Paul McCartney traz R$ 67 milhões para SP
- 20 de novembro de 2010 |
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Ligia Tuon
A vinda de Paul McCartney a São Paulo vai muito além de satisfazer a expectativa dos fãs. Os dois shows do ex-beatle na capital paulista serão responsáveis por reunir um público de 140 mil pessoas para assistir às apresentações, sendo 56 mil (40%) de fora da cidade e que vão movimentar R$ 67 milhões na capital. A estimativa é da São Paulo Turismo (SPTuris).
“A tendência é que as pessoas que vêm de fora da cidade para o show passem quatro dias aqui (de sexta à segunda). Cada uma deve ter o gasto mínimo de R$ 1.200, o que totaliza uma injeção de R$ 67 milhões na economia paulistana”, afirma o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho. “Se considerarmos que o público do show é formado, de maneira geral, por pessoas de melhor poder aquisitivo, esse número deve ser ainda maior.”
O impacto de um show internacional dessas proporções não beneficia o comércio apenas momentaneamente. O dinheiro trazido por pessoas de outras regiões tem efeitos positivos também no mercado de trabalho. “Segundo pesquisa da Organização Mundial do Turismo (OMT), a cada R$ 12 mil injetados na economia paulistana, um emprego é mantido por um ano”, explica Carvalho. Portanto, os R$ 67 milhões são suficientes para garantir cerca de 5.500 empregos na cidade por um ano.

Trabalho de montagem do palco para o show de Paul McCartney, ontem, no estádio do Morumbi (Foto: Clayton de Souza/AE)
Um ano cheio
Os fãs paulistanos de bandas internacionais têm sido bem servidos em 2010. Só neste segundo semestre, se apresentaram na cidade bandas de rock e pop como Aerosmith, Metallica, Black Eyed Peas, Green Day e Bon Jovi. Sem contar os festivais como Natura Nós e o Planeta Terra, que será realizado amanhã. Ambos trouxeram grupos estrangeiros como Jamiroquai e Smashing Pumpkins.
“Em 2009, não tivemos tantos shows grandes como neste ano. O movimento aumentou. Os organizadores viram que é um bom negócio, principalmente, porque o Brasil está se tornando um nicho de desenvolvimento”, analisa o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP), Ricardo Bartoli.
Ao lado de mega shows, eventos de outra natureza que a capital recebeu até agora em 2010 foram responsáveis por um recorde de ocupação hoteleira. “A cidade terá uma média anual de 72% de ocupação dos hotéis. Em 2009, esse número era de 67%”, afirma Carvalho.
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