Estado.com.br
Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

RIM adia novo BlackBerry e anuncia 5 mil demissões

Categoria: Tecnologia

A Research In Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, anunciou ontem um prejuízo mais acentuado do que o esperado, seu primeiro em oito anos, e adiou o lançamento da nova geração de smartphones BlackBerry até o início do ano que vem, num movimento potencialmente devastador para a empresa , já em dificuldades.
A canadense RIM disse que seus aparelhos BlackBerry 10 estão atrasados porque a integração de recursos e um grande volume de códigos na plataforma haviam “exigido mais tempo do que o esperado”.

Anteriormente, a empresa havia dito que lançaria o novo produto no final de 2012.
Espiral. “Nossa, que desastre”, disse o diretor administrativo da Charter Equity Research, em San Francisco, Edward Snyder. A RIM está numa “espiral da morte do mercado de celulares”, afirmou o analista.
A RIM, que prometeu reduzir seus custos operacionais em US$ 1 bilhão neste ano, disse que planeja cortar 5 mil postos de emprego, ou cerca de 30% de sua força de trabalho, enquanto as vendas de smartphones BlackBerry caíram acentuadamente pelo segundo trimestre seguido.

Os cortes devem custar US$ 350 milhões à RIM no atual ano fiscal. O analista Shaw Wu, da Sterne Agee, em San Francisco, disse que a RIM precisa ter muito cuidado ao implementar essas medidas.
“Cortes de funcionários não são de graça”, disse Wu. “Eles precisam ter muito cuidado para manter seu saldo de caixa. Atualmente, é uma questão de sobrevivência.”

Perdas. O prejuízo líquido ajustado da RIM foi de US$ 192 milhões, ou US$ 0,37 por ação, nos três meses até 2 de junho. A receita recuou 33%, para US$ 2,8 bilhões. A RIM havia alertado que registraria um prejuízo operacional, mas não havia fornecido detalhes. Analistas, em média, previam um prejuízo de US$ 0,07 por ação, com receita de US$ 3,07 bilhões.

Há um ano, a RIM registrou lucro líquido de US$ 695 milhões, ou US$ 1,33 por ação, com vendas de US$ 4,91 bilhões.
“Do ponto de vista numérico, é difícil imaginar um cenário pior, e ele só vai se deteriorar a partir de agora”, disse Snyder.

A RIM vendeu 7,8 milhões de BlackBerrys no período, ante mais de 14 milhões há dois trimestres. Foi o primeiro trimestre com entregas de menos de 10 milhões de aparelhos desde 2009.
As ações da RIM, que acumularam perda de cerca de 70% no ano passado, caíam 18% na noite de ontem, para US$ 7,50, no after-hours (negociação depois do fechamento) da bolsa eletrônica Nasdaq. / REUTERS

RIM mostra novo BlackBerry em evento esvaziado

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Empresas, Internet, Investimentos, Tecnologia

Hugo Miller
BLOOMBERG NEWS

Na semana passada, a Apple começou a vender as entradas a US$ 1.599 da conferência para desenvolvedores, e os ingressos se esgotaram em menos de duas horas. A Research in Motion (RIM), cuja exposição do BlackBerry começou ontem, teve bem mais dificuldade. O ingresso para a conferência BlackBerry 10 Jam, realizada em Orlando, custava US$ 299, um quinto do cobrado no evento da Apple, mas ainda há muito espaço disponível.
A RIM procura atrair os desenvolvedores convidando-os a dar uma olhada nos novos telefones BlackBerry 10, que serão lançados no segundo semestre. A companhia está distribuindo protótipos do aparelho na tentativa de despertar o entusiasmo e convencer as pessoas a desenhar softwares para a tecnologia.

A RIM luta para manter o interesse dos desenvolvedores, que preferem os iOS da Apple e os Androids do Google. Os aplicativos dos smartphones em todo o mundo, do Instagram ao Fruit Ninja, geram receitas de mais de US$13 bilhões ao ano, e muitos programadores de aplicativos não conseguem retorno suficiente projetando plataformas menos populares da RIM.

Depois de adiar o lançamento dos produtos e de perder fatias do mercado, a companhia precisa convencer os participantes de que o novo sistema operacional BlackBerry pode recuperar a antiga glória.
“Existe definitivamente uma fatia do mercado que precisa ser conquistada”, disse Adam Linford, diretor de aplicativos para telefones móveis da Truphone, uma desenvolvedora de ligação telefônica via internet, sediada em Londres, para aparelhos Android, iPhone e BlackBerry.

Os protótipos, distribuídos ontem aos desenvolvedores, têm uma tela de 10,6 centímetros que parece uma versão reduzida do tablet PlayBook, da RIM. O protótipo não tem o teclado físico que foi a principal característica dos BlackBerrys.

Alec Saunders, diretor de relações com desenvolvedores da RIM, tornou-se o principal propagandista do BlackBerry 10 desde que ingressou na companhia, há sete meses. Ele envia tweets diários há semanas, para promover o evento BlackBerry 10 Jam para desenvolvedores, um bate-papo realizado à margem da conferência da RIM. Entretanto, até desenvolvedores que constroem aplicativos para o BlackBerry consideram a sua batalha muito difícil.

Interesse
Uma pesquisa feita este ano pela Appcelerator e pelo IDC concluiu que 89% dos desenvolvedores estavam “muito interessados” em criar softwares para o iPhone, e 79% para o Android. Somente 16% disseram preferir o BlackBerry.

Embora o velho BlackBerry tenha mais de 60 mil aplicativos, seu upgrade exigirá que os desenvolvedores comecem a criar programas para o novo sistema operacional. Com isso, a RIM ficará bem atrás da Apple, que tem mais de 600 mil aplicativos armazenados, e do Google, com mais de 500 mil. O mercado global de aplicativos crescerá para US$ 35,6 bilhões até 2016, em comparação a US$ 13,4 bilhões este ano, segundo a empresa de pesquisa Yankee Group.

O aperfeiçoamento do software e das ferramentas dos desenvolvedores para o novo sistema operacional, conhecido como BB10, facilitará a criação de aplicativos. Mesmo assim, a queda das vendas da RIM torna a proposta menos atraente para os desenvolvedores, especialmente para os que já estão se saindo bem com Android e iPhone, disse Linford.
“A tecnologia está perfeita. As pessoas podem trabalhar com ela e o hardware é ótimo”, ele disse. Mas tudo dependerá de como a RIM levará o produto para o mercado, prosseguiu. A companhia ainda não fixou uma data para o lançamento dos aparelhos dotados de BB10, limitando-se a dizer que a estreia será no segundo semestre.

Nunca a expectativa e as apostas foram tão grandes para a RIM em seus 28 anos de história. A companhia depende do BB10 para recuperar a demanda de BlackBerry nos Estados Unidos, onde as vendas despencaram 57% no último trimestre. Thorsten Heins, o presidente executivo da RIM, disse que estuda as opções estratégicas para o grupo, como o licenciamento de seu novo software. Ele não excluiu a possibilidade de vender a companhia.

Aplicativo envia mensagem sem custo

Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

Gisele Tamamar

Usuários de celular com internet têm uma alternativa para os torpedos cobrados pelas operadoras. O WhatsApp é um programa de troca de mensagens instantâneas que pode ser instalado em smartphones com sistemas operacionais Android, iOS (Apple), BlackBerry e Symbian (Nokia).

Em alguns casos o download do programa é cobrado. No caso dos aparelhos Apple, o download custa US$ 0,99. Após a instalação, o uso é gratuito e o usuário pode trocar mensagens com outras pessoas que também tenham o programa instalado em seu telefone e estejam conectados a web.

“O avanço da internet nos smartphones briga, em parte, com o SMS. Isso porque temos programas, como o WhatsApp, que proporcionam a troca de mensagens sem custo desde que estejam conectados. Mas esses programas ainda são restritos”, diz o analista de Telecom da consultoria IDC, João Paulo Bruder.

Para o professor da Fiap, Almir Meira Alves, o SMS corre risco se as operadoras passarem a oferecer pacotes de internet mais baratos. “Mas como ainda são caros, as mensagens ainda terão uma sobrevida relativa”, avalia o professor universitário.

Outro recurso que serve como alternativa para a troca de mensagens é o BlackBerry Messenger (BBM), um aplicativo de mensagens instantâneas exclusivo para usuários de aparelhos BlackBerry. É possível criar grupos de usuários para conversas e receber confirmações de mensagens recebidas ou lidas.

Também é possível compartilhar imagens, vídeos, anotações de voz e qualquer arquivo com tamanho de até 6 MB. ::

Usuários de iPhone são mais fieis à marca

Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia

A Apple está bem na frente da concorrência quanto à fidelização de clientes no mercado de telefonia celular, em que as principais marcas tentam ter o maior público possível, mostrou um estudo da consultoria GfK feito no Brasil e mais oito países.

Cerca de 84% dos usuários de iPhone disseram que voltarão a comprar o modelo quando forem trocar o aparelho, enquanto 60% dos que usam smartphones com o Android, do Google, voltariam a comprar um telefone com o mesmo software.

Somente 48% dos que usam os celulares da RIM se mostraram fiéis ao BlackBerry, mostrou a pesquisa. Quanto mais serviços e mais aplicativos as pessoas usam, mais fieis elas se tornam às marcas.

As vendas de smartphones aumentaram desde que a Apple lançou o primeiro iPhone, em 2007, e, apesar do crescimento ter diminuído, as vendas cresceram 49% no último trimestre em relação a um ano antes, de acordo com a consultoria IDC. Em comparação, o mercado total de celulares cresceu 12,8% no período.

O analista Ryan Garner, da GfK, disse que a corrida por espaço no mercado é crucial para o futuro sucesso das marcas porque 63% dos consumidores estão mantendo os tipos de celulares que possuem, diminuindo as chances de grandes mudanças no mercado.

Oportunidades
Garner disse que o rápido crescimento do Android e o lançamento do novo Windows pela Microsoft — que será similar para PCs, tablets e smartphones — significam que ainda haverá oportunidades para outras companhias além da Apple.

“A Apple está claramente muito à frente, mas os desenvolvimentos no próximo ano vão desafiar isso”, afirmou o analista da GfK.

Mais de 70% dos usuários disseram que continuariam com o celular por causa da compatibilidade e acesso a conteúdo.

A pesquisa entrevistou cerca de 4.500 pessoas no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Brasil, China, Estados Unidos e Japão.

Brasileiro não usa celular para acessar conta em banco

Categoria: Bancos, Internet, Tecnologia

GISELE TAMAMAR

Quase a metade dos brasileiros, ou 45,8%, não conhece nenhuma operação bancária que pode ser feita pelo celular. E entre os que conhecem o serviço, a barreira principal para o uso é a segurança, segundo levantamento da Acision, empresa do setor de serviços para telefonia celular. Para quem tem receio de utilizar essa tecnologia para acessar a conta do banco, os especialistas da área destacam que as instituições financeiras investem pesado na prevenção a fraudes, mas o cliente também precisa se preocupar em fazer uma navegação responsável.

Para quem pretende utilizar o telefone móvel para controlar sua conta bancária e fazer pagamentos, os bancos oferecem ferramentas para a navegação. É possível fazer o download de aplicativos para iPhone, para aparelhos com sistema Android, Windows Phone e BlackBerry. No Itaú, por exemplo, o cliente pode pagar uma conta com código de barras usando a câmera do celular do iPhone.

Já quem tem celular comum com acesso à internet também recebe atenção dos bancos, que oferecem serviços como consulta de saldo, extrato e lançamentos futuros. E mesmo se o aparelho não tiver internet é possível utilizá-lo para receber mensagens com a movimentação da conta ou do cartão de crédito.

A tendência é que mais serviços sejam agregados para atrair mais clientes para o serviço móvel. “É um caminho sem volta. Cada vez mais pessoas vão usar os smartphones e os bancos têm interesse no seu uso para diminuir o custo operacional e as filas nas agências”, afirma o vice-presidente da Acision para a América Latina, Vancrei Oliveira.

A questão da segurança não é vista como um problema para o crescimento do mercado. Segundo Ricardo Giorgi, professor de MBA e pós-graduação da Fiap nas áreas de segurança da informação e redes, os bancos estão atentos para a questão, mas os usuários também devem se conscientizar em acessar páginas e e-mails de maneira responsável para não deixar o aparelho vulnerável.

A orientação inclui não abrir e-mails, clicar em links, vídeos e fotos de remetentes desconhecidos. Outra situação que não é recomendada é o desbloqueio de aparelhos, como o iPhone, para fazer a instalação de diversos aplicativos. “Ao instalar qualquer aplicativo, o usuário pode eventualmente executar um programa que rouba informações”, diz Giorgi.

Por isso, o gerente de produto do site Blindado, Tiago Ramos, aconselha o usuário a fazer o download de aplicativos confiáveis e no caso dos bancos, buscar a instalação e informações na própria página da instituição. Ele também aconselha a instalação de um antivírus.

A publicitária Sara Dias, de 20 anos, instalou o aplicativo do seu banco no celular há menos de um ano em busca de praticidade. Toda vez que pretende fazer uma compra, aproveita para consultar o saldo da conta. “Tenho segurança em acessar minha conta. Ainda não fiz nenhuma transferência, mas não teria nenhum receio em fazer a operação.”

Mercado promissor
Na avaliação de Oliveira, existe uma cultura do uso do celular para fazer operações financeiras a ser desenvolvida, que inclui um trabalho de divulgação dos bancos e o próprio crescimento do mercado de smartphones. Para o gerente da área de mobile do Banco do Brasil, Luiz José Santos, uma das principais barreiras é o próprio acesso à internet, incluindo o aparelho e o custo de navegação. “O cenário começa a mudar com o crescimento de aparelhos com acesso à internet”, diz.