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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
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Qualificação gratuita na área elétrica

Categoria: Agenda, Análise

A SIL, fabricante de fios e cabos para instalações elétricos de baixa tensão (até 1kV), anuncia as datas para o segundo semestre dos treinamentos gratuitos que realiza, mensalmente, em parceria com a Loja Escola do Varejo da Construção Civil “José Olavo Nogueira”, mantida pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção(Anamaco), localizada no bairro da Barra Funda, em São Paulo.

As próximas datas são: 14 de julho, 18 de agosto, 15 de setembro, 20 de outubro e 24 de novembro. Nestes dias, está programado o treinamento Básico I de Condutores Elétricos de Baixa Tensão, que abordará temas como matérias-primas dos condutores de baixa tensão; normatização; diferenças entre fio, cabo e cabo flexível; o que é seção nominal e como é medida; isolação e cobertura; e Norma NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão.

Consumidores interessados em se qualificar, profissionais da área elétrica, entre eles, eletricistas, instaladores de materiais elétricos e de iluminação, além de atendentes de lojas, promotoras de vendas, entre outros, já podem fazer sua inscrição para o encontro que ocorrerá no dia 14 de julho.

A realização tem o apoio da AES Eletropaulo, parceira da SIL na formação de conteúdos voltados à qualificação profissional, com base em segurança e prevenção de acidentes.

As inscrições devem ser feitas por meio de um formulário disponível no site da empresa, na internet, www.sil.com.br, e a SIL solicita a contribuição voluntária de um quilo de alimento não perecível para doação às Casas André Luiz. Ao final do treinamento, os alunos recebem certificado de participação.

Básico II
Quem já participou do primeiro módulo pode se inscrever no treinamento Básico II de Condutores Elétricos de Baixa Tensão, no qual são apresentados temas como: seção nominal dos condutores; leis de ohm; capacidade de corrente elétrica dos condutores; queda de tensão e influência da capacidade de corrente e queda de tensão na instalação. No segundo semestre, este evento ocorrerá nos dias 21/07, 22/09 e 27/10. Informações sobre este módulo podem ser obtidas pelo telefone (11) 3377.3291.

Serviços
Treinamentos: Básicos I de Condutores Elétricos de Baixa Tensão
Datas: 14/07, 18/08, 15/09, 20/10* (a confirmar) e 24/11.

Treinamentos: Básicos II de Condutores Elétricos de Baixa Tensão – somente para quem já participou do Básico I
Datas: 21/07, 22/09 e 27/10.

Local: Loja Escola do Varejo da Construção Civil “José Olavo Nogueira”
Endereço: Rua Norma Pieruccini Gianotti, 423 – Barra Funda, São Paulo (SP)
Condições: Os treinamentos são gratuitos, mas a empresa solicita a contribuição voluntária de um quilo de alimento não perecível para doação às Casas André Luiz. Todos os alunos recebem certificado de participação.

Inscrições: www.sil.com.br ou pelo telefone (11) 3377.3291
Vagas limitadas

Varejo dá aula para quem pretende reformar casa

Categoria: educação, Trabalho

LIGIA TUON

É comum quem vai reformar ou construir ter dúvidas no momento de discutir a execução do serviço com os profissionais que vão realizar a obra. Porém, é possível começar a entender do assunto sem gastar nada. Para isso, as redes de material de construção oferecem cursos gratuitos que servem tanto para o consumidor se informar sobre as técnicas quanto para profissionais da área atualizarem seus conhecimentos e se qualificarem.

O diretor de marketing da C&C, Mauro Florio, explica que as lojas vendem uma série de produtos que podem ser aplicados tanto por profissionais quanto por leigos. Muitos cursos foram criados para atender a essa demanda dos clientes. “Há serviços de eletricidade, pintura e acabamento de superfície, por exemplo, que as pessoas querem fazer por lazer”, diz.

São aulas de artesanato, pintura, aplicação de verniz, pátina (dar um visual envelhecido à madeira), por exemplo, que são ministrados o ano todo. Além da C&C, os clientes também podem se inscrever em cursos na Telha Norte, Dicico e Leroy Merlin (que ainda vai divulgar a grade para 2012).

Lojas de redes varejistas de material de construção em parceria com diversos fabricantes do segmento promovem cursos especializados (Foto: ALEX SILVA/AE)

As aulas são ministradas em parceria com empresas do setor. “No nosso caso, oferecemos cursos presenciais e à distância para várias especializações”, diz Florio,da C&C.

Na Telha Norte, os cursos para profissionais são voltados para instaladores. “Percebemos a demanda que o setor tem por profissionais qualificados desta área”, afirma Alexandre Arruk de Souza, gerente regional da Pro Telhanorte, empresa da à Saint-Gobain Distribuição Brasil, rede varejista de construção.

Para Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), investir na qualificação profissional é uma forma de acompanhar o crescimento do setor. “Toda hora o mercado lança uma ferramenta que pode aumentar a eficiência do trabalho”, aponta.

Mão de obra
A área também sofre com a falta de mão de obra qualificada. “Isso faz com que o segmento desenvolva cada vez mais tecnologias para substituir o pedreiro, por exemplo. É uma construção mais industrializada e menos artesanal”, diz. Este ponto ajuda também que os leigos no ramo façam serviços sozinhos em suas casas.

Conz acrescenta ainda que uma grande carência do setor é por profissionais que fazem a instalação de materiais como piso, azulejo e cerâmica. “O salário de um colocador de cerâmica se valorizou até 30% nos últimos dois anos. Eles chegam a ganhar até R$ 6 mil, mais do que um engenheiro recém-formado”, afirma.

Encanador e eletricista têm situação semelhante. “Profissionais qualificados nessas áreas ganham de R$ 3,5 mil a R$ 5,5 mil, valorização de quase 40% nos últimos dois anos.”

Alexandre Finionato, supervisor de obras, procura fazer cursos a área de impermeabilização, na qual trabalha. Com isso, seu faturamento já cresceu 50% no último ano. “Faltam profissionais para esta área, que é muito específica. É uma forma de me preparar para atender mais clientes.”

Venda de material de construção sobe 6% até setembro

Categoria: Agenda, Análise, Casa própria, Construção, Consumo, Crédito, Impostos, Inflação

Rodrigo Petry

As vendas do varejo de materiais de construção acumulam crescimento real, descontada a inflação medida pelo INCC, de 6% entre janeiro e setembro na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em relação a setembro do ano passado, as vendas reais avançaram 2,5% e comparadas ao mês de agosto deste ano subiram 1,5%.

A recente valorização do dólar deverá afetar os preços finais dos produtos a partir de novembro, segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

“Tudo indica que teremos um crescimento (real) superior a 6% este ano, o que para nós é extremamente positivo, sobretudo em uma época de piora nos mercados internacionais”, afirmou Conz.

Segundo ele, as vendas de setembro e outubro devem se caracterizar pelo movimento de antecipação, por parte dos consumidores, das compras no varejo de materiais de construção. Isso porque a recente valorização do dólar e o aumento na alíquota do Imposto de Importação de porcelanato (de 12% para 35%) vão elevar os preços finais aos consumidores, assim que os estoques no varejo forem recompostos.

“Estimamos que haja estoque (no varejo) para ofertar até o final do ano. A recomposição pelas redes pode variar de dois a quatro meses”, disse Conz. A Anamaco projeta um aumento médio de 6,5% nos preços de produtos com componentes importados, sendo que em alguns casos o reajuste poderá chegar a 8%, como em porcelanatos e metais.

Entre os principais produtos vendidos no varejo de material de construção sensíveis à variação cambial estão os plásticos, usados em tubos e conexões, e as tintas, que contam com parte de matéria-prima importada.

Segundo Conz, os aumentos nos preços deverão trazer um impacto, inicialmente, para o volume das vendas. Ele ressalta, porém, que outros fatores como o crescimento da renda e os reajustes salariais programados para uma série de categorias de trabalhadores até o final do ano devem compensar os efeitos negativos dessa elevação sobre as vendas.

O executivo ressaltou que a alta dos preços deverá atingir principalmente os consumidores que estão na fase de acabamento das obras, quando se utilizam mais produtos com componentes importados. Já os clientes que começam neste momento a reforma, ampliação ou construção da residência devem sentir menos o impacto dos reajustes, porque os principais produtos empregados nessa fase da obra, como cimento e tijolo, não contam de forma relevante com insumos importados.

Categorias
Em setembro, em relação a agosto, das dez categorias de produtos pesquisadas pela Anamaco, as vendas de cimento, cerâmica, tubos de PVC e interruptores, plugues e tomadas apresentaram estabilidade. Já as demais categorias registraram aumento no faturamento: telhas e caixas de fibrocimento (+6%), argamassa (+3,6%), metais (+3,3%), tintas (+3,1%), cal (+2,4%) e aço (+1%).

Para o mês de outubro, 67% dos comerciantes consultados pela Anamaco estão otimistas em relação às vendas. Sobre 2012, o dirigente antecipou que as vendas reais devem, ao menos, repetir o crescimento porcentual deste ano, registrando um incremento de 6%. “Teremos o aumento do salário mínimo, a aceleração do Minha Casa, Minha Vida e de obras, tudo isso em um ano eleitoral.”

O faturamento das lojas do varejo de materiais de construção deverá somar entre R$ 52 bilhões e 53 bilhões este ano. Do total produzido pela indústria de materiais de construção, 77% são destinados ao varejo. O restante segue para as construtoras.

Gasto com reforma sobe mais que inflação

Categoria: Construção, Indicadores, Inflação

Gisele Tamamar

Comprar material de construção ficou, em média, 3,8% mais caro nos sete primeiros meses do ano na cidade de São Paulo. O índice está acima da inflação geral, de 3,5% no período. Dependendo do item, a alta chega a ser bem maior, como no caso da massa pronta, cujo reajuste foi de 11%, segundo o Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, afirma que os aumentos mais significativos podem ser justificados separadamente. A tinta, por exemplo, subiu 5%. A elevação está relacionado ao preço das matérias-primas importadas, como o petróleo, que segue em tendência de alta e ontem fechou em US$ 88,93 o barril, o maior nível desde 3 de agosto.

“São poucas empresas que administram as matérias-primas no mundo. Acredito que elas estão com dificuldades de aumentar o preço nos Estados Unidos e Europa e, por isso, os países emergentes suportam um preço maior”, opina o presidente da Anamaco.

Já a alta da massa, tijolo e telha é explicada pelo custo da fabricação porque dependem de mão de obra numerosa. No caso dos azulejos, ele diz que os trabalhadores do setor têm data-base no segundo semestre, o que influi no reajuste. “O pequeno reajuste já prevê esse aumento de custo”, diz. Por outro lado, Conz destaca que o cimento, subiu 2,4%, porcentual abaixo da inflação.

A previsão da Anamaco é que o material de construção suba em média 4,5% em 2011. A dica para quem vai comprar é pesquisar em pelo menos três lojas. “O mercado é competitivo. Caso o consumidor leve sua lista de material, consegue negociar um desconto”, diz Conz. Outra dica é planejar a compra com antecedência. “É bom ter tempo para pesquisar.”

É o que fez a aposentada Irene Jesus Silva, 78 anos. Com caderno e caneta em mãos, ela visitou a terceira loja ontem para conferir os preços dos itens para a obra de acabamento do imóvel que vai arrumar para alugar. “A tinta é o que pesará mais, estou pesquisando e a diferença é grande”, diz. Além da variação na tinta, ela encontrou grande discrepância de preços em um armário para banheiro. Irene viu o mesmo modelo por R$ 52 em uma loja e por R$ 35 em outra.

Promoções
Pelo menos três lojas estão com campanhas promocionais este mês para atrair o consumidor. O tema da campanha da Dicico é o aniversário de 93 anos com ofertas em todos os setores.

Na Telhanorte, as ofertas incluem itens para a reforma ou decoração de banheiros e lavabos até quinta-feira. Já a C&C tem descontos até segunda-feira: na compra de um produto listado, o cliente ganha outro.

Crescem opções de crédito para construir e reformar

Categoria: Casa própria, Construção, Serviços

LIGIA TUON

O consumidor conta com mais opções de linhas de crédito para construir, reformar e até decorar a casa. Bancos têm ampliado a oferta de financiamentos para esse fim, cujas principais vantagens são as taxas de juros reduzidas em relação a outras modalidades e os prazos de pagamento que podem chegar a 120 meses.

O último lançamento, feito este mês, foi o do banco Santander, que financia também a mão de obra usada para construir e reformar, além do material.

“Entendemos que havia uma demanda muito grande por pessoas que querem construir”, diz Nerian Gussoni, superintendente de produtos de negócios imobiliários da instituição. O banco entrou no mercado para competir com o Itaú, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Banco do Brasil.

Segundo Alain Guetta, presidente da Guetta Franchising, empresa especializada em consultoria empresarial, os bancos impunham limites para esse tipo de financiamento a longo prazo. O que vem mudando.

“Ninguém vai sair dando crédito para quem pode não pagar a dívida lá na frente. Hoje em dia, essa realidade mudou”, afirma Guetta.

Para o analista, mesmo com a expectativa de a crise internacional chegar ao Brasil, ficou mais fácil projetar o comportamento do consumidor. “A confiança nacional é maior e o reconhecimento internacional de maior estabilidade no nosso mercado faz com que haja oferta de crédito”, diz.

O principal motivo que faz com que o crédito para construir e reformar apresente juros mais atraentes está no fato de os recursos virem da poupança.

No caso da Caixa, esse dinheiro vem também do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o que também segura as taxas. “Como o crédito pessoal tradicional expande com velocidade maior que o imobiliário, há momentos em que a fonte do capital pode apertar. Por isso, a modalidade (crédito pessoal) é bem mais cara”, diz Guetta.

Segundo ele, a média dos juros cobrados no crédito imobiliário no País é de 12% ao ano, enquanto no consignado é de 25% anuais e no pessoal, de 50% ao ano.

Apesar do aquecimento do setor, estima-se que ainda há muito espaço para a modalidade crescer. “As linhas de crédito disponíveis no mercado para este fim ainda são insuficientes”, ressalta o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Claudio Elias Conz.

Para Eduardo Coelho, coordenador do curso negócios imobiliários da Faap, a vantagem de construir em vez de comprar o imóvel pronto, por exemplo, é o preço mais baixo. Mas há ressalvas.

“Ao comprar um imóvel, a pessoa gasta, em média, 20% mais. No entanto, vivemos um apagão de mão de obra qualificada no setor o que pode comprometer a obra, o que deve ser considerado”, alerta Coelho.

Além disso, segundo Coelho, só vale a pena escolher linhas de crédito se a pessoa não puder comprar um imóvel no programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal.

O administrador de empresas Cláudio Guirão viu vantagem em usar crédito para construir sua casa, mas acredita que deveria ter sido mais bem informado na contratação. “As taxas são muito atraentes, mas não sabia que, ao amortizar a dívida antecipadamente, não teria direito a desconto nos juros”, diz.