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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Comércio lidera em número de empregos formais

Categoria: Agenda, Análise, comércio, Trabalho

DANIELA AMORIM

A geração de emprego e o aumento da renda levaram o comércio a assumir, pela primeira vez, a liderança no número de empregados assalariados com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Central de Empregos 2010 (Cempre), divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O comércio ficou com uma fatia de 18,7% dos 43 milhões de trabalhadores formais no País, à frente da indústria da transformação (18,6%), da administração pública (17,3%) e da construção (6,1%).

“Foi a primeira vez que o comércio assumiu a liderança no pessoal ocupado assalariado. O setor já liderava em número de empresas e em pessoal ocupado total (que inclui proprietários e sócios)”, explicou Denise Guichard, gerente de Planejamento, Disseminação e Análise do Cempre. “O que explica essa liderança é justamente o aumento da massa salarial, da renda, que levou a um aumento do consumo. Isso reflete em aumento do emprego no comércio.”

Denise também chamou atenção para a recuperação do emprego formal na indústria da transformação, puxada justamente pelos setores mais ligados ao consumo doméstico. Depois de um 2009 difícil, quando o setor contratou apenas 42.388 pessoas, houve recuperação na contratação em 2010, com a abertura de 527.002 vagas. “A recuperação na geração de emprego na indústria da transformação foi muito voltada também ao consumo, como produção de alimentos, bebidas e vestuário”, informou a pesquisadora do IBGE.

Na passagem de 2009 para 2010, o comércio gerou 601.887 novas vagas; a construção, 378.615; as atividades administrativas e complementares, 353.195; e o setor de transporte, armazenagem e correio, 351.408.

Juro já é menor na maioria dos bancos

Categoria: Agenda, Análise, Juros

WLADIMIR D’ANDRADE

Os cortes nos juros promovidos por bancos públicos em abril foram seguidos pelas instituições privadas e provocaram uma redução generalizada nas taxas das operações de crédito ao consumidor e à pessoa jurídica, mostra pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

As reduções para o cheque especial, por exemplo, vão de 0,16% a 56,12% do valor das taxas anuais. Mas, mesmo com grande parte da concorrência aderindo ao processo de redução dos juros, algumas taxas foram elevadas entre as duas datas de coleta dos valores comparados na pesquisa – 30 de março e 30 de abril.

A pesquisa refere-se às taxas médias cobradas em cada modalidade de crédito e avaliou os juros de seis instituições: Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC. No caso do cheque especial, a maior redução foi na Caixa, onde os juros do cheque especial caíram de 151,54% para 66,5% ao ano (recuo de 56,12%), chegando à menor taxa entre os bancos analisados. A menor queda (0,16%) foi no HSBC, que reduziu sua taxa anual de 217,98% em março para 217,63% em abril. O Santander foi o único que aumentou os juros do cheque especial, de 224,62% para 225,68% (0,47%).

A Caixa também fez a maior redução nos juros de empréstimo pessoal (18,62%), o que levou sua taxa de 31,68% para 25,78% ao ano. Entre os bancos privados, o maior corte foi feito pelo Itaú – de 62,15% para 55,91% ao ano (recuo de 10,04%).
Os cortes de juros da linha CDC Financiamento de Veículos não ocorreram em todos os bancos. O HSBC elevou a taxa de 21,41% para 23,58% ao ano. Nesse tipo de operação, porém, quem detém a maior taxa é a Caixa: 24,16%, ante 24,31% em março.

A linha de crédito de CDC-Bens Diversos para pessoa física teve cortes no Banco do Brasil (de 29,23% para 23,73% ao ano), Caixa (101,68% para 99,63%) e Bradesco (47,98% para 38,96%). Santander (52,69% para 56,99% ao ano) e HSBC (62,33% para 64,97%) aumentaram os juros nesse tipo de operação. O Itaú não teve suas taxas de CDC-Bens Diversos informadas.

Nas operações para empresas, houve cortes de todos os seis bancos para a linha de capital de giro e as maiores reduções foram na Caixa (23,43% para 13,62% ao ano) e HSBC (34,65% para 20,13%). No caso de desconto de duplicatas, enquanto a Caixa promoveu o maior corte (de 33,7% para 30,76% ao ano), o HSBC elevou os juros de 33,7%para 35,91%.

Selic menor não afeta inflação no curto prazo, vê Ipea

Categoria: Agenda, Análise, Indicadores, Inflação, Juros

GLAUBER GONÇALVES

O atual movimento de redução da taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central não deve gerar pressão inflacionária no curto prazo, avalia o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Um estudo que será divulgado na quinta-feira pela instituição em Brasília sustenta que, em momentos de desaceleração da economia, a queda dos juros não gera impactos imediatos na inflação.

“O momento de fazer cair a taxa de juros é o momento de desaceleração (do crescimento da economia)”, disse a diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Vanessa Petrelli, durante entrevista à imprensa para divulgação da Carta de Conjuntura de maio, na sede do instituto no Rio. Segundo ela, em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), os impactos de juros mais baixos também seriam menos significativos.

O Ipea estima para 2012 uma taxa de inflação entre 4,3% e 5,3%, com o IPCA (indicador da inflação oficial) convergindo para o centro da meta, de 4,5%. A principal contribuição para isso vem da redução das cotações do etanol e das commodities não energéticas, como alimentos, insumos industriais e matérias-primas brutas da agricultura.

Além disso, com a estagnação da produção industrial nos últimos anos, a ociosidade de parte da capacidade minimizaria os riscos de pressão de preços em um momento de retomada do ritmo de crescimento.

Embora avalie como positivos o atual ciclo de queda da Selic e as ações do governo para reduzir as expectativas futuras de juros, como as mudanças feitas na poupança, o coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea, Roberto Messemberg, descrê que sejam suficientes para que a economia brasileira deixe de dar “voos de galinha”.

Ele afirma que o governo deveria aumentar seus gastos com investimento e induzir o investimento privado, por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs), concessões e privatizações.

Inadimplência é a maior desde 2002

Categoria: Agenda, Análise, Crédito, Finanças pessoais, Indicadores

LUCIELE VELLUTO

A inadimplência do consumidor aumentou 4,8% no mês passado em relação a março, o que representa a maior variação para abril desde 2002. É o que mostra levantamento da Serasa Experian divulgado ontem e que considera as contas em atraso registradas na instituição. Como consequência da elevação no calote, a concessão de crédito pode se tornar mais rigorosa.
Na comparação com o mesmo mês de 2011, a inadimplência teve alta de 23,9% em abril. Em quatro meses, subiu 19,6%.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Carlos Henrique de Almeida, o normal seria o mês de março registrar calote em alta (em março houve alta de 4,9% ante fevereiro), já que é um período de acúmulo de dívidas com as contas de início de ano, e o mês seguinte apresentar uma queda no índice. “Mas não foi isso que aconteceu. Apesar de os consumidores terem colocado o pé no freio no final do ano passado, as dívidas são longas, o que continua a comprometer os pagamentosâ€, afirma o economista.

A previsão do mercado é que o nível de inadimplência continue elevado até este mês, mas comece a subir menos a partir de junho. “Espera-se uma queda gradual no próximo semestre. Poderia ser maior, mas temos os índices de inflação em alta, o que deve afetar o pagamento das contas em atrasoâ€, diz Almeida.

O presidente do conselheiro do Programa de Administração do Varejo, da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA), Claudio Felisoni, explica que as medidas adotadas pelo governo para reduzir o calote ainda não surtiram efeito. “A redução dos juros para o consumidor foi uma dessas medidas, mas ainda não houve tempo para a troca por uma dívida mais barataâ€, diz.

Difícil acesso
O reflexo da inadimplência em alta para o consumidor é o endurecimento do comércio em relação à concessão de crédito. “Será mais difícil tomar crédito ou conseguir venda a prazoâ€, comenta Felisoni.

A pesquisa aponta que as contas em atraso que mais contribuíram para o avanço do indicador foram as não bancárias, como cartão de crédito, financeiras, lojas em geral e de consumo. Em abril, o avanço deste indicador foi de 8,8% ante março. O valor médio da dívida entre janeiro e abril passou de R$ 312,44 no ano passado para R$ 386,70 neste ano, um aumento de 23,8%. Já as dívidas com banco subiram 4,3% no mês e 0,1% no valor médio registrado nos quatro primeiros meses do ano – hoje em R$ 1.285,47.

Na contramão, os títulos em protesto apresentaram queda de 13,7% em abril e os cheques sem fundo, 7,4%. No entanto, na média do ano, o valor da dívida dos títulos subiu 8,8% ante o mesmo período de 2011 – de R$ 1.251,68 para R$ 1.362,17 – e no cheque sem fundo aumentou 12,0% – de R$ 1.286,29 para R$ 1.440,76.

Cursos gratuitos de capacitação da Pro Telhanorte

Categoria: Agenda, educação, Trabalho

A Pro Telhanorte Marginal oferece durante o mês de maio dois cursos gratuitos de capacitação de profissionais instaladores do segmento da construção. Os treinamentos visam a especialização e o aprofundamento em técnicas novas do mercado da construção e da reforma.

Os cursos, com 35 vagas cada, são oferecidos na unidade Pro Marginal e as inscrições podem ser feitas diretamente na loja.

Com duração de duas horas, sempre das 19h às 21h, divididas em teóricas e práticas, as aulas ajudam o profissional a se especializar em determinadas áreas e aplicações. Ao fim do curso, o participante recebe certificado de formação.

Programação:
Avenida Presidente Castelo Branco, 7849, Ãgua Branca – São Paulo (SP)/Tel. 2505-3500
24/05 – Instalações prediais de esgoto – módulo 01 (Tigre)
29/05 – Instalações prediais de esgoto – módulo 02 (Tigre)