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Sábado, 01 de Novembro de 2014
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Cielo vai receber pagamento por celular

Categoria: comércio, Consumo, Crédito, Serviços

Altamiro Silva Júnior

O Banco do Brasil e a Oi lançaram o cartão de crédito Oi, que poderá ser utilizado como cartão tradicional – inicialmente com a bandeira Mastercard – ou via celular Oi. Segundo as empresas, a função de pagamento com celular estará disponível nas máquinas da Cielo e utilizará a plataforma da Paggo.

“Com isso, deve ser retirado um dos principais obstáculos ao crescimento dos pagamentos móveis, que é o número de estabelecimentos que aceitam esse tipo de pagamento”, afirmou Eduardo Chedid, vice-presidente executivo de Produtos e Negócios da Cielo.

O cartão será vendido para toda a base de clientes da operadora e emitido pelo Banco do Brasil, que ficará responsável também pela análise e concessão do crédito e pelo pós-venda.

É o primeiro produto lançado pela parceria, que prevê também o lançamento de outro produto: o cartão pré-pago. Esse produto será ofertado à base de clientes Oi que não têm acesso a cartões de crédito ou débito nem possuem conta corrente (a Oi estima que em sua base existam em torno de 15 milhões de clientes não bancarizados). A iniciativa busca popularizar o acesso a serviços financeiros a uma maior parcela da população no País.

A partir de outubro, o pagamento com celular na máquina da Cielo estará disponível para os portadores do cartão Oi. A operação inicia-se na Região Nordeste. Os estabelecimentos comerciais, clientes da Cielo, de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba, Bahia e Ceará, serão os primeiros a experimentar a nova forma de capturar transações. A partir de janeiro de 2012, a operação será expandida para todo o território nacional, segundo as empresas.

Acordo
Em setembro de 2010, a Cielo e a Oi firmaram uma joint venture direcionada ao desenvolvimento da aceitação de pagamentos com celular no Brasil: a Paggo Soluções. Essa sociedade vai permitir a aceitação do pagamento com celular na rede da Cielo e expandirá a aceitação de meios de pagamento eletrônico como complemento a suas diversas soluções de pagamento.

Segundo as empresas, a tecnologia da Paggo é segura: o pagamento só é liberado após autorização do cliente, por meio de senha pessoal. A senha e as mensagens SMS não ficam armazenadas no celular nem na máquina da Cielo. Para fazer o pagamento, basta que o usuário informe o número do celular para o lojista digitá-lo na máquina da Cielo e autorize a compra via SMS. “Tudo isso demora quatro segundos”, afirmou o superintendente de produtos e serviços financeiros da Oi, Gabriel Ferreira.

Sócios
A Paggo busca novos sócios. “Procuramos todas as operadoras e todas em algum nível demonstraram interesse em participar”, disse o presidente da empresa, Massayuki Osmar Fujimoto. A ideia da Paggo é não ser restrita às operações da Oi. “Queremos ser multioperadora e multibandeira”, disse Fujimoto. A avaliação é que, se a operação ficar restrita a uma única operadora, o desenvolvimento dos pagamentos com celular fica travado.

A Paggo tem sede em Alphaville e também está contratando executivos. A ideia é ter uma equipe de 25 pessoas. Por enquanto, já puxou alguns profissionais da Cielo e da Oi. “Mas vamos buscar outros no mercado até o final do ano”, disse ele.

Até meados de 2012, todos os terminais da Cielo devem estar habilitados para aceitar o pagamento com celular. Até o final do ano serão os POS da região Nordeste.

Além do uso do celular como meio de pagamento, a Paggo também está desenvolvendo um projeto para transformar o celular em terminal de captura de transações com cartões. Esse serviço tem como alvo os vendedores porta a porta, como as empresas de entrega e mulheres que vendem produtos de perfumaria. / Colaborou Renato Cruz

Turista deve pesquisar bem o custo das ligações

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, Internet, Serviços

Roberta Scrivano

Ligar para casa quando se está fora do País está cada vez mais fácil – e, em alguns casos, barato. As soluções de comunicação disponíveis são as mais diversas: levar o celular do Brasil já desbloqueado, comprar cartão pré-pago para ligações, telefonar a cobrar, usar programas disponíveis na internet.

Para saber qual é o mais vantajoso, é preciso fazer as contas, dizem especialistas em orçamento financeiro.

Na semana passada, o governo brasileiro disse quer reduzir os preços cobrados nos serviços de roaming internacional para que estrangeiros que vierem ao Brasil na Copa do Mundo possam usar seus celulares a um custo equilibrado.

Aos brasileiros que vão para o exterior, especialistas reforçam que, antes de ir viajar, o turista deve pesquisar qual o meio mais barato de ligar para casa.

“No Brasil temos tarifas de telefone altíssimas. Por isso, é importante pesquisar”, recomenda Maria Inês Dolci, presidente da Associação ProTeste, que trabalha na defesa do consumidor.

Para usar o celular no exterior, por exemplo, algumas operadoras exigem que o cliente habilite o serviço de roaming internacional antes de viajar.

A vantagem dessa opção é, basicamente, manter-se com seu número, já conhecido pelos contatos. As tarifas, por sua vez, dão conta do quesito desvantagem.

Há ainda a opção de comprar um chip internacional e usá-lo no aparelho móvel brasileiro – desde que este tenha a tecnologia GSM. O chip se chama MaxRoam e funciona em 230 países.

Os descontos de tarifa podem chegar a 70% em relação ao valor do roaming cobrado pelas operadoras brasileiras. A compra pode ser feita por meio do site www.maxroam.com.

Aos usuários do iPhone, há uma alternativa ainda mais em conta: baixar os aplicativos para ligações internacionais.

O mais usado é o Viber, que possibilita ligar de graça para outros usuários do programa. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na iTunes Store.

Os que têm BlackBerry podem baixar o Messenger específico para o aparelho e se conectar gratuitamente com outros usuários.

Internet
Na internet há uma vasta gama de programas de comunicação para quem quer economizar. O tradicional Messenger e o Skype são as duas alternativas mais utilizadas pelos viajantes.

Os dois programas são gratuitos. Cada um deles tem uma caracterísitca: o Messenger funciona melhor para quem quer conversar por meio de mensagens instantâneas; quem tem microfone e câmera no computador pode usar o Skype como um telefone.

O serviço também permite a compra de créditos, pagos com o cartão de crédito, e fazer ligações para telefones.

Planejar as finanças é fundamental para quem vai ao exterior

Categoria: Agenda, Análise, Dólar, Serviços

Roberta Scrivano

Nunca a vontade do brasileiro de viajar para fora do País foi tão grande. Levantamento do Ministério do Turismo mostra que do total de entrevistados no mês de junho, 29,5% disseram que, nos próximos seis meses, pretendem ir para o exterior. Em setembro de 2005, quando a pesquisa foi iniciada, esse porcentual era de 15,9%. Em junho do ano passado o volume de interessados em viajar para fora era de 21,9%.

Os motivos para tal aumento são fáceis de serem explicados: melhor renda mensal e, ao mesmo tempo, a maior oferta de crédito, que facilita o pagamento das passagens e hospedagem.

Quem está programando as férias, no entanto, se depara, nos momentos finais do planejamento, com algumas alternativas de meios de pagamento para serem usados no território estrangeiro. Cada uma das opções, dizem especialistas em finanças pessoais, é indicada para uma finalidade específica.

Turista deve saber quanto de imposto pagará em cada transação para troca da moeda ou compra no exterior (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Veja os comentários dos especialistas no tema:

Cartão pré-pago
Os cartões pré-pago são adquiridos e carregados aqui no Brasil, já na moeda do país de destino. Além disso, é possível recarregá-lo durante a viagem — sempre por meio do contato com a corretora de câmbio que emitiu o plástico.

Esse tipo de cartão existe no Brasil desde 2003 e foi lançado pela Visa. A modalidade ganhou força recentemente, sobretudo por conta do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), nas transações com o cartão de crédito — tem que será abordado mais adiante.

Hoje, o maior emissor de pré-pagos é o Banco Rendimento, que emite somente o cartão da bandeira Visa. “Temos hoje 450 mil cartões ativos. Até o fim do ano serão 550 mil”, projeta Roger Ades, diretor do Banco Rendimento.

Para adquirir o cartão, o interessado precisa ir à uma casa de câmbio e solicitar o plástico. “Há três ou quatro corretoras que cobram R$ 10 pela emissão do cartão. As outras não cobram nada”, diz Ades, recomendando que o cliente pesquise antes de adquirir o Visa Travel.

A American Express e a Mastercard também têm modalidades similares sendo ofertadas no mercado. “É sempre bom comparar todas as opções”, complementa Fábio Gallo, professor de finanças da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Cartão de crédito
As transações com o cartão de crédito ficaram mais caras aos brasileiros que querem comprar no exterior. Isso porque, em março deste ano, o Banco Central aumento a alíquota do IOF para esse tipo de transação. “Mesmo assim, se a pessoa tiver o cartão, é bom levar, por segurança”, recomenda Liao Chieh, professor de finanças do Insper (ex-Ibmec São Paulo).

O especialista pontua que, tanto no cartão de crédito quanto no pré-pago, há uma grande vantagem: a segurança. “No crédito, é usado o valor do câmbio turismo do dia do fechamento da fatura. Há risco de pagar mais do que no pré-pago”, pondera Chieh.

Espécie
Para qualquer viagem é importante que o turista leve um pouco de dinheiro vivo, já trocado, ou seja, na moeda do local de destino. “Para tomar o táxi até o hotel, por exemplo”, diz Chieh.

Gallo, da FGV, reforça que também é preciso ter atenção às taxas cobradas pela troca do câmbio. Em alguns grandes bancos, por exemplo, há custo para a troca. Na maior parte das casas de câmbio, no entanto, só há a incidência do IOF, de 0,38%.

Comprar aos poucos também é uma recomendação dos especialistas. Dessa forma, o turista faz uma média do preço da cotação da moeda.

Traveller cheque
Essa opção também deve ser comprada aqui no Brasil. O preço da transação é o mesmo da troca do dinheiro (0,38% de IOF, que também é a taxa cobrada na aquisição do cartão pré-pago).

Há, no entanto, o adicional positivo da segurança. “Você leva os cheques, já preenchidos. No país de destino, você vai à uma loja da Amex e troca por dinheiro”, diz Chieh, que considera essa a melhor opção de pagamento. “Além disso, também é possível pagar a conta com o próprio traveller chek”, completa o professor. (Colaborou Luiz Guilherme Gerbelli)

Cartão pré-pago é mais vantajoso do que crédito

Categoria: Consumo, Crédito, Dólar, Impostos

Desde o mês de abril, quando o Banco Central aumentou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras com cartão de crédito fora do País, turistas brasileiros adotaram maciçamente o cartão pré-pago para fugir do aumento do imposto.

Especialistas em finanças pessoais confirmam que a modalidade é melhor alternativa do que o crédito para quem está planejando uma viagem neste momento.

A emissão desse tipo de cartão cresceu 30% desde a medida do BC. O dado é do Banco Rendimento, maior emissor de pré-pagos com a bandeira Visa no Brasil e que já contabiliza 387 mil cartões ativos. Mastercard e American Express também têm as suas opções de cartão pré-pago. Ambos lançaram a modalidade no fim de março deste ano. A Visa tem a opção disponível desde 2003.

A aposentada Yara Lopes, recém-chegada da França, afirma que, durante a sua viagem, o cartão pré-pago funcionou muito bem. “É mais seguro do que ter o dinheiro na mão e mais barato do que usar o cartão de crédito”, diz.

Para comparar: o IOF que incide sobre compras com o cartão de crédito é de 6,38%. No pré-pago, o imposto é de 0,38%. “Paga-se apenas o imposto pela troca do dinheiro. É o mesmo custo que levar espécie”, comenta Liao Yu Chieh, professor do Insper (ex-Ibmec São Paulo).

Ele lembra, no entanto, que há custo para emitir o cartão (R$ 10, em média), para fazer saque e, em alguns casos, taxa para uso do débito. “Por isso é importante comparar as opções de pré-pagos disponíveis no mercado”, completa.

Os cartões Visa Travel podem ser obtidos em casas de câmbio, nos Bancos Rendimento, Schahin, Banco do Brasil, Bradesco ou Confidence. Os cartões Mastercard Travel podem ser comprados apenas em casas de câmbio filiadas à bandeira. Já o American Express Global Travel Card pode ser adquirido nas agências do banco Itaú.

Como usar

O cartão pré-pago é uma tarjeta magnética que pode ser recarregada a qualquer momento, inclusive durante a viagem. Os saques são feitos em caixas eletrônicos que tenham a bandeira do cartão (Visa, Mastercard ou American Express). A função débito também pode ser usada nos estabelecimentos que aceitam as bandeiras.

“Aí está uma desvantagem: se você quiser fazer uma compra na rua, em alguma feira ou coisa assim, não poderá usar o cartão pré-pago”, comenta Chieh, do Insper. Ele pondera, no entanto que, nos lugares em que se aceita o cartão de crédito, aceita-se também o de débito pré-pago.

Caso sobre saldo no cartão pré-pago ao final da viagem, o turista pode vender o valor restante ao estabelecimento onde ele comprou o cartão. Há ainda a possibilidade de manter o valor no cartão para utilizar em um próxima viagem.

“Eu, como pretendo voltar para a Europa em breve, preferi não vender o saldo que restou”, diz a aposentada Yara. Roberta Scrivano

Banco Panamericano lança cartão pré-pago

Categoria: Bancos, Serviços

Altamiro Silva Junior

O Banco Panamericano resolveu reforçar sua área de cartões e apostar no mercado de pré-pagos, segmento ainda incipiente no Brasil. Em parceria com a Mastercard e a empresa americana Rêv Worldwide, o banco lança na segunda-feira seu primeiro cartão pré-pago. A meta é vender ao menos 500 mil cartões em um ano, atraindo um público que não tem conta corrente, nem acesso aos bancos, afirma o diretor do banco, Eliel Teixeira de Almeida.

Com a entrada do novo controlador, o BTG Pactual, e a parceria com a Caixa Econômica Federal, o objetivo do Panamericano é manter o foco na área de cartões nas classes C, D e E. Por isso, o banco quer buscar novos canais de venda para cartões, como redes de varejo e supermercados, para atrair os “desbancarizados”.

O produto que está sendo lançado, agora, é um pré-pago que pode ser recarregado nas 10 mil lotéricas da Caixa e nos cerca de 260 pontos de atendimento do banco.

Diferente de outros cartões pré-pagos lançados no Brasil, em sua maioria voltados para gastos com viagens no exterior, o do Panamericano pode ser usado no País em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira Mastercard, que soma mais de 1,5 milhão de lojistas.

O cartão também pode ser utilizado no exterior. A estimativa é que a média das recargas mensais fique entre R$ 100 e R$ 200, segundo o diretor do banco.

Estudos da Mastercard indicam que o mercado de pré-pagos tem potencial para movimentar US$ 81 bilhões na América Latina. “É um mercado ainda muito pouco explorado”, disse o vice-presidente de produtos da Mastercard, Marcelo Tangioni.