Juros para financiamento de carros estão mais altos
- 15 de dezembro de 2011 |
- 0h21 |
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Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito
GISELE TAMAMAR
Financiar um carro está mais caro do que antes das medidas anunciadas pelo Banco Central (BC), há um mês, quando foi retirada parte das restrições envolvendo operações de crédito em até 60 meses. Isso porque bancos e financeiras não baixaram os juros, ao contrário, das 11 instituições financeiras pesquisadas pelo JT, sete elevaram o custo do crédito na comparação com as taxas cobradas nos dias 11 de novembro e 1º de dezembro, data do último levantamento do BC.
Na prática, a autoridade monetária pôs mais dinheiro nas mãos dos bancos. O BC fez um ajuste na regra que determina que instituições financeiras mantenham uma reserva para garantir os financiamentos. Antes, o banco precisava ter em caixa R$ 16,50 para cada R$ 100 que fossem emprestados. A exigência caiu para R$ 11. Assim, sobra mais dinheiro para ser colocado no mercado, o que poderia reduzir os juros.
O economista Ayrton Fontes, da consultoria especializada em varejo automotivo MSantos, explica que a queda da taxa não depende apenas desse fator. Como o sistema financeiro é interligado, a crise internacional, que prejudica a atividade econômica no PaÃs, deixa os bancos mais seletivos na hora de conceder o empréstimo.
O comportamento da inadimplência no setor também acende um sinal amarelo para os bancos. A taxa que sinaliza os atrasos superiores a 90 dias vem crescendo desde o começo do ano. Em janeiro, era de 2,6%. Em outubro, foi de 4,7%. Por causa desses fatores, é difÃcil fazer uma previsão de quando os juros vão cair e se vão cair.
“Os bancos não querem correr risco. Eles estão mais reticentes para emprestar, principalmente para a classe média emergente, que esta mantendo o mercado aquecidoâ€, afirma Fontes.
Levantamento feito no site do BC mostra que HSBC, Banco do Brasil, Santander, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Banco Gmac e Banco Volkswagen elevaram os juros. Apenas Itaú, Banco Fiat e Toyota reduziram (veja ao lado).
Demora
O professor de administração da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Adriano Gomes, afirma que a queda maior na taxa de juros pode demorar para chegar na ponta, ou seja, para o consumidor. “Se tem gente disposta a pagar essas taxas, nada vai forçar o banco a baixá-las. E o nÃvel de inadimplência tem crescido. Enquanto houver risco as taxas não tendem a cairâ€, diz.
Para quem planeja a compra de um carro, a orientação é juntar um valor para dar de entrada. Segundo Fontes, as taxas médias oscilam entre 1,4% e 2,5% ao mês, sendo que as menores são para a compra com entrada de 40% do valor do veÃculo e as maiores para os casos sem nenhum pagamento inicial.
“O comprador, em sua grande maioria, está preocupado se a prestação cabe no orçamento mensal e não tem a menor ideia nos juros cobrados. É importante prestar atenção na taxa e não financiar a compra do carro no longo prazoâ€, aconselha o vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-SP), José Dutra Vieira Sobrinho.
Outro alerta de Gomes é para o impacto da aquisição no orçamento. Para ele, a taxa de juros no nÃvel que está é extremamente alta para a aquisição de um automóvel. “Além disso, o veÃculo tem uma depreciação acelerada, custos de manutenção, imposto, combustÃvel e seguro. São gastos que comprometem boa parte do salário.†::
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Paulistanos estão mais propensos a consumir
- 2 de setembro de 2011 |
- 12h40 |
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Categoria: Agenda, Análise, Consumo, Inflação
MarÃlia Almeida
A Intenção de Consumo das FamÃlias (ICF) paulistanas permaneceu praticamente estável entre julho e agosto apresentando uma ligeira alta de 0,3% e apontando otimismo, de acordo com dados da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio).
O ICF, medido mensalmente pela Fecomercio atingiu 139,4 pontos em uma escala que varia de 0 a 200 pontos e denota otimismo quando acima dos 100.
A avaliação de consumidores que acreditam que o momento é favorável para aquisição de bens duráveis voltou a subir, apresentando alta de 4,9%, após cair 12% entre fevereiro e julho.
Segundo Fábio Pina, assessor econômico da entidade, adquirir bens duráveis exige planejamento e crédito. O volume de crédito ainda é alto, assim como a expectativa de renda, o que torna o cenário positivo.
De acordo com a assessoria técnica da Fecomercio, este movimento pode ser considerado um ajuste na percepção dos paulistanos, que entre fevereiro e julho enxergando a questão de forma negativa, fizeram o item Momento para Duráveis recuar no perÃodo.
O NÃvel de Consumo Atual e a Perspectiva de Consumo para os próximos meses também foram avaliados positivamente pelas famÃlias paulistanas, anotando aumento de 1,9% e 2,5% respectivamente. Impulsos que se devem, principalmente, ao arrefecimento no nÃvel de preços.
Por outro lado, os quatro itens restantes que compõem o ICF, Emprego Atual, Perspectiva Profissional, Renda Atual e Acesso ao Crédito, apresentaram retração de 1,5%, 2,1%, 1,1% e 1%, respectivamente.
A assessoria técnica da Fecomercio afirma, entretanto, que o resultado não é propriamente negativo e pode ser analisado com um simples ajuste na percepção das famÃlias, já que estão em patamares historicamente muito elevados, com 147, 139,2 152,8 e 157 pontos respectivamente.
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Indústria de SP cria 4 mil postos de trabalho em julho
- 10 de agosto de 2011 |
- 19h10 |
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Categoria: Indicadores, Ãndice, Indústria, Trabalho
Francisco Carlos de Assis
A indústria paulista criou 4 mil postos de trabalho em julho em relação a junho, segundo divulgou hoje a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O dado representou crescimento de 0,14% no nÃvel de emprego, sem ajuste sazonal. Com ajuste, houve queda de 0,02%. No acumulado de janeiro a julho, foram gerados 120 mil postos de trabalho.
Na comparação com julho do ano passado, a indústria de São Paulo acrescentou 61,5 mil vagas.
Dos 22 setores pesquisados, 11 contrataram em julho, nove demitiram e dois fecharam o mês estáveis.
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Acordo dos EUA é alÃvio de curto prazo
- 3 de agosto de 2011 |
- 16h22 |
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Categoria: Agenda, Análise, Contas públicas, Impostos
Denise Chrispim Marin
O acordo para aumentar o limite da dÃvida dos Estados Unidos adiou o risco da primeira suspensão de pagamentos da história do paÃs para 2013. Em curtÃssimo prazo, foi capaz de aliviar o governo e de acalmar os mercados. Mas, além de afetar duramente a fragilizada economia, a solução estampou a impossibilidade polÃtica de os EUA adotarem o ajuste necessário para pôr suas contas em ordem.
A ameaça de rebaixamento da nota de risco da dÃvida continua presente, assim como de uma futura suspensão de pagamentos.
“Esta não foi nem sequer a melhor solução possÃvel. No curto prazo, o acordo pode aplacar os temores dos mercados sobre a capacidade de os EUA pagarem sua dÃvida. Mas o método adotado pode prejudicar a economiaâ€, afirmou William Gale, sócio sênior para Estudos Econômicos do Brookings Institution.
“Não há um acordo fiscal finalizado. Há apenas um processo em andamento. Os cortes não foram suficientemente profundos nem estão asseguradosâ€, opinou J.D. Foster, especialista em PolÃtica Fiscal da conservadora The Heritage Foundation.
O acordo sancionado ontem pelo presidente dos EUA, Barack Obama, permitiu a elevação imediata de US$ 900 bilhões no limite da dÃvida federal, hoje de US$ 14,3 trilhões, e previu um corte de US$ 1 trilhão nos gastos correntes nos próximos dez anos – algo como 18% do orçamento federal. Mais US$ 1,5 trilhão em aumento do teto da dÃvida e US$ 2,2 trilhões em esforço fiscal serão definidos por uma “supercomissão†bipartidária até o inÃcio de novembro. “A batalha polÃtica vai continuar até o fim do anoâ€, resumiu Foster.
As circunstâncias desse embate polÃtico preocupam os dois economistas consultados pelo Estado. Gale assinalou o fato de as três medidas necessárias para criar um pacote fiscal efetivo continuarem barradas pelos dois partidos e suas facções à direita e à esquerda.
O aumento de impostos, afirmou ele, é uma “blasfêmia†para os republicanos; o corte de gastos com saúde, apesar de ser o maior problema do orçamento americano em longo prazo, é rechaçado pelos democratas; o corte de gastos de defesa tem difÃcil digestão em ambos os partidos.
“Isso pode criar uma nova situação de crise quando houver necessidade de novo aumento do teto da dÃvida federalâ€, afirmou Gale. “A questão é: o que vai acontecer a partir de 2013?â€
Nem Gale nem Foster mostraram-se seguros da capacidade de o acordo restituir a confiança de consumidores e investidores, prejudicada pelo ritmo lento de recuperação econômica e pelo debate sobre a questão fiscal.
Gale considera o momento impróprio para redução de gastos públicos federais – medida já em adoção por Estados e governos locais nos últimos três anos. “A melhor solução teria sido aumentar o teto da dÃvida, adiar a redução de despesas para o momento de recuperação mais forte da economia e fechar um pacote de médio prazo, com aumento de imposto e cortes de gastos.â€
Perdedores
Ambos os economistas concordaram com a vitória dos republicanos – em especial, sua facção mais à direita, o Tea Party – nesse processo. Segundo Foster, o presidente Obama e seus aliados “perderam feioâ€. Gale, porém, observou terem sido os americanos de renda baixa e média os reais perdedores. “Eles vão carregar o peso do corte de gasto e enfrentar a recuperação econômica anêmica e o aumento de longo prazo no desempregoâ€, afirmou Gale
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Vendas do varejo sobem 0,6% em maio ante abril
- 12 de julho de 2011 |
- 18h39 |
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Categoria: Consumo, Indicadores
Daniela Amorim
As vendas do comércio varejista brasileiro subiram 0,6% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatÃstica (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que esperavam um desempenho entre uma queda de 0,60% e uma expansão de 1,90%, e colado à mediana, de +0,65%.
Na comparação com maio do ano passado, as vendas do varejo tiveram alta de 6,2% em maio deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de uma alta de 3,70% a 8,50%, com mediana de 6,70%. Até maio, as vendas do setor acumulam altas de 7,4% no ano e de 9,2% nos últimos 12 meses.
Varejo ampliado
As vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veÃculos, motos, partes e peças e de material de construção, registraram crescimento de 1,0% em maio ante abril. A expansão da receita nominal no perÃodo foi de 0,5%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada pelo IBGE.
Na comparação com maio de 2010, as variações foram de 12,8% para o volume de vendas e de 14,5% para a receita
nominal. No acumulado do ano e dos últimos 12 meses, o setor apresentou taxas de 9,2% e 10,5% para o volume, e de 12,1% e 13,4% para a receita nominal de vendas, respectivamente.
A atividade de veÃculos, motos, partes e peças teve expansão de 25,9% nas vendas em relação a maio de 2010, acumulando nos cinco primeiros meses do ano e nos últimos 12 meses variações de 11,9% e 12,1%, respectivamente.
Segundo o IBGE, a redução de preços em função da concorrência puxou o resultado positivo, a despeito das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo para conter o crédito.
Na atividade de material de construção, houve altas de 11,7% nas vendas em relação a maio de 2010, de 12,4% no acumulado do ano e de 13,9% nos últimos 12 meses. O IBGE atribui o resultados à expansão do crédito imobiliário, aos investimentos do programa “Minha Casa Minha Vida”, e à manutenção do emprego e do nÃvel de renda.
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