Procon dá prioridade a vítimas de apagão
- 24 de fevereiro de 2011 |
- 20h20 |
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SAULO LUZ
CAROLINA MARCELINO
Após recentes blecautes que atingiram São Paulo nos últimos meses (incluindo o episódio da última segunda-feira, 21, quando grande parte dos semáforos da cidade pararam de funcionar e alguns ainda não voltaram), a Fundação Procon-SP decidiu dar prioridade de atendimento às vítimas de falta de energia elétrica e vai promover um mutirão de atendimento a esses consumidores.
A partir de agora, com o mutirão, o consumidor não mais precisará comunicar o dano à concessionária primeiro (como era exigido). Poderá registrar sua queixa apenas e diretamente no canal eletrônico exclusivo para as ‘vítimas da falta de energia’ (www.procon.sp.gov.br). Se preferir, pode fazer pelo telefone 151 ou dirigir-se a um dos postos de atendimento.
As queixas serão encaminhadas imediatamente à concessionária que terá um prazo de 15 a 25 dias para prestar esclarecimentos. Após a resposta da concessionária, o Procon-SP fará contato com o consumidor. O mutirão atende todo o Estado de São Paulo, mas os moradores do interior deverão acionar exclusivamente o canal eletrônico.
Segundo o Procon, o consumidor que sofrer prejuízos ocasionados pelo blecaute (danos em equipamentos eletrônicos e elétricos) deverá ser ressarcido no prazo máximo de 45 dias – para os demais casos, o prazo varia de acordo com o tipo de problema.
Além do mutirão de atendimento, a Secretaria Estadual de Energia vai monitorar durante 24 horas por dia a prestação do serviço no Estado. O órgão também vai colocar à disposição o telefone 0800 055 5591, da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo(ARSESP) para o recebimento de reclamações. Até a segunda-feira (28 de fevereiro), a Secretaria deve divulgar à população o telefone da ouvidoria do órgão.
Despreparo
Para o presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ABC), Marcelo Segredo, a ação do Procon-SP é válida, pois, segundo ele, os consumidores ficam à mercê das distribuidoras de energia. “Essas companhias têm se mostrado cada vez mais despreparadas para atender aos problemas da população. Eu mesmo fiquei 12 horas sem luz no meu bairro anteontem”, declarou. Mas Segredo alerta de que nada valem os mutirões se não houver punições. “As empresas têm de ser multadas, só sentindo no bolso é que vão investir em estrutura de monitoramento e de funcionários”, completou Segredo.
Após notificações expedidas ontem pelo Procon-SP, a AES Eletropaulo apresentou documentos com detalhes esclarecendo sobre as sucessivas quedas de energia na região metropolitana nos últimos meses, incluindo o episódio da segunda-feira passada e as medidas adotadas para solucionar o problema e ressarcir os prejuízos causados.
Caso seja comprovada falha da concessionária em relação ao serviço prestado e assistência aos consumidores (o Procon-SP decidirá isso na próxima semana), a empresa pode ser multada em até R$ 6 milhões.
A AES Eletropaulo informa que vê a iniciativa do Procon como um canal adicional para os clientes ressalta que mantém vários canais para atendimento: call center (0800 7272120), pessoal (endereços no verso da conta de luz), virtual (www.aeseletropaulo.com.br) e SMS.
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Eletrobrás prevê que consumo de luz dobrará em 10 anos
- 21 de dezembro de 2010 |
- 21h37 |
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Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Serviços, Tecnologia
O presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, declarou hoje estimar que o consumo doméstico de energia elétrica deverá dobrar em uma década, reflexo do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na casa dos 7% ao ano.
Segundo o executivo, em algumas regiões do Brasil o crescimento é ainda maior. O consumo no Piauí, por exemplo, cresceu cerca de 20% em 2010; no Maranhão, 12%; e, em Porto Velho o consumo chegou a crescer 50% em dois anos. “Esse é um problema bom. Nas nossas distribuidoras, já estamos vivendo isso”, disse Lopes.
De acordo com presidente da Eletrobrás, a estatal de energia elétrica deverá investir “ilimitadamente” para atender a esta demanda crescente. “Até agora, não tivemos dificuldade de investimento. Não iremos cumprir o superávit primário, como não cumprimos no ano passado, principalmente, porque seremos retirados da obrigatoriedade (de contribuir para a formação de superávit, a partir de 2010). Se depender de mim, o que for preciso investir nas distribuidoras, investiremos”, afirmou.
Kelly Lima – Agência Estado
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Plano de banda larga fica para 2011
- 1 de dezembro de 2010 |
- 18h30 |
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Categoria: Internet, Serviços, Tecnologia
EDNA SIMÃO
A internet rápida e mais barata vai demorar um pouco mais para chegar às 100 primeiras cidades contempladas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). O prazo para instalação da banda larga nessas localidades foi prorrogado de dezembro deste ano para abril de 2011.
Segundo o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, a prorrogação foi necessária porque não foram concluídas as licitações para contratação de empresas que asseguram o funcionamento da rede de fibra óptica — essencial para a prestação de serviços à população. A expectativa é de que todo esse processo seja finalizado até o dia 15 de dezembro.
Lançado em maio deste ano, o PNBL tem o objetivo de universalizar os serviços de internet rápida no País. O custo da tarifa deve ser de R$ 15 para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps (quilobits por segundo) e limitação de downloads; e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps. Hoje, paga-se em média R$ 50 pela banda larga com velocidade de 256 kbps.
A meta do programa é atender 4.283 municípios até o final de 2014, beneficiando 162,8 milhões de pessoas. Santanna explicou que esse cronograma não será mudado por conta do atraso inicial. “Não significa alteração no cronograma de 2011. O que vai acontecer é que serão atendidas mais cidades no ano”, explicou o presidente da Telebrás. A meta para 2011 é de atender 1.063 municípios. Com a prorrogação de prazo, passarão a ser contemplados 1.163.
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Bens tecnológicos: importação de US$20 bi
- 15 de outubro de 2010 |
- 12h06 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia
O Brasil é dependente hoje das importações de bens tecnológicos para atender à demanda por aparelhos celulares e internet. Dados publicados pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostram ainda que o País não conseguiu nos últimos dez anos se inserir como exportador no mercado bilionário de tecnologia da informação, como fizeram mais de 20 países emergentes.
Desde 2008, o comércio de bens de tecnologia de comunicação já superou os lucros mundiais do setor automobilístico e as exportações já movimentam duas vezes mais recursos que a agricultura. No volume total de importações, produtos tecnológicos já representam 11,9% de tudo que entra por ano no Brasil. Já entre as exportações, o setor representa apenas 1,8%.
Segundo o levantamento da ONU, o Brasil importou em 2009 mais de US$ 20,5 bilhões em produtos relacionados à tecnologia da informação. No mesmo ano, exportou apenas US$ 3,6 bilhões e não figura nem na lista dos 20 maiores vendedores entre os países em desenvolvimento. O valor é ainda uma fração insignificante em relação ao mais de US$ 1,9 trilhão em exportações no mundo envolvendo o setor.
Concentração
A constatação da ONU é de que, de fato, o mercado de bens de tecnologia da informação está concentrado apenas alguns países. China, Estados Unidos, Hong Kong, Japão e Cingapura são responsáveis por mais da metade das vendas mundiais do setor. Hoje, a Ásia exporta mais de US$ 1 trilhão por ano no setor e, com exceção do México, os 20 maiores exportadores de bens de comunicação nos países emergentes estão no continente asiático.
A China é o principal destaque e representa mais de 20% das vendas mundiais. O volume é 2,5 vezes o que os Estados Unidos exportam, cerca de US$ 430 bilhões. Se Hong Kong for incluído no cálculo, o valor chega a mais de US$ 600 bilhões. Já as vendas americanas são de US$ 174 bilhões.
Mesmo no México, os números são bastante diferentes do que a ONU apresenta sobre o Brasil. No mesmo período, o país importou US$ 59 bilhões em bens de comunicação. Mas exportou US$ 61 bilhões. No Costa Rica, sede de uma das fábricas da Intel, o país registrou importações de US$ 2,9 bilhões. Mas exportou US$ 2,2 bilhões. Um dos resultados do levantamento mostrou que países que apostaram no setor de tecnologia têm tido bons desempenhos na redução da pobreza. (Jamil Chade, correspondente na Suíça)

Montagem de computadores no Brasil: produção nacional é insuficiente (Foto: Denis Ferreira Netto/AE – 4/9/2009)
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Ambev investe em cerveja que não ‘estufa’
- 14 de outubro de 2010 |
- 17h24 |
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Categoria: Consumo, Empresas, Tecnologia
Nos últimos três anos, a Ambev ouviu 2,5 mil pessoas por mês para saber o que precisava mudar na fórmula da cerveja para que o brasileiro consumisse mais. Os consumidores, segundo a empresa, foram quase unânimes: queriam ir menos ao banheiro e se sentir menos “estufados” depois de algumas latinhas. O centro de desenvolvimento de produtos da empresa ainda não conseguiu atender ao primeiro pedido, mas o segundo chegará ao mercado paulista neste fim de semana.
Produzida por meio de um ciclo rápido de baixa fermentação, a Skol 360º é uma cerveja mais leve, com 4,2% de teor alcoólico. “Chegamos a um líquido que não causa aquela sensação de empapuçamento, principalmente quando se associa cerveja à comida”, explicou o mestre cervejeiro Luciano Horn, responsável pelo desenvolvimento do novo produto da linha Skol, marca que detém 33% de participação no mercado brasileiro.
A intenção, segundo a Ambev, é mais do que alcançar um público que não está habituado a beber cerveja, mas introduzir a bebida em “ocasiões” em que ela ainda sofre resistência, como as que envolvem refeições. “Quando pensa em reunir os amigos para comer, o brasileiro opta por outro tipo de bebida – a exceção é o churrasco”, diz Pedro Earp, diretor de marketing da Skol.
A fórmula foi desenvolvida em conjunto por profissionais dos centros de desenvolvimento tecnológico da empresa no Brasil, na China, EUA e Bélgica. A empresa não divulgou quanto investiu no projeto — disse apenas que o valor integra os R$ 2 bilhões destinados ao País em 2010.

Luciano Horn, mestre cervejeiro da Ambev, desenvolveu a fórmula da nova Skol (Foto: Raquel Cristi/Divulgação)
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A Skol 360º começou a ser testada em abril, em Goiás e Brasília. A partir de sábado, o produto estará à venda em São Paulo, Campinas, Santos, Sorocaba e no Vale do Paraíba. Até o início de 2011, deve ser oferecido em todo o território nacional. O preço sugerido é o mesmo da Skol tradicional.
A campanha publicitária, desenvolvida pela F/Nazca, também começa a ser veiculada no fim de semana. Alguns dos elementos estéticos das campanhas da Skol foram mantidos. Mas, para dar uma identidade nova ao produto, a agência criou a figura do “homem-baiacu” – pessoas que “inflam”, como o peixe, depois de tomar um copo de cerveja. (Naiana Oscar)
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