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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Smartphone: planos confundem consumidor

Categoria: Empresas, Internet, Serviços, Tecnologia

LUCIELE VELLUTO

Plano de 100 megabytes, pós-pago, pré-pago, pacote que sai por R$ 0,50 ao dia. As opções para quem quer contratar acesso à internet para o celular são muitas e escolher uma delas não é simples.

Como cada operadora apresenta o serviço da forma que considera melhor, seja por uso, por preço ou por tempo de conexão, o consumidor acaba tendo dificuldade para encontrar o pacote que lhe convém.

“Falta padronização para o serviço e para a forma de apresentar isso para o consumidor. O que mais dificulta é que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não regula o mercado de internet móvel. Cada um faz do que jeito que quiser”, afirma Veridiana Alimonti, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O mercado de internet móvel cresce pelo menos 7% ao mês no País. De acordo com dados da Anatel, copilados pela consultoria especializada em telefonia Teleco, eram 19,7 milhões de celulares inteligentes, os smartphones, em maio deste ano. O número subiu para 21,2 milhões em junho.

Segundo a Anatel, não há um projeto de padronização para o serviço de internet móvel, que na Grande São Paulo usa a tecnologia 3G. A agência também afirma que “não há uma regra precisa de comparação” entre os planos oferecidos para os consumidores.

Pela resolução atual da Anatel, apenas é possível fazer a comparação entre os pacotes oferecidos pela mesma companhia. “O consumidor tem o direito de pedir a cada seis meses um comparativo para a operadora entre todos os planos. Isso já poderá ajudar a verificar qual o pacote que se encaixa melhor dentro de seu perfil de uso”, explica a assessora técnica do Procon-SP, Marta Aur.

Para a agência reguladora é o perfil de utilização que irá ajudar a definir o plano e a empresa prestadora de serviço. “O cliente deve verificar o seu perfil e qual plano melhor se adapta às suas condições financeiras. Ou seja, para quem usa muito, o plano que cobra por dia é mais atrativo do que um que cobre por megabytes, mas para quem usa pouco, esse último é mais adequado”, aconselha a Anatel.

De acordo com o presidente da Teleco, Eduardo Tude, a média mundial consumida por mês é de 300MB, mas esse número pode ser menor no Brasil por causa do preço do serviço. “Para quem usa a internet móvel para acessar e-mails, redes sociais e navegar, essa quantidade de bytes seria suficiente”, explica.

Nomes atrapalham
O empresário Darwin Ribeiro, de 26 anos, definiu seu perfil antes de escolher a operadora para fechar um pacote de telefonia móvel e dados para seu iPhone 4. “Eu uso muito, já que utilizo profissionalmente a internet no celular. Procurei um pacote que tivesse acesso ilimitado, pois gasto entre 200MB e 400MB por mês. Com esse critério, pesquisei nas empresas e encontrei uma com preço promocional, que acabei escolhendo”, diz.

Mas a própria nomenclatura dos planos atrapalha consumidores como Ribeiro. Apesar do pacote que ele escolheu ser ilimitado, ele diz que há sim um limite de utilização e quando esse é excedido, a empresa reduz a velocidade da conexão. “Descobri que não existe serviço ilimitado. Sempre haverá um teto para uso de dados. Não posso dizer que estou satisfeito com o serviço, já que normalmente a velocidade é ruim e já fiquei na mão algumas vezes, mas é o que temos”, afirma.

Um conselho da técnica do Procon-SP é o consumidor procurar as operadoras, descrever seu perfil e esperar a oferta de plano. “Tem que dizer qual uso faz, quanto tempo. E assim ter a resposta de quanto isso representa em megabytes e, principalmente, em reais. Isso ajuda a fazer a comparação entre o que as empresas oferecem”, diz.

1 Comentário Comente também
  • 13/08/2011 - 13:53
    Enviado por: Estudante

    já tentei pedir esta perfilação a claro e eles desconheciam e foram no tipo de eu acho que….

    Portanto, para quem foi sugerir isto é #fail

    responder este comentário denunciar abuso

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