LinkedIn abre escritório no Brasil e procura executivos
- 1 de dezembro de 2011 |
- 15h12 |
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Categoria: Carreira, Empresas, Internet, Trabalho
Nayara Fraga
O LinkedIn não é só um lugar para procurar trabalho. “Os usuários daqui ainda têm a ideia de que o site é apenas para achar um emprego, e as empresas de RH não conhecem a profundidade das soluções de negócios do LinkedIn”, diz Osvaldo Barbosa de Oliveira, executivo que atuou por 21 anos na Microsoft e comandará o primeiro escritório da rede para conexões profissionais no Brasil.
Ele assume o cargo de diretor-geral e a missão de exibir melhor os produtos da empresa a recrutadoras e mostrar aos brasileiros que há mais que possibilidade de emprego no LinkedIn. Descobrir profissionais qualificados, construir novos negócios, anunciar e ganhar clientes são algumas das ferramentas que o site pretende popularizar no País.
O Brasil já estava na mira da companhia há algum tempo. De abril de 2010, quando o site foi traduzido para o português, até hoje, o número de usuários brasileiros saltou de 1 milhão para 6 milhões. Isso faz do Brasil o quarto maior mercado do LinkedIn, atrás de Inglaterra, Índia e Estados Unidos, nessa ordem.
No mundo, são 135 milhões de usuários e 2 milhões de páginas corporativas. A cada segundo, surgem dois novos perfis.
Além do rápido crescimento de usuários, a fase econômica por que passa o País chamou a atenção da empresa. “O Brasil está no momento de buscar novos talentos”, afirma Oliveira.
Quando houver expansão para outras áreas da América Latina, que soma 14 milhões de usuários, as operações partirão de São Paulo.
Cinco vagas estão abertas para trabalhar no escritório do LinkedIn na capital paulista: gerente de marketing, gerente financeiro, executivo de contas, gerente de relacionamento e recrutador. Ao longo dos meses, novas posições serão oferecidas.
Ainda não se sabe se a filial brasileira será como o escritório do Vale do Silício, com ioga, massagem e outros privilégios. Mas Oliveira diz que todo mês haverá o “in-day”, dia para o empregado se dedicar a algo totalmente diferente de seu trabalho.
Dinheiro
A principal fonte de receita do LinkedIn está nas soluções de recrutamento. Cinquenta por cento dos US$ 139 milhões faturados no terceiro trimestre de 2011 vieram das empresas que contratam os serviços do site para encontrar profissionais, segundo Oliveira. No Brasil, algumas dessas companhias são Itaú, BTG, Fast Shop e Hospital Albert Einstein, diz.
A abertura do escritório no País coincide com o momento em que o site para conexões profissionais e várias empresas de tecnologia com capital aberto precisam provar a seus investidores que o frisson de suas estreias em Bolsa faz sentido.
O LinkedIn vê, desde maio, desvalorização de 36% no preço de seus papéis. Há seis meses, as ações foram lançadas a US$ 45 e chegaram ao pico de US$ 122,70 no dia da oferta pública inicial de ações (IPO). Hoje, elas valem US$ 60 cada.
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