Brasileiro compra mais remédios genéricos
- 8 de maio de 2012 |
- 8h00 |
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Categoria: Agenda, Análise, Consumo
Clarissa Thomé
Um em cada quatro remédios vendidos no Brasil, entre janeiro e março, foi genérico. Esse tipo de medicamento já representa 25,4% do mercado brasileiro, uma marca histórica.
O dado, divulgado pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), corresponde a um aumento de 23,5% nas vendas de medicamentos genéricos ante o primeiro trimestre de 2011. Os dados, que estão no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), também apontam a evolução do setor. Na última década, o número de medicamentos registrados no País saltou de 1.562, em 2001, para 16.675, em 2010.
Para o presidente da Pró-Genéricos, Odnir Finotti, esse número poderia ser maior. O setor se queixa da demora de até 15 meses para o registro de novos produtos na agência reguladora federal.
“Houve crescimento de medicamentos genéricos registrados, no ano passado, em torno de 30%. Poderia ter havido mais produtos registrados se no último trimestre do ano não tivesse ocorrido uma demora maior na análise desses registros”, explica Finotti.
Segundo o executivo, entre 2001 e 2006, a ANS manteve equipe exclusiva para cuidar da licença de novos remédios genéricos. A partir de 2006, esses produtos passaram a entrar na fila junto com outros medicamentos.
“O setor não quer mudança no nível de exigência para a liberação dos produtos. A ideia é priorizar os genéricos inéditos, aqueles em que venceu a patente do medicamento de marca e não há outro genérico no mercado. É a maneira de garantir o acesso da população a esses remédios”, diz.
A assessoria de imprensa da Anvisa foi procurada pela reportagem às 18h20, mas informou que o expediente se encerra às 18 horas e não havia quem pudesse comentar o crescimento.
De acordo com estimativa da Pró-Genéricos, a diferença de preço entre o remédio de marca e o genérico está em torno de 52%, com pico de até 85%. “Quem já comprava medicamentos passou a acreditar que não precisa pagar mais para ter remédios de qualidade”, afirma.
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Cresce 32% a venda de medicamento genérico
- 8 de fevereiro de 2012 |
- 18h50 |
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Categoria: Consumo
A venda de medicamentos genéricos subiu de 439 milhões de unidades em 2010 para 581 milhões no ano passado, uma alta de 32,3% no volume comercializado. Em valor, o mercado de genéricos somou R$ 8,7 bilhões, montante 41% maior que os R$ 6,2 bilhões registrados em 2010. As informações são da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), que estima uma economia de R$ 20,2 bilhões aos consumidores desde 2001, quando esses medicamentos começaram a ser comercializados no País.
O crescimento das vendas de genéricos foi 52,3% superior ao da indústria farmacêutica como um todo.
Um importante meio que impulsionou o crescimento dos genéricos, de acordo com a associação, é o programa governamental Farmácia Popular, que hoje já tem peso de 10% nas vendas do setor em unidades.
Patentes vencidas
A entidade ainda destaca o lançamento de novos medicamento que tiveram suas patentes vencidas nos últimos dois anos: Atorvastatina, Rosuvastatina, Sildenafil, Quetiapina e Valsartana, que juntos já representam 10% do faturamento do setor.
Entre os genéricos que devem entrar no mercado em 2012 estão a Ziprasidona, um antipsicótico da Pfizer, e o Sirolimo, produto imunossupressor da Wyeth utilizado em transplantes de órgãos.
A Pró Genéricos afirma que o setor alcançou 22,3% de participação em unidades vendidas em 2011, resultado 26,7% superior aos 17,6% registrados em dezembro de 2010.
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Genéricos podem subir até 15%
- 19 de dezembro de 2011 |
- 23h15 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Impostos
LUCIELE VELLUTO
Mudanças na forma de cobrar imposto de remédios no Estado de São Paulo podem elevar o preço dos medicamentos genéricos de 7% a 15% já nos primeiros dias de 2012. É o que aponta a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos). O que muda é a base de cálculo de tributação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – passa a valer a partir de 2 de janeiro.
Segundo a Pró Genéricos , para os medicamentos fabricados por seus associados o imposto deve subir 60% – mas pode cair até 20% para os medicamentos de marca. “A medida vai desestimular o consumo de genéricos, o que afeta a população de menor renda”, afirma Odnir Finotti, presidente executivo da entidade.
A mudança está na forma de cálculo do ICMS sobre remédios. A alíquota do tributo estadual é de 18% calculado sobre o valor apresentado na nota fiscal dos fabricantes na venda para as farmácias mais o Índice de Valor Adicionado (IVA). A partir de janeiro, a alíquota se mantém, mas a base de cálculo será sobre o valor máximo do medicamento permitido pelo governo federal menos o desconto médio praticado pelas farmácias apurado em pesquisa de preço do governo estadual.
De acordo com Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a medida visa definir “uma base de cálculo justa, próxima do que é efetivamente praticado no varejo”. Para o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma), a alteração da sistema de recolhimento do imposto pode gerar impactos negativos. “Além de trabalhar com médias, que podem gerar distorções da realidade, o desarranjo pode gerar aumento de preço, pois a indústria vai recolher como é determinado e quem paga é o consumidor”, diz Nelson Mussolini, vice-presidente executivo da entidade.
Outro questionamento da Pró Genérico e ponto que a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) também chama atenção é que a alteração pode inviabilizar o Programa Farmácia Popular, já que o imposto será maior que o subsídio dado pela União, principalmente para medicação contra a hipertensão e diabetes.
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Mais 50 genéricos chegam ao mercado em 60 dias
- 27 de maio de 2011 |
- 23h15 |
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GISELE TAMAMAR
Nos próximos 60 dias, mais 50 medicamentos genéricos devem ser liberados para lançamento no mercado. Nesse período, os pedidos de registro desses remédios serão analisados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com a consequente autorização para sua chegada às farmácias. A previsão é do diretor presidente da agência reguladora, Dirceu Barbano. A lista inclui medicamentos para tratamento de pressão alta, colesterol, esquizofrenia, depressão e câncer.
Os genéricos são em média 50% mais baratos do que os medicamentos de referência.
A previsão otimista de Barbano é justificada pela nova postura da Anvisa em dar prioridade a determinados pedidos de registros desde o começo do ano. Em primeiro lugar, serão analisados os pedidos de genéricos novos, cujas patentes expiraram recentemente e apenas os de referência estão à venda no mercado.
Em seguida entram nessa lista de prioridade os medicamentos com pouca concorrência e por fim, os que são alvo de compra pública para que haja aumento da concorrência no setor e barateamento do preço.
“Fazemos esse processo de identificação e passamos a tratar esses pedidos como análise prioritária”, afirma Barbano. A medida da Anvisa reflete em mais rapidez na liberação dos genéricos. Antes, a Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) chegou a apontar demora de até 15 meses para uma análise de um registro que deveria levar até 90 dias.
E os números mostram que o procedimento está dando resultado. A Pró Genéricos estima um aumento de 73% no número de novos registros no primeiro trimestre de 2011 ante o mesmo período do ano anterior. Só até o dia 15 de abril, foram registrados 67 medicamentos.
Crescimento do mercado
Os genéricos aumentam cada vez mais sua fatia no mercado farmacêutico. O setor alcançou 24,1% de participação no primeiro trimestre ante 20,6% em igual período do ano passado. O objetivo é atingir 30% de participação até o fim de 2012.
As vendas continuam em alta. Foram comercializadas 123,7 milhões de unidades de janeiro a março deste ano – um crescimento de 32% em relação ao ano passado. Apenas três novos genéricos já representam 2,5% do total de vendas no setor. São eles: Sildenafil (Viagra), atorvastatina (Lipitor/Citalor) e valsartanta (Diovan).
O comerciante José Adriano Novaes, de 30 anos, é adepto dos genéricos. “Se eu for na farmácia e tiver a opção genérica é ela que vou comprar por causa do preço. Não tenho receio de comprar esse tipo de medicamento”, diz.
Ontem, como estava com dor de garganta, o comerciante comprou o anti-inflamatório nimesulida. A versão genérica custava R$ 15,50. Já o de referência, R$ 19,99 — quase 30% mais caro.
A Anvisa explica que a diferença de preço existe porque os fabricantes dos genéricos não precisam fazer investimentos em pesquisa, já que as formulações estão definidas pelos medicamentos de referência. Os fabricantes também não precisam fazer propaganda porque não há marca para ser divulgada.
Mas mesmo entre os genéricos, a recomendação é pesquisar. Levantamento da Fundação Procon de São Paulo divulgado na semana passada mostrou que o preço de um mesmo remédio genérico pode variar quase 1.000% de uma farmácia para outra.
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SP: Preço de genérico varia quase 1.000%
- 16 de maio de 2011 |
- 23h35 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
SAULO LUZ
CAMILA DA SILVA BEZERRA
O preço de um mesmo remédio genérico pode variar quase 1.000% de uma farmácia para outra. Isso é o que mostra levantamento da Fundação Procon-SP realizado em drogarias da cidade de São Paulo (confira aqui a lista completa).
A maior diferença de valores encontrada foi no medicamento Diclofenaco Sódico (vendido como Voltarem, entre os de marca), 50 mg, na embalagem com 20 comprimidos. O maior preço foi R$10, na Farmácia Pague Menos na zona oeste, e o menor, R$ 0,92, na Drogaria Extra na zona sul — uma diferença de 986,96% ou R$ 9,08.
O mesmo produto, quando vendido com a marca Voltarem, chega a custar entre R$ 14,87 (Farma Conde na zona sul) e R$ 21(numa unidade da rede Farmais da zona oeste). No final, a diferença constatada pelo Procon-SP entre o genérico mais barato e o de marca mais caro chega a 2.282,60% (R$ 20,08).
Para Odnir Finotti, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró-Genéricos), o fato de existirem grandes diferenças de preço entre os genéricos é um sinal da forte concorrência.
“São 21 empresas que produzem o Diclofenato Sódico. Cada uma tenta oferecer melhores custos e condições às drogarias para que o seu produto chegue ao consumidor. Isso faz com que o mercado seja bastante competitivo e venha crescendo 32% ao mês, comparando ao ano passado”, diz.
A pesquisa avaliou 52 medicamentos em 15 drogarias de médio e grande portes distribuídas pelas cinco regiões da capital, entre 13 e 15 de abril. “O resultado indica que o preço pode variar com o tipo da loja (física, virtual e por telefone), de acordo com a região, rentabilidade da loja, condições comerciais de compra, e outros fatores. Até mesmo lojas de uma mesma franquia podem ter preços diferentes. Por isso, o consumidor precisa pesquisar”, diz Shirley Pereira, técnica do Procon-SP.
O aposentado Francisco Iafelix, 80 anos, diz que ainda trabalha para poder arcar com os gastos com remédios, que variam entre R$ 600 e R$ 700 por mês. “Cada farmácia tem um preço. Além de buscar o menor, aproveito os descontos que elas oferecem na hora”, diz.
Já a manicure Vanusa de Oliveira Santos gasta cerca de R$ 200 com remédios para o filho. “Já aconteceu de um remédio custar R$ 11 aqui no bairro do Limão e R$ 20 no Mandaqui. Antibióticos, como o Amoxil, são caros e os que mais têm diferença”, conta.
De fato, o medicamento de marca Amoxil (Amoxicilina), da Glaxosmithkline, de 500 mg, com 21 cápsulas, apresenta a maior diferença de preço entre os produtos de referência. O maior valor foi R$ 49 ( Farmais da zona oeste) e o menor, R$ 20,86 (Pague Menos na zona oeste) — diferença de R$ 28,14 (134,90%).
O mesmo produto, quando genérico, custava entre R$ 3,87 (Drogaria Extra na zona sul) e R$ 20,76 (Pague Menos na zona oeste) — uma discrepância de 436%. O detalhe é que a diferença entre o genérico mais barato e o de referência mais caro é de 1.266,1%.
Por outro lado, a variação é de apenas R$ 0,10 entre o genérico mais caro e o de marca mais em conta, ou 0,4%. Em média, os genéricos são 57,25% mais baratos do que os de marca.
Entre todos os estabelecimentos, a Farma Conde (na zona Sul) apresentou a maior quantidade de produtos com menor preço (37 itens dos 52 encontrados).
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