Petrobrás: lucro menor não assusta
- 10 de fevereiro de 2012 |
- 23h08 |
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Categoria: Agenda, Análise, Investimentos
GISELE TAMAMAR
O pequeno investidor que ficou assustado com o lucro da Petrobrás abaixo da expectativa e a queda das ações ontem deve manter a calma, segundo as recomendações dos especialistas. As expectativas em torno do mercado ainda são positivas no horizonte de médio e longo prazo para o investidor manter as aplicações.
Na noite de quinta-feira, a Petrobrás divulgou que seu lucro líquido foi de R$ 33,3 bilhões no ano passado, 5% menor que 2010, quando foi registrado R$ 35,2 bilhões. O número foi influenciado pelo desempenho do quarto trimestre, quando o lucro despencou para R$ 5,049 bilhões, queda de 52,38% em relação ao mesmo período de 2010 e 20,3% inferior ao apurado no trimestre anterior. O resultado negativo foi atribuído ao câmbio, preço interno do petróleo e ao consumo bastante alto de derivados no Brasil.

Apesar do desempenho de 2011 ter sido aquém do esperado, a expectativa da exploração da camada pré-sal põe a Petrobrás em destaque (Foto: DIVULGAÇÃO/PETROBRÁS)
Os números de 2011 decepcionaram o mercado e refletiram em queda nas ações da estatal na Bolsa de Valores. As ações prefereciais fecharam em baixa de 7,84% e as ordinárias caíram 8,28%. Mas na avaliação dos especialistas, a situação de ontem não deve motivar o investidor a vender seus papéis fora do prazo planejado.
“A Petrobrás continua e será por um bom tempo um investimento de longo prazo. A situação não é motivo de desespero”, aconselha Roberto Gonzalez, professor de governança corporativa da Trevisan Escola de Negócios.
Sem desespero
Para o professor de finanças do Insper Ricardo Rocha, o investidor de longo prazo não deve se desesperar. “É importante entender os motivos da queda, que foi a publicação de um resultado ruim. Não adianta sair do papel agora. As expectativas para a empresa são positivas. É a maior empresa de energia do mundo e ainda tem o pré-sal”, afirma Rocha.
O professor do Insper acredita que pode ser um bom momento para o investidor aprender estratégias de proteção, como o aluguel de ações. Em vez de deixar os papéis parados, é possível alugá-los e ganhar uma remuneração extra. “O investidor não pode ser acomodado e achar que a ação vai subir sempre. Ele precisa se informar sobre o mercado para não se desesperar com a baixa e não se iludir com a alta”, pontua Rocha.
“O investidor de Petrobrás deve ter um horizonte de médio e longo prazo. Por estar ligada a commodities (matérias-primas), as ações são muito sensíveis ao ciclo econômico. Ela cai ou se recupera rápido”, diz Richard Rytenband, economista e especialista em investimentos.
A cerimônia de posse da nova presidente da Petrobrás, Maria das Graças Silva Foster, será realizada na segunda-feira, no Rio de Janeiro. Rytenband afirma que o mercado vê como positiva a substituição de José Sergio Gabrielli por Graça Foster. “Ele tem um caráter político. Ela tem um perfil técnico, é próxima da presidente Dilma, é exigente e cumpridora de metas”, compara.
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