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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Mais aumento de salário para reter funcionário

Categoria: Agenda, Análise, Carreira, emprego, Trabalho

SAULO LUZ

Para evitar que seus funcionários sejam seduzidos por oportunidades oferecidas pela concorrência, cada vez mais empresas têm concedido aumentos salariais e até promoções a fim de segurar seus talentos. É o que indica pesquisa com mais de mil profissionais brasileiros realizada pela consultoria de seleção de executivos e profissionais especializados StautRH.

O levantamento mostrou que 38% dos profissionais receberam reajustes salariais para não mudar de emprego em 2011. Em 2010, isso ocorreu com 30% dos pesquisados, ou seja, houve crescimento de 27%. Além disso, o número de profissionais que foram promovidos para não deixar a empresa aumentou de 29% (2010) para 34% (2011) – alta de 17% de um ano para outro. Já a parcela de funcionários que decidiu ficar na empresa por conta do oferecimento de treinamento ou algum tipo de capacitação profissional se manteve estável em 47%.

“Em 2010 havíamos observado um mercado de trabalho extremamente aquecido, fruto da retomada da economia no Brasil e de uma demanda reprimida do ano anterior devido à crise de 2008 e 2009. Muitos profissionais se movimentaram, trocando seus empregos por outros com melhores salários e cargos de maior responsabilidade. As empresas, por sua vez, se deram conta disso e reagiram em 2011 promovendo seus melhores talentos e reajustando seus salários”, explica Luiz Alencar, sócio executivo da StautRH e coordenador da pesquisa.

Segundo Alencar, esse esforço para reter profissionais se passa, sobretudo, no caso de executivos (com salários acima de R$ 10 mil), mas também é visto em cargos não gerenciais de alguns setores. “Isso está acontecendo com especialistas – analistas financeiros, engenheiros, coordenadores e supervisores de setores – que ganham a partir de R$ 5 mil”, diz.

Renan Sinachi, consultor da Leme Consultoria de RH, confirma que muitos profissionais têm desistido de processos seletivos após contrapropostas salariais da companhia onde trabalham. “Isso ocorre em cargos gerenciais no setor de petróleo e gás. Mas também nos segmentos de tecnologia da informação, desde o cargo básico de programador até gerente de TI, e também na construção civil, do pedreiro ao engenheiro”, afirma. Sinachi acredita que o desaquecimento da economia este ano deve reduzir a disputa por trabalhadores. “No segundo semestre, prevemos que as empresas terão mais facilidade de encontrar bons profissionais.”

Paulo Teixeira, consultor da StautRH, viu na prática a dificuldade em contratar. Um dos finalistas de um processo seletivo recentemente avisou que havia desistido da vaga. “A empresa, ao perceber que vários de seus profissionais participavam de processos seletivos, convocou um a um e ofereceu ajustes funcionais e salariais na ordem de 20% para cada um deles, desencorajando-os a seguirem nos processos seletivos.”

Já Leandro Barbosa recebeu aumento para continuar como diretor de arte da agência publicitária em que trabalha. “No meu setor, há muita rotatividade e é normal receber propostas de outras agências. Mas não foi só o aumento que me segurou. Não adiantaria só isso, se o clima no trabalho não fosse bom”, conta.

É o que lembra a psicóloga Júlia Ramalho Pinto, que atua como coach (orientadora profissional): “Aumentar salário não é garantia de que vai reter o profissional. Isso é importante apenas para que não crie insatisfação, mas jamais vai criar motivação”, diz. Ela afirma que o que motiva o funcionário é reconhecimento, plano de carreira, bom ambiente e relacionamento com o chefe. “Sem isso, o salário só vai funcionar por um tempo e logo o empregado voltará a fica desmotivado.”

Aéreas de menor porte ampliam participação em abril

Categoria: Agenda, Análise, Empresas

A participação das empresas de menor porte no mercado doméstico cresceu 33% em abril, passando de 19% no mesmo mês de 2011 para 25,3%, segundo informou nesta segunda-feira a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Entre as seis empresas com participação no mercado doméstico superior a 1% em passageiros por quilômetro transportado, Avianca e Trip registraram o maior crescimento em abril, quando comparadas com igual mês de 2011. A participação da Avianca aumentou de 2,6% para 5% e a da Trip saltou de 2,7% para 4,3%.

Quanto à participação de mercado, TAM e Gol lideraram o mercado doméstico em abril de 2012, com participação de 39,9% e de 34,8%, respectivamente. Ainda segundo a agência, apesar do crescimento registrado pelas duas empresas no mês passado, na comparação com o primeiro quadrimestre de 2012 – quando a TAM ficou com 39,5% e a Gol com 34,4% -, a soma da participação de mercado das duas empresas em abril deste ano ficou em 74,7%. Esse resultado foi 7,8% menor que igual mês de 2011, quando essas companhias respondiam, juntas, por 81% do mercado.

No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, a participação das demais empresas cresceu 34% em relação ao mesmo período do ano passado. TAM e Gol tiveram perda de participação de mercado de 7,1% e de 9,5%, respectivamente, quando comparadas ao mesmo período de 2011.

Demanda e oferta
Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1%, Avianca e Trip apresentaram as maiores taxas de crescimento da demanda em abril de 2012 quando comparadas com o mesmo mês de 2011, da ordem de 100,6% e 69,1%, respectivamente, de acordo com os dados da Anac. A TAM registrou redução de 6% na demanda em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior e a Gol registrou aumento de 1,1% no mesmo período.

Entre as seis empresas que apresentaram participação no mercado doméstico superior a 1%, as maiores taxas de ocupação em abril de 2012 foram alcançadas pela Avianca e Azul, com 80,0% e 77,6%, respectivamente.
Nos voos internacionais, o melhor aproveitamento em abril deste ano foi alcançado pela TAM, com 83,3%. No mesmo período, a Gol alcançou 64,6%.

Sindicato lança cursos gratuitos de elevadores

Categoria: Agenda, Análise, Carreira, educação, emprego, Trabalho

O Sindicato dos Elevadores do Estado de São Paulo (Seciesp) lança dois cursos gratuitos para formar profissionais que possam atender tanto aos fabricantes de elevadores da indústria quanto às empresas de manutenção de elevadores. São o curso násico de nontagem de elevadores e o curso de preparação para conservação de elevadores.

O setor está aquecido em todo o Brasil com o crescimento da construção civil, as obras para a Copa do Mundo, Olimpíadas, do Programa de Apoio ao Crescimento (PAC) e de outros programas governamentais. Mas faltam profissionais qualificados para atender à demanda. Com isso, é grande a chance de o profissional que se capacita após os cursos conquistar uma colocação, segundo o Seciesp, já que muitas empresas recorrem ao sindicato em busca de novos candidatos às vagas.

O curso básico de montagem de elevadores terá a primeira turma entre os dias 11 a 29 de junho, com aulas das 09h00 às 17h00. As aulas devem abordar desde noções básicas sobre o funcionamento dos elevadores, características dos edifícios, interpretações das plantas, componentes, noções sobre mecânica, elétrica e eletrônica. As aulas são gratuitas, assim como o material didático do curso, elaborado pela MAG Eletromecânica e Informática.

Outro curso gratuito oferecido pelo Seciesp é de preparação para conservação de elevadores, de 09 a 27 de julho. Voltado para o conhecimento geral sobre o funcionamento de elevadores, com ênfase em manutenção preventiva, o curso é direcionado a formar profissionais que desejem atuar no ramo de elevadores ou para recém contratados por empresas de elevadores que necessitem se aperfeiçoar.

O curso aborda desde noções básicas do funcionamento dos elevadores, componentes, até eletricidade, ajustes mecânicos, comandos e a legislação.
Em São Paulo, a lei 10.348, estabelece que elevadores, assim como em outros aparelhos de transporte, como escadas rolantes, elevadores de carga ou planos inclinados, devem passar por manutenção e conservação mensal. Quando isso não ocorre o edifício pode ser multado.

Os candidatos aos cursos devem ter cursado o segundo grau e as vagas são limitadas.
Há 30 vagas por curso. Mais informações no site do Sindicato em www.seciesp.com.br

Cursos Gratuitos Seciesp – 2012
Básico de Montagem de Elevadores e o Curso de Preparação para Conservação de Elevadores
De 11 a 15/06/2012 e De 25 a 29/06/2012
09h00 às 17h00
Sede do Seciesp

Preparação para Conservador de Elevadores
De 09 a 13/07/2012 e de 23 a 27/07/2012
09h00 às 17h00
Rua Major Sertório, 349 – 3°. Andar – Vila Buarque
Metrô República, São Paulo

Britânica Diageo compra cachaça Ypióca por US$ 470 milhões

Categoria: Agenda, Análise, Empresas, negócios

David Jones

O grupo britânico de bebidas Diageo anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar a fabricante brasileira de aguardente Ypióca por cerca de 300 milhões de libras (469 milhões de dólares), aumentando presença em mercados emergentes enquanto briga por um maior espaço em tequila.

A produtora do uísque Johnnie Walker e da vodca Smirnoff, que tem planos de ter metade das suas vendas em mercados emergentes até 2015, anunciou nesta segunda-feira acordo para comprar a marca Ypióca de sua família controladora, além de parte dos ativos de produção e distribuição da bebida.

A Ypióca é a terceira maior marca do mercado de cachaça e líder de um segmento de rápido crescimento dessa bebida, o premium. A companhia, fundada em 1846 e com sede em Fortaleza, emprega cerca de 3,2 mil funcionários e tem cinco fábricas no país. A cachaça responde por cerca de 80 por cento da indústria brasileira de bebidas destiladas.

“O Brasil é atrativo, um mercado de rápido crescimento para a Diageo com demografia favorável e crescente renda disponível. A aquisição da Ypióca nos dá a marca premium líder na maior categoria local de bebidas destiladas”, disse o presidente-executivo da Diageo, Paul Walsh.

A Diageo, assim como outros grupos internacionais de bebida, tenta se fazer presente em países emergentes para compensar a demanda instável na Europa.

O grupo há muito tempo negocia com a dona da Jose Cuervo para ter uma parte da marca líder de tequila, avaliada em mais de 3 bilhões de dólares. Algumas fontes dizem que as negociações esfriaram por causa de problemas relacionados ao controle da marca.

A companhia londrina recentemente investiu em negócios como a Mey Icki (Turquia) e ShuiJingfang (China) para aumentar as vendas nos países emergentes, que atualmente respondem por quase 40 por cento do total da Diageo.

A Diageo disse que a aquisição da Ypióca deve ser neutra para o lucro no primeiro ano de controle e cobrir o custo de capital até o quinto ano após o negócio, o que analistas dizem estar em linha com os negócios recentes. O grupo britânico não deu números exatos de lucro para a companhia brasileira.

“Nós consideramos positivo esse tipo de negócio em países emergentes, dando a liderança em marca premium local e sinergia em distribuição a médio prazo para as bebidas destiladas internacionais da Diageo”, disse a analista do UBS, Melissa Earlam.

Ela estima que a Diageo tenha pago 19 vezes o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) pelo negócio e estima uma margem Ebitda de 25 por cento nas vendas anuais de 60 milhões de libras.

BB reduz juros no financiamento de veículos para pequena empresa

Categoria: Agenda, Análise, Bancos

Altamiro Silva Júnior

O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira redução dos juros para o financiamento de veículos de micro e pequenas empresas. Os cortes chegam a 21,3% e o BB pode financiar 100% do carro com taxas a partir de 0,77% ao mês, segundo comunicado à imprensa da instituição. As novas taxas valem a partir de hoje.

Desde que o BB começou a baixar juros para pequenas empresas, no começo de abril, quando foi lançado o programa Bompratodos, foram liberados R$ 9,9 bilhões para o segmento, segundo o comunicado. Comparado a março, quando ainda não havia corte nos juros, houve expansão de 18,4% nos volumes liberados. Na linha “BB Giro Empresa Flex”, principal produto de capital de giro para as micro e pequenas empresas do banco, o volume liberado cresceu 38% e ficou em R$ 2,1 bilhões.

O prazo de financiamento pode chegar a 60 meses e só vale para veículos novos, de acordo com o BB. A linha é direcionada às empresas com faturamento bruto anual de até R$ 60 milhões.

Na semana passada, o BB anunciou redução nos juros do financiamento de veículos para pessoas físicas, com taxa mínima de 0,77%. O corte ocorreu logo após o governo soltar um pacote de medidas para estimular o mercado automotivo, com redução de tributos para a compra de carros e mudanças no compulsório.