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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Governo quer migração online de dívida

Categoria: Agenda, Análise, Bancos, Crédito

O governo vai facilitar a transferência eletrônica da migração de crédito de um banco para outro. A equipe econômica também estuda mecanismos para incentivar que empresas privadas façam convênios com um número maior de instituições financeiras para permitir a portabilidade do crédito consignado, aquele empréstimo com desconto no salário.

A portabilidade permite a migração de uma dívida de uma banco para outro, com taxas de juros mais baixas, sem a cobrança novamente do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre empréstimos.
Segundo o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira, a preocupação agora do governo é fazer uma regulamentação da portabilidade que a torne mais efetiva.

Oliveira admitiu que a parte “operacional†da migração de crédito não está funcionando, apesar de o governo ter concedido a isenção do IOF nessas operações e ter proibido que os bancos cobrassem a Taxa de Liquidação Antecipada (TLA) dos empréstimos.

“Como o sistema de portabilidade não funciona e como não tem TLA, o correntista toma o empréstimo e quita a outra dívida. Ele faz quitação e acaba pagando o IOFâ€, ressaltou Oliveira . Na avaliação do secretário, essa sistemática não pode ser considerada portabilidade. “A portabilidade é isenta de IOF. É transferir a dívida. Vale para pessoa física e jurídica. Eu devo para o banco A e transfiro a dívida para o banco Bâ€, explicou.

Ele antecipou que o governo estuda medidas para permitir que a operação de portabilidade seja feita eletronicamente, o que ainda não está ocorrendo. As regras deverão sair em breve.

Calote recorde no crédito para automóveis

Categoria: Agenda, Análise, Crédito

Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa

A inadimplência nas operações de crédito para compra de veículos bateu recorde em abril, mês em que as concessões recuaram e os prazos de financiamento voltaram a encolher, segundo o Banco Central. Os números estão entre os motivos que levaram o governo a anunciar na segunda-feira passada o pacote de redução de imposto e liberação de crédito para o setor.

A taxa de atrasos acima de 90 dias (prazo para classificação de inadimplência) passou de 5,7% em março para 5,9% no mês passado, maior porcentual da série iniciada em junho de 2000. Em dezembro de 2010, a taxa estava em menos da metade: 2,5%. Se forem contabilizados também os pagamentos vencidos a menos de 90 dias, o porcentual de dívidas em atraso mínimo de 15 dias sobe para 15% do total de empréstimos para compra de carros.

O aumento nos atrasos levou os bancos a reduzirem ainda mais os prazos, que caíram pelo 10º mês seguido e retornaram aos níveis da crise de 2009. Também cortaram a liberação de empréstimos, que recuou 10% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período de 2011.
“O prazo menor reflete a adoção de medidas para o setor de veículos e também a cautela maior dos bancosâ€, disse o chefe do departamento econômico do BC, Túlio Maciel.

A notícia positiva ficou por conta da redução nos juros para esses empréstimos, que chegaram a 26% ao ano em abril, menor porcentual desde dezembro de 2010 (25,2% ao ano).
Questionado sobre o que poderia ser feito para destravar o crédito para veículos, Maciel disse que a ampliação de prazos, compromisso assumido no início da semana pelos bancos junto ao governo, reduz o valor das parcelas mensais, o que pode atrair mais clientes para o setor.

“Historicamente, prazos maiores são um atrativo adicional para as concessões de financiamentoâ€, disse Maciel, que fez uma ressalva: “Ao mesmo tempo, prazos maiores significam risco maior. Portanto, é preciso ponderação e não necessariamente os prazos tendem a se estenderâ€, disse.

Cai valor de aluguel no litoral norte

Categoria: Aluguel, Agenda, Análise

CAROLINA MARCELINO

Os valores mais baixos dos imóveis para locação no litoral norte de São Paulo devem atrair o público no feriado prolongado de Corpus Christi, entre os dia 7 e 10 de junho. Com pouca procura, proprietários reduziram os preços das unidades para alugar em até 32% em comparação com o mesmo período no ano passado.

Pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci- SP) mostra que um apartamento de dois dormitórios em Ubatuba, por exemplo, que era alugado por R$ 346,36 no mesmo feriado de 2011, pode ser encontrado este ano por R$ 236,67.
Apartamentos com um ou três quartos também tiveram queda de mais de 30% no valor da diária. O turista que procura por uma casa também pode comemorar. O aluguel de uma com dois dormitórios em São Sebastião baixou 15%, de R$ 320 para R$ 270.

De acordo com o diretor de compra, venda e locação do Sindicato da Habitação (Secovi- SP) no Vale do Paraíba e no litoral norte, Marco Vasconcelos, a baixa temporada e a diminuição da procura determinam a queda no preço do aluguel. Outro fator importante, que acaba afetando tanto o proprietário do imóvel quanto o locatário, é a facilidade de crédito no mercado.

“A pessoa que alugava uma casa no litoral há alguns anos, consegue hoje comprar uma passagem aérea para qualquer lugar do mundo em 24 vezes. Já o proprietário do imóvel, está mais preocupado em investir em sua casa de moradia, ou seja, aluga sua casa na praia por qualquer preçoâ€, explica Vasconcelos.

A realidade é um pouco diferente para quem prefere o litoral sul. Destinos como Praia Grande e Peruíbe, estão mais valorizados. Uma casa de três dormitórios que era alugada por R$ 308 no Corpus Christi de 2011, hoje não sai por menos do que R$ 387,50. Um aumento de 25,81%.

Para grupos maiores, o preço é ainda mais salgado. Uma casa com quatro quartos sofreu um aumento de 214,29% no valor da locação. A diária que antes era de R$ 350, agora custa R$ 1.100.

Segundo o presidente do Creci- SP, José Augusto Viana Neto, o ideal é procurar imóveis com antecedência para fugir de preços altos. “Esse é o segredo para conseguir descontos e os melhores imóveisâ€, afirma.
Ele ainda recomenda que o turista procure sempre corretores e imobiliárias que atuam nessas cidades, por serem o meio mais seguro de evitar aborrecimentos com falsos proprietários e golpistas de ocasião.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) ainda orienta que o locatário exija um contrato por escrito ao fechar o negócio. Conhecer o local para verificar o funcionamento do imóvel, as condições dos móveis e para checar a vizinhança são essenciais antes de bater o martelo.

Santander Brasil diz que não está à venda

Categoria: Agenda, Análise, Bancos

Ãlvaro Campos

O Banco Santander Brasil negou ontem relatos divulgados pela imprensa de que está estudando a venda de uma fatia minoritária a um competidor no País. “O Banco não está à venda”, disse a assessoria de imprensa da instituição.

Nos últimos dias têm surgido especulações de que a matriz espanhola do Santander estaria analisando a venda de uma participação de até 40% na unidade brasileira, ou para o Banco do Brasil ou para o Bradesco.

Na quarta-feira, o Banco do Brasil negou os rumores de que estava em conversas para comprar uma fatia no Santander. E o Bradesco disse que não comenta especulações do mercado.

Segundo dados da empresa de pesquisa Austin Rating, o Santander Brasil tinha R$ 423,7 bilhões (cerca de US$ 212 bilhões) em ativos no fim de 2011, o que o deixa no quinto lugar na lista dos maiores bancos brasileiros. As informações são da Dow Jones.

Vírus de celular se multiplicam

Categoria: Agenda, Análise, Internet, Tecnologia

LUCIELE VELLUTO

O risco de ataques virtuais para quem tem smartphone e tablet com sistema Android é cada vez maior. Levantamento feito pela F-Secure, fabricante de software de segurança, mostra que o número de vírus que infectam esses aparelhos cresceu 270% nos três primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2011.

A F-Secure identificou 37 novos tipos de códigos maliciosos que podem afetar o sistema Android no primeiro trimestre deste ano, ante 10 no mesmo período de 2011. Em 12 meses, o número de ameaças em pacotes de aplicativos para a plataforma saltou de 139 para 3.069, um crescimento de 2.100%.

De acordo com Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure para a América Latina, o forte crescimento de vírus para Android ocorre porque esse sistema operacional é o mais usado em todo o mundo. “O Android é a plataforma que mais cresce no mundo, com mais de 850 mil ativações diárias de dispositivos e mais de 450 mil aplicativos disponíveis, segundo dados do Google. Logo, é natural que haja mais ameaças direcionadas para este sistemaâ€, afirma. No Brasil, metade dos 4,8 milhões de smartphones vendidos em 2011 tinham essa plataforma.

O aumento dos vírus para Android também está relacionado aos hábitos dos usuários de equipamentos de acesso móvel à internet, que optam cada vez mais por esse meio para movimentar e consultar suas contas bancárias.
No entanto, ao contrário do que é comum para quem tem um desktop ou notebook, a instalação de softwares de segurança em tablets e smartphones não é tão difundida. “As pessoas devem se reeducar digitalmente. Infelizmente os brasileiros não têm a mesma preocupação em ter seu dispositivo móvel protegido. Quase todo mundo tem um software de proteção em seu PC ou laptop, mas isso não se reflete no ambiente móvelâ€, diz Szymanskyj.

De acordo com o professor de MBA em gestão de segurança da informação da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcelo Lau, a infecção dos aparelhos de acesso móvel é feita por aplicativos maliciosos. “A maioria é de programas para entretenimento, que são os mais baixados, mas também escondem um código que pode roubar dados do usuárioâ€, explica.
Mesmo nas lojas das fabricantes do sistema operacional, como o Google para Android e Apple para IOS, não há garantia de que os aplicativos são seguros.

A recomendação do professor de informática do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Holderegger, é que se busque informações, como avaliação de outros usuários antes de baixar o aplicativo. “E veja se tem realmente a necessidade daquele aplicativo. Não se deve sair fazendo download de tudo por aíâ€, afirma.
Para se prevenir, existem vários antivírus gratuitos oferecidos pelas mesmas fabricantes de software para computador.
“Os gratuitos já ajudam bastante. Ele vai pode dizer se o aplicativo a ser baixado contém ou não código maliciosoâ€, afirma Holderegger.