Vendas do Dia da Criança crescem 7,7%, diz Serasa
- 16 de outubro de 2012 |
- 11h25 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo
BEATRIZ BULLA
As vendas na semana do Dia das Crianças neste ano cresceram 7,7% na comparação com igual perÃodo de 2011, de acordo com a Serasa Experian. Para realizar o Indicador de Atividade do Comércio – Dia das Crianças, a empresa considerou as vendas entre os dias 05 e 11 de outubro. No ano passado, o crescimento nas vendas para a data foi de 5,8%.
No final de semana que antecedeu a data, entre os dias 05 e 07, o desempenho das vendas foi 4,2% maior do que o fim de semana equivalente de 2011 (dias 07 a 09 de outubro). Em 2011, a alta das vendas no final de semana, na comparação com o ano anterior, foi de 8%.
Os economistas da Serasa Experian avaliaram que o Dia das Crianças deste ano trouxe “certo ânimo para o varejo, depois de um ano fraco”.
Na capital paulista as vendas subiram 7,8% na semana que antecedeu o dia 12, ante crescimento de 4,8% no mesmo perÃodo do ano passado. No final de semana, as vendas cresceram 3,9% este ano, menos do que o avanço de 8,0% registrado em São Paulo no final de semana correspondente em 2011.
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Acordos salariais atingem alta real de 2%
- 9 de outubro de 2012 |
- 15h15 |
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Categoria: Agenda, Análise, Bancos, comércio, emprego, Indústria, Trabalho
Beatriz Bulla
Com reivindicações salariais que chegavam a até 16%, as grandes categorias em campanha no segundo semestre estão tendo de se contentar com reajustes que proporcionam cerca de 2% de aumento real. Metalúrgicos e bancários não conseguiram avançar além deste patamar, que agora pauta as reivindicações de outras categorias em negociação.
A negociação dos bancários, que terminou com 2% de aumento real para os salários, serve de referência para as demais categorias que negociam este semestre. O pedido inicial dos trabalhadores era de 10,25% de reajuste, sendo 5% de aumento real. Ao todo, os bancários somam aproximadamente 500 mil trabalhadores no PaÃs inteiro. Este ano, a categoria precisou cruzar os braços por oito dias para conseguir o acordo. Em 2011, os bancários pararam por 21 dias para receber aumento real de 1,5%.
No caso dos petroleiros, o pedido inicial da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que reúne cerca de 45 mil trabalhadores em sua base, era de 10% de aumento real. Na última sexta-feira (05), contudo, a federação aceitou proposta da Petrobrás de reajuste de 8,16% de remuneração mÃnima. “O aumento real de um pouco mais de 2% fica bem coerente com o que as outras categorias fecharam este semestre, como bancários e metalúrgicos. Quando esse quadro se configurou, a categoria avaliou que devia rever o valor que reivindicava”, afirmou o coordenador-geral da FUP, João Antônio de Moraes.
Os sindicatos ligados à FUP já começaram a realizar assembleias em todo o PaÃs para que os próprios trabalhadores aprovem a proposta. O indicativo de greve que estava marcado para a próxima quinta-feira (11), contudo, já foi suspenso. “Até a próxima segunda-feira (15), já deve estar decidido. A expectativa é que essas assembleias aprovem”, comentou Moraes.
Os trabalhadores ligados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), contudo, podem rejeitar a proposta e iniciar greve.”Estamos indicando a rejeição nas assembleias desta semana”, disse Emanuel Cancela, do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro, ligado à federação. Os trabalhadores pedem 16%, sendo cerca de 10% de aumento real. “Mas é lógico que enfraquece (o fato de a FUP aprovar a proposta), é metade da categoria. Vamos levar isso para os trabalhadores analisarem”, completou. Em 2011, a categoria conseguiu aumento real próximo a 3% com mobilizações. Este ano, no dia 25 de setembro, a categoria realizou greve de um dia em todo o PaÃs.
Para os metalúrgicos do Estado de São Paulo ligados à CUT, com data base em 1º de setembro, a reivindicação já era de 8% de reajuste, com 2,5% de aumento real. Até agora, dos seis grupos patronais que negociam com a Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM CUT/SP), apenas o grupo da fundição, que tem cerca de 4 mil funcionários, atendeu a reivindicação da categoria e fechou acordo válido para todo o Estado. As empresas ligadas aos demais grupos, contudo, têm procurado os sindicatos para fechar acordos de aumento de 8% e evitar paralisações nas fábricas. Até agora, cerca de 70% dos 200 mil metalúrgicos ligados à FEM-CUT em campanha no Estado já foram beneficiados.
Para conseguir os acordos, ainda que isolados, os metalúrgicos tiveram de pressionar a classe patronal. Na região do ABC, onde fica concentrado mais de um terço dos trabalhadores da FEM, os metalúrgicos realizaram paralisação de 24 horas no dia 10 de setembro. Em outros locais, a mobilização incluiu atraso nos turnos e protestos. As negociações continuam até que os grupos patronais fechem acordo válido para todo o Estado.
Força Sindical
O panorama atual pauta as reivindicações também dos metalúrgicos paulistas da Força Sindical. Com data-base em 1º de novembro, a reivindicação da categoria fica em torno de 2,5% de aumento real. “Estamos acompanhando o pessoal da CUT e eles ainda não conseguiram fechar acordo. Reivindicamos também o aumento de 2,5% e a inflação do perÃodo”, afirmou Miguel Torres, presidente da Força. Para o dirigente, os metalúrgicos da Força terão de realizar greves para avançar na negociação. “Até agora não fecharam acordo com eles (da CUT), vão querer fazer a mesma coisa conosco.” A pauta de reivindicações dos metalúrgicos do Estado ligados à Força foi entregue à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo no último dia 25.
No caso dos quÃmicos do Estado, que também têm data-base em 1º de novembro, a reivindicação é de 10% de aumento, considerando a inflação do perÃodo, de acordo com a Federação dos Trabalhadores nas Indústrias QuÃmicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar). Para Torres, é “muito difÃcil” conseguir aumento maior do que o patamar de 2,5%, considerando os reajustes que já foram fechados e as campanhas ainda em andamento. “O que nós, metalúrgicos, estamos sendo é coerentes. Estamos vendo as categorias que estão fechando acordo e as que não estão. Acompanhamos bancários, metalúrgicos do interior (CUT) e também comerciários”, completou.
Correios
Os trabalhadores dos Correios reforçam a lista das categorias que conquistaram aumento bastante inferior ao reivindicado. Com greve de cerca de 10 dias, os funcionários conquistaram reajuste de 6,5%, segundo decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares pedia 43,7% de reajuste e o grupo dos Sindicatos Unificados, que reúne funcionários dos Correios da capital paulista e região metropolitana; de Bauru, no interior de São Paulo, e dos Estados do Rio de Janeiro e Tocantins, pedia 10,2% de aumento.
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Maioria dos paulistanos quer evitar novos financiamentos
- 4 de outubro de 2012 |
- 12h16 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Crédito
Beatriz Bulla
A maioria dos paulistanos (85,8%) não tem intenção de contrair financiamentos nos próximos três meses, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O restante dos moradores da capital paulista se divide entre os que não responderam ou não sabem (2%) e os que pretendem abrir crediários (12,2%).
Os números estão na Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (Prie), que começa a ser divulgada mensalmente pela FecomercioSP. A instituição fez 2.200 entrevistas na Capital nos meses de junho, julho, agosto e setembro e divulgou os resultados do último mês.
A pesquisa aponta também que 44,7% dos paulistanos têm algum tipo de aplicação financeira. Em junho, este número era de 39,7%, passando para 41% em julho e para 38,3% em agosto. Dentro do grupo de paulistanos que aplicam seu dinheiro, a maioria (75,2%) tem como principal opção a poupança. Na sequência, vêm aplicações em renda fixa (16,5%), previdência privada (4,2%), ações (1,7%) e outras ou não sabem/não responderam (2,4%). Em agosto, 82,5% dos entrevistados pertencentes a esse grupo aplicavam dinheiro na caderneta. De acordo com a FecomercioSP, tem aumentado o número de famÃlias que buscam aplicar o dinheiro em renda fixa – em agosto, essas aplicações respondiam por 7,5% do total.
FamÃlias endividadas
De acordo com a FecomercioSP, 51,7% das famÃlias na capital paulista disseram estar endividadas em setembro. Entre as famÃlias paulistanas que declararam estar endividadas, 38,3% tinham alguma aplicação em setembro. A porcentagem é superior aos resultados de junho (33,3%), julho (37,5%) e agosto (34,0%). Entre as não endividadas, a porcentagem dos que têm alguma aplicação também subiu, passando de 48,3% em junho para 44,4% em julho, 44,8% em agosto e 51,7% no último registro.
“Os dois grupos mostraram aumento da propensão a poupar. Ainda assim a propensão ou capacidade de poupar das famÃlias é muito baixa, se comparada à necessidade do PaÃs. Se a análise for feita com base no tipo de carteira, o grau de investimentos de risco (ações) e de maturação de longo prazo é praticamente zero, muito abaixo de economias como a americana, europeia ou a japonesa”, mostra o estudo.
A conclusão da FecomercioSP é de que o risco de inadimplência inerente ao mercado de crédito “está pautado pelas condições de emprego e renda (ora mantidas no Brasil)” e também pela existência de “um colchão de recursos por parte dos devedores”. Em setembro, de acordo com a FecomercioSP, este risco diminuiu, quando se considera o aumento na proporção de paulistanos que estão poupando dinheiro, tanto entre os endividados quanto entre os não endividados.
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Maioria dos paulistanos quer evitar novos financiamentos
- 2 de outubro de 2012 |
- 16h40 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Crédito
Beatriz Bulla
A maioria dos paulistanos (85,8%) não tem intenção de contrair financiamentos nos próximos três meses, de acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O restante dos moradores da capital paulista se divide entre os que não responderam ou não sabem (2%) e os que pretendem abrir crediários (12,2%).
Os números estão na Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (Prie), que começa a ser divulgada mensalmente pela FecomercioSP. A instituição fez 2.200 entrevistas na Capital nos meses de junho, julho, agosto e setembro e divulgou os resultados do último mês.
A pesquisa aponta também que 44,7% dos paulistanos têm algum tipo de aplicação financeira. Em junho, este número era de 39,7%, passando para 41% em julho e para 38,3% em agosto. Dentro do grupo de paulistanos que aplicam seu dinheiro, a maioria (75,2%) tem como principal opção a poupança. Na sequência, vêm aplicações em renda fixa (16,5%), previdência privada (4,2%), ações (1,7%) e outras ou não sabem/não responderam (2,4%). Em agosto, 82,5% dos entrevistados pertencentes a esse grupo aplicavam dinheiro na caderneta. De acordo com a FecomercioSP, tem aumentado o número de famÃlias que buscam aplicar o dinheiro em renda fixa – em agosto, essas aplicações respondiam por 7,5% do total.
FamÃlias endividadas
De acordo com a FecomercioSP, 51,7% das famÃlias na capital paulista disseram estar endividadas em setembro. Entre as famÃlias paulistanas que declararam estar endividadas, 38,3% tinham alguma aplicação em setembro. A porcentagem é superior aos resultados de junho (33,3%), julho (37,5%) e agosto (34,0%). Entre as não endividadas, a porcentagem dos que têm alguma aplicação também subiu, passando de 48,3% em junho para 44,4% em julho, 44,8% em agosto e 51,7% no último registro.
“Os dois grupos mostraram aumento da propensão a poupar. Ainda assim a propensão ou capacidade de poupar das famÃlias é muito baixa, se comparada à necessidade do PaÃs. Se a análise for feita com base no tipo de carteira, o grau de investimentos de risco (ações) e de maturação de longo prazo é praticamente zero, muito abaixo de economias como a americana, europeia ou a japonesa”, mostra o estudo.
A conclusão da FecomercioSP é de que o risco de inadimplência inerente ao mercado de crédito “está pautado pelas condições de emprego e renda (ora mantidas no Brasil)” e também pela existência de “um colchão de recursos por parte dos devedores”. Em setembro, de acordo com a FecomercioSP, este risco diminuiu, quando se considera o aumento na proporção de paulistanos que estão poupando dinheiro, tanto entre os endividados quanto entre os não endividados.
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Vendas a prazo caem 1,1% em setembro, aponta ACSP
- 2 de outubro de 2012 |
- 12h07 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo, Crédito
BEATRIZ BULLA
O Indicador de Movimento do Comércio (IMC), que acompanha as vendas a prazo, caiu 1,1% em setembro, na comparação com igual perÃodo de 2011. Neste ano, o mês de setembro teve um dia útil a menos, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), responsável pelo levantamento.
O Indicador de Consultas de Cheque (ICH), que acompanha as vendas à vista, registrou alta de 0,1%, na mesma base de comparação. A ACSP se baseou em amostra de dados de clientes da empresa Boa Vista Serviços, que administra o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).
Na comparação de setembro com agosto, o IMC registrou queda de 4,1% e o ICH caiu 11,5%. O resultado se deve à base de comparação mais alta de agosto, por conta do Dia dos Pais, e também pela antecipação de compras dos consumidores que temiam o fim dos incentivos fiscais no mesmo mês.
“Considerando a continuidade dos estÃmulos financeiros e fiscais, a geração de empregos, a alta da massa salarial e a sinalização favorável de queda na inadimplência, a perspectiva é que as vendas acelerem nesse último trimestre”, afirmou o presidente da ACSP, Rogério Amato, em nota distribuÃda à imprensa.
Também medido pela ACSP, o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI), que acompanha os registros recebidos/carnês em atraso, apresentou alta de 1,5% em setembro, na comparação com o mesmo perÃodo de 2011. Já o Indicador de Recuperação de Crédito (IRC), que analisa os registros cancelados/renegociações de crédito, subiu 25,5% na mesma base de recuperação. Ante agosto, o IRI caiu 8,9% em setembro e o IRC subiu 15,3%.
Para a associação, a recuperação de crédito “está sendo impulsionada pelas grandes campanhas de renegociação; pela antecipação do décimo terceiro salário dos aposentados; e pela iniciativa do consumidor, que antecipou suas compras em agosto e não fez novas dÃvidas em setembro”. Os dados apontam que a inadimplência teve leve queda em setembro, de acordo com a ACSP.
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