Estado.com.br
Terça-feira, 18 de Junho de 2013
Seu Bolso
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

‘Minha Casa’ provoca fila para compra de máquinas

Categoria: Casa própria, Empresas

A atividade do mercado imobiliário no Brasil está tão aquecida que os fabricantes de máquinas e equipamentos usados na construção civil já têm fila de até quatro meses para entrega, dependendo do produto. Ao mesmo tempo em que comemoram resultados recordes, essas companhias apresentam demanda em níveis muito acima do esperado.

De acordo com a Terex América Latina, fabricante de máquinas e equipamentos para construção e obras de infraestrutura em geral, a procura por manipuladores telescópicos (telehandler) — uma espécie de empilhadeira usada no programa “Minha Casa, Minha Vida” — tem sido tão expressiva que há fila de dois meses para entrega. Na linha de plataformas aéreas, para trabalhos que podem atingir até 43 metros de altura, chega a quatro meses.

A empresa espera vender 400 manipuladores em 2010, o que representa 388% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 82 unidades. O manipulador é um dos primeiros equipamentos que entram no canteiro de obra e o último a sair, lembra André Godoy Freire, presidente da companhia. Esse tipo de equipamento serve em obras de três ou quatro andares, posicionando e entregando materiais em diferentes alturas da construção.

A JCB do Brasil, que também fabrica manipuladores telescópicos, teve aumento de 35% nas vendas desse tipo de máquina em 2010. De acordo com Nei Hamilton, diretor de vendas da empresa, o programa habitacional do governo federal “Minha Casa, Minha Vida” é o principal responsável.

Na construção civil, os principais clientes dessas fabricantes são locadoras de equipamentos que atendem as incorporadoras. Entre as empresas que fazem a locação de equipamentos, a Mills Rental se diz confortável em relação à demanda. A empresa, porém, planeja investir R$ 300 milhões nos próximos três anos em aquisições de equipamentos e abertura de filiais.

Para Freire, da Terex, em um canteiro de obra é muito mais rentável alugar os equipamentos e não ter despesas com manutenção. “Além disso, o transporte dessas máquinas de um empreendimento para outro também teria impacto nas margens de lucro das construtoras.”

Mas segundo Hamilton, da JCB, muitas construtoras que costumavam alugar as máquinas agora começam a comprá-las. Algumas das principais incorporadoras admitem que estão comprando maquinário para diminuir a dependência de fornecedores nas obras, mas não confirmam as filas ou atrasos. A MRV Engenharia confirma estar investindo na compra de equipamentos, não por falta de oferta, mas sim para maior ganho financeiro a longo prazo. A Living, subsidiária da Cyrela para o segmento econômico, também optou por comprar determinados equipamentos, como gruas. Já a Rossi Residencial adquire parte das máquinas que usa no canteiro de obras. (Fabiana Holtz)

Deixe um comentário:

Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.