fornecedores e empregados durante a reorganização. Busca pronto acesso a US$ 45 milhões para garantir o pagamento de estúdios de cinema para manter suas lojas abastecidas de DVDs.

Potência

Fundada em 1985 por um empresário de software de Dallas, a Blockbuster já foi uma potência no entretenimento doméstico. Ela ajudou a popularizar os aparelhos de videotape e deslanchou em 1987, após o fundador da Waste Management Inc, Wayne Huizenga, assumir o controle e começar a expandir agressivamente os negócios e a comprar concorrentes. Nos últimos anos, no entanto, a rede perdeu espaço para vídeos assistidos via cabo e serviços de entrega de DVD pelo correio, como o Netflix. Mais de mil lojas da Blockbuster foram fechadas nos dois últimos anos porque não eram lucrativas.

O pedido de concordada feito nos EUA não afeta a operação da marca no Brasil, segundo a Lojas Americanas, que adquiriu, em 2007, o direito de uso da marca no País por 20 anos. “Não há qualquer vínculo entre Lojas Americanas e Blockbuster Internacional”, informou a companhia em nota. Executivos da varejista não quiseram comentar o assunto. Todas as cerca de 200 locadoras da marca no País estão instaladas em lojas da varejista, principalmente nas do formato Americanas Express, que responde pela operação. (Alexrandre Rodrigues, com agências internacionais)

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