Estadão.com.br
Sábado, 25 de Maio de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Taxa do rotativo do cartão tem queda

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS

Pela primeira vez após 33 meses sem registrar nenhum movimento, ignorando a trajetória de redução dos juros básicos (Selic), a taxa média do rotativo do cartão de crédito caiu 0,28 ponto porcentual em setembro, de 10,69% para 10,41% ao mês. É o que mostra a Pesquisa de Juros da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), divulgada ontem.

De agosto de 2011 a setembro deste ano, a Selic caiu 5 pontos porcentuais, de 12,5% ao ano para 7,5% ao ano – o levantamento da Anefac não alcançou o corte de 0,25 ponto decidido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada, que levou a Selic para 7,25% ao ano.

Das taxas das seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac, todas foram reduzidas no mês. A taxa de juros média para pessoa física apresentou uma redução de 0,21 ponto porcentual no mês, passando de 6,02% em agosto para 5,81% no mês passado.

Para pessoa jurídica, a taxa de juros média das três linhas pesquisadas caiu 0,13 ponto porcentual, passando de 3,44% ao mês em agosto para 3,31% ao mês em setembro. Entre as taxas cobradas das pessoas físicas, a maior redução foi verificada nos juros do comércio, que caíram de 4,55% ao mês em agosto para 4,20% ao mês em setembro, uma queda de 0,35 ponto porcentual. Entre as taxas oferecidas às pessoas jurídicas, o maior recuo foi registrado nos juros para desconto de duplicatas, que passaram de 2,46% ao mês em agosto para 2,26% ao mês em setembro, um diferença de 0,20 ponto.

“A nossa expectativa é de que as taxas de juros voltem a ser reduzidas nos próximos meses por conta da melhora da economia e pela maior competição no sistema financeiro após os bancos públicos promoverem reduções em suas taxas de juros, bem como pela expectativa de redução dos índices de inadimplência no segundo semestreâ€, afirmou o coordenador de estudo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Selic a 7,25% dá vantagem à poupança

Categoria: Agenda, Análise, Finanças pessoais, Indicadores, Inflação, Investimentos, Juros

Luiz Guilherme Gerbelli

O novo corte na taxa básica de juros anunciado ontem pelo Banco Central reforçou ainda mais o bom desempenho da poupança na comparação com os fundos de renda fixa.
A poupança antiga – cujo rendimento permanece em 0,5% ao mês mais a Taxa de Referência (TR) – continua com a rentabilidade preservada em 6,17% ao ano e bate todas os investimentos em fundo de renda fixa, de acordo com levantamento da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).

Já a nova poupança – atrelada a 70% da Selic – vai passar a ter um rendimento de 0,4138% ao mês (ou 5,08% ao ano mais a TR) e, mesmo assim, mantém rendimento superior a boa parte dos fundos de renda fixa. A nova poupança só vai perder para os fundos de renda fixa com taxas de administração entre 0,5% e 1% (ver ao lado). Com a Selic em 7,5%, a aplicação tinha um rendimento de 5,25% ao ano.

Na prática, se a Selic permanecer estável em 7,25% ao ano, um montante de R$ 10 mil aplicado na poupança antiga vai render R$ 617 no período. Na nova poupança, esse mesmo montante vai render R$ 508.
“A poupança antiga continua imbatível e a nova poupança, como não cobra taxa de administração, ganha na maioria das situações dos fundos de investimentoâ€, diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. Ele recomenda que o investidor sempre avalie a taxa de administração cobrada para obter o melhor ganho na aplicação. “Se a taxa for superior a 1% ao ano, o investidor deve avaliar a aplicação porque o fundo deve estar perdendo da poupançaâ€, afirma.

Mais pesquisa. As seguidas reduções da taxa básica de juros – a de ontem foi a décima seguida – tiraram da zona de conforto o investidor acostumado com o ganho fácil do juro alto. Agora, na avaliação dos especialistas, um ganho maior pode ter como contrapartida mais risco e menor liquidez. “É natural que o investidor comece a enfrentar essa situação de baixo ganho e passe a ter mais risco e diversificação no portfólioâ€, diz Michael Viriato, professor do Insper. Entre as alternativas, ele sugere, por exemplo, aplicação na Bolsa de Valores ou em fundos imobiliários.

Para aplicação em Bolsa de Valores, o professor do Insper recomenda que o investidor descubra qual o seu perfil: mais moderado ou arrojado. “De acordo com esse perfil, se o investidor for mais moderado, por exemplo, sempre que ele fizer uma aplicação, deve alocar um porcentual escolhido para a Bolsa. Se fizer sempre isso, o investidor vai comprar tanto em momentos favoráveis como nos desfavoráveisâ€, afirma.
Na avaliação de Viriato, a diversificação no portfólio de investimento já deveria ter sido iniciada pelos investidores, pois as sucessivas quedas dos juros deixaram o investimento em renda fixa pouco atrativo há bastante tempo.

Para Keyler Carvalho Rocha, professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), uma possibilidade de investimento pode ser em títulos indexados à inflação. “É uma possibilidade que o investidor fica garantido com a inflação. Num prefixado, corre o risco de a inflação subir e o rendimento ficar negativoâ€, afirma ele, para quem “há um risco muito grande de a inflação voltar a subir no ano que vemâ€.

No longo prazo, apesar do espaço mais curto para uma queda da taxa de juros nas próximas reuniões do BC, o cenário dos investimentos não deve ser muito alterado.
“A tendência é de uma estabilidade daqui para frenteâ€, afirma o vice-presidente da Anefac.

Juros bancários têm em agosto sexta queda no ano

Categoria: Agenda, Análise, Juros

Wladimir D’Andrade

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações de crédito caíram em agosto 0,10 ponto porcentual para o consumidor e 0,09 ponto para pessoas jurídicas, atingindo, respectivamente, 6,02% e 3,44% ao mês, informou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Foi a sexta redução do ano e as taxas médias cobradas em agosto bateram recordes históricos de baixa: para o consumidor, é a menor desde 1995; para a pessoa jurídica, a mais baixa desde 1999.

Os recuos se devem, segundo a entidade, à melhora dos indicadores econômicos e ao corte da taxa básica de juros (Selic) promovida pelo Banco Central no dia 29. Para os próximos meses, a Anefac espera novas reduções nos juros cobrados pelas instituições financeiras em razão de possível novo corte da Selic, queda nos índices de inadimplência e maior concorrência no mercado após os bancos públicos promoverem recuos em suas taxas.

Todas as três linhas de crédito para pessoa jurídica pesquisadas pela Anefac apresentaram redução no mês. Na linha de capital de giro, o juro médio passou de 1,92% ao mês em julho para 1,84% em agosto, ou 24,46% ao ano. Em desconto de duplicatas, o recuo foi de 0,16 ponto porcentual, para 2,46% mensais em agosto (33,86% anuais). Os juros médios cobrados para essas duas linhas atingiram o menor nível da série histórica. Na conta garantida, houve queda de 6,04% ao mês em julho para 6,02% em agosto, ou 101,68% ao ano, o menor nível desde outubro do ano passado.

Para pessoa física, os juros médios apresentaram decréscimo em cinco das seis linhas pesquisadas: comércio (de 4,65% para 4,55% ao mês), financiamento de automóveis (de 1,80% para 1,70%), empréstimo pessoal feito por bancos (de 3,57% para 3,45%), empréstimo pessoal realizado por financeiras (de 7,92% para 7,67%) e cheque especial (8,07% para 8,05%). Com exceção da última, as outras linhas atingiram o menor nível da série histórica. Os juros cobrados no cartão de crédito permaneceram estáveis, em 10,69% ao mês, ou 238,30% por ano.

Juros bancários têm em agosto sexta queda no ano

Categoria: Agenda, Análise, Juros

Wladimir D’Andrade

A taxa média de juros cobrada pelos bancos nas operações de crédito caíram em agosto 0,10 ponto porcentual para o consumidor e 0,09 ponto para pessoas jurídicas, atingindo, respectivamente, 6,02% e 3,44% ao mês, informou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Foi a sexta redução do ano e as taxas médias cobradas em agosto bateram recordes históricos de baixa: para o consumidor, é a menor desde 1995; para a pessoa jurídica, a mais baixa desde 1999.

Os recuos se devem, segundo a entidade, à melhora dos indicadores econômicos e ao corte da taxa básica de juros (Selic) promovida pelo Banco Central no dia 29. Para os próximos meses, a Anefac espera novas reduções nos juros cobrados pelas instituições financeiras em razão de possível novo corte da Selic, queda nos índices de inadimplência e maior concorrência no mercado após os bancos públicos promoverem recuos em suas taxas.

Todas as três linhas de crédito para pessoa jurídica pesquisadas pela Anefac apresentaram redução no mês. Na linha de capital de giro, o juro médio passou de 1,92% ao mês em julho para 1,84% em agosto, ou 24,46% ao ano. Em desconto de duplicatas, o recuo foi de 0,16 ponto porcentual, para 2,46% mensais em agosto (33,86% anuais). Os juros médios cobrados para essas duas linhas atingiram o menor nível da série histórica. Na conta garantida, houve queda de 6,04% ao mês em julho para 6,02% em agosto, ou 101,68% ao ano, o menor nível desde outubro do ano passado.

Para pessoa física, os juros médios apresentaram decréscimo em cinco das seis linhas pesquisadas: comércio (de 4,65% para 4,55% ao mês), financiamento de automóveis (de 1,80% para 1,70%), empréstimo pessoal feito por bancos (de 3,57% para 3,45%), empréstimo pessoal realizado por financeiras (de 7,92% para 7,67%) e cheque especial (8,07% para 8,05%). Com exceção da última, as outras linhas atingiram o menor nível da série histórica. Os juros cobrados no cartão de crédito permaneceram estáveis, em 10,69% ao mês, ou 238,30% por ano.

Juros para pessoa física voltam a subir

Categoria: Agenda, Análise, Juros

LUIZ GUILHERME GERBELLI

Os juros para pessoa física voltaram a subir em junho depois de seis meses. O levantamento divulgado ontem pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) aponta que os juros médios cobrados foram de 6,20% no mês passado, um pouco acima taxa média de 6,18% verificados em maio.

“Foi uma queda pequena, mas nós não esperávamos esse aumento, porque as taxas vinham numa sequência de quedaâ€, afirmou Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac. O fim da queda dos juros para pessoa física está ligado, segundo a Anefac, com o aumento da inadimplência e, em menor grau, com a crise internacional. “A inadimplência subiu e houve essa pressão. A piora do cenário externo também traz uma certa preocupação. Quando o emprestador olha para longo prazo e vê as coisas piorando no exterior, ele fica um pouco pessimista.â€

Na quarta-feira, a Serasa Experian informou que o calote do consumidor cresceu 19,1% no semestre na comparação com o mesmo período de 2011. O resultado semestral é um dos mais altos desde 2000, quando teve início a série histórica. Os calotes de dívidas ligadas bancos cresceram 22,1% no período.

“A recomendação é que as pessoas não devem tomar muito empréstimo no Brasil. Os juros caíram nos últimos meses, mas continuam altíssimosâ€, afirmou Mauro Calil, educador financeiro.
Dos seis itens analisados pela Anefac, três apresentaram alta. Os juros para empréstimo pessoal em financeira passaram de 7,98% ao mês, em maio, para 8,04% em junho; os empréstimos em banco subiram de 3,59% ao mês para 3,63%, e o juro do comércio subiu de 4,72% para 4,75% no período.

“Apesar da alta verificada em junho, a tendência é que a taxa volte a cair. O Banco Central baixou novamente a taxa Selic esta semana e a inadimplência deve cair no futuroâ€, diz o vice-presidente da Anefac.

A taxa de juros para cartão de crédito seguiu inalterada em 10,69% ao mês e a do cheque especial caiu de 8,24% ao mês para 8,22%. Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, os juros para a pessoa física têm recuado nos últimos meses. “De março para cá, temos visto reduções em alguns segmentos, inclusive no mês de junho.â€