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Domingo, 19 de Maio de 2013
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Comércio lidera em número de empregos formais

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Trabalho

DANIELA AMORIM

A geração de emprego e o aumento da renda levaram o comércio a assumir, pela primeira vez, a liderança no número de empregados assalariados com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Central de Empregos 2010 (Cempre), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comércio ficou com uma fatia de 18,7% dos 43 milhões de trabalhadores formais no País, à frente da indústria da transformação (18,6%), da administração pública (17,3%) e da construção (6,1%).

“Foi a primeira vez que o comércio assumiu a liderança no pessoal ocupado assalariado. O setor já liderava em número de empresas e em pessoal ocupado total (que inclui proprietários e sócios)”, explicou Denise Guichard, gerente de Planejamento, Disseminação e Análise do Cempre. “O que explica essa liderança é justamente o aumento da massa salarial, da renda, que levou a um aumento do consumo. Isso reflete em aumento do emprego no comércio.”

Denise também chamou atenção para a recuperação do emprego formal na indústria da transformação, puxada justamente pelos setores mais ligados ao consumo doméstico. Depois de um 2009 difícil, quando o setor contratou apenas 42.388 pessoas, houve recuperação na contratação em 2010, com a abertura de 527.002 vagas. “A recuperação na geração de emprego na indústria da transformação foi muito voltada também ao consumo, como produção de alimentos, bebidas e vestuário”, informou a pesquisadora do IBGE.

Na passagem de 2009 para 2010, o comércio gerou 601.887 novas vagas; a construção, 378.615; as atividades administrativas e complementares, 353.195; e o setor de transporte, armazenagem e correio, 351.408.

Juro menor abre briga por clientes

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Juros

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR

Além de reduzir os juros para não perder espaço no mercado de crédito, as instituições bancárias entraram em guerra para atrair novos clientes, principalmente os assalariados. Santander e Itaú anunciaram ontem pacotes com condições diferenciadas e taxas menores para quem optar por receber salário nos bancos privados. Nos empréstimos, quem for correntista vai conseguir os menores juros e prazos maiores.
Na semana passada, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já haviam anunciado pacotes semelhantes. A estratégia faz parte dos esforços do Palácio do Planalto de aumentar a concorrência do mercado, forçando a queda nas taxas de juros.

O BB informou ontem ter aberto 50,4 mil contas correntes dentro dessa nova estratégia nos quatro primeiros dias úteis após o anúncio, dia 12. Já a Caixa divulgou crescimento de 11% na base de clientes pessoas físicas na primeira semana das novas condições ante a semana anterior.

O Santander anunciou também ontem a criação da conta corrente “lightâ€, com um sistema diferente de cobrança de juros no cheque especial. Quanto menos a pessoa usar o limite, menor a taxa de juros do cheque especial.
Os juros vão de 4% ao mês para os clientes que usem até 25% do seu limite e sobem a 8% para quem usar acima de 50,01%. “A conta Light beneficia aqueles que usam pouco o cheque especial, apenas para uma eventualidade ou imprevistoâ€, informou o banco.

O Itaú, por sua vez, anunciou o pacote “MaxiConta Portabilidade Salárioâ€, voltado a clientes que recebem seu salário em conta corrente do banco. Ao aderir a esse pacote, o cliente terá juros reduzidos e mais transações bancárias incluídas. Esse pacote estará disponível a partir de 2 de maio.

Segundo o Itaú, os juros ao cliente que aderir terão redução de até 47%. É o caso da taxa mínima do cheque especial, que será reduzida para 1,95% ao mês. No cartão de crédito, o rotativo passará a ter taxas mínimas a partir de 3,85% ao mês.
Para o cliente que aderir ao pacote e usar mais de 50% do limite do cheque especial ou do rotativo do cartão de crédito por três meses consecutivos, o banco oferecerá parcelamento do saldo com taxa a partir de 4% ao mês, em até 24 meses.

Desemprego sobe para 11% em SP

Categoria: Indicadores, Trabalho

RICARDO LEOPOLDO

A taxa de desemprego subiu de 10,7% em maio para 11% em junho na Região Metropolitana de São Paulo, apontou pesquisa divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O total de desempregados passou no período de 1,152 milhão para 1,183 milhão. Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), esse resultado ocorreu em razão da redução de 35 mil ocupações no mês passado e de certa estabilidade na população economicamente ativa, que diminuiu apenas em 5 mil pessoas em junho.

De acordo com a Fundação Seade e Dieese, o total de ocupados foi estimado em 9,575 milhões de pessoas. Essa projeção foi reflexo da diminuição de 55 mil postos de trabalho na indústria e 29 mil em serviços. Compensou em parte tal corte de empregos a criação de 33 mil vagas no comércio e de 15 mil na categoria outros setores, que engloba construção civil e serviços domésticos.

Segundo a PED, a renda média real dos ocupados na Região Metropolitana de São Paulo caiu 0,5% em maio e atingiu R$ 1.473, enquanto a renda média dos assalariados subiu 0,3% e chegou em maio a R$ 1.503.

No País, a PED aponta que o desemprego subiu de 10,9% em maio para 11% em junho. Esse indicador considera, além de São Paulo, outras seis regiões metropolitanas: Salvador, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Belo Horizonte e Fortaleza.

O total de desempregados nas regiões pesquisadas passou de 2,410 milhões para 2,427 milhões de pessoas. Segundo a PED, houve em junho a criação de 8 mil ocupações, paralelamente ao fato de que a população economicamente ativa (PEA) registrou agregação de 26 mil pessoas.

Em maio, ocorreu pelo sétimo mês seguido um declínio — agora de 0,3% — do rendimento médio dos ocupados, que passou para R$ 1.365, enquanto o rendimento médio real dos assalariados ficou estável em R$ 1.411.

São Paulo concentra um terço dos salários

Categoria: Trabalho

O Estado de São Paulo concentra mais de um terço dos salários e remunerações pagos a trabalhadores assalariados de empresas no País. De um montante de R$ 781,9 bilhões, 34,2% são recebidos por empregados no Estado, segundo o Cadastro Central de Empresas 2009 (Cempre), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

São Paulo tinha ainda 31,4% das unidades locais das empresas ativas em 2009 e 29,6% dos funcionários assalariados.

De acordo com o levantamento, o Estado de Minas Gerais aparece em segundo lugar em unidades locais (11%) e pessoal ocupado assalariado (10,3%), mas perde para o Rio de Janeiro em volume de salários e outras remunerações (11%). Daniela Amorim

Rendimento médio na RMSP cai 0,5%

Categoria: Indicadores, Trabalho

O rendimento médio real dos ocupados em dezembro ante novembro na região metropolitana de São Paulo caiu 0,5% para os ocupados, que atingiu R$ 1.528,00, enquanto baixou 0,9% no mesmo período para os assalariados, e chegou a R$ 1.526,00.

Foi o segundo mês seguido de queda que tais remunerações diminuíram, apontam os técnicos responsáveis pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e Dieese.

De acordo com a PED, na região metropolitana de São Paulo a massa de rendimentos de ocupados continua em expansão na comparação de 12 meses, pois subiu 0,5% entre os ocupados e aumentou 0,4% para os assalariados. Segundo os técnicos responsáveis pela pesquisa, esses dois aumentos foram motivados pelo incremento do nível de ocupação naquele período, o que mais que compensou a retração do rendimento médio.

A PED apontou que o total de desempregados da região metropolitana de São Paulo em janeiro foi projetado em 1,124 milhão de pessoas. Esse total superou o número de 988 mil de cidadãos sem ocupação registrado em dezembro. A taxa de participação reduziu de 63,6% para 63,1% no período.