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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Petrobrás ofertará ações só em setembro

Categoria: Agenda, Contas públicas, Empresas, Investimentos

Leonardo Goy

A Petrobrás anunciou ontem à noite o adiamento da oferta pública de ações para setembro. Anteriormente, a direção da empresa petrolífera planejava realizar a capitalização em julho. O motivo alegado pela estatal é que há necessidade de aguardar a conclusão da avaliação do preço das reservas de petróleo de 5 bilhões de barris que serão usadas pelo governo no aumento de capital da companhia.

Ao admitir o adiamento, e relacioná-lo, em nota ao mercado, ao prazo para a precificação das reservas, a Petrobrás cita nominalmente duas vezes a “cessão onerosa” das reservas que serão usadas pelo governo na capitalização.

“Em virtude do exposto, a Petrobrás decidiu adiar a oferta pública de ações e estabeleceu como meta realizá-la em setembro do ano corrente, em montante necessário para viabilizar o financiamento do Plano de Negócios 2010-14, manter os níveis de alavancagem e pagar a referida cessão onerosa, conforme aprovada pelo Congresso Nacional e em fase de negociação com a União”, diz a nota ao mercado divulgada pela Petrobrás ontem à noite.

Na nota, a estatal disse que mudou seu cronograma com base na informação, divulgada ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), de que foi aprovada a contratação da consultoria Gaffney Cline Associates (GCA) para fazer, até agosto, a avaliação das reservas do pré-sal da Bacia de Santos, inclusive do poço que será usado na capitalização da empresa.

Como queria fazer a oferta de ações em julho, e sabia que a precificação das reservas — necessária para a cessão onerosa — demoraria até quatro meses, a Petrobrás vinha fazendo pressão para que o processo fosse agilizado.

A hipótese de usar a regra da partilha para ceder sem licitação uma reserva de cinco bilhões de barris, levantada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, surgiu como alternativa. Mas essa tese perdeu força com o anúncio, ontem, de que a ANP havia contratado a empresa que fará a avaliação, e, mais ainda, depois que a Petrobrás admitiu fazer a capitalização em setembro e, na prática, ajustou seu calendário ao das etapas necessárias à realização da cessão onerosa de reservas.

Anteriormente, a direção da empresa petrolífera planejava realizar a capitalização em julho - Foto: Marcos de Paula/AE

Anteriormente, a direção da empresa petrolífera planejava realizar a capitalização em julho – Foto: Marcos de Paula/AE

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