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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Paulistano vai comprar menos

Categoria: comércio, Consumo, Indicadores

GISELE TAMAMAR

A euforia pelo consumo na cidade de São Paulo está menor mostra pesquisa divulgada ontem pelo Programa de Administração do Varejo (Provar/FIA) e pela Felisoni Consultores Associados. Os dados indicam que 71,8% das pessoas ouvidas pretendem comprar bens duráveis neste primeiro trimestre. O número é 5,4 pontos porcentuais inferior ao registrado no mesmo período de 2010, quando o índice foi de 77,2%.

De acordo com especialistas, o ano passado foi atípico. Tanto que o primeiro trimestre geralmente registra queda em relação ao trimestre anterior, que é impulsionado pelas compras de fim de ano. Situação que não ocorreu em 2010, quando a intenção de compra atingiu 77,2% dos entrevistados ante os 77% do último trimestre de 2009. Na época ainda estava em vigor a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para linha branca e automóveis, que servia de estímulo para o consumo.

Hoje o cenário é diferente. O Banco Central anunciou em dezembro medidas para conter o consumo. E depois do melhor Natal dos últimos seis anos, o paulistano colocou o pé no freio e pretende comprar menos. Das dez categorias analisadas, sete registraram queda na intenção de compra pelo consumidor.

O casal José Bosco, 65, e Noemi Valverde, 56, não pretende comprar nenhum bem de alto valor no primeiro trimestre. “Minha situação não permite gastar. Sou aposentado e no começo do ano tenho que pagar IPTU, IPVA e a inspeção veicular”, afirma Bosco.

A comissária Katherine Fernanda de Oliveira Alves, 28 anos, também não pretende fazer grandes compras. Isso porque ela está grávida da Laura, com nascimento previsto para abril. “Só estou gastando o necessário até porque estou achando tudo muito caro.”

Maior gasto

Mas entre aqueles que pretendem comprar algum produto, a intenção é gastar mais em relação ao primeiro trimestre de 2010. A alta foi registrada em sete categorias. Nos itens da linha branca, por exemplo, o consumidor pretende gastar R$ 1.906, uma alta de 44,1%. Na avaliação do presidente do conselho do Provar, Claudio Felisoni de Angelo, a situação é resultado do efeito da inflação no bolso do consumidor, que já espera gastar mais por determinados produtos.

Para aqueles que vão às compras, a dica do professor do curso de Administração da ESPM, Adriano Gomes, é sempre pesquisar produtos da mesma categoria. “Além do preço, é preciso verificar as garantias, pós-venda e, principalmente conter a euforia e ter cautela na hora da compra.”

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