Mais micro e pequenas empresas sobrevivem em SP
- 20 de outubro de 2011 |
- 23h02 |
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Categoria: Agenda, Análise, Empreendedorismo, Empresas
Luciele Velluto
Do total de micro e pequenas empresas que abriram as portas em 2006 no Estado de São Paulo, 77% permaneceram abertas nos dois anos seguintes. Isso é o que mostra o censo apresentado ontem pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em relação a sobrevivência dos empreendimentos.
O resultado é superior ao verificado em empresas de pequeno porte que iniciaram suas atividade 2005, quando a taxa era de 74,4%, o que mostra uma evolução dos empreendedores.
O índice das empresas paulistas apresentado pelo Sebrae – com base nos dados da Receita Federal em relação a declaração de imposto de renda dos empreendimentos de pequeno porte – está acima da média nacional, que foi de 71,9% para empresas que abriram em 2005 para 73,1%.
Para o presidente da entidade, Luiz Barretto, esse crescimento está relacionado com um maior planejamento das empresas, com a identificação de oportunidades e maior capacitação dos empreendedores. “O maior grau de escolaridade dos micro e pequenos empresários e acesso mais fácil a informação também contribuem para esse aumento da taxa de sobrevivência”, afirmou.
Os resultados do Brasil em relação ao tempo de resistência das empresas após sua abertura também é alto em relação a outros países. Com 71,9% de taxa de sobrevivência para empresas que abriram em 2005, o País supera a Espanha, com 69,3%, Itália, com 67,9% e Holanda, com 49,7%, mas perde para o Canadá, com 73,8%, de acordo com dados apresentados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Brasil tem 5,6 milhões de MPEs.
Setores
Nas taxas divididas por setores, São Paulo também supera as médias nacionais. Tanto par o comércio quando para serviços, a média paulista de sobrevivência foi de 77%, enquanto pelo Brasil foi de 74% e 72%, respectivamente. No caso da construção civil, o índice do Estado foi de 72%, enquanto para o País foi de 66%. Mas a indústria é a que apresenta maior taxa de sobrevivência no Estado de São Paulo, com 82% das empresas superando os primeiros anos – o índice nacional é de 75%.
O presidente do Sebrae explica que a pequena e micro empresa no ramo de indústria, apesar de representarem entre 10% a 15% das MPEs no geral, tem uma taxa maior de sobrevida por exigir mais investimento e planejamento do empreendedor. “Entrar nesse setor é mais difícil, pois se exige mais tecnologia e conhecimento do ramo que se está investindo.”
As irmãs e veterinárias Thais e Juliana Mucher resolveram investir nessa área e em dezembro completam dois anos da pequena indústria de sorvete para cães Ice Pet. Mas elas contam que, no início, por ser do ramo industrial, foi mais difícil do que imaginavam. “Era muita burocracia, com registro no Ministério da Agricultura e até lei de zoneamento para montar a produção. Quase desistimos, mas é uma ideia que apostamos, que percebemos que poderia ser um bom mercado para investir”, conta Thais.
Hoje, a empresa já abastece as grandes lojas de produtos para animais na Grande São Paulo e estudam uma forma de abastecer outros Estados – a questão logística é um entrave, pois a empresa deixa de atender clientes do Nordeste que a procuram.
Para as sócias, a empresa está indo no caminho certo, mas o início também exige sacrifícios das empreendedoras. “Precisamos chegar a um ponto que todo o lucro deixe de ser reinvestido na empresa, pois até agora não tiramos um salário para nós”, diz Thais.
Os próximos projetos da Ice Pet são investimento em marketing em 2012 e o lançamento de novos produtos até o final do ano.
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21/10/2011 - 10:23 Enviado por: Ademar
Há um velho ditado popular qe diz: “Quem não tem competência,
não se estabelece” Além disso, são as micros e pequenas
empresas que geram muitos empregos.
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