Microempresas abrirão 27 milhões de vagas até 2016
- 26 de abril de 2011 |
- 23h00 |
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Categoria: Empreendedorismo, Trabalho
Luciele Velluto
Nos próximos cinco anos mais de 27 milhões de empregos serão criados pelos novos empreendimentos que surgirão no País. A pesquisa divulgada ontem sobre o nível de empreendedorismo no Brasil e no mundo (Global Entrepreneurship Monitor – GEM), realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), indica que 4,6 milhões de micro e pequenas empresas deverão surgir nesse período e fazer pelo menos seis contratações cada.
Para Luiz Barretto, diretor presidente do Sebrae, a expectativa de criação de vagas mostra que o empreendedorismo é um dos principais geradores de emprego do mundo. São esperados 315 milhões de novos postos de trabalho nos 59 países pesquisados.
O estudo mostra que o País tem atualmente 21,1 milhões de empreendedores com empresas de até três anos e meio de atividade, seja formal ou informal.
Isso coloca o Brasil como a nação com maior porcentual de empreendedores entre os países do G20 — grupo que integra as maiores economias do mundo — com 17,5% de sua população adulta empreendendo. O resultado também coloca os brasileiros em primeiro no Bric, grupo composto pelas economias emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China).
Das 17 nações pesquisadas do G20, o segundo com mais empreendedores é a China, com 14,4%, seguido pela Argentina, com 14,2%, Austrália, com 7,8%, e Estados Unidos, com 7,6%.
Barretto destacou que o crescimento do empreendedorismo no Brasil não é apenas quantitativo, mas também em qualidade. “São mais empreendimentos gerados por oportunidade e não por necessidade. São negócios mais bem preparados.”
Para cada empreendimento que surge por necessidade, dois são criados de olho na oportunidade de negócio no Brasil. Esse dado coloca o País na média mundial de criação de empresas por oportunidade.
E esse é o melhor índice brasileiro apresentado nesse quesito desde o início da pesquisa, em 2000. Em 2002 havia mais empreendedorismo por necessidade do que por oportunidade.
“Esse crescimento é consequência de um ambiente econômico melhor, com mais empregos”, comentou o diretor presidente do Sebrae. Barretto também lembrou o resultado do programa de formalização do micro e pequeno empreendedor do governo federal, que conseguiu 1 milhão de formalizados em nove meses.
Na análise do perfil desse empreendedor, 22,2% são jovens entre 25 e 34 anos, a diferença entre homens e mulheres está cada vez menor (51% ante 49%, respectivamente) e quanto maior o nível de escolaridade, maior o empreendedorismo por oportunidade.

Cristina Sakaue montou sua loja de roupas femininas há dois anos e tem uma carteira de 4 mil clientes (Foto: JF Diorio/AE)
Loja de roupas
A empreendedora Cristina Sakaue, 31 anos, está dentro do perfil apontado pela pesquisa do Sebrae em relação à oportunidade. Há dois anos ela montou uma loja de roupas femininas após ganhar clientela vendendo itens de vestuário para as amigas.
No entanto, para escapar da concorrência, Cristina criou um diferencial: o serviço de personal stylist. “A loja oferece mais que a venda, é uma consultoria. E o serviço é de graça. O atendimento é o que faz a diferença”, contou ela, que conquistou uma carteira de clientes de quatro mil pessoas.
“Ter o meu próprio negócio surgiu naturalmente. Já pensava ter algo meu, mas não uma loja de roupa. Com o sucesso das vendas que fazia, resolvi apostar na loja”, afirmou Cristina, que já planeja expandir a empresa.
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27/04/2011 - 10:18 Enviado por: Gilberto Mendes
Só o GOVERNO ainda não percebeu a FORÇA dos pequenos empresários. É preciso soltar as AMARRAS da BUROCRACIA que existem na RECEITA FEDERAL. Vejamos um exemplo, se por acaso atrasar o pagto de um DARF, a receita de ajuda a AFUNDAR, pois cobram multa e juros que elevam a DIVIDA em mais de 50%, hoje os pequenos estão endividados com a crise de 2008 para 2009 e ficaram de fora do REFIS da crise, justamente por causa da RECEITA FEDERAL, que resolveu achar que os pequenos não se enquadravam no REFIS, pura BUROCRACIA e falta de PATRIOTISMO para com os pequenos.
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