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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Metade dos brasileiros é infiel a bancos

Categoria: Bancos

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Metade dos brasileiros não são fiéis aos seus bancos. É o que mostra estudo da consultoria Accenture, especializada em gestão de pessoas. Pelo menos 43% dos correntistas mudaram de suas instituições principais ou de organizações secundárias no último ano e 7% declararam a intenção de mudar em breve. Além disso, 22% trocaram seus bancos, maior do que a média global, de 16%. A concorrência entre as instituições e o aumento da renda da população contribuíram para este cenário, considerado como uma tendência no mercado financeiro.

“As pessoas estão procurando mais alternativas no mercado financeiro, como maior oferta de serviços e taxas mais atraentes”, analisa Luis Simões, executivo sênior para prática de serviços financeiros da Accenture.

Correntistas estão mais atentos às taxas cobradas pelos bancos e optam pelos menores preços (Foto: FABIO MOTTA/AE)

Além disso, o aumento do poder aquisitivo da população, principalmente daqueles que entraram para a classe C, a nova classe média, deixou os bancos mais confortáveis para ofertar serviços diferenciados. “Os bancos vão atrás desse público com portfólio de produtos que pode interessá-los”, explica Simões.

“A minha impressão é que os consumidores estão ficando mais atentos a essa competição entre os bancos para atrair os correntistas”, acrescenta Lucy Sousa, professora da Faculdade de Economia da FAAP.

Com a competitividade grande, Thiago Pereira, de 29 anos, pôde escolher o melhor valor do pacote de serviços para abrir uma segunda conta bancária. “Precisava de uma outra conta para a minha empresa, mas, no meu banco, o pacote de serviços estava R$ 65. Optei por escolher outra instituição, com o pacote a R$ 37”, conta.

Pereira está entre os 43% dos correntistas que abriram uma segunda conta em outra instituição. “Essa nova classe C está mais interessada em variar os serviços financeiros que estão à sua disposição”, aponta Simões.

Dívidas
O problema, no entanto, é em relação à educação financeira. “Há muitas pessoas com salários melhores, que não sabem administrá-los de forma correta, com um grande potencial para o endividamento”, diz Adriano Gomes, professor de finanças da ESPM.

Esses consumidores endividados, acrescenta Gomes, têm grande tendência a trocar de banco, para migrar a dívida que está rolando sem ser paga. “O banco B aceita ficar com a dívida do cidadão, oferecendo parcelas mais leves do que ele pagava no banco A. No entanto, o correntista esquece de considerar as taxas desse outro financiamento e troca de instituição”, alerta Gomes.

Na opinião do especialista, a falta de orientação por parte das instituições financeiras piora um pouco mais o quadro. “Esses bancos deveriam propor linhas de financiamento com taxas mais moderadas a essas pessoas para ganhar mais clientes.”

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