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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
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SP bate recorde na criação de emprego para jovens

Categoria: Trabalho

Gisele Tamamar

Nem mesmo a falta de experiência, considerada a principal barreira para o jovem entrar no mercado de trabalho, segurou o ritmo de contratações no primeiro quadrimestre na região metropolitana de São Paulo. O número de pessoas com idade entre 18 e 24 anos que conseguiu um emprego com carteira assinada foi recorde dos últimos dez anos em todos os grandes setores da economia: comércio, construção civil, indústria e serviços. Juntos, eles totalizam 354.608 vagas, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Para o professor da Fundação Vanzolini, Roberto Marx, o recorde é resultado de uma economia aquecida aliada ao processo de recomposição de vagas pós-crise.

O setor de serviços teve 187.437 postos criados, 19,89% a mais que 2009. Já o comércio registrou alta de 21,4%, com 83.754 vagas.

Segundo o assessor econômico da Fecomércio, Fábio Pina, os dois setores servem, muitas vezes, como a porta de entrada para o mercado de trabalho, o que justifica o destaque das áreas em número de contratações. “Dentro do setor de serviços, o trabalho temporário ganha importância porque é responsável por um grande número de contratações nas datas comemorativas”, alega Jismália Alves, diretora da Asserttem, associação das empresas do setor.

A indústria ocupa a terceira colocação entre os que mais geraram empregos, com 52.951 admissões. Em seguida, aparece a construção civil com 30.466 admissões, quase o dobro do registrado em 2001, quando 15.693 jovens conseguiram um trabalho.

De acordo com Atevaldo Leitão, diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Sintracon-SP), o cenário mudou e os jovens começam a enxergar uma boa oportunidade na construção civil. “O setor não é só mão de obra, fazer prédio. Os jovens estão se qualificando e as empresas estão investindo. Com isso, os jovens procuram funções, como administrador de obra, técnico de segurança e eletrotécnico, que oferecem melhores remunerações”, destaca Leitão.

O economista do Dieese, Sérgio Mendonça, pontua que o aumento de contratações não é exclusividade de uma faixa etária e atinge toda a população. No últimos anos, com exceção de 2009, a taxa de desemprego apresentou uma queda contínua e consistente. A taxa média foi de 13,4% em 2008 e 13,8% em 2009. “Se o ritmo de crescimento continuar, existe a possibilidade de a taxa cair abaixo dos dois dígitos”, acredita.

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