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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Juro menor para comerciante

Categoria: Bancos, comércio, Crédito, Juros

LUCIELE VELLUTO

Os comerciantes, inclusive os micro e pequenos, que precisarem de crédito via antecipação de recebíveis neste mês poderão recorrer a uma linha com taxas de juros mais baixas. A iniciativa é do Banco do Brasil, válida para quem precisar adiantar o valor que será recebido com as vendas no Dia das Mães. A Caixa Econômica Federal já havia reduzido os juros dessa modalidade anteontem. Também ontem, o Itaú anunciou cortes de juros para os comerciantes que quiserem adiantar o recebimento do valor vendido no cartão de crédito (leia mais ao lado).

No caso do BB, a taxa de juros para capital de giro, em que os recebíveis em cheque pré-datado ou cartão de crédito são adiantados, passou para a partir de 1% ao mês — a taxa média antes cobrada para essa modalidade era de 1,30%. A nova taxa só vale para o mês de maio e a empresa precisa se tornar cliente do banco para conseguir essa vantagem.

O Itaú baixou a taxa mínima dos juros de várias outras modalidades. Uma delas é para capital de giro que tem como garantia o recebimento das vendas feitas com cartão de crédito, que será de 1,10% ao mês a partir da próxima segunda-feira. Já a antecipação de recebíveis terá juros a partir de 1,05%. Segundo a direção do banco, o comerciante só conseguirá a taxa mínima após análise de crédito e do perfil de risco da empresa.

Já a Caixa cortou a taxa de antecipação de recebíveis de cartões de 1,36% ao mês para 1% para empresas de todos os portes.

O economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, explica que é importante os bancos abrirem modalidades de crédito que atendam os lojistas. Mas, segundo ele, além de juros menores, o acesso também deve ser facilitado para quem precisa tomar esse tipo de empréstimo.

O economista da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Altamiro Carvalho, também reclama do acesso dos empresários a esse tipo de crédito. “Mais do que queda nos juros, o lojista também necessita de linhas de crédito que sejam simplificadas e de liberação ágil, principalmente quando se trata de capital de giroâ€, diz.

A antecipação de recebíveis é recomendada para os empreendedores que necessitam de dinheiro rápido para fechar as contas do mês, como pagamento de funcionários ou repor os estoques. As taxas de juros para essa modalidade costumam ser baixas porque há garantia de pagamento com as vendas a serem recebidas no futuro, principalmente com cartão.

Taxas menores
No entanto, Carvalho recomenda que o empresário pesquise entre os bancos. “Mesmo o BB reduzindo, esse não é o juro mais baixo atualmente no mercado. Vale a pena buscar mais de uma instituição, ver as condições, prazos e até a burocracia necessária. Dependendo do custo de abertura de crédito, o empréstimo também pode não valer a penaâ€, afirma.

Na tabela divulgada diariamente pelo Banco Central sobre capital de giro prefixado, a menor taxa média praticada é do Banco BVA, com 0,55% ao mês. O mais caro é o Omni, com 4,99% ao mês.

Preço do etanol cai 0,91% na semana em SP

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo

Eduardo Magossi

Os preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros subiram em 14 estados e recuaram em 12 e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada em 11 de maio de 2012. No período de um mês, os preços do etanol recuaram em 7 estados e no Distrito Federal e registram alta em outros 17 estados. Na Paraíba e Tocantins, os preços permaneceram estáveis.

Em São Paulo, maior estado consumidor, as cotações caíram 0,91% na semana. No período de um mês, as cotações do etanol registram queda acumulada de 1,97% nos postos paulistas. A maior alta semanal foi verificada no Acre, de 0,64%. A maior queda semanal foi verificada no Mato Grosso, de 3,41%.

O preço médio do etanol em São Paulo ficou em R$ 1,837 por litro ante R$ 1,854 na semana anterior. No Paraná, o preço médio ficou em R$ 1,989 (R$ 1,994 na semana anterior). No período de um mês, a maior queda foi verificada no Mato Grosso, onde a cotação média recuou 9,38%. A maior alta mensal foi verificada na Bahia, de 3,58%.

Na média de preços do Brasil, a gasolina segue mais competitiva que o etanol, de acordo com a ANP. Em relação à média do preço da gasolina no País, que foi de R$ 2,735 por litro, o preço do etanol é competitivo até R$ 1,9145 por litro. Como o preço médio do etanol no Brasil está em R$ 1,965, os preços da gasolina estão 2,57% abaixo do ponto de equilíbrio.

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,549 por litro, no Estado de São Paulo. O preço máximo foi de R$ 3,12 por litro registrado no Acre. Na média de preços, o menor preço médio foi R$ 1,837 por litro, registrado em São Paulo, e o maior preço médio foi registrado em Roraima, a R$ 2,555 por litro.

Vantagem
Os preços do etanol voltaram a ser competitivos no Estado de São Paulo e seguem competitivos em Mato Grosso, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana terminada em 11 de maio de 2012, compilados pelo AE-Taxas. Nos demais 24 estados brasileiros e no Distrito Federal, a gasolina segue mais competitiva.

Segundo o levantamento, o preço do etanol está hoje em 69,87% do preço da gasolina em São Paulo. No Mato Grosso, a relação está em 66,36%. Em Goiás, a relação está em 71,81% no período analisado, e no Paraná em 73,91%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima (preço do etanol é 88,78% do valor da gasolina) e no Piauí(+88,67%).

O preço médio da gasolina no Estado de São Paulo está em R$ 2,629 por litro, o que torna o etanol hidratado competitivo na região até R$ 1,8403. Na média da ANP, o preço do etanol em São Paulo ficou em R$ 1,837 por litro, 0,18% abaixo do equivalente à gasolina. Na semana, os preços do etanol caíram 0,91% nos postos no Estado de São Paulo, acumulando um recuo de 1,97% no período de um mês.

A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. No cálculo, são utilizados valores médios coletados em postos em todos os estados e no Distrito Federal. Quando a relação aponta um valor entre 70,00% e 70,50%, é considerada indiferente a utilização de etanol ou de gasolina no tanque de combustível.

Crédito em até 60 meses para compra de carro

Categoria: Tecnologia

Ligia Tuon

A Caixa Econômica Federal e o Banco PanAmericano anunciaram ontem uma linha de crédito promocional para veículos novos com taxas a partir de 0,97% ao mês e prazos de até 60 meses, para entradas de até 30% do valor total do automóvel. Trata-se da modalidade “Melhor de Carro Novoâ€.

Para contratar a linha não é necessário ser cliente de nenhum dos bancos. Basta procurar uma das concessionárias credenciadas com o PanAmericano. O produto passa a ser oferecido hoje.
O interessado deve ser maior de idade, ir a um ponto de revenda e apresentar um comprovante de renda, de residência e documentação de identidade. Além de preencher uma ficha cadastral no local.

“A aprovação é feita em torno de 30 minutosâ€, conta o diretor do PanAmericano, Sérgio Cipovicci.
É a primeira ação no setor de veículos novos que o PanAmericano faz após começar a se posicionar novamente no mercado. “Isso está coincidindo com o momento de promoções das concessionáriasâ€, diz o executivo.

Por conta da maior dificuldade dos consumidores em conseguirem crédito para o financiamento de automóvel, as taxas no mercado estão bem competitivas. O produto lançado com a parceria das duas instituições é mais uma opção para quem pretende comprar um veículo.
A iniciativa acaba apoiando o segmento para impulsionar as vendas que têm diminuído nos últimos meses.

Sobram carros nas lojas

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Consumo

LIGIA TUON

Com estoques elevados e numa tentativa de recuperar o ritmo de vendas, as concessionárias da capital estão financiando carros com até zero de juro. No entanto, para obter crédito nessas condições o consumidor tem de dar uma entrada que varia de 30% a 70% do valor do automóvel.

Essa iniciativa é consequência do maior rigor na concessão de crédito, prática adotada por causa da alta da inadimplência no setor, que subiu de 3% em 2011 para 5,7% neste ano. O resultado é visível: sobram carros nas lojas e nos pátios das montadoras.

O estoque de veículos registrado no último dia de abril, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foi o maior desde 2008 – de 366,5 mil unidades, o que equivale a 43 dias no ritmo atual de vendas. As vendas recuaram 14,2% em abril ante março. O cenário é justificado principalmente pela rigidez na concessão de crédito pelos bancos, já que 60% das vendas de automóveis são feitas por meio de financiamento.

“O brasileiro sobrecarregou muito seu salário com parcelas de vários financiamentos, e agora está com mais dificuldade de honrar as dívidas. Os bancos, por sua vez, ficam bem mais criteriosos para conceder o créditoâ€, explica o consultor da ADK Automotive Paulo Garbossa. E o setor automotivo está pagando a conta.

De acordo com o economista Ayrton Fontes, da MSantos, consultoria especializada no segmento de varejo de veículos, as concessionárias diminuíram até os gastos com publicidade por não terem mais margem na venda e, sobretudo, por não ganharem mais com venda de contratos aos bancos. “Apesar de os juros oferecidos serem até de 0%, a entrada, muitas vezes, deve ser superior a 50% do valor do veículoâ€, diz.

Nesta semana, a concessionária Honda Norte Vel, localizada na Avenida Braz Leme, zona norte da capital, baixou para 0,99% ao mês os juros para o financiamento de todos os carros novos. Antes, as taxas variavam de 1,4% a 2%. A exigência é que seja dada metade do valor do automóvel de entrada em, no máximo, 24 meses. Segundo um dos vendedores, os bancos estão bem mais seletivos em relação ao crédito e a empresa está tentando se desfazer do estoque para que a fábrica não tenha de parar de trabalhar.

A JAC Motors da Casa Verde, que fica na mesma região, também começou nesta semana sua promoção. O financiamento de toda linha sai pela taxa mensal de 0,99%, antes, o juro variava de 1,8% a 2%. Mas deve haver entrada de, no mínimo, 30% do valor. Para o modelo J6, a taxa é zero, com entrada de 50% em 24 meses.

Simulação
A economia é bem atrativa. Na compra de um J3 de R$ 36.900 financiado em 36 meses, com 30% de entrada a uma taxa de 1,97% (média do que era praticado antes), a parcela é de R$ 1.049.O mesmo carro a uma taxa de 0,99%, praticada agora, teria uma parcela de R$ 902 – uma economia de R$ 5.292.

Foi lá que o escrevente Ginésio de Souza Junior aproveitou para comprar seu carro. “Não ia trocar agora, mas não quis perder a oportunidadeâ€, diz. Na mesma avenida, a Chevrolet também baixou as taxas para 0,99% ao mês para qualquer modelo, desde que a entrada seja de 50% e pagamento em até 36 vezes. E juro zero para alguns modelos (leia mais na pág. 10J).::

Dilma pede mais redução de impostos

Categoria: Agenda, Análise, Economia Internacional, emprego, Indicadores, Indústria, Juros, Serviços

Adriana Fernandes

A presidente Dilma Rousseff pediu à equipe econômica que procure espaço para novas desonerações tributárias. O crescimento mais lento da economia brasileira renovou no governo a discussão em torno da necessidade de adoção, o mais rápido possível, de uma nova rodada de corte de impostos.

A expansão da atividade econômica no segundo trimestre do ano continua surpreendendo negativamente o governo e já se projeta internamente o risco real de crescimento anual inferior aos 3,5% previstos pelo Banco Central (BC) no relatório trimestral de inflação. Um mês depois do lançamento da segunda fase do Plano Brasil Maior, a presidente voltou a insistir que é preciso avançar na redução da carga tributária.

Segundo o Estado apurou, à medida que novos indicadores econômicos são divulgados, ganha espaço a percepção de que as ações adotadas nos últimos meses para estimular a indústria e, mesmo os efeitos da queda mais forte da taxa Selic, não serão suficientes para colocar a atividade econômica na velocidade desejada no segundo semestre.

A desvalorização do real em relação ao dólar, com a política de intervenção do BC, ajuda a reduzir as importações e fortalece o produto nacional, mas por outro lado o crédito não reage.

Os dados da economia no primeiro trimestre vieram muito aquém do esperado e os sinais neste início do segundo trimestre revelam um quadro também de dificuldades. A “conta†do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2012 já não é mais a projetada no início do ano pelo governo, quando se esperava alta em torno de 4,5%, com a economia ao final do segundo semestre crescendo a 5% ou 5,5%.

Agora, todos os esforços do ministro da Fazenda, Guido Mantega, são no sentido de tentar mexer nas expectativas e garantir pelo menos um crescimento entre 3,5% e 4% neste ano.

As perspectivas ruins para o cenário externo, com desaceleração econômica na Europa, reforçam o debate de que é preciso reduzir a carga tributária. Setores que não foram beneficiados na segunda fase do Brasil Maior poderão ser atendidos.
Os ministros do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e do Planejamento, Miriam Belchior, já vêm defendendo o avanço no corte de tributos, reverberando o discurso da presidente.

Inicialmente, a ideia da equipe econômica era deixar novas desonerações somente para o ano que vem, mas o quadro, segundo fontes, deve exigir uma ação mais rápida.
Técnicos do Ministério da Fazenda dizem que o problema será encontrar espaço fiscal, pois num cenário de crescimento econômico lento o desempenho da arrecadação também enfraquece. Mas, com as despesas com juros menores e a dívida líquida do setor público em trajetória de queda, há quem defenda uma flexibilização da política fiscal para estimular o crescimento.