Serviços são os vilões da inflação em SP
- 7 de janeiro de 2012 |
- 10h15 |
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Categoria: Indicadores, Inflação, Serviços
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Os grandes vilões da inflação em São Paulo ao longo de 2011 foram vestuário (9,14%), despesas pessoais (8,98%), como, por exemplo, manicure, serviços financeiros, costureira, habitação (8,95%), que inclui aluguel e condomínio, e educação (8,95%). Esses gastos subiram mais do que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que ficou em 6,49%.
No Brasil, o índice bateu o teto da meta do Planalto, de 6,5%, mas o resultado ainda é o maior desde 2004 (7,6%). Especialistas apontam, no entanto, que os preços serão menos pressionados este ano e devem se estabilizar.
Mesmo porque, a inflação já vem apresentando uma desaceleração desde setembro, quando atingiu o pico de 7,31%, no acumulado do ano. “Podemos dizer que os primeiros meses de 2012 serão mais pressionados pelos gastos com matrículas escolares, IPTU (Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana), IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e outros tradicionais desta época. Após isso a tendência é estabilizar ou cair um pouco”, conta o professor de economia da Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Balian.
Para ele, a inflação deve chegar a 5% ao final de 2012. “As commodities (como milho e soja), que contribuíram para a inflação em 2011, tiveram redução de preços. E como alimento tem um peso grande no cálculo do IPCA (25%), este deverá ceder um pouco”, diz.
Por outro lado, conta Balian, o governo tem diminuído os juros. “Isso reduz despesas financeiras das empresas, que tendem a aumentar menos seus preços.”
O professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite, concorda. A desaceleração do índice ocorrerá, principalmente, porque não há mais espaço para o aumento real de salário. “O salário sobe quando a atividade econômica está aquecida e empresas precisam de mais funcionários. Mas o mercado não está mais tão aquecido”, aponta. Além disso, para ele, o dólar deve recuar. “Isso deve pressionar menos o valor dos importados.” O especialista também aposta em um índice em torno de 5% para 2012.
Aluguel e condomínio
Não é de hoje que o aluguel apresenta altas cada vez maiores. “Como vivemos com uma escassez de imóveis em São Paulo e a demanda é grande, muitos proprietários estão fazendo um reajuste superior ao índice contratual”, explica Cícero Yagi, economista e consultor do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).
Mas agora, o condomínio também têm pesado um pouco mais no orçamento. “O fato é que mais da metade das despesas com condomínio é composta por salários”, aponta Yagi. “E como grande parte dos trabalhadores tiveram aumento real de salário, isso refletiu na taxa”, acrescenta.
Outro fator a pressionar a inflação, explica Yagi, é que, as taxas condominiais são ajustadas mais de uma vez ao ano, e não apenas no aniversário do contrato.
Apesar disso, o economista do Secovi aposta que o setor chegará a um equilíbrio em 2012. “Pelo menos o número de negociações para reajustes entre inquilino e proprietário deve cair. Principalmente porque os salários não devem crescer muito e muita gente vai parar de procurar imóvel”, diz.
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