Oi e Net devem acirrar briga na TV paga
- 18 de agosto de 2011 |
- 14h38 |
- Tweet este Post
Categoria: Empresas, Serviços, Tecnologia
Karla Mendes e Eduardo Rodrigues
A abertura do mercado de TV a cabo para as operadoras de telefonia e a redução das restrições ao capital estrangeiro, aprovadas na terça-feira no Senado, vão acirrar a disputa entre Oi e Net por esse mercado.
Fontes do setor avaliam que o sinal verde para que as teles atuem nesse segmento provocará a investida da Oi nas áreas em que a Net atua, que são justamente as capitais e grandes cidades, regiões que concentram a população com maior poder aquisitivo do País. Hoje, a Net atua praticamente sozinha nesses mercados com oferta de TV a cabo.
Nas cidades em que a Oi já possui rede de fibra óptica, a entrada da companhia para oferecer o serviço ocorrerá de forma praticamente imediata; onde a infraestrutura não for compatível, a empresa terá de fazer investimentos.
Na outra ponta, com menos restrições ao capital estrangeiro, o mexicano Carlos Slim poderá assumir o controle da Net – já é dono de 49% da empresa – e promover a integração com a Embratel e a Claro, o que permitirá fazer a oferta do chamado “quadriplay”, ou seja, telefonia fixa, móvel, banda larga e TV a cabo, concorrendo diretamente com a Oi.
Em outra frente, o grupo mexicano poderá também usar a rede de fibras ópticas da Embratel e ampliar a oferta dos serviços.
Sem citar diretamente a concorrência com a Net, o diretor de regulação da Oi, Paulo Mattos, disse que a empresa espera já poder oferecer no ano que vem o chamado serviço de IPTV, que utiliza o protocolo de internet para a transmissão de conteúdo – e que depende muito do investimento em fibras ópticas.
Segundo ele, a oferta depende de uma rápida regulamentação da lei pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tão logo o projeto seja sancionado pela presidente Dilma Rousseff.
“É importante destacar que o principal beneficiado pela nova legislação é o consumidor, que terá mais opções no momento de escolher sua TV por assinatura”, afirmou Mattos.
Segundo ele, a IPTV será mais um produto disponível no mercado, ao lado da TV via satélite e a cabo tradicional, com a vantagem de estar mais adequada aos recursos de interatividade. A Net não se pronunciou sobre o assunto.
Outra mudança possível nesse mercado, segundo uma fonte, seria a entrada de um novo player de TV a cabo: a GVT. Isso porque, como a companhia tem redes de fibra óptica nas principais cidades do País, a empresa, que pertence à francesa Vivendi, poderia ingressar no segmento de TV a cabo assim que a nova legislação entrar em vigor, fazendo uma concorrência direta contra Net, Oi e Telefônica.
Como a atuação da Telefônica está restrita ao Estado de São Paulo, onde ela já oferece o serviço de TV a cabo por meio da TVA, a mudança mais significativa num primeiro momento ocorrerá no âmbito de gestão, pois a companhia era impedida de exercer o controle da operadora de TV a cabo, fato que a Telefônica classificou como “assimetria regulatória”, em nota divulgada após a aprovação do projeto.
Preço
O aumento da oferta de TV a cabo não significa, porém, redução automática e generalizada de preços. Isso porque, inicialmente, as empresas terão de investir pesado para expandir a rede de fibras ópticas para oferecer o serviço, afirmou um executivo de uma das operadoras.
O prazo médio de retorno de investimentos é de quatro a cinco anos, mas o executivo observou que tudo dependerá da dinâmica do mercado. “Se a Vivendi captar dinheiro no exterior a 0%, por exemplo, vai ter queda de preço, pois a empresa virá com uma oferta agressiva e o mercado terá de acompanhar.”
Nesse cenário, porém, a Oi tem uma vantagem em relação às demais. Apesar de a maior parte da rede da operadora ser antiga, de fios de cobre, a companhia já poderá ofertar pacotes populares por meio dessa infraestrutura em cidades em que o consumidor não tem a exigência da alta definição.
O diretor executivo da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), Eduardo Levy, destacou o grande poder de investimento das teles, o que deve proporcionar uma maior interiorização do serviço de TV paga, com consequências positivas nos preços.
Posts Relacionados
Tópicos Relacionados
abertura, Agência Nacional de Telecomunicações, Anatel, Associação Brasileira de Telecomunicações, banda larga, capitais, capital estrangeiro, Claro, concorrência, consumidor, disputa, Eduardo Levy, Eduardo Rodrigues, Embratel, fibra óptica, grandes cidades, GVT, infraestrutura, interatividade, Investimentos, IPTV, Karla Mendes, legislação, mercado, móvel, Net, Oi, operadoras de telefonia, poder aquisitivo, preços, quadriplay, redução, restrições, Senado, Telebrasil, telefonia fixa, Telefônica, TV a cabo, TV via satélite, TVA
- : BB reduz juros para compra de automóvel http://t.co/k5pSyVbi 19 mins ago
- : Índice de Confiança da Indústria... http://t.co/RGpcmjbC 1 hr ago
- : Centrais de trabalho têm postos para todos os níveis http://t.co/UWN35Zfm 2 hrs ago
- : Socorro a banco agrava crise na Espanha http://t.co/sfTyu3Ny #seubolso #criseinternacional 5 hrs ago
- : Negociação mesmo sem proposta http://t.co/8ryWUqN6 12 hrs ago
- More updates...
Posting tweet...
Powered by Twitter Tools


RSS
Deixe um comentário: