Aquecido, mercado de luxo paga até R$ 8 mil em lojas
- 13 de agosto de 2012 |
- 22h50 |
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Categoria: Agenda, Análise, Carreira, comércio, emprego, Serviços
JOSÉ GABRIEL NAVARRO
O mercado de produtos e serviços de luxo ignora a retração da economia e segue firme em alta: está contratando, com salários médios de R$ 5 mil, mas que podem chegar a R$ 8 mil, dependendo da companhia. De acordo com a empresa de recrutamento Asap, o número de vagas no ramo cresceu 23% no primeiro semestre de 2012, em relação ao mesmo período do ano passado.
“E deve se manter nesse ritmo, ou até aumentar, ao longo deste segundo semestre e de todo o ano de 2013”, diz o sócio-gerente responsável pelo segmento de luxo da Asap, Paulo Bivar. A previsão vem de números que explicam o enriquecimento vivido por alguns brasileiros.
O número de milionários no Brasil cresceu 6,2% em 2011 em relação a 2010, chegando a 165 mil, segundo um estudo da gestora de ativos RBC Wealth Management com a consultoria Capgemini. Como consequência, o mercado de luxo deve crescer 20% em 2012.
O aumento nas contratações entre as grandes marcas de roupas e sapatos está em sintonia também com o crescimento de vagas nas áreas de vestuário, tecidos e calçados em geral. Esse setor liderou as contratações no território paulista em maio, quando admitiu 6,5% mais funcionários que em abril, segundo divulgou ontem a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Segundo ele, o salário médio de quem ingressa no varejo de grandes grifes internacionais é de R$ 5 mil. Um vendedor de concessionária de veículos luxuosos pode receber até R$ 8 mil mensais. “Mas, sempre que falamos desses cargos, temos de lembrar que há pessoas abaixo, dentro e acima das metas de vendas”, ressalva o sócio-gerente da Asap. As vagas são anunciadas normalmente em sites de recrutamento e seções de classificados dos jornais.
Saber vender é essencial, como em qualquer área do varejo. Porém há pormenores importantes para conquistar uma vaga. “É preciso ser sofisticado. Os candidatos devem ter boa cultura geral, conhecer outros idiomas, outros países. Não precisa ser rico, mas ter elementos sofisticados na rotina: visitar exposições, ir ao cinema, viajar sempre que puder”, explica o diretor do programa de MBA em gestão do luxo da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Silvio Passarelli.
“Quem quer entrar nesse mercado, tem de investir”, concorda Bivar, da Asap. “Você tem de conhecer muito da marca para qual trabalha e dos concorrentes, e tem também de viajar, trazer a realidade de ambientes interessantes para o seu dia a dia, ter pontos de interesse em comum com o cliente”, resume.
É gente com esse perfil peculiar que o arquiteto Túlio Xenofonte e o designer Eduardo Toledo, sócios da TXT Arquitetura, procuram. Fundado há quase quatro anos, o escritório quer mais um arquiteto e um produtor para dar conta do volume de encomendas. Ano passado, a TXT executou 20 projetos de alto padrão. Em 2012, apenas até agosto, já realizou 15.
“O ideal é que o funcionário tenha jogo de cintura, saiba lidar com clientes que gostem de atendimento diferenciado”, conta Xenofonte. “A clientela abrange tipos muito diversos, que têm em comum o alto grau de exigência. Às vezes, o contratante pode marcar uma reunião no local onde ele pratica seu hobby, por exemplo. Entramos na atmosfera do cliente para entender a melhor forma de fazer uma casa para ele.”
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Locação de escritório sobe 16,3% no 1º tri em São Paulo
- 26 de junho de 2012 |
- 16h30 |
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Categoria: Aluguel, comércio, Serviços
CIRCE BONATELLI
O preço médio de locação de escritórios de alto padrão na cidade de São Paulo subiu 16,3% no primeiro trimestre de 2012 ante igual período do ano passado e avançou 2,5% ante o último trimestre de 2011. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pela consultoria imobiliária Colliers International.
No fim de março, o preço médio para locação de um imóvel corporativo chegou a R$ 121,5 o metro quadrado na capital paulista. Os valores mais altos foram verificados na região da Faria Lima e do Itaim Bibi, na zonal sul, onde o metro quadrado saía por R$ 185 e R$ 163, respectivamente. O menor preço do metro quadrado foi encontrado na Barra Funda, na zona oeste, por R$ 65.
A taxa de vacância (porcentual de imóveis vagas dentre o total disponível para locação) em São Paulo chegou a 2,9% no fim de março. Esse valor representa uma alta de 1,7% ante o verificado um ano antes.
A pesquisa também mostra que o mercado imobiliário de escritórios de alto padrão continua demonstrando sinais de aquecimento. Até o fim de 2012, está prevista a conclusão de 388 mil metros quadrados de novos empreendimentos na cidade, o que representa um crescimento de 26,7% ante o estoque total de imóveis do setor em 2011.
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Aluguel de escritório em SP supera o do Rio
- 11 de maio de 2012 |
- 15h17 |
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MARIANA GAZZONI
As empresas nunca pagaram tão caro para alugar escritórios de alto padrão em São Paulo quanto no primeiro trimestre deste ano. É o que aponta pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield. A disparada de 34% nos preços, na comparação com o mesmo período de 2011, levou São Paulo a superar o Rio de Janeiro como cidade mais cara para alugueis de escritórios pela primeira vez desde 2009.
Nos três primeiros meses do ano, o preço médio de locação de imóveis corporativos de alto padrão em São Paulo foi de R$ 123,7 por metro quadrado, o maior desde que a Cushman iniciou a pesquisa, em 1995. No Rio, os valores médios encerraram o primeiro trimestre em R$ 120,7/m², uma queda de 7,7% en relação aos três primeiros meses de 2011.
“A elevação de preços em São Paulo é um resultado do aquecimento deste mercado e da entrega de edifícios mais modernos, onde o aluguel é maior”, disse a gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman, Mariana Hanania.
A Cyrela Commercial Properties, por exemplo, conseguiu elevar seu preço médio em 14% no período com a entrega de imóveis mais modernos e com a renovação de contratos antigos, feita a cada três anos. “Mas tivemos casos na avenida Faria Lima em que o aluguel saltou de R$ 120 por m² para R$ 165”, disse o presidente da empresa, Roberto Perroni. “O que puxa o mercado são as empresas que abrem escritórios na cidade e as que mudam para edifícios mais novos.”
A queda dos valores no Rio se deve, segundo a executiva da Cushman, à entrega de um volume grande de imóveis na Barra da Tijuca. Neste bairro, os preço é menor que em outras regiões, como a Zona Sul e o Centro, levando a uma queda na média de valores de locação na cidade.
Oferta
Um número recorde de entregas de imóveis comerciais de alto padrão é esperado para o mercado brasileiro em 2012. A Cushman estima que as oito capitais pesquisadas por ela receberão 1 milhão de metros quadrados de escritórios, o dobro do ano passado.
O maior volume de entregas deve ser em São Paulo, de 498 mil m², segundo estimativas da Cushman. No primeiro trimestre, 22% desse montante chegou ao mercado. O resultado foi uma elevação da taxa de vacância para 11,7%, contra 6,9% no mesmo período de 2011. A metodologia da Cushman considera vagos os imóveis desocupados, mesmo que eles estejam pré-locados. “É um efeito pontual. Muitos prédios vazios já foram alugados”, disse Mariana.
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Capitais concentram 75% da oferta de hotéis no País
- 25 de abril de 2012 |
- 20h35 |
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Categoria: Agenda, Análise, Serviços
A capacidade hoteleira no Brasil está predominantemente concentrada nas capitais e regiões metropolitanas, com quase 75% da oferta nacional. Este é o resultado de pesquisa que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou hoje complementando as informações anunciadas em fevereiro, que revelou que o Brasil ainda não dispõe de hotéis suficientes para atender à demanda de turistas esperados para a Copa de 2014.
Os hóspedes mais exigentes terão de antecipar suas reservas se quiserem manter um alto padrão de conforto durante sua permanência no País durante o evento. De acordo com a pesquisa do IBGE, o Brasil dispõe de pouca oferta de estabelecimentos de luxo ou superior/muito confortável: apenas 12,6% do total.
Os classificados como médio e baixo conforto/qualidade correspondem a 87,4% do total, sendo 27,4% considerados turístico/médio conforto, 38,3% econômicos e 21,7% simples. Os apart-hotéis e flats concentram maior proporção de categorias luxo e superior/muito confortável (41,5%), seguidos pelos hotéis (19,8%), estes com uma maior proporção de estabelecimentos na categoria luxo (5,8%). Os estabelecimentos com padrões inferiores de conforto estão mais concentrados nas pensões de hospedagem, nos albergues turísticos e em outros tipo.
Também concentram-se nas capitais e seu entorno 76% das unidades habitacionais do País. Para os dois grandes eventos internacionais que o Brasil vai sediar – Copa e Olimpíada de 2016 – a oferta de hospedagem em residências está sendo apontada como alternativa à insuficiência de hotéis.
Regiões Metropolitanas
Quatro regiões metropolitanas respondem por 40,6% do total de estabelecimentos, 46,3% das unidades habitacionais e 44,2% da capacidade total de hóspedes. A Região Metropolitana de São Paulo registrou 1.323 estabelecimentos (17,7%), 68.858 unidades habitacionais (21,0%) e capacidade de 146.381 hóspedes (19,7%). Já a RM do Rio de Janeiro, detinha 609 estabelecimentos (8,1%), 38.565 unidades habitacionais (11,8%) e capacidade de 83.130 hóspedes (11,2%). Na RM de Belo Horizonte foram encontrados 589 estabelecimentos (7,9%), 21.809 unidades habitacionais (6,7%) e capacidade de 48.393 hóspedes (6,5%).
A maior concentração da rede hoteleira, porém, ocorreu principalmente em Fortaleza (CE), que detinha 76,5% dos estabelecimentos (280), 85,2% das unidades habitacionais (12.188) e 82,4% da capacidade total de hóspedes (28.987). No outro extremo encontrava-se Recife (PE), com 43,3% dos estabelecimentos (161), 48,4% das unidades habitacionais (7.216) e 45,6% da capacidade total de hóspedes (15.244). Excetuando-se o município da capital, a cidade com maior rede de hospedagem era Ipojuca (PE), que concentrava 25,3% dos estabelecimentos (94) localizados na região metropolitana de Recife.
A RM de Salvador concentrou 516 estabelecimentos (6,9%), 21.591 unidades habitacionais (6,6%) e capacidade de 50.158 hóspedes (6,8%).
Embora a RM de São Paulo registre o maior número de estabelecimentos de luxo e superior/muito confortável (174), a maior proporção está na RM do Rio de Janeiro, que concentra 18,2% dos estabelecimentos nesta categoria.
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Construtoras planejam entrega recorde de escritórios
- 11 de fevereiro de 2012 |
- 8h02 |
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Categoria: Imóveis
Marina Gazzoni
O mercado imobiliário de São Paulo e do Rio deverá ter recorde de entrega de edifícios comerciais de alto padrão em 2012, de acordo com pesquisa da consultoria Cushman & Wakefield. Só em São Paulo, as construtoras estimam entregar 570 mil metros quadrados de escritórios “classe A”, cinco vezes mais do que o volume registrado em 2011 e um aumento de 28% em relação ao estoque total.
A expansão em São Paulo se justifica, em parte, pelo atraso na entrega de empreendimentos previstos para 2011 e antecipação de projetos que seriam finalizados em 2013, afirmou a gerente de Pesquisa de Mercado para América do Sul da Cushman, Mariana Hanania.

As avenidas Faria Lima (imagem) e Paulista e o bairro Itaim Bibi são os endereços com aluguel mais caro em São Paulo (Foto: JONNE RORIZ/AE)
A taxa de vacância de escritórios de alto padrão em São Paulo caiu 2,4 pontos porcentuais em 2011, para 7,8%, o menor nível registrado desde 2008. A redução dos espaços vagos se refletiu no valor do aluguel, que atingiu em 2011 a máxima desde 1995, quando a pesquisa foi iniciada. O preço médio do metro quadrado na cidade ficou em R$ 114 ao mês no fim do ano passado, uma alta de 24% em relação a 2010.
Para Mariana, o aumento da oferta no mercado paulistano deve elevar a taxa de vacância e estabilizar os preços, em média. Mas, segundo ela, não há risco de bolha. “Esse aumento reflete o ótimo momento pelo qual passa o mercado. O que tem sido entregue em São Paulo está sendo absorvido rapidamente”, disse.
As construtoras responderam à demanda com mais lançamentos nos últimos anos, que estão sendo finalizados agora. A Brookfield estima que cerca de 10% dos seus negócios estão focados em edifícios comerciais de alto padrão em São Paulo e no Rio. “É um negócio que exige mais capital, mas traz margens maiores. É uma forma de diversificar nossa atuação”, afirmou o diretor executivo da Brookfield, Alessandro Vedrossi.
Neste ano, a empresa contribuirá para o aumento da oferta no mercado. Um único empreendimento, por exemplo, entregue no fim de janeiro e localizado na avenida Faria Lima, um dos mais cobiçados endereços comerciais de São Paulo, adicionou ao mercado uma oferta de 70 mil metros quadrados. O empreendimento está 100% previamente locado desde a metade do ano passado, por mais de R$ 170/m² ao mês.
A Brookfield não está sozinha. A Regus, multinacional britânica que oferece espaços comerciais, pretende abrir quatro novos centros empresariais em 30 dias. Com isso, a empresa terá 30 complexos, o triplo de 2010. “Existe escassez de produtos. Temos centros 100% ocupados em diversas regiões”, disse o diretor-geral da Regus no Brasil, Guilherme Ribeiro.
Assim como Ribeiro, o executivo da Brookfield não espera excesso de oferta de escritórios de alto padrão. Vedrossi vê dois movimentos de demanda no segmento. São empresas em expansão, que precisam de espaços maiores, e companhias com sede em prédios antigos, que buscam edifícios mais modernos.
Carioca
No Rio, o recorde de entregas de escritórios de alto padrão foi quebrado em 2011. No ano passado, chegaram ao mercado 148 mil m², mais do que o pico do setor, registrado em 2008. Para 2012, a expectativa do mercado é superar 2011 e entregar 220 mil m² de imóveis comerciais no segmento, segundo a pesquisa da Cushman.
Em 2011, o preço médio do aluguel desses imóveis caiu 10% no Rio de Janeiro, para R$ 120/m² ao mês. Mesmo assim, a cidade registra o maior valor de locação das seis capitais analisadas pela Cushman. “A queda foi pontual. Foram entregues muitos edifícios na Barra, que é um bairro com aluguel mais barato que o Centro, o que puxou a média para baixo”, explicou Mariana.
A estimativa dela é que os preços de locação no mercado corporativo voltem a crescer no Rio este ano. A previsão de entrega de novas unidades em bairros mais caros, como o Centro, deve elevar o preço médio.
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