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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Consumidores unidos por grandes descontos

Categoria: Consumo, Empresas, Internet

A união de consumidores para obter descontos, uma prática de negociação antiga, está ganhando ares modernos com a proliferação dos sites de compras coletivas no País. Por meio de um deles, 5.075 internautas puderam contratar três meses de aluguel de DVDs na Blockbuster por R$ 3, um desconto de 98%. O modelo é uma iniciativa de empresários que perceberam que poderiam oferecer descontos ao mobilizar um número mínimo de pessoas para fazer uma compra.

Os novos investimentos no comércio eletrônico vêm a reboque dos bons resultados obtidos pelo setor no Brasil. No primeiro semestre deste ano, o setor faturou R$ 6,7 bilhões, um aumento nominal de 40% ante igual período de 2009, revelou relatório elaborado pela empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-bit.

Um dos sites de compras coletivas que estrearam este ano foi o Imperdível. Pedro Guimarães, um dos sócios, explica que o negócio é possível porque une o interesse de consumidores e empresários participantes. “Damos aos usuários um forte desconto e um guia de serviços da cidade. Aos parceiros, levamos um novo consumidor a custo zero”, diz.

Além de trazer novos clientes, as páginas eletrônicas de compras coletivas são um meio de reforçar uma marca, avalia o professor de marketing José Luiz Trinta, do Ibmec-RJ. “Uma oferta não vai influenciar o resultado da Coca-Cola, mas serve para formar uma imagem, introduzir um conceito ou estimular a experimentação”, diz.

A carioca Deise Lima, da galeria virtual Foto na Parede, foi uma das empresárias que apostou em uma parceria com um site de compras coletivas. Ela viu um aumento de 300% no número de visitas na página da galeria no dia em que a promoção foi ao ar no Peixe Urbano, o primeiro de compras coletivas no Brasil. “O maior benefício para nós foi a visibilidade que nos deu”, conta.

Todos seguem o mesmo modelo de negócios desenvolvido pela GroupOn nos Estados Unidos em 2008. Uma oferta é anunciada e um relógio começa a marcar uma contagem regressiva. Se até o fim da contagem o número mínimo de compradores estipulado não for atingido, a promoção é cancelada. Na prática, o número mínimo tem sido alcançado na maioria das ofertas, afirma Guilherme Wroclawski, um dos sócios do Zip Me, página criada para agregar as promoções de diversos sites de compras coletivas no País. “É difícil ver uma oferta não bater. Esse número mínimo está lá para ser batido”, diz.

Trinta, do Ibmec-RJ, concorda. “É da cultura brasileira a vontade de levar vantagem em transações, no sentido de fazer bons negócios. Gostamos de dizer para os outros que fizemos bons negócios”, comenta. O crescimento dos sites de compras coletivas tem sido ajudado pela popularidade de redes sociais como o Twitter no País. (Glauber Gonçalves)

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