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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012
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Microempresa: o segredo está na embalagem

Categoria: Empreendedorismo

GISELE TAMAMAR

Uma empresa pode ser pequena no porte, mas não precisa ser tímida na apresentação. Para ajudar a aumentar a competitividade dos micro e pequenos empreendimentos ante as grandes companhias, a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) têm um projeto para desenvolver embalagens que cobre metade do valor gasto com o design.

Para a terceira e atual edição, que vai até maio de 2012, estão reservados R$ 1,563 milhão para 205 empresas. Até o momento, 90 projetos estão em desenvolvimento. Na região Sudeste, cada projeto pode custar até R$ 14 mil, sendo que 50% são subsidiados pela parceria. O valor não cobre gastos com a fabricação da embalagem, apenas sua criação. O empresário deve procurar a Abre ou o Sebrae para receber as orientações e se informar sobre as agências de design cadastradas para o trabalho.

“A pequena empresa pode aparecer de forma profissional, crescer e ganhar mercado. E a embalagem é uma forma de se diferenciar, de chamar a atenção do consumidor”, diz a diretora executiva da Abre, Luciana Pellegrino. Além de agradar ao consumidor, uma embalagem moderna garante espaço entre a concorrência, formato adequado para transporte, manuseio e acomodação ideal no ponto de venda.

A diretora da Nova Cosméticos, Isabel Nalesso, está otimista com as novas embalagens de oito produtos da Agradal. Desde o lançamento da marca, em 1937, as embalagens nunca passaram por uma modificação tão significativa. “Se a linha não tiver um visual legal, nunca vai competir com os grandes”, diz Isabel que espera um crescimento de pelo menos 20% nas vendas no ano que vem.

A agência responsável pelo projeto foi a Speranzini Design. Uma das mudanças foi o nome da linha, de Agradal Du Vien para apenas Agradal, mais fácil de lembrar e como a linha é conhecida. A frase “desde 1937” foi estampada para reforçar o tempo de mercado. Os produtos em potes foram para bisnagas. Com isso, a empresa passa a trabalhar com o mesmo fornecedor e consegue uma margem maior para negociar preço. “A nova identidade remete à lembrança das boticas antigas com a modernidade de hoje”, afirma o diretor da empresa de design, Maurício Speranzini.

Otimista também está Raquel Cruz, dona da Feitiços Aromáticos. Ela sentiu necessidade de criar uma nova linha para aproveitar o público da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Assim surgiu a Brasil Aromáticos, que inclui itens para o corpo e para a casa. As embalagens têm a assinatura da Zgraph Comunicação e Design. “Ter uma agência trabalhando para você custa caro, mas o resultado foi uma apresentação mais sofisticada”, diz Raquel. A linha, lançada em agosto, é a principal aposta para os próximos anos.

1 Comentário Comente também
  • 20/11/2011 - 10:59
    Enviado por: Roberto Barnabé

    Parabéns pelo SEBRAE e a ABRE pelo projeto, incentivando os pequenos e micro empresários, pois o governo não dá incentivo a esta importante camada do empresariado brasileiro, infelizmente, o BNDES nao auxilia estes empreendedores da mesma forma como faz com grandes transnacionais e empresas de vulto.

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