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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Pinterest, rede social de imagens, vira febre

Categoria: Internet, Tecnologia

Nayara Fraga

Uma espécie de mural de fotos e vídeos online está formando uma legião de fãs nos Estados Unidos. Chamado de Pinterest, o site e aplicativo para iPhone alcançou 11,7 milhões de usuários em janeiro, segundo a empresa de pesquisas comScore.

A notícia, publicada pelo site de tecnologia TechCrunch, é tida como histórica: nenhuma outra rede social ultrapassou a marca dos 10 milhões de visitantes únicos por mês tão rápido (sem considerar o Google+ e sites criados do Yahoo, que nasceram com vasta base de usuários).

Descrito pelo TechCrunch como “maravilhoso e viciante”, o Pinterest permite que o usuário crie seu próprio mural de imagens e siga o de outros usuários. “As pessoas usam o Pinterest para planejar o casamento, decorar a casa e organizar suas receitas favoritas”, diz a página que descreve o serviço. Ele pode ser conectado à conta do usuário no Twitter e no Facebook.

O conceito se assemelha ao de sites de bookmarks, como Del.icio.us, e ao do Facebook e do Instagram, no quesito fotos. Mas o processo de captar imagens da web, pelo plug-in “Pin It” (que o usuário pode acrescentar em seu navegador) é mais simples, como analisou a Time. Além disso, viajar pelos murais das pessoas, observando de cenas pitorescas a bactérias estranhas, é tão divertido quanto criar um mural, diz a revista.

Tempo
A atividade, aliás, tem consumido cada vez mais tempo dos usuários. De maio de 2011 a janeiro de 2012, a média mensal de minutos por visitante saltou de 13,7 para 97,8, segundo a comScore. Apenas Facebook e Tumblr têm mais tempo gasto por usuário — 7 horas e 2,5 horas por mês, respectivamente.

O público assíduo do Pinterest, segundo a pesquisa, seria composto por mulheres de 18 a 34 anos, de alta renda e que moram no interior dos EUA.

O modelo de negócios da rede social, no entanto, é questionável. Para conseguir receita, o Pinterest criou um programa de afiliados: por meio de links, produtos exibidos no site direcionam o usuário a uma possível compra. Mas são poucas as pessoas que compartilham fotos de mercadorias. A maioria curte o que vem de blogs. E ainda há quem acuse a empresa de manipular os links, alterando-os para ganhar dinheiro.

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