Facebook cria nova leva de milionários
- 3 de fevereiro de 2012 |
- 6h01 |
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Categoria: Empresas, Internet, Investimentos
Nick Bilton *
Evelyn M. Rusli *
O grafiteiro que aceitou ações do Facebook em vez de dinheiro pela pintura das paredes da primeira sede da rede social fez uma aposta sagaz. As ações pertencentes ao artista, David Choe, poderão valer até US$ 200 milhões quando os papéis do Facebook forem negociados em bolsa, ainda este ano.
A empresa de rede social anunciou na quarta-feira sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) de US$ 5 bilhões, que deve estabelecer o valor da companhia como um todo em US$ 75 bilhões a US$ 100 bilhões.
Esse IPO poderá fazer uma porção de bilionários e milionários. Alguns são bastante conhecidos, como Mark Zuckerberg, cofundador da empresa, mas muitos outros não são nomes familiares.

Em 2005, David Choe classificou a ideia do Facebook de ‘ridÃcula e descabida’, mas empresa o tornou milionário (Foto: RAMIN TALAIE)
Zuckerberg, de 27 anos, possui 553,8 milhões de ações valendo US$ 28,3 bilhões, com base numa valorização da empresa em US$ 100 bilhões, ou US$ 53 por ação. Ele também detém o controle inconteste da companhia, um feito notável, já que o Facebook recebeu financiamentos de algumas das cabeças mais astutas em matéria de negócios do mundo. Ele é dono de 28,4% da companhia e controla 57% dos direitos votantes.
O primeiro investidor de fora do Facebook, Peter Thiel, liderou um investimento de US$ 500 mil na rede social em fins de 2004. Ele possui 44,7 milhões de ações, que poderão valer mais de US$ 2 bilhões.
A Elevation Partners, empresa de capital de risco de Bono, o cantor do U2, pagou US$ 120 milhões por um naco de ações do Facebook em 2010 e poderá receber um retorno que ajudará a mascarar investimentos menos sábios na Palm e na Forbes.
A Accel Partners, cujo sócio principal, Jim Breyer, investiu no Facebook quando a empresa estava começando, há sete anos, detém 201,4 milhões de ações. A Accel poderá ter um retorno mil vezes maior que seu investimento.
Sheryl Sandberg, diretora operacional da empresa, tem 1,9 milhão de ações, ou cerca de 0,1% da companhia. Mas, no fim, ela poderá receber 38,1 milhões de ações adicionais, segundo o pedido de IPO, o que fará dela a mais rica do minúsculo clube de mulheres bilionárias no Vale do SilÃcio.
Antecessores
Não é de hoje que a riqueza criada pela entrada de uma empresa de tecnologia nos mercados abertos causa admiração. O IPO da Netscape, em 1995, fez pencas de milionários, incluindo seu fundador, Marc Andreessen, hoje um capitalista de risco do Vale do SilÃcio que investiu nos primórdios do Facebook e hoje possui 3,6 milhões de ações, no valor aproximado de US$ 200 milhões.
Quando o Google abriu seu capital com um IPO de US$ 1,67 bilhão, em 2004, centenas de pessoas se juntaram às fileiras dos milionários, incluindo secretárias, uma massagista e um chef da empresa.
Bill Gates controlava somente 49,2% da Microsoft quando ela abriu o capital em 1986. Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, possuÃam cerca de 15% da companhia cada quando ela se tornou pública, em 2004.
Dois fatores distinguem o caso do Facebook. Primeiro, o valor projetado do Facebook é enorme — o maior de que se tem registro para uma companhia de internet, muitas vezes maior até que o IPO do Google em 2004.
A rede social, fundada no dormitório de Zuckerberg em Harvard há oito anos, deve ficar valorizada em pelo menos US$ 75 bilhões. As ações do Facebook já foram negociadas no mercado secundário, onde ações privadas são compradas e vendidas, acima de US$ 80 bilhões.
E, diferentemente do IPO do Google, uma grande fatia da riqueza associada ao Facebook já foi realizada, graças ao próspero mercado secundário e um conjunto de ávidos investidores globais.
Retorno
Mesmo que o IPO do Facebook fique na ponta inferior das expectativas, ele ainda renderá um dos maiores retornos na história do investimento de risco.
O pagamento a Choe, o grafiteiro, pode render mais dinheiro de suas pinturas do que a Sotheby’s atraiu para seu leilão recordista de US$ 200,7 milhões em obras do artista Damien Hirst, em 2008.
Em 2005, Choe foi convidado a pintar murais nas paredes dos primeiros escritórios do Facebook em Palo Alto, Califórnia, por Sean Parker, então presidente do Facebook. Como pagamento, Parker ofereceu a Choe a opção entre dinheiro na faixa dos “milhares de dólaresâ€, segundo várias pessoas que conhecem Choe, ou ações aproximadamente no mesmo valor.
Choe, que na época teria dito que a ideia do Facebook era “ridÃcula e descabidaâ€, mesmo assim aceitou as ações.
Muitos “consultores†da companhia na época, que é como Choe os teria classificado, teriam recebido cerca de 0,1% a 0,25% da companhia, segundo um ex-empregado do Facebook. Isso pode parecer pouco, mas uma participação acionária dessa ordem valeria centenas de milhões de dólares com base em um valor de mercado de US$ 100 bilhões.
O pagamento de Choe está valorizado em aproximadamente US$ 200 milhões, segundo algumas pessoas que conhecem Choe e executivos do Facebook. / * THE NEW YORK TIMES / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
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Da contracultura, Steve Jobs fez uma revolução digital
- 9 de outubro de 2011 |
- 15h39 |
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Renato Cruz
Continuem famintos. Continuem tolos. “Stay hungry. Stay foolish.†Assim Steve Jobs terminou seu famoso discurso a formandos da Universidade de Stanford, em 2005. A frase foi tirada da contracapa da edição de outubro de 1974 do ‘Whole Earth Catalog’. SÃmbolo da contracultura, era catálogo de produtos voltados para um estilo de vida criativo e autossustentável.
Morto na última terça-feira, o cofundador da Apple fez, como ninguém, a ponte entre a geração de beatniks que se reunia na livraria City Lights em San Francisco e os nerds que deram origem à era digital nas garagens do Vale do SilÃcio. Em 1968, quando estudantes clamavam pela revolução em câmpus universitários de todo o mundo, Jobs tinha somente 13 anos. Mas ele levou a ideia adiante e detonou uma revolução anos depois, ao criar a Apple com Steve Wozniak.
Antes da Apple, quando trabalhava na Atari, Jobs fez uma viagem à Ãndia, para conhecer o guru Neem Karoli Baba. Lá, adotou o budismo como filosofia de vida. De volta à Califórnia, participou de sessões de terapia do grito no Centro Zen de Los Altos. Certa vez, disse ao jornalista John Markoff que tomar LSD foi “uma das duas ou três coisas mais importantes que fez na vidaâ€.
O telefilme Piratas do Vale do SilÃcio, de 1999, conta a história da criação da Apple e da Microsoft. Numa cena do inÃcio do longa-metragem, o ator Noah Wyle interpreta um jovem Steve Jobs, de cabelos compridos e barba, que, numa viagem de ácido, se imagina um maestro que rege o universo.
Jobs se considerava um artista. E exigia que a equipe de desenvolvimento da Apple produzisse arte. No documentário O triunfo dos nerds, criticou a Microsoft com argumentos que não tinham nada a ver com tecnologia: “O único problema com a Microsoft é que eles não têm gosto. Quero dizer de uma maneira ampla, no sentido de que eles não têm ideias originais e não colocam muita cultura em seus produtos.â€
Depois do lançamento do documentário, meio que se desculpou: “Só acho que ele (Bill Gates) e a Microsoft são um pouco limitados. Ele seria um cara mais amplo se tivesse tomado ácido uma vez ou ido a um ashram (eremitério hindu) quando mais jovem.â€
Diferentemente de Jobs, Bill Gates não cresceu numa cidade da Califórnia, mas em Seattle, ao norte dos Estados Unidos, e estudou em Harvard, na Costa Leste, onde a diversão eram partidas de pôquer, e não viagens lisérgicas.
Precursor
O Whole Earth Catalog era editado pelo escritor Stewart Brand. Não foi à toa que Steve Jobs escolheu uma referência a Brand para fechar seu discurso em Stanford. Brand criou o aforismo “a informação quer ser livreâ€. Brand trabalhou numa equipe liderada por Douglas Engelbert, que apresentou, em 1968, tecnologias que se tornariam realidade muitos anos depois, como o mouse, a videoconferência e o hipertexto. Em 1985, foi um dos fundadores do serviço The Well (sigla de Whole Earth ‘Lectronic Link), uma comunidade virtual pioneira.
No mês passado, quando recebeu a reportagem do Estado na sede da revista Wired, em San Francisco, o escritor Chris Anderson falou sobre a influência da contracultura no Vale do SilÃcio. “Stewart Brand é um grande amigo meuâ€, disse Anderson. “O Whole Earth Catalog representava a noção de individualismo, de movimentos de baixo para cima, de autossuficiência e de que as pessoas podem mudar o mundo de uma maneira que as instituições não podem.â€
O slogan “Think different†(pense diferente), que foi usado pela Apple há algum tempo, refletia essa postura. A campanha trazia imagens de Ãcones do século 20, como Albert Einstein, Bob Dylan, Martin Luther King, John Lennon, Mahatma Gandhi, Amelia Earhart e Pablo Picasso.
O famoso comercial de lançamento do Macintosh em 1984, dirigido por Ridley Scott, também procurava passar essa mensagem contracultural. Nela, uma heroÃna, que representava o Macintosh, destruÃa uma tela gigante que mostrava o Grande Irmão. Na cabeça dos telespectadores, a imagem do Grande Irmão acabava sendo associada à IBM, que dominava o mercado de tecnologia na época.
Não deixa de ser irônico a Apple ter usado conceitos de cultura alternativa num comercial para ser exibido durante o Super Bowl, final do campeonato de futebol americano, horário mais caro da televisão dos Estados Unidos.
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Zuckerberg é mais rico que fundadores do Google
- 22 de setembro de 2011 |
- 15h50 |
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Categoria: Empreendedorismo, Internet
Bill Gates, cofundador da Microsoft, ficou em primeiro lugar, pelo 18º ano consecutivo, na lista dos 400 americanos mais ricos, elaborada pela revista Forbes.
A maior novidade foi o avanço de Mark Zuckerberg, presidente do Facebook, que ultrapassou Sergey Brin e Larry Page, fundadores do Google, alcançando o 14.º lugar.
A fortuna de Gates aumento US$ 5 bilhões em um ano, chegando a US$ 59 bilhões. Em segundo lugar, ficou o investidor Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, com US$ 39 bilhões. Buffett foi o único entre os 20 maiores bilionários a ver sua fortuna diminuir no último ano. Ele perdeu US$ 6 bilhões, a maior perda entre todos os 400 da lista.
Larry Ellison, presidente da Oracle, ganhou US$ 6 bilhões no ano passado, com um patrimônio de US$ 33 bilhões. Pela primeira vez o investidor George Soros ficou entre os 10 mais ricos, na sétima posição, com uma fortuna de US$ 22 bilhões.
Três integrantes da famÃlia Walton, descendentes de Sam Walton, fundador do Walmart, estão entre os 10 mais ricos.
Os outros integrantes dos 10 mais ricos são Sheldon Adelson, dono da empresa de cassinos Las Vegas Sands, e os irmãos Charles e David Koch, bilionários do petróleo.
Salto
Mark Zuckerberg, do Facebook, foi o bilionário cuja fortuna registrou o maior aumento no ano passado – aumentou US$ 10,6 bilhões, chegando a US$ 17,5 bilhões.
Zuckerberg ficou em 14.º lugar no ranking, imediatamente à frente de Sergei Brin e Larry Page, cofundadores do Google, que empataram em 15.º lugar, com uma fortuna de US$ 16,7 bilhões cada um.
O brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook que tem cidadania americana, apareceu pela primeira vez na lista, no 212.º lugar, com um patrimônio de US$ 2 bilhões.
Segundo a Forbes, a riqueza combinada dos 400 americanos mais ricos somou US$ 1,5 trilhão este ano, com uma fortuna média de US$ 3,8 bilhões. Isso representa um aumento de 12% sobre o ano anterior.
Na lista, 262 pessoas registraram aumento no patrimônio, enquanto 72 tiveram declÃnio.
Neste ano, 70% dos nomes na lista são de empreendedores, o que representou a maior marca da história.
Dezoito entraram na lista pela primeira vez, incluÃdo Sean Parker, cofundador do Napster, que ficou em 200.º lugar.
Há 42 mulheres na lista, incluindo a apresentadora de TV Oprah Winfrey, em 139.º lugar, com US$ 2,7 bilhões. AP
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Cofundador da Microsoft critica Bill Gates
- 31 de março de 2011 |
- 20h02 |
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Categoria: Empresas, Tecnologia
O cofundador da Microsoft Paul Allen acusou Bill Gates, em um livro de memórias ainda não lançado, de diluir sua participação na companhia antes de sua saÃda, em 1983. Trechos do livro foram publicados na revista Vanity Fair.
Allen disse ter ouvido por acaso uma conversa acalorada entre Gates e o hoje presidente da Microsoft, Steve Ballmer, em dezembro de 1982. “Eles estavam falando sobre minha recente improdutividade e discutindo como poderiam reduzir minha participação na Microsoft e destinar opções de ações para si mesmos e para outros acionistasâ€, escreveu. Na época, Allen estava tratando um câncer e retomando seu trabalho na Microsoft. (Reuters)
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Twitter descarta abrir capital no curto prazo
- 4 de março de 2011 |
- 13h51 |
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Categoria: Internet, Investimentos, Serviços, Tecnologia
O Twitter não tem planos de abrir seu capital no futuro próximo e não precisa de capital adicional porque está fazendo dinheiro, afirmou o cofundador do popular site de microblogs.
Biz Stone também negou as informações de que o JPMorgan Chase estaria negociando a compra de 10% do Twitter por US$ 450 milhões, o que representaria um valor de US$ 4,5 bilhões para toda a empresa.
“Temos muito mais a fazer antes de pensar nissoâ€, disse Stone à Reuters, quando perguntado sobre as perspectivas de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), durante um fórum de negócios em Seul, na quinta-feira, em meio a fãs que tentavam se aproximar para tirar uma foto com ele.
“Não estamos nem discutindo o assunto internamente. Está muito distanteâ€, afirmou Stone, de 36 anos, acrescentando que o Twitter não tem planos de levantar capital pelos próximos 12 meses. A empresa, criada em 2006, emprega cerca de 350 pessoas.
A recente rodada de capitalização de US$ 1,5 bilhão realizada pelo Facebook, com a organização do Goldman Sachs, avaliou a empresa em US$ 50 bilhões.
Perguntado sobre uma reportagem do jornal Financial Times na semana passada segundo a qual um fundo de tecnologia do JPMorgan estaria negociando a aquisição de 10% do Twitter, Stone disse que “a reportagem foi inventadaâ€.
“Sempre circula um novo rumor de que alguém está negociando a nossa compraâ€, disse Stone. “Mas o nosso objetivo é ter um impacto positivo no mundo, construir um negócio maravilhoso e nos divertirmos no trajeto. Esse sempre foi nosso objetivo. É isso que queremos fazer.â€
O Twitter, que permite que seus usuários enviem mensagens de no máximo 140 caracteres, ou tweets, a grupos de seguidores, é um dos mais populares serviços sociais da Web, em companhia do Facebook e LinkedIn, e tinha 175 milhões de usuários em setembro.
Desafio
Os serviços de redes sociais representam desafio cada vez maior para companhias de internet e tecnologia como Google, Microsoft e Yahoo, que concorrem com eles por usuários e verbas publicitárias. Isso gera especulações de que o Twitter venha a se tornar alvo de uma oferta hostil de aquisição.
No mês passado, a companhia de investimentos de Marc Andreessen, cofundador do Netscape, investiu US$ 80 milhões no Twitter.
Em dezembro, o Twitter anunciou ter levantado US$ 200 milhões em capital, em uma transação que avaliava a empresa em US$ 3,7 bilhões de dólares, menos de um ano depois que ela iniciou esforços para gerar lucro. O grupo de venture capital Kleiner Perkins Caufield & Byers liderou a rodada. (Reuters)
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