Voos do Brasil a Londres têm alta recorde
- 13 de março de 2012 |
- 12h04 |
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Categoria: Economia Internacional, Indicadores, Serviços
Jamil Chade *
O fluxo de turistas brasileiros é o que mais cresce em um dos maiores aeroportos do mundo, o de Heathrow, em Londres, e “salva” os números do ano para as autoridades britânicas. Dados publicados ontem indicaram que, em fevereiro, o número de turistas que passaram pelos terminais aéreos da capital britânica subiu 3,8% em um ano, com 4,8 milhões de pessoas no mês.
Mas foram os passageiros brasileiros e os voos para o Brasil que permitiram que o número ainda se mostrasse positivo. Em um ano, a expansão de voos ao Brasil foi de 89%, um recorde. Passageiros da América do Sul viram uma alta de 51% no mesmo período, puxada pelo Brasil.

Cresce o número de turistas brasileiros e de demais países emergentes na Europa (Foto: ALEX DOMANSKI/REUTERS – 27/2/2012)
Em fevereiro de 2011, o fluxo de passageiros entre Brasil e Londres era de 25,4 mil pessoas por mês. Um ano depois, o número explodiu, chegando a 48 mil. Diversos países europeus já colocaram as relações com o Brasil entre suas prioridades, na esperança de atrair turistas do País, um dos que mais gastam hoje na Europa.
Já o restante dos voos transcontinentais com destino a Londres teve uma alta de meros 1,3%. A alta só ocorreu porque fevereiro de 2012 teve um dia a mais no calendário. Já os voos domésticos viram uma queda de 2,8% no número de passageiros em um ano.
Além do Brasil, outra esperança abertamente declarada pelas instituições britânicas é que um número maior de conexões seja estabelecida com a China. Em 2012, uma nova rota entre Londres e cidades chinesas será estabelecida.
Mas os britânicos admitem que estão preocupados em já estarem ficando para trás. Em 2012, aeroportos como os de Paris, Amsterdã e Frankfurt vão abrir 12 novas rotas para a China. /*CORRESPONDENTE / GENEBRA
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‘Grávida virtual’ testa carros na Ford
- 28 de fevereiro de 2012 |
- 15h42 |
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Categoria: Indústria, Sustentabilidade, Tecnologia
Cleide Silva
Carros mais seguros estão cada vez mais no foco da indústria. A busca por novas tecnologias para tornar o automóvel “mais amigável” em relação ao condutor e ao meio ambiente tem levado as montadoras a desenvolverem sistemas inéditos e curiosos.
A Ford dos EUA criou uma roupa especial para permitir aos engenheiros simular o comportamento das grávidas ao volante. A roupa tem bolsa de cerca de 2,7 quilos que aplica pressão na bexiga e compartimentos com almofadas e água que reproduzem movimentos do feto. O objetivo é saber das limitações que as grávidas enfrentam ao dirigir, o desconforto ao movimentar o corpo, mudanças posturais e dificuldades de alcance nos comandos.

Roupa simula postura da grávida ao volante e ajuda empresa a criar carro mais adequado para as mulheres (Foto: DIVULGAÇÃO)
Com os dados, a empresa espera que os novos carros tenham melhor ajuste do cinto de segurança, do volante e melhor localização de botões do painel.
Há poucos anos, a Ford desenvolveu a “roupa da terceira idade”, macacão que restringe movimentos, levando o técnico a agir como se tivesse mais de 60 anos. A vestimenta tem colete com ombreira que limita a flexibilidade do tronco, colar rígido que impede a cabeça de virar para o lado com desenvoltura e luvas que provocam perda da força nas mãos. O recurso serviu de subsídio na criação de carros que atendam necessidades de jovens e pessoas de mais idade, como a câmera de visão traseira.
Com a estratégia de criar carros globais, que podem ser produzidos e vendidos em qualquer parte do mundo, veículos desenhados após esses estudos começam a chegar ao País. Um deles é o novo EcoSport, projetado pela Ford do Brasil e que será vendido em cerca de 100 países.
“A Ford vem introduzindo em sua nova geração de modelos mundiais uma série de tecnologias visando à segurança ativa e passiva a bordo”, diz o diretor para América do Sul, Rogelio Golfarb. A empresa, diz ele, busca “oferecer tecnologia que não proporcione só o conforto, mas traga mais segurança e sustentabilidade ao meio ambiente.”
Ontem, o presidente executivo da Ford, Bill Ford, apresentou na Espanha sistema de conectividade via bluetooth capaz de chamar socorro em caso de acidente. Se o airbag ou a válvula de emergência da bomba de combustível são ativados, o veículo realiza chamada de emergência usando o celular do ocupante.
Sistema similar, chamado de “on call”, equipa modelos importados pela Volvo desde o ano passado. Só que no Brasil, por falta de sincronia com a operadora de telefonia celular, o sistema não está em operação. Depois de experiência fracassada com a Claro, a Volvo vai homologar nova operadora e espera oferecer o serviço até o fim deste semestre.
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Lucro da Ford tem queda de 14% na América do Sul
- 28 de janeiro de 2012 |
- 18h42 |
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Categoria: Economia Internacional, Empresas
CLEIDE SILVA
EDUARDO CUCOLO
A Ford registrou lucro de US$ 861 milhões na América do Sul no ano passado, montante quase 14% inferior ao de 2010, quando o ganho somou US$ 1 bilhão. O Brasil responde por mais de 60% dos negócios do grupo na região, que contabiliza oito anos seguidos de resultados positivos.

No mundo todo, a Ford teve seu melhor desempenho desde 1998, com lucro líquido de US$ 20,2 bilhões, ante US$ 6,5 bilhões em 2010 (Foto: MIKE BLAKE/REUTERS)
No mundo todo, a Ford teve seu melhor desempenho desde 1998, com lucro líquido de US$ 20,2 bilhões, ante US$ 6,5 bilhões em 2010. Só no quarto trimestre, o ganho foi de US$ 13,6 bilhões. Na América do Sul, os últimos três meses ajudaram pouco no desempenho, com lucro de apenas US$ 108 milhões, uma queda de 62% ante igual período do ano anterior.
A montadora americana informou que o resultado mundial incluiu US$ 12,4 bilhões que desde 2006 vinham sendo relacionados como perdas circunstanciais em razão da crise do setor nos Estados Unidos.
Com a melhora dos resultados, a companhia retirou esse impacto negativo de suas demonstrações financeiras. Sem a manobra, o resultado teria sido de US$ 7,8 bilhões, ainda assim superior ao de 2010. Entre as regiões, a Ford perdeu mais dinheiro na Europa.
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Azul estuda voar para o exterior em 2012
- 14 de setembro de 2011 |
- 15h21 |
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Glauber Gonçalves
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras está interessada em entrar no segmento internacional, com voos para a América do Sul, disse ontem o vice-presidente técnico-operacional da companhia aérea, Miguel Dau. Segundo o executivo, a empresa tem analisado diversos mercados na região e deve tomar uma decisão ao longo de 2012, ano em que completará seu quarto aniversário.
“A única coisa que temos em mente é o mercado da América do Sul. Temos estudado e acompanhado, mas ainda não há uma decisão”, disse Dau, ao ser perguntado sobre a possibilidade de ingresso no segmento internacional.
“Estamos olhando todas as oportunidades. Depois da experiência de Campinas, para nós tudo é possível”, declarou o executivo da companhia aérea após participar do XVII Fórum Internacional de Logística, no Rio.

Empresa aérea analisa as possíveis rotas, que serão anunciadas ao longo de 2012, quando a empresa comemora o quarto aniversário de fundação (Foto: PAULO VITOR/AE – 24/11/2010)
Hoje, Gol e TAM dominam o mercado de voos para a América do Sul e a Avianca (ex-OceanAir) tem uma participação marginal, apenas com voos para a Colômbia.
Nas rotas internacionais operadas por empresas brasileiras, incluindo outras regiões do mundo, a TAM detém uma fatia de 88% e a Gol responde por 10,5%, enquanto a Avianca não chega a 1,5%, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), referentes a julho.
Conexão Buenos Aires
Embora Dau não tenha citado nenhum país específico, as aéreas brasileiras olham com atenção para as rotas para a Argentina, consideradas promissoras.
Apesar da alta demanda por transporte aéreo entre o Brasil e o país vizinho, a entrada de outras empresas brasileiras nesse mercado têm enfrentado um entrave: a negativa da concessão de mais frequências pelas autoridades de Buenos Aires.
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Semana termina com alívio na Bolsa
- 13 de agosto de 2011 |
- 10h31 |
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Categoria: Indicadores, Investimentos
Depois de uma semana de grande tensão, as bolsas de valores no Brasil e no mundo fecharam com ganhos, ontem. De acordo com analistas, o mercado internacional passou por um processo de acomodação nos últimos dias, após a forte queda na segunda-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou um tombo de 8% na primeira sessão da semana.
A Bovespa encerrou o pregão de ontem com valorização de 0,24%, aos 53.473 pontos, na quarta alta consecutiva. Com isso, o Ibovespa conseguiu fechar a semana com ganho de 1%, apesar da forte turbulência internacional. No mês, porém, a Bolsa ainda acumula perda de 9,09% e, no ano, registra recuo de 22,84%. No mercado de câmbio, o dólar fechou cotado a R$ 1,6130, em queda de 0,25%.
Na Europa, a Bolsa de Londres avançou 3,04%; Paris, 4,02%; e Frankfurt, 3,45%. Em Nova York, o Dow Jones terminou o pregão em alta de 1,13%; S&P avançou 0,53%; e Nasdaq ganhou 0,61%. Na semana, acumularam, respectivamente, quedas de 1,53%, 1,71%, e 0,94%.
A semana começou caótica após o rebaixamento da nota de risco dos Estados Unidos. Apesar do relativo alívio ontem, os temores com a economia mundial persistem. Dúvidas sobre a duração da crise nos EUA e na Europa e a possibilidade de uma nova recessão mundial continuam levando instabilidade às bolsas.
Itália
As altas de ontem repercutiram o anúncio feito na noite de quinta-feira de que França, Bélgica, Itália e Espanha proibiram vendas a descoberto de ações do setor financeiro (venda de um papel no mercado com a expectativa de recomprá-lo depois por preço inferior).
Ontem, pressionada pela Europa, a Itália anunciou um novo pacote de austeridade para cortar 45,5 bilhões de euros em gastos e, assim, evitar um contágio da crise da dívida. O programa inclui acabar com 1,5 mil prefeituras, instituir impostos sobre fortunas, fazer privatizações e terminar com feriados. O objetivo do governo italiano é alcançar um equilíbrio fiscal até o fim de 2013.
Crise longa
“Temos de nos preparar para um longo período de crise.” A frase foi dita ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, aos ministros de Economia dos 12 países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), reunidos na capital argentina, Buenos Aires, para debater a necessidade de uma “blindagem regional” financeira.
Mantega deixou claro que a América do Sul precisa estar alerta para “eventuais agravamentos da crise mundial”. “Temos também de estar prontos para uma crise mais longa nos países avançados, de modo a aproveitar a situação que existe hoje nos países da América Latina.”
Segundo ela, “a economia latino-americana é sólida porque conseguiu níveis de crescimento maior e combinou isso com solidez fiscal e monetária”. Para o ministro, “este é o século da América Latina”. “Mas só conseguiremos fazer isso se nossas economias se integrarem mais.”
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