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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Loja coletiva é opção de baixo custo para microempreendedor

Categoria: Consumo, Empreendedorismo, Empresas

LUCIELE VELLUTO

A partir de R$ 90 mensais, o micro empreendedor pode ter um ponto de venda, funcionários, arcar com os custos para manter uma loja e um sistema de informatizado de controle de estoque, além de estar nos bairros e ruas mais movimentados e valorizados da capital. Esse é o aluguel mínimo para quem quer colocar seu produto à venda em uma loja colaborativa ou coletiva, formato de comércio que abriga diversos pequenos comerciantes divididos por nichos, prateleiras e araras.

Com pelo menos cinco lojas espalhas pela capital, o modelo de comércio que aluga espaço para quem quer expor seus produtos caiu no gosto do consumidor pela variedade de artigos e marcas em um mesmo local. E se tornou alternativa para quem quer ter um ponto físico de vendas.

Formato dá visibilidade à marca. Foto:ERNESTO RODRIGUES/AE

A proprietária da marca de acessório Miniminou, Isis Matsusaki,de 25 anos, é um desses pequenos empreendedores que preferiram colocar seus produtos em lojas colaborativas do que ter o próprio ponto. “Abrir uma loja própria é caro e burocrático. Não tenho condições de manter uma estrutura dessa. E como só tinha a loja virtual, senti a necessidade de um espaço físico para que os clientes pudessem ver as peças”, conta ela, que tem seus produtos em lojas desse formato há um ano.

Marli Tatemoto, de 34 anos, dona da marca Marmi, é outra empreendedora que aderiu ao formato. Ela lançou sua marca de roupa para o público feminino após conhecer uma loja colaborativa. “Quando conheci o formato, percebi a oportunidade de lançar a minha marca, pois sempre quis atuar nessa área. Como trabalho como tradutora, não teria tempo nem dinheiro para tomar conta de uma loja. E nesse modelo de comércio consigo ter meu trabalho paralelo e ainda me dedicar à produção das peças de roupa”, comenta.

A variedade de empreendedores é grande, assim como a de produtos. “Tem de tudo, bolsa, bijuteria, papelaria, confecção, decoração. E os empreendedores são desde os que estão iniciando uma marca até gente que trabalha com feiras há 30 anos e quer um ponto físico em um local diferente”, diz Aline Aleixo Quintão, sócia da loja coletiva, Cada Qual, que fica em Pinheiros.

As lojas colaborativas oferecem um espaço a partir de dez cabides em uma arara ou um nicho de tamanho 30 centímetros de altura por 40 centímetros de largura. O aluguel é mensal e pode ser renovado por tempo indeterminado por quem ocupa o espaço. Apenas um desses estabelecimentos coloca metas como exigência para que os expositores permaneçam no local.

Além do custo do aluguel, ainda há incidência de tributação – basicamente Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – e da taxa de cartão de crédito sobre a venda. Já o custo da loja, embalagem, funcionários e divulgação está incluído no aluguel.

O expositor é responsável por abastecer e arrumar seu espaço e pode acompanhar as vendas pelo sistema online que a loja coloca à disposição.

Para o consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP), Gustavo Carrer, as lojas colaborativas oferecem a oportunidade para que os microempreendedores construam sua marca e ganhem público. “Ele pode até testar sua marca, usar o espaço como laboratório, mas tem que estudar também quem é o público da loja. Para estar em um local como esse é preciso ter um produto diferenciado”, explica.

Carrer aconselha que o pequeno empreendedor deve ficar de olho em sua capacidade de abastecer a loja. “Ele precisa estar seguro quanto à qualidade do produto e capacidade de atender”, diz.
Para a empreendedora Isis, a desvantagem do modelo é a falta de proximidade com o cliente. “O único ponto negativo é não saber quem está comprando o seu produto, que é o público”, diz.

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