Preço de ultrabooks espanta consumidor
- 22 de fevereiro de 2012 |
- 23h15 |
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Categoria: Agenda, Análise, comércio, Tecnologia
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Eles são finíssimos, leves, muito rápidos, mas são bastante caros também. Disponíveis no Brasil desde novembro do ano passado por um preço médio que gira em torno de R$ 3 mil, os ultrabooks, computadores portáteis que levam uma nova tecnologia propagada pela Intel, ainda esbarram nos valores para conquistarem o consumidor. No País, apenas algumas centenas de unidades foram vendidas até agora, segundo estima a consultoria ITData. Mas esse cenário deve mudar a partir do segundo semestre deste ano.
“A venda do produto precisa ter uma escala mundial maior para ter redução de preço. Além disso, ele ainda é importado no País”, afirma Ivair Rodrigues, diretor de pesquisa da ITData. Segundo ele, é possível que algumas empresas já estejam fabricando o aparelho aqui e as vendas mundiais tenham aumentado até lá. “A previsão é que, depois de julho, o ultrabook ja deva estar custando, em média, R$ 2 mil”, diz.
O ultrabook leva o sistema operacional Windows e foi desenvolvido para fazer concorrência com o Macbook Air, da Apple, criado em 2008. No momento, duas marcas importam o produto no Brasil, a Acer e a Asus.
Hoje, o Zenbook, ultrabook da Asus, custa de R$ 3.999 a R$ 5.999, dependendo do tamanho da tela e do espaço de armazenamento. Já os modelos da Acer custam de R$ 2.799 a R$ 3.999. “De uma maneira geral, os ultrabooks ficam, em média duas vezes mais caros que o notebook convencional. Mas o preço não deve demorar para cair com os avanços da tecnologia e criação de outros modelos”, prevê o gerente de produtos da Asus Brasil Marcel Campos.
O que encarece o ultrabook, além do design fino e a composição de seu material (feito de alumínio), que o deixa mais leve, é a nova tecnologia de armazenamento, o solid-state drive (SSD), que substitui o HD. “Em vez de o sistema de armazenamento ser composto de discos giratórios, com leitura magnética, se assemelha à memória de um pen drive”, explica Ricardo Roverso, professor da faculdade de tecnologia da Mauá.
Com isso, o computador fica mais estável e também gasta menos energia. “A bateria do ultrabook pode durar até 10 horas sem precisar carregar”, ressalta Campos. Roverso explica: “Se o aparelho precisa de um motor que gira para funcionar, é claro que gasta mais energia. Esse modelo não precisa disso .”
A rapidez com que o computador e os programas são ligados também é maior. “O ultrabook demora menos de 16 segundos para ligar, quando totalmente desligado e dois segundos quando está no modo ‘sleep’”, explica Campos, da Asus. Fica muito mais ágil também abrir programas como o Word, Excel ou Outlook. “O acesso é quase instantâneo”, acrescenta ele.
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