SP triplica pequenas empresas formalizadas
- 5 de janeiro de 2012 |
- 13h43 |
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Categoria: Empreendedorismo, Empresas, Indicadores
GISELE TAMAMAR
O número de micro negócios formalizados na cidade de São Paulo já é três vezes maior do que o apurado no início do ano passado. Até 2 de janeiro deste ano foram contabilizados 151.321 empreendedores individuais, alta de 198% na comparação com o mesmo período de 2011, quando a capital registrou 50.614 formalizações.
Segundo a Secretaria Municipal do Microempreendedor Individual (Semei), as atividades de maior destaque na cidade são cabeleireiro, comerciante de artigos de vestuário e acessórios, manicure/pedicure, esteticista, costureira, promotor de vendas, doceiro, técnico de manutenção de computadores, pedreiro, organizador de eventos, alfaiate e eletricista.
Para o secretário especial do microempreendedor individual, Natanael Miranda dos Anjos, um dos fatores para o aumento das adesões foi a ação feita por equipes de formalização criadas a partir de uma parceria entre Federação das Associações Comerciais do Estado (Facesp), Associação Comercial de São Paulo e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O trabalho dos 60 agentes começou em março do ano passado com orientações para a adesão ao programa do Empreendedor Individual (EI). Esses profissionais atuam nas distritais da Associação Comercial e em locais de grande circulação de pessoas. Em janeiro, a partir do dia 10, eles estarão nas estações de metrô Carandiru, Penha e Sé.
Ao se formalizar, o empreendedor passa a contar com os benefícios previdenciários e redução da carga tributária. Além disso, ao atuar como pessoa jurídica o trabalhador pode participar de licitações públicas, consegue comprar produtos mais baratos, tem acesso ao crédito com menor taxa de juros e garante a confiança de empresas que precisam contratar diversos serviços com nota fiscal.
É o caso da promotora de eventos Rita de Cássia Teixeira da Rocha, 38 anos, que trabalha com decoração e organização de casamentos, festas infantis, debutantes e formaturas. Ela aderiu ao EI em novembro. “Como não tinha CNPJ algumas pessoas ficavam na dúvida em fechar contrato. Desde que resolvi me formalizar, fechar contratos ficou mais fácil.”
O cabeleireiro Adailton de Oliveira Maia, 29 anos, também está satisfeito. “Tenho mais segurança no trabalho e benefícios do INSS garantidos. E o valor que pago não é alto, cerca de R$ 32 por mês.”
Novidades
Em 2012, mais categorias poderão se enquadrar no EI. Além disso, o limite de faturamento anual para adesão passou de R$ 36 mil para R$ 60 mil. Também foram incluídas sete atividades: beneficiador de castanha, comerciante de produtos de higiene pessoal, técnico de sonorização e de iluminação, produtor de amendoim e castanha de caju torrados e salgados, fabricante de polpas de frutas, de produtos de limpeza e de sucos concentrados.
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